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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Sindicalismo eleva pressão pelo fim da 6×1


Nas últimas semanas, o movimento sindical concentrou forças na aprovação da PEC 221, que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 pra 40 horas. Os próximos dias serão de movimentação intensa, nas ruas e junto aos senadores.

Domingo – Neste domingo, 30, sindicalismo e movimentos populares promovem manifestações visando pressionar o Senado a votar a aprovação da PEC. Na CCJ do Senado, o cenário é de aprovação. No plenário, não é bem assim.

Brasília – Já nas primeiras horas da segunda, 31, dirigentes das Centrais e de outras entidades reforçam o corpo a corpo nos gabinetes do Senado. Orientação é consolidar os apoios, buscar novas adesões e isolar o bolsonarismo, que é contra a PEC.

CTB – A Agência Sindical ouviu Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Ele é bancário.

Adilson comenta: “O fim da extenuante escala 6X1 já é matéria vencida na Câmara. Batalha agora é no Senado. A PEC 221 contempla o anseio de mais de 70% da população que reclama o atendimento de uma velha reivindicação da classe trabalhadora”. Ou seja, trabalhar menos pra poder viver mais e melhor.

Segundo o cetebista, “a redução da jornada gera inquietação em parte do patronato, que utiliza da desinformação, com apoio na mídia burguesa, pra impedir e protelar a votação. Eles fazem uma campanha falaciosa e alarmista. Vale recordar que o Brasil, por resistência da classe dominante, foi o último País do mundo a acabar com a escravidão”.

Adilson Araújo lembra que “o Brasil é o terceiro País no mundo em incidência de doença ocupacional; é o segundo no G20 com maior registro de mortes por acidentes no trabalho”. Mas ele está otimista. E diz: “O fim da desumana escala 6×1 e a jornada de 40 horas vão colocar o Brasil em linha com diversos países que se beneficiaram, a exemplo da França, que, ao reduzir a jornada pra 35 horas, viu a economia crescer e gerar 350 mil novos postos de trabalho”.

Para o presidente da CTB, “tudo o que Brasil precisa é, dentro de um Projeto Nacional de Desenvolvimento, se apropriar do avanço tecnológico, dos benefícios e ganhos com o aumento da produtividade, reindustrializar a economia, desenvolver forças produtivas com efetividade na infraestrutura, apoiando-se na engenharia, ciência e tecnologia e inovação para gerar empregos de qualidade”.

 CCJ – Nesta fase de tratativas junto aos senadores, ganha importância a experiência do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Marcos Verlaine, jornalista e consultor do Diap, tem produzido conteúdo diário acerca da tramitação da PEC 221. Em texto divulgado na noite da quinta (27), ele informa que “a PEC 221 está pronta pra ser votada na CCJ em 2 de setembro e eventual pedido de vista não impede aprovação na própria quarta”. Para Verlaine, a pressão do sindicalismo e dos atos públicos pode ser decisiva para evitar novo adiamento”.

MAIS – Sites da CTB e do Diap

FONTE: Agência Sindical

Centrais lançam canal para denunciar assédio eleitoral no trabalho

 

 
Ferramenta recebe relatos de ameaças, demissões, retirada de benefícios e outras formas de pressão política no ambiente de trabalho

As centrais sindicais lançaram um canal nacional para receber denúncias de assédio eleitoral no trabalho durante as eleições de 2026. A ferramenta permite registrar casos de ameaças, constrangimentos, demissões, retirada de benefícios e outras formas de pressão relacionadas à escolha política dos trabalhadores.

O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou gestores usam sua posição de poder para tentar influenciar o voto ou a manifestação política de trabalhadores. Entre as práticas estão ameaças de demissão, transferência, perda de função ou benefícios e promessas de vantagens em troca de apoio político.

As denúncias serão sistematizadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). O levantamento permitirá identificar as categorias, sindicatos, empresas e regiões envolvidas, além de possíveis casos semelhantes em diferentes unidades de uma mesma organização.

A partir das informações recebidas, as entidades sindicais poderão orientar os trabalhadores e adotar medidas para enfrentar as situações denunciadas. Quando houver evidências suficientes, os casos também poderão ser encaminhados ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

O objetivo da iniciativa é proteger a liberdade de opinião e de voto e impedir que relações de trabalho sejam utilizadas como instrumento de pressão política.

Como denunciar

O canal está disponível pela internet, sem necessidade de baixar aplicativo. Também há um contato de WhatsApp para orientações.

Denuncie:
https://centraissindicais.org.br/ae/ 
 


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Desemprego cai para 5,3%, o menor para o trimestre terminado em julho

 

População ocupada atinge recorde de 103,3 milhões de pessoas
 
Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
 
Brasília (DF), 30/04/2025 - Celular com Carteira de Trabalho Digital. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil
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A taxa de desemprego no trimestre terminado em julho ficou em 5,3%. O resultado representa o menor patamar para esse período de três meses de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

No trimestre anterior, terminado em abril, a taxa era de 5,8%. Já no mesmo período do ano passado, 5,6%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

A Pnad revelou que o número de pessoas ocupadas atingiu 103,3 milhões, recorde da série histórica. O número de empregados com carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos) foi 39,4 milhões, também o maior da série histórica.

Já a quantidade de trabalhadores sem carteira assinada era de 13,8 milhões, crescimento de 3,6% na comparação com o período até abril (mais 477 mil pessoas).

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, o crescimento da ocupação no trimestre até julho foi puxado pelo setor de construção civil.

“A maioria aconteceu entre pedreiros e trabalhadores elementares da construção de edifícios”, cita.

O analista acrescenta que mudanças tecnológicas têm facilitado a obtenção de ocupação.

"Hoje em dia, com telefone e bicicleta, você consegue trabalhar. A tecnologia está mudando o mercado de trabalho", diz.

A ocupação no agrupamento transporte, armazenagem e correio, que inclui entregadores de aplicativo, cresceu 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2025.

O contingente de desocupados ficou em 5,8 milhões, o que significa menos 503 mil pessoas (recuo de 8%) em relação ao trimestre de fevereiro a abril.

A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi 37,5%. Até abril estava em 37,2%.

O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.

A população desalentada, formada por pessoas que não procuravam emprego pois acreditavam que não conseguiriam uma vaga, marcou 2,3 milhões de pessoas, queda de 9,7% no trimestre.

O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.762, recuo de 0,7% na comparação com o período até abril. O IBGE classifica essa diferença como “estável”.

A pesquisa

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

FONTE: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/desemprego-cai-para-53-o-menor-para-o-trimestre-terminado-em-julho 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027


Reajuste de 7,4% eleva despesas públicas, mas aumenta poder de compra
 
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 17/02/2024 -Transeuntes se protegem do forte calor nas ruas do centro da cidade. Cidade do Rio de Janeiro atinge nível 4 de calor. Marco é caracterizado por temperaturas que podem chegar a 44ºC  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027, disse nesta segunda-feira (24) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.

O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621. A nova projeção também ficou R$ 24 acima da estimativa de R$ 1.717 apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.

O reajuste tem impacto direto nas contas públicas porque o salário mínimo é usado como referência para benefícios previdenciários e assistenciais. Ao mesmo tempo, uma elevação acima da inflação aumenta o poder de compra de trabalhadores e beneficiários que recebem o piso.

“Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm indexação no salário mínimo”, afirmou Durigan nesta noite.

Inflação define valor

Os R$ 1.741 ainda são uma projeção. O valor definitivo será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. O INPC mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.

A regra atual combina a inflação medida pelo INPC com um ganho real (acima da inflação) de 2,5%, dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Por isso, uma inflação diferente da estimada pelo governo poderá alterar o valor final.

A previsão de R$ 1.741 inclui um ganho acima da inflação, o que significa aumento real da renda para quem recebe o piso, desde que a inflação efetiva fique dentro das estimativas consideradas no cálculo.

Pressão sobre gastos

O reajuste também representa aumento das despesas do governo. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao salário mínimo.

A alta afeta pagamentos como aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. A contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs) também é influenciada pelo piso.

Esse efeito torna o salário mínimo uma variável importante para o planejamento das contas públicas. Quanto maior o reajuste, maior tende a ser a despesa do governo com benefícios vinculados ao piso.

Efeito na economia

O aumento também pode estimular o consumo, principalmente entre famílias de menor renda, que tendem a destinar uma parcela maior dos recursos recebidos para despesas básicas.

Por outro lado, o impacto fiscal limita o espaço do governo para ampliar outras despesas. O reajuste do mínimo, portanto, envolve um equilíbrio entre aumento da renda, preservação do poder de compra e controle das contas públicas.

Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 será elaborado levando em conta esse cenário e destacou que o governo pretende manter o ganho real previsto para o salário mínimo e controlar o crescimento de outros gastos obrigatórios.

“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de que modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, argumentou o ministro.

Orçamento no Congresso

O PLOA de 2027 será encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto e ainda passará pela análise dos parlamentares.

O valor definitivo do salário mínimo só será conhecido em dezembro, quando for divulgado o INPC de novembro. Se a projeção de R$ 1.741 for confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro de 2027.

Para o governo, a mudança terá impacto simultâneo sobre a renda de milhões de brasileiros e sobre as despesas públicas, fazendo do salário mínimo uma das principais variáveis do Orçamento do próximo ano.

FONTE: Agência Brasil 

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/salario-minimo-devera-subir-para-r-1741-em-2027

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Em 13 anos, MG tirou 5,6 mil pessoas de trabalho análogo à escravidão

 


Universidade federal do estado promove seminário sobre o assunto
 
Alana Gandra – repórter da Agência Brasil
 
 
 trabalho_escravo_2 © Divulgação MPT
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Em 13 anos, de 2013 a 2026, a Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais (SRTE/MG) resgatou 5.651 pessoas em trabalho análogo ao de escravo.

Foram fiscalizadas 1.042 empresas e 43.806 empregados. Nesse período, 4.566 trabalhadores tiveram seus contratos formalizados no curso do ato fiscal, enquanto 7.731 casos de trabalho análogo ao de escravo foram identificados.

Os auditores-fiscais do Trabalho lavraram 10.665 autos de infração que resultaram no pagamento de seguro-desemprego para 5.475 trabalhadores. Somente em 2026, foram resgatados 416 trabalhadores em situação análoga à escravidão.

O trabalho escravo é um dos temas principais do seminário Entre a Norma e o Real: Desafios e Perspectivas do Mundo do Trabalho, que ocorre nos próximos dias 20 e 21, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.

O evento é promovido pela Delegacia Sindical de Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (DS-MG/SINAIT), em parceria com a Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da Faculdade de Direito da UFMG (CTETP/UFMG).

Autos de infração

O diretor da Delegacia Sindical de Minas Gerais do SINAIT, auditor-fiscal do trabalho Rogério Lopes da Costa Reis contou à Agência Brasil que as empresas fiscalizadas têm prazo administrativo de dez dias para defesa, após o conhecimento do auto de infração, e mais dez dias para apresentar recurso, se a decisão for julgada procedente.

No final, ficando caracterizado o trabalho escravo, o nome da empresa passa a figurar, pelo prazo de dois anos, na listagem de empregadores que submeteram trabalhadores a trabalho escravo. E pagam multas também.

As multas são administrativas, representadas pelos próprios autos de infração lavrados. Esses autos incluem não só autuações referentes à irregularidade de ter trabalhadores na informalidade, que é a autuação por falta de registro, mas também a autuação por questões da segurança e saúde, como não entrega de equipamentos de proteção individual (EPIs), não fornecimento de banheiro, não fornecimento de água, dependendo de cada caso, disse Costa Reis. 

Segundo o diretor, às vezes as empresas fazem um termo de ajustamento de conduta, na própria ação, com o Ministério Público do Trabalho (MPT), que também pode definir valores a serem quitados como dano moral individual ao trabalhador, bem como dano moral coletivo.

No caso de falta de registro, por exemplo, uma pequena empresa paga multa de R$ 800 para cada trabalhador sem registro. Esse valor sobe para R$ 3 mil por trabalhador sem registro, para uma empresa de maior porte.

Pela caracterização de trabalho escravo, porém, a multa é quase irrisória e não chega a R$ 500, disse o auditor-fiscal do Trabalho.

Costa Reis adverte, por outro lado, que a empresa autuada e julgada procedente pela caracterização de trabalho escravo sofrerá repercussões negativas da parte das instituições financeiras ao ter seu nome incluído na lista de trabalho escravo.

Para ele, o seminário vai aproximar a experiência da fiscalização do debate acadêmico e jurídico.

“A legislação estabelece direitos e parâmetros fundamentais para a proteção de quem trabalha, mas a realidade encontrada pelos auditores-fiscais muitas vezes revela situações de extrema vulnerabilidade e violações, demonstrando assim que parte da sociedade está longe de promover a dignidade no mundo do trabalho”.

Para Costa Reis, o evento vai aproximar fiscalização, universidade, operadores do Direito e a sociedade para discutir caminhos concretos de enfrentamento dessas violações.

Tráfico de pessoas

De 2013 a 2026, os auditores-fiscais do Trabalho de Minas Gerais libertaram 3.676 pessoas vítimas de tráfico. O auditor Costa Reis esclareceu que as ações tentam sempre evitar que a exploração acabe caracterizando trabalho análogo ao de escravo, além de exploração sexual.

“Para ter o tráfico de pessoas, você tem que ter, pelo menos, uma oferta enganosa da coisa. Por exemplo, falam que você pode vir que vai receber tudo. Chega lá, é tudo diferente. O alojamento não é adequado, o contratante começa a cobrar, a pessoa começa a ter dívida. Aí caracteriza esse tráfico”.

Os auditores-fiscais enfrentam também resistência da parte de mulheres vítimas de tráfico sexual, que não querem ser caracterizadas como prostitutas.

Proteção policial

A Auditoria Fiscal do Trabalho vem combatendo o trabalho escravo desde 1995, quando foram realizadas as primeiras ações, que eram centralizadas em Brasília.

“Os grupos especiais de trabalho, a análise, a fiscalização móvel eram todos gerenciados, planejados e executados pelo órgão central, na capital federal”.

Minas Gerais foi o primeiro estado do Brasil a ter uma equipe específica de combate ao trabalho análogo ao de escravo, o que ocorreu a partir de 2013. Costa Reis afirmou que, por isso, Minas Gerais sempre apresenta os maiores números frente aos demais estados brasileiros, “porque a gente tem uma grande experiência nesse período todo”.

A auditoria adquiriu procedimentos a serem usados nas operações, porque não se trata de uma fiscalização normal.

"Você tem que ir com proteção policial, porque nós já tivemos casos de colegas que foram assassinados em Unaí. Então, a gente sempre toma toda precaução para fazer essa fiscalização. Às vezes, há muita resistência da parte do empregador e, também, até do trabalhador pela caracterização de trabalho escravo”, explicou.

A Chacina de Unaí ocorreu em 28 de janeiro de 2004, quando três auditores-fiscais do trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho foram assassinados em uma emboscada na zona rural de Unaí (MG) durante fiscalização de combate ao trabalho escravo.

Pela instrução normativa, os auditores-fiscais do Trabalho são obrigados a fazer a comunicação ao empregador de que tem que paralisar as atividades dos trabalhadores que estão na condição de trabalho análogo ao de escravo, fazer o acerto dos contratos de trabalho, se eles estiverem na informalidade, e efetuar o pagamento das rescisões contratuais, como se fosse demissão sem justa causa.

“Porque o trabalhador não tem culpa da situação em que ele foi encontrado. A culpa é toda do empregador e ele deve ser responsabilizado por isso. Na conversa com esses empregadores, eles sempre falam assim: 'Eu estou fazendo um grande favor por dar emprego para essas pessoas, que não têm condição boa'”.

Costa Reis argumenta que as pessoas têm de ter, no mínimo, o marco legal brasileiro de trabalho, que inclui o registro em carteira, a garantia de que a empresa vai fornecer os equipamentos para que o trabalhador realize suas tarefas.

“É isso que acontece ainda, não só no meio rural, mas também no meio urbano, como os casos de trabalho escravo doméstico. A pessoa não recebe nenhum salário e, muitas vezes, é impedida até de ter contato com a família”. 

FONTE: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-08/em-13-anos-mg-tirou-56-mil-pessoas-de-trabalho-analogo-escravidao

Sônia Zerino participa de reunião institucional da Secretaria de Inspeção do Trabalho

Nesta quinta-feira (20), a presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou, em Brasília, de reunião institucional promovida pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). O encontro reuniu representantes das centrais sindicais e teve como objetivo fortalecer o diálogo, promover o alinhamento institucional e ampliar a interlocução entre o movimento sindical e a Secretaria.


Durante a reunião, foram discutidos temas relacionados à atuação da Inspeção do Trabalho e às questões de interesse dos trabalhadores, em um espaço de diálogo e troca de informações entre o governo e as entidades sindicais.


A presença conjunta das centrais sindicais também evidencia a importância da unidade do movimento sindical na interlocução com os órgãos públicos e na defesa dos direitos e interesses da classe trabalhadora.

 

Fonte: NCST - Do Blog de Notícias da CNTI -  https://cnti.org.br

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

6ª Marcha dos Catarinenses reúne trabalhadores em Florianópolis

 

A NCST-SC participou da Marcha dos Catarinenses foi realizada nesta terça-feira, 18 de agosto, em Florianópolis, reunindo trabalhadores e trabalhadoras de diferentes regiões de Santa Catarina em uma mobilização em defesa dos direitos trabalhistas, da democracia e da valorização de quem vive do trabalho.

A concentração ocorreu no Parque da Luz, na cabeceira da Ponte Hercílio Luz, a partir das 13h. Participantes levaram bandeiras e camisetas de suas entidades sindicais, reforçando a união da classe trabalhadora catarinense.

Entre as principais pautas da mobilização estiveram a defesa dos direitos dos trabalhadores e a construção de um projeto de Santa Catarina que valorize quem contribui diariamente para o desenvolvimento do Estado.

Do campo à cidade, a mobilização destacou a força e a unidade da classe trabalhadora catarinense.

Fonte: NCST-SC -https://www.ncst.org.br/subpage.php?id=27449