OIT alerta governos e empresas sobre riscos climáticos ao emprego e defende prevenção, proteção aos trabalhadores e planejamento produtivo
As mudanças climáticas ampliam riscos para
trabalhadores e atividades produtivas, levando
organismos internacionais a defender medidas
preventivas diante de eventos extremos cada vez mais
frequentes.
Nesse cenário, a Organização Internacional do
Trabalho alerta governos, empresas e sindicatos
sobre impactos provocados por alterações climáticas
na segurança e saúde dos trabalhadores.
Além disso, secas, temperaturas elevadas, chuvas
intensas e outros eventos extremos podem interromper
cadeias produtivas, reduzir produtividade e ameaçar
postos de trabalho em diferentes setores.
Na América Latina e Caribe, essas ameaças ganham
importância porque a crise climática integra
transformações estruturais que já modificam
profundamente mercados de trabalho regionais
atualmente.
Por isso, especialistas defendem políticas capazes
de antecipar riscos, preparar empresas e proteger
trabalhadores antes que eventos meteorológicos
extremos provoquem acidentes, paralisações e perdas
econômicas.
Em abril, especialistas de governos, empregadores e
trabalhadores aprovaram na OIT orientações inéditas
para prevenir riscos ocupacionais associados aos
eventos extremos e padrões meteorológicos variáveis.
Entre as medidas, a organização recomenda fortalecer
políticas nacionais de segurança ocupacional,
prevenção empresarial, sistemas de informação,
preparação para emergências e mecanismos eficientes
de resposta.
Consequentemente, empresas precisam incorporar
riscos climáticos ao planejamento operacional,
considerando possíveis impactos sobre instalações,
jornadas, abastecimento, transporte, produtividade e
condições seguras para executar atividades
profissionais.
Trabalhadores estão mais expostos
Ao mesmo tempo, trabalhadores aparecem entre os grupos mais expostos aos efeitos climáticos, especialmente quando continuam exercendo atividades mesmo diante de condições ambientais consideradas perigosas.
A OIT identifica calor excessivo, radiação ultravioleta, eventos meteorológicos extremos, poluição atmosférica, doenças transmitidas por vetores e agroquímicos entre importantes ameaças relacionadas ao trabalho.
Entretanto, políticas adequadas de adaptação
climática também podem preservar empregos existentes
e criar novas oportunidades profissionais
relacionadas às economias sustentáveis e atividades
produtivas ambientalmente responsáveis.
Nesse processo, a OIT defende transição justa,
proteção social e diálogo entre governos,
empregadores e trabalhadores para conciliar
sustentabilidade ambiental, desenvolvimento
econômico e trabalho decente.
Assim, antecipar consequências das mudanças
climáticas torna-se estratégia essencial para
proteger vidas, reduzir perdas produtivas e preparar
mercados de trabalho latino-americanos para
transformações ambientais futuras.
Fonte: Rádio Peão Brasil - Do Blog de Notícias da CNTI
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