Acumulado do ano soma 767,3 mil vagas, menor nível para o período desde 2020
O Brasil criou 72.960 vagas de trabalho com carteira
assinada em maio, registrando o pior desempenho para
o mês desde 2020. Os dados do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados
nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e
Emprego. As informações são do jornal Valor
Econômico.
O saldo positivo de maio foi resultado de 2,207
milhões de admissões e 2,134 milhões de
desligamentos. Na comparação com maio de 2025,
quando o país havia registrado a abertura de 153.108
vagas, o desempenho deste ano representa uma
desaceleração significativa da geração de empregos
formais.
O saldo ficou bem abaixo da expectativa do mercado
financeiro, cuja mediana apontava para a criação de
120 mil empregos formais, segundo levantamento do
Valor Data. As projeções variavam entre 38,19 mil e
175 mil vagas.
No acumulado de janeiro a maio, o Brasil criou 767,3
mil empregos com carteira assinada. Apesar de
permanecer positivo, o resultado também é o menor
para os cinco primeiros meses do ano desde 2020.
Sudeste lidera geração de vagas
Quatro das cinco regiões brasileiras registraram saldo positivo na criação de empregos formais em maio.
O Sudeste liderou a geração de vagas, com 45.873
postos, seguido pelo Nordeste, com 23.351. Também
apresentaram resultados positivos o Norte, com 5.061
vagas, e o Centro-Oeste, com 2.016.
A única exceção foi a Região Sul, que encerrou o mês
com fechamento líquido de 4.109 postos de trabalho.
Serviços impulsionam o mercado de trabalho
Todos os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em maio.
O setor de serviços liderou a criação de empregos,
com 45.655 vagas. Na sequência aparecem a
construção, com 12.096 postos, a agropecuária,
produção florestal, pesca e aquicultura, com 10.205,
e a indústria geral, com 4.974.
O comércio, reparação de veículos automotores e
motocicletas teve desempenho praticamente estável,
com saldo positivo de apenas 40 vagas.
No acumulado do ano, os serviços seguem como
principal motor da geração de empregos, com 493.917
vagas. Também registram saldos positivos a
construção (154.448), a indústria geral (128.353) e
a agropecuária (16.904). Em sentido contrário, o
comércio acumula fechamento líquido de 60.503 postos
de trabalho.
Salários de admissão recuam em maio
O Caged também aponta que o país registrou a criação líquida de 33.478 postos de trabalho em modalidades como contratos intermitentes, temporários, de aprendizes, vinculados ao Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física ou com jornada de até 30 horas semanais.
O salário médio de admissão dos trabalhadores com
carteira assinada foi de R$ 2.384,10 em maio, valor
R$ 17,97 inferior ao registrado em abril.
Já o salário médio dos trabalhadores desligados
ficou em R$ 2.474,14, abaixo dos R$ 2.497,36
observados no mês anterior.
Fonte: Brasil247 - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br









