Greves gerais e setoriais na Argentina pressionam o Congresso contra a reforma trabalhista, com forte adesão sindical e impactos no transporte e agroexportação
A Confederação Geral do Trabalho (CGT) convocou
greve geral contra a reforma trabalhista do governo
argentino, após aprovação preliminar no Senado,
articulando paralisação no debate parlamentar.
Em seguida, sindicatos de transporte confirmaram
adesão, ampliando impacto e intermunicipal, enquanto
centrais planejam atos públicos próximos ao
Congresso, pressionando deputados na análise do
projeto.
Paralelamente, protestos acompanharam o debate
legislativo, com repressão policial, evidenciando
resistência sindical às mudanças que reduzem
indenizações, flexibilizam jornadas, salários,
licenças médicas e negociação coletiva.
Além disso, greves marítimas paralisaram embarques
agrícolas, afetando portos estratégicos como
Rosário, ao interromper navios, práticos e serviços,
de acordo com entidades empresariais e sindicais do
país.
“Esta ação visa defender nossos direitos
trabalhistas e a estabilidade de nossos empregos”,
afirmou a Federação dos Trabalhadores Marítimos e
Fluviais (Fesimaf) em um comunicado à imprensa
divulgado nas redes sociais.
Adesão de categorias estratégicas
Entre as organizações que já confirmaram participação, destaca-se a Unión Tranviarios Automotor, entidade que representa motoristas de ônibus.
Sindicatos ferroviários e trabalhadores do setor de
trens também anunciaram adesão. Da mesma forma, a
Confederación Argentina de Trabajadores del
Transporte declarou apoio à mobilização.
Com a presença dessas categorias, a paralisação pode
afetar serviços de transporte urbano, intermunicipal
e ferroviário. Como consequência, haverá impacto
direto nos deslocamentos em grandes centros,
incluindo Buenos Aires e sua região metropolitana.
Paralelamente, as centrais sindicais planejam atos
públicos e concentração nas proximidades do
Congresso no dia do debate legislativo, reforçando a
pressão política sobre o tema.
Além das greves anunciadas por diversas entidades,
o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria
Processadora de Oleaginosas (SOEA) de San Lorenzo, o
polo agroexportador localizado ao norte de Rosário,
onde se concentra a maioria das usinas de
processamento de soja do país, aderiu à greve na
quarta-feira.
O SOEA também aderiu às greves anunciadas por
diversos sindicatos.
“Condenamos veementemente essa suposta modernização
que busca apenas legalizar a erosão dos direitos
trabalhistas”, declarou o SOEA em um comunicado à
imprensa.
A Argentina é a maior exportadora mundial de óleo e
farelo de soja.
O governo argumenta que a medida busca reduzir
custos empresariais e ampliar a flexibilidade nas
relações de trabalho.
Sindicatos afirmam que as mudanças podem resultar em
redução de direitos, salários e garantias
trabalhistas, além de restringir a atuação das
entidades representativas.
Fonte: Rádio Peão Brasil - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br



