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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Paim comemora fim da idade mínima para aposentadoria em atividades insalubres


O senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou nesta segunda-feira (22) a derrubada, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da idade mínima para aposentadoria especial em atividades insalubres.


A idade mínima (55, 58 ou 60 anos, conforme o tempo de contribuição) para os trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde obterem aposentadoria  especial havia sido instituída pela reforma da Previdência de 2019, no governo de Jair Bolsonaro. No último dia 3, o STF julgou parcialmente procedente uma ação direta de inconstitucionalidade proposta em 2020 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), invalidando esse dispositivo da reforma.


— [O STF] tomou uma decisão que entrará para a história da proteção social da classe trabalhadora do nosso país. Barrou, definitivamente, a absurda exigência da idade mínima para a aposentadoria especial, tão combatida por nós, mas imposta, infelizmente, em 2019 — explicou Paim em discurso no Plenário, aproveitando para saudar os 80 anos da CNTI.


Para ele, o fim da idade mínima para essas atividades não é privilégio, mas um instrumento de proteção coletiva e medicina preventiva para “retirar o corpo humano do ambiente hostil antes que o dano biológico seja irreversível".


— Exigir a idade mínima de 55, 58 ou 60 para quem trabalha em minas de subsolo com alta poluição ou com agentes químicos cancerígenos ou em redes elétricas de alta tensão, por exemplo, é uma sentença de invalidez. Ou de morte precoce — afirmou.


O senador recordou as audiências públicas feitas pelo país para convencer de que o fim da idade mínima seria uma medida suprapartidária e a favor dos trabalhadores e trabalhadoras em atividades insalubres. Os debates e estudos, segundo Paim, provaram “o óbvio”.


6 x 1

 

No discurso, o senador reafirmou seu apoio ao fim da escala 6x1, em discussão no Senado. Para ele, a medida é apenas uma evolução natural das relações trabalhistas no Brasil.


— A mesma filosofia que enterrou a idade mínima é a que move nossa defesa intransigente pelo fim da degradante escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Quem não gostaria ou não gosta de ficar sábado e domingo em casa? — perguntou.


Leonel Brizola

 

No mesmo discurso, Paim prestou homenagem a Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, que faleceu há 22 anos. A educação, relembrou o senador, era uma das maiores bandeiras políticas do político gaúcho. Ele leu no Plenário um poema do escritor chileno Pablo Neruda em que Brizola é citado: “Celebramos a chegada de Leonel Brizola ao cenário da América como uma deslumbrante encarnação de nossas esperanças”, diz um dos versos lidos por Paim.


— Uma das principais bandeiras do grande Brizola era a educação. No Rio Grande do Sul, construiu milhares de escolas. No Rio de Janeiro, implantou os Cieps, idealizados para oferecer ensino em tempo integral e oportunidade a milhares de crianças e jovens — lembrou Paim.


Vigilantes

 

O Dia Nacional do Vigilante (20 de junho) também foi comemorado por Paim em seu discurso. Em setembro de 2024, lembrou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Estatuto da Segurança Privada. A norma, acrescentou, garante mais dignidade, valorização profissional e proteção de direitos, fortalecendo o setor.


— Os vigilantes exercem uma função essencial para a proteção das pessoas, patrimônios, instituições, complementando o trabalho da segurança pública e contribuindo para a tranquilidade da sociedade brasileira — concluiu.


Paim registrou ter recebido de representantes da categoria dos vigilantes material impresso declarando o apoio da profissão ao fim da escala 6x1.

 

Fonte: Agência Senado - Do Blog de Notícias da CNTI

 

https://cnti.org.br/html/noticias.htm#Paim_comemora_fim_da_idade_m%C3%ADnima_para_aposentadoria_em_atividades_insalubres

CNTI realiza reunião de diretoria com foco em gestão, inovação e fortalecimento institucional



 


A Diretoria Executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) realizou, nesta terça-feira (23), reunião ordinária no Centro Técnico Educacional (CTE), em Luziânia (GO). O encontro foi conduzido pelo presidente José Reginaldo e contou com a participação do secretário-geral Nelson Bonardi, do secretário de Finanças Pedro Luiz Vicznevski, do secretário de Educação Eduardo Annunciato (Chicão), da secretária de Trabalho da Mulher, do Idoso e da Juventude Sônia Zerino, do secretário da Região Norte Marivaldo Nazareno da Silva, do secretário da Região Nordeste Israel Ferreira de Torres, do secretário da Região Sudeste Eduardo Henrique Neves, do secretário da Região Centro-Oeste Ronei de Lima Zimmermann e do secretário da Região Sul João Nadir Pires.


Durante a reunião, os dirigentes analisaram e deliberaram sobre diversos assuntos administrativos e institucionais. Entre os temas debatidos estiveram a apresentação do balanço financeiro e contábil, projeção de atividades no CTE em 2026, as ações junto ao judiciário em curso junto à justiça federal, ao CADE ao STF, Ministério Público do Trabalho e Federal, Receita Federal; informes relevantes sobre as atividades desenvolvidas pela Diretoria Executiva junto ao Executivo e Legislativo Federal: redução de jornada, fim da escala 6x1, Projetos de Leis alusivos sobre aposentadoria por condições especiais do trabalho, ADI 6309, dentre outros, cabe destacar a greve dos eletricitários no estado de São Paulo e, pelas Secretarias Regionais foram destacadas as principais atividades nas suas respectivas áreas de atuação.

 


Visita à Usina de Energia Fotovoltaica


Na pauta específica, os participantes acompanharam a apresentação do andamento e finalização do projeto da Usina Fotovoltaica da CNTI (UFV CNTI), iniciativa que integra os investimentos da entidade e entidades parceiras (CONTRATUH - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade, SITIFAEG - STI Agroindústria, Álcool, Carburante, Açúcar, Biocombustíveis em Geral GO-TO-DF e o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo), sustentabilidade, inovação e eficiência energética, desenvolvido pela Turon Tecnologia. O projeto foi detalhado aos dirigentes, que avaliaram as próximas etapas futuras.


Outro destaque da reunião foi o planejamento das comemorações dos 80 anos da CNTI, marco histórico que será celebrado pela Confederação nos próximos meses. A diretoria discutiu ações voltadas à valorização da trajetória da entidade, reforçando seu papel na representação dos trabalhadores da indústria e sua contribuição para o fortalecimento do movimento sindical brasileiro ao longo de oito décadas.

 

FONTE: CNTI

 

https://cnti.org.br/html/noticias/2026/CNTIReuniaodeDiretoria23062026.htm 

 

terça-feira, 23 de junho de 2026

Centrais e Alcolumbre devem se reunir dia 1º - Avançam as articulações pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada pra 40 horas semanais

 



Avançam as articulações pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada pra 40 horas semanais. A primeira quarta-feira de julho deverá ter reunião com o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), e também encontro das Centrais com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre(União-AP).

A articulação dentro do Senado visa garantir, dentro do prazo, a votação da PEC que acaba com a 6×1 e fixa jornada de 40 horas semanais. Mas o sindicalismo atua também, nos Estados, buscado dialogar com o senadores locais.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, está otimista, mas recomenda reforço nas tratativas com os três senadores de cada Estado. Ele adianta: “Semana que vem faremos reunião da Força Sindical, a fim de fazer o balanço das atividades e também para reforçar o diálogo com cada senador”.

Paim – O anúncio do encontro foi feito pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que já se reuniu com Alcolumbre, a fim de definir a reunião do presidente do Senado com os representantes das entidades sindicais a fim de discutir os passos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019).

Tramitação – A PEC, que chegou ao Senado no fim de maio, aguarda despacho da Comissão de Constituição e Justiça. Para o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), a análise da proposta deve ocorrer somente a partir de julho.

Diap – A Agência Sindical também ouviu o consultor Antônio Augusto de Queiroz (Toninho do Diap). Ele diz: “Há dois movimentos. O sindicalismo que a votação antes do recesso parlamentar, que começa em meados de julho. Já o setor patronal, liderado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) que postergar ao máximo a votação”.

MAIS – Sites das Centrais e do Diap.

 FONTE: Agência Sindical

 

Medida provisória amplia programa para reduzir fila de análise de benefícios do INSS


A nova norma reduz de 45 para 30 dias o tempo de espera de processos previdenciários e assistenciais para que entrem no monitoramento especial

 

A Medida Provisória 1369/26 amplia a atuação do Programa de Gerenciamento de Benefícios, criado para ajudar a reduzir as filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da perícia médica federal.


A MP 1369/26 altera a Lei 15.201/25 e inclui entre os objetivos do programa o monitoramento de processos de benefícios previdenciários e assistenciais que estejam em tramitação há mais de 30 dias ou com prazo judicial expirado.


Criado para acelerar a análise de processos pendentes no INSS e na Perícia Médica Federal, o programa passa a acompanhar requerimentos com maior tempo de espera.


Próximos passos

Como toda medida provisória, a norma já está em vigor a partir da publicação, mas precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias para virar lei.

 

Fonte: Agência Câmara - Do Blog de Notícias da CNTI

 

https://cnti.org.br

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Pejotização avança e esvazia proteção trabalhista

 

 


 Migração de 5,5 milhões de trabalhadores da CLT para contratos via CNPJ amplia perdas para Previdência e FGTS e leva disputa sobre o futuro do trabalho ao STF

 

Trata-se da nova face da precarização. Estamos tratando da migração em massa de trabalhadores da CLT para contratos via PJ (pessoa jurídica), que transforma o trabalhador em “empresa” deixou de ser tendência restrita a profissionais de alta renda e passou a redesenhar o mercado de trabalho brasileiro.

Entre 2022 e 2025, cerca de 5,5 milhões de trabalhadores abandonaram vínculos formais e passaram a atuar como prestadores de serviço, segundo dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

 

O fenômeno, vendido por empresas como modernização das relações de trabalho e ampliação da flexibilidade, começa a produzir efeitos significativos sobre as contas públicas e a rede de proteção social.

Estimativas do governo apontam perdas de R$ 61,4 bilhões para a Previdência Social e de R$ 24,2 bilhões para o FGTS no período.

O crescimento acelerado da chamada pejotização levou o debate ao STF (Supremo Tribunal Federal), que realizará julgamento — Tema 1389 — com potencial para redefinir os limites entre contratação legítima e fraude trabalhista no País.

Semana passada, o Supremo decidiu retomar o andamento dos processos sobre pejotização na primeira e segunda instâncias da Justiça do Trabalho. Embora as ações possam voltar a tramitar nas varas e tribunais regionais, a Corte ainda não julgou o mérito da questão, pendente sob o Tema 1389 da repercussão geral.

O que está em jogo no STF

A discussão ganhou dimensão nacional após o STF suspender milhares de processos sobre reconhecimento de vínculo empregatício até o julgamento do Tema 1389, que deverá fixar tese de repercussão geral para todo o Judiciário.

O caso expõe divergência histórica entre a Justiça do Trabalho e setores empresariais. Enquanto o TST (Tribunal Superior do Trabalho) entende que a existência de CNPJ não afasta automaticamente o vínculo de emprego quando estão presentes subordinação, pessoalidade, habitualidade e remuneração, representantes do mercado defendem maior liberdade contratual.

Em audiência pública promovida pela Corte, magistrados, economistas, sindicalistas, empresários e especialistas divergiram sobre os efeitos do modelo. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, classificou a expansão da pejotização como ameaça à proteção previdenciária e trabalhista, alertando para o risco de esvaziamento do sistema de Seguridade Social, que engloba Previdência Social, Saúde Pública (SUS) e Assistência Social.

Nas redes e em fóruns especializados, o debate também se intensificou. De um lado, trabalhadores relatam ganhos líquidos maiores e maior autonomia profissional. De outro, multiplicam-se relatos de profissionais obrigados a abrir empresas para manter empregos que continuam funcionando sob as mesmas regras de subordinação típicas da CLT.

Crescimento impulsionado por empresas

A expansão da chamada pejotização não decorre apenas de escolha dos trabalhadores. Em muitos setores, essa tem sido estimulada por empresas interessadas em reduzir encargos trabalhistas e custos operacionais.

A diferença é expressiva. Enquanto a contratação formal envolve férias remuneradas, 13º salário, FGTS, contribuição previdenciária patronal e outras obrigações, os contratos PJ transferem parte desses custos e riscos para o trabalhador.

O resultado é pressão crescente para substituição de vínculos celetistas por contratos empresariais, sobretudo em segmentos de alta qualificação.

Levantamento da Catho mostra que as vagas para contratação via PJ cresceram 19% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Estudo da InfoJobs indica dado revelador: apesar da expansão desse modelo, 56% dos profissionais que atuam como PJ afirmam preferir retornar ao regime CLT, principalmente em busca de estabilidade e proteção social.

Onde a pejotização mais avança

A transformação é especialmente intensa em atividades ligadas à economia digital e aos serviços especializados.

Na área de tecnologia da informação, mais de 90% dos profissionais já atuam como pessoa jurídica. Em comunicação e marketing, a participação do modelo passou de 49% das vagas em 2021 para 68% em 2026.

A saúde também aderiu fortemente ao sistema. Médicos plantonistas, psicólogos e outros profissionais frequentemente trabalham por meio de empresas próprias. O mesmo ocorre em setores como engenharia, advocacia, consultoria e produção audiovisual.

Por outro lado, atividades com menor remuneração média e maior necessidade de controle operacional continuam predominantemente vinculadas à CLT, como comércio, logística, transporte coletivo, construção civil, limpeza urbana e serviços administrativos.

Conta que fica para o Estado

O avanço da pejotização produz efeito paradoxal. Embora reduza custos para empresas e possa elevar a renda líquida de parte dos profissionais, diminui significativamente a arrecadação destinada à Previdência Social e ao FGTS.

Especialistas em finanças públicas alertam que a expansão indiscriminada do modelo pode ampliar o desequilíbrio previdenciário justamente em momento de envelhecimento acelerado da população brasileira.

A preocupação também envolve o futuro dos próprios trabalhadores. Sem contribuição previdenciária regular, milhões de profissionais podem chegar à aposentadoria sem cumprir requisitos mínimos para acesso a benefícios ou depender exclusivamente de programas assistenciais financiados pelo Estado.

Flexibilidade ou fraude?

A questão central não é a existência do contrato PJ em si. Há consenso de que esse é legítimo em inúmeras atividades empresariais e profissionais. O problema surge quando a figura jurídica é utilizada para mascarar relações de emprego tradicionais.

Nesses casos, trabalhadores cumprem jornada fixa, respondem a superiores hierárquicos, não podem se fazer substituir e recebem remuneração periódica, mas sem qualquer proteção trabalhista.

É justamente essa fronteira que o STF será chamado a definir.

O julgamento poderá estabelecer marco regulatório para um dos temas mais sensíveis da economia contemporânea: o equilíbrio entre flexibilidade produtiva, competitividade empresarial e preservação dos direitos sociais.

Mais do que disputa jurídica, a discussão reflete o dilema estrutural do mercado de trabalho brasileiro.

De um lado, empresas pressionadas por custos e competição global. De outro, milhões de trabalhadores que veem na carteira assinada não apenas contrato de trabalho, mas rede de proteção cada vez mais rara em mercado marcado pela informalização crescente, que, em última instância, significa precarização das relações de trabalho.

 FONTE: DIAP

https://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/93001-pejotizacao-avanca-e-esvazia-protecao-trabalhista 

 

Governo veta integralmente projeto que reduz direitos trabalhistas como incentivo à contratação de jovens

Programa Contrato de Primeiro Emprego previa redução da alíquota do FGTS e da contribuição à Previdência; Congresso pode derrubar o veto


O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, vetou integralmente o projeto de lei que flexibiliza regras para a entrada no mercado de trabalho de jovens com idades entre 18 e 29 anos que nunca tiveram carteira assinada. O Programa Contrato de Primeiro Emprego, objeto do PL 5228/19, previa redução da alíquota do FGTS e da contribuição à Previdência como incentivos para as empresas contratarem pessoas sem experiência.


A mensagem de veto, publicada no Diário Oficial da União da quinta-feira (18), sustenta que o texto fere a Constituição ao instituir modalidade diferenciada de contrato trabalhista com diminuição de garantias laborais, o que constitui “afronta aos princípios da isonomia, da igualdade material e da vedação ao retrocesso social”. Além disso, a redução da alíquota do FGTS imporia aos trabalhadores “padrão protetivo inferior ao dos demais celetistas” e comprometeria o equilíbrio financeiro da Previdência Social.


O Congresso decidirá, em sessão conjunta, se mantém ou derruba o veto.


O projeto teve origem em proposta do senador Irajá (PSD-TO) e foi aprovado com modificações pela Câmara dos Deputados em novembro de 2023. A Câmara incluiu no texto as regras gerais da Carteira Verde e Amarela, objeto da Medida Provisória 905/19, cuja vigência acabou por não ser votada. O texto definitivo teve a aprovação do Senado em 27 de maio deste ano.

 

Fonte: Agência Câmara - Do Blog de Notícias da CNTI

 

https://cnti.org.br

sexta-feira, 19 de junho de 2026

DIAP divulga “Cabeças” do Congresso 2026; saiba quem são

 

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) divulga a edição 2026 dos “Cabeças do Congresso Nacional”, estudo que identifica os parlamentares que mais se destacam pela capacidade de influenciar o processo decisório no âmbito do Poder Legislativo federal.

A edição reúne 100 parlamentares, sendo 69 deputados federais e 31 senadores. O estudo também registra a presença de 20 novos integrantes na elite parlamentar, refletindo a renovação e a ascensão de lideranças com crescente protagonismo no cenário político nacional.

Entre os atributos que caracterizam protagonismo no processo legislativo, destacam-se, na visão do DIAP, a capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando a repercussão e tomada de decisão.

Enfim, é o parlamentar que, isoladamente, ou em conjunto com outras forças, é capaz de criar papel e contexto para desempenhá-lo.

Parlamentares em “ascensão”

Além dos 100 “Cabeças”, desde a 7ª edição da série, o DIAP divulga levantamento, que inclui na publicação anexo com outros 50 parlamentares. São os deputados e senadores em “ascensão”, que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, têm recebido missões partidárias, podendo, mantida a trajetória ascendente, estar futuramente na elite parlamentar. Pode-se dizer que estão entre os 150 mais influentes. Dentre os 50 em “ascensão”, são 15 novos parlamentes. Sendo, 13 deputados, e 2 senadores.

Entende-se por parlamentar em “ascensão” aquele deputado ou senador que vem recebendo missões partidárias, políticas ou institucionais e se desincumbindo bem dessas. Estão também nessa categoria, os parlamentares que têm buscado abrir canais de interlocução, criando os próprios espaços e se credenciando para o exercício de lideranças formais ou informais no âmbito do Parlamento.

Parlamentares no exercício do mandato

A pesquisa inclui apenas os parlamentares que estavam no efetivo exercício do mandato no período de avaliação, que considera o desempenho parlamentar desde a posse, com prazo de avaliação até o mês de junho de 2026. Assim, quem esteve licenciado para assumir cargos fora do Parlamento este período, mesmo influente, não faz parte da publicação. Por isto, não constam entre os 100 mais influentes de 2026, o deputado licenciado do mandato, cumprindo missão no Poder Executivo: 1) ministros de Estado: deputado Alexandre Padilha (PT-SP); e o senador Wellington Dias (PT-PI); e 2) licenciado do mandato para tratar de interesses particulares: deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Leia o resumo da publicação, que, posteriormente estará completa, com os perfis individuais dos deputados e senadores.

 

Abaixo a relação completa dos “Cabeças do Congresso Nacional 2026”

(Parlamentares em caixa alta e negrito são os novos “Cabeças”)

Cargo

Nome/Partido

UF

Deputado

Aécio Neves – PSDB

MG

Deputado

Aguinaldo Ribeiro – PP

PB

SENADOR

ALAN RICK - REPUBLICANOS

AC

DEPUTADO

ALENCAR SANTANA - PT

SP

Deputado

Aliel Machado – PV

PR

Deputado

Altineu Côrtes – PL

RJ

Deputado

André Figueiredo – PDT

CE

DEPUTADO

ANDRÉ FUFUCA - PP

MA

Deputado

Antonio Brito – PSD

BA

Deputado

Arlindo Chinaglia – PT

SP

Deputado

Arnaldo Jardim - Cidadania

SP

Deputado

Arthur Lira – PP

AL

Deputado

Augusto Coutinho – Republicanos

PE

Deputado

Aureo Ribeiro – Solidariedade

RJ

Deputado

Baleia Rossi - MDB

SP

Deputada

Bia Kicis – PL

DF

DEPUTADO

CABO GILBERTO SILVA - PL

PB

SENADOR

CAMILO SANTANA - PT

CE

Deputado

Carlos Veras - PT

PE

Deputado

Carlos Zarattini - PT

SP

SENADOR

CID GOMES - PSB

CE

Senador

Ciro Nogueira – PP

PI

Senador

Confúcio Moura – MDB

RO

DEPUTADA

DAIANA SANTOS - PCDOB

RS

Deputado

Daniel Almeida – PCdoB

BA

Senador

Davi Alcolumbre – União Brasil

AP

Deputado

Domingos Neto - PSD

CE

Deputado

Doutor Luizinho – PP

RJ

Senador

Dr. Hiran - PP

RR

Senador

Eduardo Braga – MDB

AM

Senador

Eduardo Gomes – PL

TO

Senador

Efraim Filho – PL

PB

Senadora

Eliziane Gama – PSD

MA

Deputada

Erika Hilton - PSol

SP

Deputada

Erika Kokay – PT

DF

Deputado

Eunício Oliveira – MDB

CE

Deputado

Fernando Coelho Filho – União Brasil

PE

Senador

Flávio Bolsonaro – PL

RJ

DEPUTADA

GLEISI HOFFMANN - PT

PR

Deputado

Hugo Motta - Republicanos

PB

Senador

Humberto Costa – PT

PE

Deputado

Isnaldo Bulhões Jr. – MDB

AL

Deputada

Jandira Feghali – PCdoB

RJ

Senador

Jaques Wagner – PT

BA

DEPUTADO

JONAS DONIZETTI - PSB

SP

Deputado

Julio Lopes – PP

RJ

DEPUTADO

KIM KATAGUIRI - MISSÃO

SP

Deputada

Laura Carneiro – PSD

RJ

Deputado

Leo Prates – Republicanos

BA

DEPUTADO

LEUR LOMANTO JÚNIOR - UNIÃO BRASIL

BA

Deputado

Lincoln Portela – PL

MG

Deputado

Lindbergh Farias – PT

RJ

Deputado

Luiz Carlos Hauly – Podemos

PR

Deputado

Luiz Carlos Motta - PL

SP

Deputado

Luiz Gastão – PSD

CE

Deputada

Luiza Erundina - PSol

SP

Senador

Marcelo Castro – MDB

PI

Deputado

Marcos Pereira - Republicanos

SP

Deputada

Maria do Rosário – PT

RS

Deputado

Mário Heringer - PDT

MG

Deputado

Mendonça Filho - PL

PE

Senador

Nelsinho Trad – PSD

MS

Senador

Omar Aziz – PSD

AM

Deputado

Orlando Silva - PCdoB

SP

Senador

Otto Alencar – PSD

BA

Deputado

Paulinho da Força - Solidariedade

SP

Deputado

Paulo Abi-Ackel – PSDB

MG

Senador

Paulo Paim – PT

RS

Deputado

Paulo Pimenta – PT

RS

DEPUTADO

PAULO TEIXEIRA - PT

SP

Deputado

Pedro Campos – PSB

PE

Deputado

Pedro Lucas Fernandes - União Brasil

MA

Deputado

Pedro Lupion – Republicanos

PR

DEPUTADO

PEDRO UCZAI - PT

SC

Senadora

Professora Dorinha Seabra – União Brasil

TO

Senador

Randolfe Rodrigues – PT

AP

Deputado

Reginaldo Lopes – PT

MG

Senador

Renan Calheiros – MDB

AL

SENADOR

RENAN FILHO - MDB

AL

Deputado

Renildo Calheiros - PCdoB

PE

DEPUTADO

RODRIGO GAMBALE - PODEMOS

SP

Senador

Rodrigo Pacheco – PSB

MG

DEPUTADO

RODRIGO ROLLEMBERG

DF

Senador

Rogério Carvalho – PT

SE

Deputado

Rogério Correia – PT

MG

Senador

Rogério Marinho – PL

RN

Deputado

Rubens Pereira Júnior – PT

MA

DEPUTADO

SILVIO COSTA FILHO - REPUBLICANOS

PE

Deputado

Sóstenes Cavalcante – PL

RJ

Deputada

Tabata Amaral – PSB

SP

DEPUTADO

TARCÍSIO MOTTA

RJ

SENADORA

TERESA LEITÃO - PT

PE

Senadora

Tereza Cristina – PP

MS

Senador

Veneziano Vital do Rêgo – MDB

PB

Deputado

Wellington Roberto – PSD

PB

Senador

Weverton – PDT

MA

Deputado

Zé Silva – União Brasil

MG

DEPUTADO

ZÉ VITOR - PL

MG

Deputado

Zeca Dirceu – PT

PR

Senador

Zequinha Marinho – Podemos

PA