Entre
janeiro de 2023 e maio de 2026, o Brasil gerou 10 milhões de empregos
formais durante o período de janeiro de 2023 a junho 2026. Os números
constam da Relação Anual de Informações Sociais, divulgada quinta (13),
pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O presidente da CUT, Sérgio
Nobre, saúda a boa notícia e a melhoria na vida do trabalhador
empregado. Ele comenta: “O desemprego é o momento mais duro na vida do
trabalhador. O desempregado não dorme, não sabe se vai pagar as contas
do mês, o aluguel. Mas quando ele consegue um emprego leva alegria e
esperança de um futuro melhor para dentro de casa”.
Para o líder
da CUT, a retomada dos empregos com Carteira assinada se deve
principalmente pelos fomentos levados a cabo por estatais, bancos
públicos e em razão de uma política industrial, a NIB. Ele comenta:
“Estamos vendo um Estado indutor do crescimento econômico, fazendo
planejamento novamente. O Estado dirigindo esse país. É Brasil que a
gente quer”.
Números – Nosso mercado de trabalho
acumulou 10.100.342 vínculos formais, de janeiro 2023 a junho 2026, ou
seja, crescimento de 19,1% no período. No acumulado apenas de 2026, são
mais 2,46 milhões de empregos formais, um crescimento de 4,1%.
Os
empregos via CLT, inclusive os temporários, cresceram de 4,75 milhões,
ou 10,9% – o maior crescimento absoluto no período (13,5%), passando de
43,4 milhões de vínculos em janeiro de 2023 para 48,15 milhões em junho
desse ano.
Outros tipos de vínculos (trabalhadores avulsos,
dirigentes sindicais, trabalhadores cedidos, diretores não empregados)
aumentaram 6,3%, passando de 402 mil para 429 mil vínculos.
Dados Setoriais –
O setor de Serviços apresentou o maior crescimento absoluto (28,3%),
com criação de 8,45 milhões na Indústria – O setor industrial também
cresceu, com mais 832 mil vínculos (10%), alcançando 9,15 milhões de
empregos em junho deste ano. A Construção passou de 2,68 milhões para
3,04 milhões, crescimento de 357 mil, ou mais 13,3%.
Raça ou Cor –
O maior crescimento absoluto ocorreu entre os trabalhadores pardos, com
mais 12,8 milhões de vínculos (88,3%), chegando a 27,34 milhões em
junho. Entre os brancos, o crescimento foi de 8,74 milhões de vínculos
(48,2%), alcançando 26,88 milhões. Pretos 2,15 milhões (85,4%), chegando
a 4,66 milhões de novos vínculos. Amarelos, crescimento de 320 mil
(114,5%). Indígenas, mais 90 mil vínculos (164,8%).
MAIS – Site do Ministério do Trabalho e Emprego e CUT
FONTE: Agência Sindical