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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Fim da Escala 6x1 – Veja como votaram os deputados

 Categoria: Agência DIAP 

FONTE:DIAP

https://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/92955-fim-da-escala-6x1-veja-como-votaram-os-deputados

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A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho no país e estabelece mudanças na escala semanal de descanso dos trabalhadores. Após a votação concluída nesta quarta-feira (27), o texto segue agora para apreciação do Senado Federal.

No primeiro turno, a proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já na segunda votação, o placar foi de 461 votos a favor e 19 contra, consolidando ampla maioria pela aprovação da matéria.

A PEC estabelece a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas sem diminuição salarial. A implementação ocorrerá em duas etapas ao longo de 14 meses. A primeira redução entra em vigor 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, enquanto a segunda será aplicada 12 meses depois.

Além da diminuição da jornada, o texto também determina a adoção de dois dias de descanso semanal, encerrando, na prática, o modelo conhecido como escala 6x1 — sistema em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos com apenas um dia de folga. A proposta define ainda que o repouso semanal deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos.

Entre os votos contrários registrados no segundo turno, parlamentares de partidos como PL, Novo, MDB, União Brasil, PSD e PP se posicionaram contra a medida. O Partido Liberal concentrou quase metade dos votos negativos.

Por outro lado, a proposta reuniu apoio expressivo de deputados de diferentes correntes políticas e legendas, demonstrando amplo alinhamento em torno da revisão das regras de jornada de trabalho e descanso semanal no país.

Agora, a expectativa se volta para a tramitação da PEC no Senado, onde o texto precisará passar por nova rodada de debates e votações antes de eventual promulgação.

Veja como votou cada deputado no segundo turno na Câmara.

Votos contra:

  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Bibo Nunes (PL-RS)
  • Carlos Chiodini (MDB-SC)
  • Caroline de Toni (PL-SC)
  • Daniel Freitas (PL-SC)
  • Daniela Reinehr (PL-SC)
  • Fabio Schiochet (União-SC)
  • Gilson Marques (Novo-SC)
  • Julia Zanatta (PL-SC)
  • Kim Kataguiri (Missão-SP)
  • Lucas Redecker (PSD-RS)
  • Marcel van Hattem (Novo-RS)
  • Mauricio Marcon (PL-RS)
  • Nicoletti (PL-RR)
  • Pezenti (MDB-SC)
  • Ricardo Guidi (PL-SC)
  • Ricardo Salles (Novo-SP)
  • Rosângela Moro (PL-SP)
  • Sérgio Turra (PP-RS)

Votos a favor:

  • AJ Albuquerque (PP-CE)
  • Acácio Favacho (MDB-AP)
  • Adail Filho (MDB-AM)
  • Adilson Barroso (PL-SP)
  • Adriano do Baldy (PP-GO)
  • Aécio Neves (PSDB-MG)
  • Afonso Florence (PT-BA)
  • Afonso Hamm (PP-RS)
  • Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
  • Airton Faleiro (PT-PA)
  • Alberto Fraga (PL-DF)
  • Albuquerque (Republicanos-RR)
  • Alceu Moreira (MDB-RS)
  • Alencar Santana (PT-SP)
  • Alex Manente (Cidadania-SP)
  • Alexandre Guimarães (MDB-TO)
  • Alfredinho (PT-SP)
  • Alfredo Gaspar (PL-AL)
  • Alice Portugal (PCdoB-BA)
  • Aliel Machado (PV-PR)
  • Aline Gurgel (União-AP)
  • Altineu Côrtes (PL-RJ)
  • Aluisio Mendes (Republicanos-MA)
  • Amanda Gentil (PP-MA)
  • Amaro Neto (PP-ES)
  • Amom Mandel (Republicanos-AM)
  • Ana Paula Leão (PP-MG)
  • Ana Paula Lima (PT-SC)
  • Ana Pimentel (PT-MG)
  • André Abdon (PP-AP)
  • André Fernandes (PL-CE)
  • André Ferreira (PL-PE)
  • André Figueiredo (PDT-CE)
  • André Fufuca (PP-MA)
  • André Janones (Rede-MG)
  • Andreia Siqueira (PSB-PA)
  • Antônia Lúcia (MDB-AC)
  • Antonio Andrade (PSDB-TO)
  • Antonio Brito (PSD-BA)
  • Antonio Carlos R. (Podemos-SP)
  • Antônio Doido (MDB-PA)
  • Any Ortiz (PP-RS)
  • Arlindo Chinaglia (PT-SP)
  • Arthur Lira (PP-AL)
  • Arthur Oliveira Maia (União-BA)
  • Átila Lira (PP-PI)
  • Augusto Coutinho (Republicanos-PE)
  • Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ)
  • Bacelar (PV-BA)
  • Baleia Rossi (MDB-SP)
  • Bandeira de Mello (PV-RJ)
  • Bebeto (PP-RJ)
  • Benedita da Silva (PT-RJ)
  • Benes Leocádio (União-RN)
  • Beto Preto (PSD-PR)
  • Beto Richa (PSDB-PR)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Bohn Gass (PT-RS)
  • Bruno Farias (Republicanos-MG)
  • Bruno Ganem (Podemos-SP)
  • Camila Jara (PT-MS)
  • Capitão Alberto Neto (PL-AM)
  • Capitão Alden (PL-BA)
  • Capitão Augusto (PL-SP)
  • Carla Dickson (PL-RN)
  • Carlos Gaguim (União-TO)
  • Carlos Gomes (Republicanos-RS)
  • Carlos Jordy (PL-RJ)
  • Carlos Sampaio (PSD-SP)
  • Carlos Veras (PT-PE)
  • Carlos Zarattini (PT-SP)
  • Carol Dartora (PT-PR)
  • Castro Neto (MDB-PI)
  • Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Célia Xakriabá (PSOL-MG)
  • Célio Silveira (MDB-GO)
  • Celso Russomanno (Republicanos-SP)
  • Celso Sabino (PDT-PA)
  • Cezinha Madureira (PL-SP)
  • Charles Fernandes (PSD-BA)
  • Chico Alencar (PSOL-RJ)
  • Chris Tonietto (PL-RJ)
  • Clarissa Tércio (PP-PE)
  • Claudio Cajado (PP-BA)
  • Cleber Verde (MDB-MA)
  • Clodoaldo Magalhães (PV-PE)
  • Coronel Assis (PL-MT)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Coronel Meira (PL-PE)
  • Coronel Ulysses (União-AC)
  • Cristiane Lopes (Podemos-RO)
  • Da Vitoria (PP-ES)
  • Dagoberto Nogueira (PP-MS)
  • Daiana Santos (PCdoB-RS)
  • Dal Barreto (União-BA)
  • Damião Feliciano (União-PB)
  • Dandara (PT-MG)
  • Dani Cunha (PL-RJ)
  • Daniel Agrobom (PSD-GO)
  • Daniel Almeida (PCdoB-BA)
  • Daniel Barbosa (PP-AL)
  • Daniel Trzeciak (PSDB-RS)
  • Daniela Waguinho (Republicanos-RJ)
  • Danilo Forte (PP-CE)
  • Danrlei (PSD-RS)
  • David Soares (Podemos-SP)
  • Defensor Stélio Dener (União-RR)
  • Delegada Adriana Accorsi (PT-GO)
  • Delegado Bruno Lima (Podemos-SP)
  • Delegado Éder Mauro (PL-PA)
  • Delegado Fabio Costa (PP-AL)
  • Delegado Matheus Laiola (União-PR)
  • Delegada Ione (PL-MG)
  • Delegada Katarina (PSD-SE)
  • Delegado Bilynskyj (PL-SP)
  • Delegado Caveira (PL-PA)
  • Delegado Marcelo (União-MG)
  • Delegado Palumbo (Podemos-SP)
  • Delegado da Cunha (União-SP)
  • Denise Pessôa (PT-RS)
  • Diego Coronel (Republicanos-BA)
  • Diego Garcia (União-PR)
  • Dilvanda Faro (PT-PA)
  • Dimas Fabiano (PP-MG)
  • Dimas Gadelha (PT-RJ)
  • Domingos Neto (PSD-CE)
  • Domingos Sávio (PL-MG)
  • Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)
  • Doutor Luizinho (PP-RJ)
  • Dr. Daniel Soranz (PSD-RJ)
  • Dr. Fernando Máximo (PL-RO)
  • Dr. Flávio (PL-RJ)
  • Dr. Victor Linhalis (PSB-ES)
  • Dr. Francisco (PT-PI)
  • Dr. Frederico (PL-MG)
  • Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO)
  • Dr. Jaziel (PL-CE)
  • Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
  • Dr. Zacharias Calil (MDB-GO)
  • Dra. Alessandra Haber (Podemos-PA)
  • Duarte Jr. (Avante-MA)
  • Duda Ramos (Podemos-RR)
  • Duda Salabert (PSOL-MG)
  • Eduardo Bismarck (PV-CE)
  • Eduardo Velloso (Solidariedade-AC)
  • Eduardo da Fonte (PP-PE)
  • Elcione Barbalho (MDB-PA)
  • Eli Borges (Republicanos-TO)
  • Elmar Nascimento (União-BA)
  • Emanuel Pinheiro Neto (PSD-MT)
  • Emidinho Madeira (PL-MG)
  • Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ)
  • Erika Hilton (PSOL-SP)
  • Erika Kokay (PT-DF)
  • Eros Biondini (PL-MG)
  • Eunício Oliveira (MDB-CE)
  • Evair de Melo (Republicanos-ES)
  • Fabio Garcia (União-MT)
  • Fábio Macedo (Podemos-MA)
  • Fabio Reis (PSD-SE)
  • Fábio Teruel (MDB-SP)
  • Fausto Jr. (União-AM)
  • Felipe Becari (Podemos-SP)
  • Felipe Carreras (PSB-PE)
  • Felipe Francischin (Podemos-PR)
  • Félix Mendonça Jr (PDT-BA)
  • Fernanda Pessôa (PSD-CE)
  • Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
  • Fernando Coelho (União-PE)
  • Fernando Mineiro (PT-RN)
  • Fernando Monteiro (PSD-PE)
  • Fernando Rodolfo (PRD-PE)
  • Filipe Barros (PL-PR)
  • Filipe Martins (PL-TO)
  • Flávia Morais (MDB-GO)
  • Flávio Nogueira (PT-PI)
  • Florentino Neto (PT-PI)
  • Franciane Bayer (Republicanos-RS)
  • Fred Costa (PRD-MG)
  • Fred Linhares (Republicanos-DF)
  • Gabriel Mota (União-RR)
  • Gabriel Nunes (PSD-BA)
  • General Girão (PL-RN)
  • General Pazuello (PL-RJ)
  • Geraldo Mendes (União-PR)
  • Geraldo Resende (União-MS)
  • Gervásio Maia (PCdoB-PB)
  • Gilberto Abramo (Republicanos-MG)
  • Gilberto Nascimento (Podemos-SP)
  • Gilson Daniel (Podemos-ES)
  • Gilvan da Federal (PL-ES)
  • Giovani Cherini (PL-RS)
  • Glaustin da Fokus (Podemos-GO)
  • Glaycon Franco (PSDB-MG)
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR)
  • Greyce Elias (PL-MG)
  • Guilherme Uchoa (PSD-PE)
  • Gustavo Gayer (PL-GO)
  • Gustinho Ribeiro (PP-SE)
  • Gutemberg Reis (MDB-RJ)
  • Heitor Schuch (PSD-RS)
  • Helder Salomão (PT-ES)
  • Helena Lima (PSD-RR)
  • Helio Lopes (PL-RJ)
  • Heloísa Helena (Rede-RJ)
  • Henderson Pinto (União-PA)
  • Hercílio Diniz (MDB-MG)
  • Hildo Rocha (MDB-MA)
  • Hugo Leal (PSD-RJ)
  • Hugo Motta (Republicanos-PB)
  • Icaro de Valmir (Republicanos-SE)
  • Idilvan Alencar (PSB-CE)
  • Igor Timo (União-MG)
  • Ilacir Bicalho (Republicanos-MG)
  • Inácio Arruda (PCdoB-CE)
  • Ismael (PL-SC)
  • Isnaldo Bulhões Jr (MDB-AL)
  • Itamar Paim (PL-PR)
  • Ivoneide Caetano (PT-BA)
  • Iza Arruda (MDB-PE)
  • Jack Rocha (PT-ES)
  • Jadyel Alencar (Republicanos-PI)
  • Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
  • Jeferson Rodrigues (PSDB-GO)
  • Jefferson Campos (PL-SP)
  • Jilmar Tatto (PT-SP)
  • João Carlos (Republicanos-AM)
  • João Cury (MDB-SP)
  • João Daniel (PT-SE)
  • João Maia (PP-RN)
  • Joaquim Passarinho (PL-PA)
  • Jonas Donizette (PSB-SP)
  • Jorge Araújo (PP-BA)
  • Jorge Braz (Republicanos-RJ)
  • Jorge Goetten (Republicanos-SC)
  • Jorge Solla (PT-BA)
  • José Airton (PT-CE)
  • José Medeiros (PL-MT)
  • José Nelto (União-GO)
  • José Priante (MDB-PA)
  • José Rocha (União-BA)
  • Joseildo Ramos (PT-BA)
  • Josenildo (PDT-AP)
  • Josivaldo JP (União-MA)
  • Juarez Costa (Republicanos-MT)
  • Juliana Cardoso (PT-SP)
  • Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF)
  • Julio Lopes (PP-RJ)
  • Juninho do Pneu (PSDB-RJ)
  • Junio Amaral (PL-MG)
  • Júnior Ferrari (PSD-PA)
  • Junior Lourenço (MDB-MA)
  • Júnior Mano (PSB-CE)
  • Juscelino Filho (PSDB-MA)
  • Keniston Braga (MDB-PA)
  • Kiko Celeguim (PT-SP)
  • Lafayette Andrada (PL-MG)
  • Laura Carneiro (PSD-RJ)
  • Leandre (PSD-PR)
  • Lêda Borges (Republicanos-GO)
  • Leo Prates (Republicanos-BA)
  • Leonardo Monteiro (PT-MG)
  • Leur Lomanto Jr. (União-BA)
  • Lídice da Mata (PSB-BA)
  • Lincoln Portela (PL-MG)
  • Lindbergh Farias (PT-RJ)
  • Lindenmeyer (PT-RS)
  • Lucas Ramos (PSB-PE)
  • Luciano Amaral (PSD-AL)
  • Luciano Bivar (MDB-PE)
  • Luciano Ducci (PSB-PR)
  • Lucio Mosquini (PL-RO)
  • Luisa Canziani (União-PR)
  • Luiz Carlos Busato (União-RS)
  • Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR)
  • Luiz Carlos Motta (PL-SP)
  • Luiz Couto (PT-PB)
  • Luiz Fernando (União-MG)
  • Luiz Gastão (PSD-CE)
  • Luiz Nishimori (PSD-PR)
  • Luiza Erundina (PSOL-SP)
  • Luizianne Lins (Rede-CE)
  • Lula da Fonte (PP-PE)
  • Magda Mofatto (PL-GO)
  • Marangoni (Podemos-SP)
  • Marcelo Álvaro (PL-MG)
  • Marcelo Crivella (Republicanos-RJ)
  • Marcelo Moraes (PL-RS)
  • Marcelo Nilo (Republicanos-BA)
  • Marcelo Queiroz (PSDB-RJ)
  • Marcio Alvino (PL-SP)
  • Márcio Biolchi (MDB-RS)
  • Márcio Honaiser (Solidariedade-MA)
  • Márcio Jerry (PCdoB-MA)
  • Márcio Marinho (Republicanos-BA)
  • Marcon (PT-RS)
  • Marcos A. Sampaio (MDB-PI)
  • Marcos Soares (PSDB-RJ)
  • Marcos Tavares (PDT-RJ)
  • Maria Arraes (PSB-PE)
  • Maria Rosas (Republicanos-SP)
  • Maria do Rosário (PT-RS)
  • Marina Silva (Rede-SP)
  • Mario Frias (PL-SP)
  • Mário Heringer (PDT-MG)
  • Mário Negromonte Júnior (PSB-BA)
  • Marussa Boldrin (Republicanos-GO)
  • Marx Beltrão (União-AL)
  • Matheus Noronha (PL-CE)
  • Maurício Carvalho (União-RO)
  • Mauricio Neves (PP-SP)
  • Mauricio do Vôlei (PL-MG)
  • Mauro Benevides Filho (União-CE)
  • Max Lemos (União-RJ)
  • Meire Serafim (União-AC)
  • Mendonça Filho (PL-PE)
  • Merlong Solano (PT-PI)
  • Mersinho Lucena (PSD-PB)
  • Messias Donato (União-ES)
  • Miguel Ângelo (PT-MG)
  • Miguel Lombardi (PL-SP)
  • Milton Vieira (Republicanos-SP)
  • Missionário José Olimpio (PL-SP)
  • Moses Rodrigues (União-CE)
  • Murillo Gouvea (PSDB-RJ)
  • Murilo Galdino (Republicanos-PB)
  • Natália Bonavides (PT-RN)
  • Nelson Barbudo (Podemos-MT)
  • Nely Aquino (Podemos-MG)
  • Neto Carletto (Avante-BA)
  • Nikolas Ferreira (PL-MG)
  • Nilto Tatto (PT-SP)
  • Olival Marques (Podemos-PA)
  • Orlando Silva (PCdoB-SP)
  • Osmar Terra (PL-RS)
  • Otoni de Paula (PSD-RJ)
  • Padre João (PT-MG)
  • Pastor Diniz (União-RR)
  • Pastor Eurico (PSDB-PE)
  • Pastor Gil (PL-MA)
  • Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
  • Pastor Isidório (Avante-BA)
  • Patrus Ananias (PT-MG)
  • Paulão (PT-AL)
  • Paulinho da Força (Solidariedade-SP)
  • Paulo A. Barbosa (PSD-SP)
  • Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG)
  • Paulo Azi (União-BA)
  • Paulo Folletto (PSB-ES)
  • Paulo Freire Costa (PL-SP)
  • Paulo Guedes (PT-MG)
  • Paulo Lemos (PT-AP)
  • Paulo Litro (União-PR)
  • Paulo Magalhães (PSD-BA)
  • Paulo Pimenta (PT-RS)
  • Paulo Teixeira (PT-SP)
  • Pedro Aihara (PP-MG)
  • Pedro Campos (PSB-PE)
  • Pedro Lucas Fernandes (União-MA)
  • Pedro Paulo (PSD-RJ)
  • Pedro Uczai (PT-SC)
  • Pedro Westphalen (PP-RS)
  • Pinheirinho (PP-MG)
  • Pompeo de Mattos (PDT-RS)
  • Pastor Marco Feliciano (PL-SP)
  • Professora Marcivania (PCdoB-AP)
  • Professor Reginaldo Veras (PV-DF)
  • Professor Alcides (PSDB-GO)
  • Professora Luciene (PSOL-SP)
  • Rafael Brito (MDB-AL)
  • Rafael Fera (Podemos-RO)
  • Rafael Prudente (MDB-DF)
  • Rafael Simões (União-MG)
  • Raimundo Costa (PSD-BA)
  • Raimundo Santos (PSD-PA)
  • Reginaldo Lopes (PT-MG)
  • Reimont (PT-RJ)
  • Renata Abreu (Podemos-SP)
  • Renilce Nicodemos (MDB-PA)
  • Renildo Calheiros (PCdoB-PE)
  • Ribamar Silva (Podemos-SP)
  • Ribeiro Neto (Solidariedade-MA)
  • Ricardo Abrão (PSDB-RJ)
  • Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
  • Ricardo Barros (PP-PR)
  • Ricardo Maia (MDB-BA)
  • Robério Monteiro (PSB-CE)
  • Roberta Roma (PL-BA)
  • Roberto Duarte (Republicanos-AC)
  • Robinson Faria (PP-RN)
  • Rodolfo Nogueira (PL-MS)
  • Rodrigo Gambale (Podemos-SP)
  • Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
  • Rodrigo Valadares (PL-SE)
  • Rodrigo da Zaeli (PL-MT)
  • Rodrigo de Castro (União-MG)
  • Rogéria Santos (Republicanos-BA)
  • Rogério Correia (PT-MG)
  • Romero Rodrigues (Podemos-PB)
  • Rosana Valle (PL-SP)
  • Rosangela Gomes (Republicanos-RJ)
  • Rosângela Reis (PL-MG)
  • Rubens Otoni (PT-GO)
  • Rubens Pereira Jr. (PT-MA)
  • Rui Falcão (PT-SP)
  • Ruy Carneiro (Podemos-PB)
  • Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
  • Samuel Vianna (União-MG)
  • Sanderson (PL-RS)
  • Sandro Alex (PSD-PR)
  • Sargento Fahur (PL-PR)
  • Sargento Portugal (Podemos-RJ)
  • Saullo Vianna (MDB-AM)
  • Saulo Pedroso (PSD-SP)
  • Sérgio Brito (PSD-BA)
  • Sargento Gonçalves (PL-RN)
  • Silvia Cristina (PP-RO)
  • Silvio Costa Filho (Republicanos-PE)
  • Silvye Alves (União-GO)
  • Simone Marquetto (PP-SP)
  • Socorro Neri (PP-AC)
  • Sônia Guajajara (PSOL-SP)
  • Soraya Santos (PL-RJ)
  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  • Stéfano Aguiar (PSD-MG)
  • Tabata Amaral (PSB-SP)
  • Tadeu Veneri (PT-PR)
  • Talíria Petrone (PSOL-RJ)
  • Tarcísio Motta (PSOL-RJ)
  • Thiago Flores (União-RO)
  • Thiago de Joaldo (Republicanos-SE)
  • Tiago Dimas (Podemos-TO)
  • Tiririca (PSD-SP)
  • Toninho Wandscheer (PP-PR)
  • Túlio Gadêlha (PSD-PE)
  • Valmir Assunção (PT-BA)
  • Vander Loubet (PT-MS)
  • Vanderlan Alves (Solidariedade-CE)
  • Vavá (Avante-MG)
  • Vermelho (PL-PR)
  • Vicentinho Júnior (PSDB-TO)
  • Vinicius Carvalho (PL-SP)
  • Vinicius Gurgel (PL-AP)
  • Vitor Lippi (PSD-SP)
  • Waldemar Oliveira (Avante-PE)
  • Waldenor Pereira (PT-BA)
  • Weliton Prado (PSD-MG)
  • Wellington Roberto (PSD-PB)
  • Welter (PT-PR)
  • Wilson Santiago (Republicanos-PB)
  • Yury do Paredão (MDB-CE)
  • Zé Adriano (PP-AC)
  • Zé Neto (PT-BA)
  • Zé Silva (União-MG)
  • Zé Vitor (PL-MG)
  • Zé Haroldo Cathedral (União-RR)
  • Zeca Dirceu (PT-PR)
  • Zezinho Barbary (PP-AC)
  • Zucco (PL-RS)

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Sindicalismo celebra nova NR-1


Valeu a luta sindical, dos técnicos em segurança, dos Médicos do Trabalho e dos ativistas pela saúde nos ambientes de trabalho. Nesta terça, 26, passou a vigorar a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), marcando um divisor de águas na história da segurança e saúde ocupacional no País.

Pela Norma, as empresas gerenciarão os riscos psicossociais e a saúde mental dos trabalhadores. O descumprimento implicará multa à empregadora.

Debates – A publicação da NR-1 foi adiada várias vezes pelo governo devido à pressão empresarial. O tema foi tratado no Ministério do Trabalho e Emprego via Comissão Tripartite Paritária Permanente.

A nova Norma obriga empregadores com empregados celetistas a incluir assédio moral, sobrecarga de trabalho, metas abusivas, falta de suporte gerencial, violência no trabalho e burnout no Programa de Gerenciamento de Riscos e no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.

Mudança – Em 2025, o INSS concedeu mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais e comportamentais. Antes tratada de forma implícita, agora a questão tem contornos claros. O Brasil alinha se às Convenções da OIT, à ISO 45001 e junto à lista atualizada de doenças ocupacionais do próprio MTE, que reconhece o burnout como doença profissional.

Empresas – Devem identificar, avaliar e controlar fatores da organização do trabalho que possam comprometer a saúde mental.

Fiscalização – A fiscalização ganha força punitiva, com multas ou responsabilizações judiciais. As empresas devem realizar diagnóstico de riscos psicossociais, atualizar medidas preventivas e planos de ação, capacitar líderes e equipes, criar canais efetivos de denúncia e monitorar continuamente os resultados.

Vitória – Para os Sindicatos, a Norma representa uma grande conquista. A classe trabalhadora ganha um instrumento legal robusto pra fiscalizar e pressionar por ambientes de trabalho mais saudáveis.

A NR-1 reforça uma nova cultura na área da segurança física e integral a dignidade do trabalhador. Mas sua efetividade exigirá atuação conjunta da fiscalização, Justiça do Trabalho, Sindicatos e sociedade. Empresa que se antecipar deverá colher ganhos em produtividade, retenção de talentos e redução de passivos.

Nildo – A Agência sindical ouviu Nildo Queiroz. Ele é metalúrgico da base de Guarulhos, dirige o Departamento de Saúde do Trabalhador no Sindicato, é técnico em Segurança no Trabalho, e também palestrante em Sipatis e Seminários. Ele afirma: “É um grande avanço, que aumenta a responsabilidade da empresa, dá mais poderes ao Sindicato e fortalece o papel dos cipeiros”.

MAIS – Tribunal Superior do Trabalho – https://www.tst.jus.br

 

 

CNTI presente na reunião da Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6x1

 


A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), representada pelo presidente José Reginaldo e pela secretária para Assuntos do Trabalho da Mulher, Juventude e Idoso/CNTI e presidente da NCST, Sônia Zerino, participou nesta segunda-feira (25) da reunião da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que debate o fim da escala 6x1. Na ocasião, o relator da proposta, deputado Leo Prates, apresentou parecer favorável à redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de descanso por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

 


A proposta está prevista em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que deverá ser analisada novamente pela comissão especial na próxima quarta-feira (27) e, posteriormente, seguir para votação no Plenário da Câmara antes de ser encaminhada ao Senado. A votação prevista para esta segunda-feira foi adiada após um pedido de vista coletiva apresentado.


De acordo com o texto do relator, a redução da jornada ocorrerá de forma gradual. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, o limite passará para 42 horas semanais, já assegurando dois dias de repouso remunerado por semana. Após doze meses, a carga horária será definitivamente reduzida para 40 horas semanais.

 


O parecer apresentado por Leo Prates reúne pontos das PECs apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton, que defendiam jornadas de 36 horas semanais. Segundo o relator, a transição deve ocorrer de maneira responsável, acompanhada de políticas públicas, negociação coletiva e incentivos à produtividade, permitindo que empresas e setores se adaptem sem impactos imediatos sobre empregos e custos.

 

FONTE: Blog de Notícias da CNTI

 

https://cnti.org.br/html/noticias/2026/CNTIpresenteCEFimEscala6x1.htm

 

terça-feira, 26 de maio de 2026

MANIFESTAÇÃO PELO FIM DA ESCALA 6X1

 O Movimento Sindical de Petrópolis marcou presença na manifestação para o fim da escala 6X1.

 


 A manifestação ocorreu no Rio de Janeiro (Capital), no dia 25 de maio de 2026, com início na Candelária seguindo até a Cinelândia.


 

A escala 6x1 impõe uma rotina desgastante em diversos setores, comprometendo o descanso e a saúde física e mental dos profissionais.

Os efeitos da jornada exaustiva sobre a vida das mulheres trabalhadoras, uma vez que além do trabalho nas empresas carregam também responsabilidades dentro de suas casas e com suas famílias.

Reduzir a jornada sem reduzir salários é garantir mais dignidade ao trabalhadores, qualidade de vida e justiça social para milhões de trabalhadores/trabalhadoras no Brasil.

Não podemos permitir condições que prejudicam e muito a saúde física e mental, o bem estar dos trabalhadores .

POR ISSO SOMOS A FAVOR DA ESCALA 6X1! 

 

 


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Escala 6x1 atinge 14,8 milhões de pessoas e pesa nos setores de serviços e comércio

 


Dados do Dieese indicam que grande parte dos trabalhadores brasileiros enfrenta jornadas superiores a 40 horas semanais, evidenciando a predominância de cargas horárias extensas no mercado de trabalho


Escrito por: Walber Pinto | Editado por: Rosely Rocha

Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que pretende alterar as regras da escala de trabalho da atual 6x1, modelo de jornada que prevê seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso no país, deve ser votada na próxima semana na Câmara dos Deputados. A leitura do parecer sobre a proposta, porém, foi adiado após pressão de deputados da extrema direita e agora deve ser apresentado na segunda-feira (25).

Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que um em cada três trabalhadores e trabalhadoras brasileiros atua na escala 6x1. Segundo o estudo, cerca de 14,8 milhões de trabalhadores, o equivalente a 33,2% dos ocupados no país, estão submetidos a esse modelo de trabalho.

Os dados do Dieese mostram ainda que 64% dos trabalhadores formais têm jornada superior a 40 horas semanais, e cerca de 75% dos trabalhadores celetistas trabalham mais de 40 horas por semana.

Setores que estão na escala 6x1

Entre os setores com maior incidência da escala 6x1 estão transporte aéreo, hospedagem, alimentação e comércio, áreas marcadas por funcionamento contínuo e jornadas mais extensas. De acordo com o Dieese:

  • Transporte aéreo — 53,2%
  • Serviços de alojamento — 52,0%
  • Serviços de alimentação — 47,1%
  • Comércio — 42,2%

Os números revelam que trabalhadores de áreas com funcionamento diário e horários estendidos são os mais submetidos à jornada de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso.

No entanto, empresários ligados aos setores do comércio e dos serviços estão entre os mais resistentes às mudanças. Ao mesmo tempo, empresas que testaram modelos alternativos, como a escala 5x2, relatam melhora no engajamento dos funcionários.

O que é jornada de trabalho

Jornada de trabalho é o período em que o trabalhador fica à disposição do empregador para exercer suas atividades. Atualmente, a Constituição Federal estabelece limite de 44 horas semanais, geralmente distribuídas na escala 6x1, seis dias de trabalho para um de descanso.

Apesar disso, a realidade da maioria da classe trabalhadora brasileira é de jornadas longas e desgastantes.

Segundo o Dieese, a maioria absoluta dos trabalhadores brasileiros atua entre 40 e 44 horas semanais. Além disso, cerca de 20 milhões de pessoas trabalham acima desse limite, chegando a jornadas entre 45 e 48 horas ou mais.

Pesquisa da CUT

Uma pesquisa encomendada pela CUT em parceria com o instituto Vox Populi investigou as mudanças no mundo do trabalho e o avanço da informalidade no Brasil.

Segundo o presidente da CUT, Sergio Nobre, muitos trabalhadores têm recusado vagas formais porque elas oferecem baixos salários e jornadas consideradas rígidas e exaustivas.“O grande fator que pesa muito é a jornada de trabalho extensa, a rigidez das escalas de trabalho, em especial a escala seis por um, que torna impossível conciliar o trabalho com a vida”, afirmou durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Ainda segundo a pesquisa, cerca de 80% dos entrevistados consideram a redução da jornada para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1 como pautas prioritárias do movimento sindical brasileiro. Tanto os estudos do Dieese e da CUT defendem que jornadas menores podem aumentar a produtividade e diminuir afastamentos e rotatividade.

Mais tempo para viver

Entre os principais argumentos em defesa da redução da jornada está a melhoria da qualidade de vida. Com menos horas de trabalho, os trabalhadores passam a ter mais tempo para descanso, convivência familiar, estudo, lazer e cuidados com a saúde física e mental. De acordo com o Dieese:

  • 71,2 milhões de trabalhadores precisam se deslocar para o trabalho;
  • 14,5 milhões levam entre 30 minutos e uma hora no trajeto;
  • 7,4 milhões gastam mais de uma hora para chegar ao trabalho;
  • 1,3 milhão passa mais de duas horas no deslocamento diário.

Na prática, milhões de brasileiros passam grande parte do dia dedicados ao trabalho, somando jornada e deslocamento.

 

FONTE: SITE DA CUT 

https://www.cut.org.br/noticias/escala-6x1-atinge-14-8-milhoes-de-pessoas-e-pesa-nos-setores-de-servicos-e-comer-cbd9

Diap defende jornada de 40 horas já



 
A comissão especial que analisa a proposta promoveu dois debates sobre o tema (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

Para Neuriberg Dias, diretor de Documentação do Diap, a redução da jornada e o fim da escala 6×1 têm respaldo social, histórico e econômico. Entidade defende aplicação imediata das mudanças.

Dia 19, em Audiência na Comissão Especial da Câmara Federal, Neuriberg sustentou que a redução da jornada e o fim da escala 6×1 podem concluir discussão iniciada há quase quatro décadas na Assembleia Nacional Constituinte.

O debate sobre a redução para 40 horas semanais, ele diz, “já está consumado do ponto de vista político e social”, restando agora a questão em torno do prazo de transição. Para o representante do Diap, o Congresso já não discute mais “se” haverá redução da jornada, mas “como” será implementada.

Segundo o especialista, os argumentos econômicos utilizados historicamente pra barrar mudanças nas relações de trabalho perderam sustentação ante a nova realidade produtiva marcada pela automação, digitalização e reorganização tecnológica do mercado de trabalho.

Constituinte – Ao reconstruir a trajetória da pauta, ele lembrou que o Diap participou ativamente da Constituinte, em articulação com Centrais e Confederações, defendendo a redução imediata da jornada de 48 para 40 horas semanais.

De acordo com Neuriberg, a proposta chegou a ser aprovada na Comissão da Ordem Social, em 1987, mas foi alterada depois por pressão empresarial durante a Comissão de Sistematização, resultando na atual jornada de 44 horas.

O membro do Diap citou ainda iniciativas posteriores que mantiveram a discussão no Congresso, como a PEC 231/95, dos então deputados Paulo Paim (PT-RS) e Inácio Arruda (PCdoB-CE), e a PEC 148/15, do senador Paulo Paim, pronta pra votação no Senado. Também mencionou a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/25, de Erika Hilton (PSol-SP), que recolocaram o tema no centro do debate nacional.

A própria duração histórica da discussão, diz Neuriberg, desmonta o argumento de transição longa. “O tempo já foi dado”, sustentou ao defender a implementação imediata das 40 horas semanais.

Mudança – O diretor do Diap argumentou que a economia brasileira já opera, em larga medida, sob jornadas reduzidas firmadas via negociação coletiva. Dados da Pnad Contínua, organizados pelo Dieese e Ministério do Trabalho, indicam que 37% dos empregados ocupados já trabalham 40 horas semanais, enquanto outros 31% cumprem jornadas entre 41 e 44 horas.

Segundo Neuriberg, 22 milhões de trabalhadores formais – 54% do total – ainda permanecem acima das 40 horas semanais. Em relação às escalas, afirmou que 2/3 dos empregados já atuam no regime 5×2, mas cerca de 15 milhões de pessoas seguem submetidas à escala 6×1.

Nova economia – Na parte final da sua fala durante a Audiência, Neuriberg Dias sustentou que o avanço tecnológico altera as bases do debate trabalhista. Segundo ele, durante décadas prevaleceu a ideia de que produtividade, competitividade e ambiente de negócios resolveriam automaticamente os problemas sociais. Porém, a automação acelerada, o envelhecimento populacional e o desemprego estrutural impõem novos desafios. Ele diz: “Aquele padrão previa substituição de empregos com direitos; agora, o risco é de destruição de empregos sem direitos”.

Neuriberg ainda defendeu reforma estrutural das relações de trabalho baseada em quatro pilares: 1) redução imediata para 40 horas semanais, 2) fim da escala 6×1 com dois dias consecutivos de descanso, 3) manutenção integral dos salários e 4) fortalecimento das negociações coletivas.

MAIS – Site do Diap e das Centrais Sindicais.

 FONTE: Agência Sindical

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

CNTI participa, em São Paulo, de Audiência Pública sobre a Redução da Jornada de Trabalho

 


A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), representada pelo secretário da Região Sudeste e presidente do Sindicato dos Papeleiros de Guarulhos/SP, Eduardo Henrique Neves, pela secretária para Assuntos do Trabalho da Mulher, da Juventude e do Idoso da CNTI e presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, e pelo secretário de Educação da CNTI e presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Anunciatto “Chicão”, participou, nesta quinta-feira (14), da Audiência Pública realizada no Auditório do Palácio do Trabalhador, em São Paulo. O encontro teve como pauta central a discussão das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tratam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, reunindo lideranças sindicais, parlamentares e representantes do governo federal em um dos mais relevantes fóruns de debate social e trabalhista do país.

 


Conduzida pelo deputado federal Alencar Santana, presidente da comissão especial responsável pela análise das propostas, a audiência contou ainda com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a ex-ministra Marina Silva e do deputado Leo Prates, relator da proposta constitucional. Durante as intervenções, as autoridades destacaram a necessidade de modernização das relações de trabalho, enfatizando a valorização da classe trabalhadora, a promoção da qualidade de vida e a construção de um ambiente produtivo mais equilibrado e humanizado. Em sua fala, o deputado Alencar Santana também convocou sindicalistas e trabalhadores de todo o país para mobilização nos dias 26 e 27 de maio, em Brasília, reforçando a importância da participação popular no debate sobre as mudanças na legislação trabalhista.

 


A audiência reuniu expressiva representação do movimento sindical brasileiro, com a presença de sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais de diversas regiões do país. Ao longo dos debates, foram defendidas medidas voltadas à ampliação dos direitos sociais e à construção de uma agenda trabalhista alinhada às transformações econômicas, tecnológicas e sociais contemporâneas. A participação da CNTI reafirma o compromisso histórico da entidade com a defesa dos trabalhadores da indústria, a valorização do trabalho digno e o fortalecimento do diálogo democrático em torno de pautas estratégicas para o futuro das relações de trabalho no Brasil.

 

FONTE: Blog de Notícias da CNTI

https://cnti.org.br/html/noticias/2026/CNTIAudienciaReducaodaJornadaSP.htm