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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Centrais defendem jornada de 40 horas e o fim da escala 6x1 em audiência no Senado

 

 


O Senado Federal realizou, nesta quarta-feira (1º), uma audiência pública para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. Coordenado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o debate reuniu representantes das centrais sindicais, parlamentares, integrantes do Governo Federal, especialistas e entidades empresariais para discutir os impactos da proposta nas relações de trabalho, na economia e na qualidade de vida da população.

NCST reforça defesa da redução da jornada

A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) participou da audiência por meio de sua presidente, Sônia Zerino, que defendeu a aprovação da proposta e destacou a importância da redução da jornada para garantir mais qualidade de vida, saúde e dignidade à classe trabalhadora.
"Não estamos discutindo apenas números ou horas trabalhadas. Estamos falando de vidas, do direito de milhões de trabalhadores e trabalhadoras de conviver com suas famílias, cuidar da saúde, estudar, descansar e viver com dignidade", afirmou.

Sônia também chamou a atenção para a realidade enfrentada pelas mulheres trabalhadoras, que, além da jornada profissional, acumulam responsabilidades com os cuidados da casa e da família. Segundo a dirigente, pesquisas demonstram que as mulheres dedicam, em média, 16 horas semanais a mais do que os homens às tarefas domésticas e de cuidados, o que amplia a sobrecarga física e emocional.

Durante sua intervenção, a presidente da NCST relacionou ainda a redução da jornada ao enfrentamento da violência contra a mulher. Ela relatou que, durante uma atividade promovida pela Nova Central, trabalhadoras apontaram a necessidade de ampliar o funcionamento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher nos fins de semana, período em que muitas situações de violência doméstica ocorrem.

Ao defender o fim da escala 6x1, Sônia ressaltou que a organização do trabalho precisa acompanhar as transformações da sociedade. Para ela, jornadas mais equilibradas favorecem a saúde física e mental dos trabalhadores, fortalecem a convivência familiar, ampliam as oportunidades de qualificação profissional e podem contribuir para ambientes de trabalho mais produtivos.

A dirigente reconheceu que a transição para um novo modelo exige diálogo entre trabalhadores, empregadores e governo, respeitando as características dos diferentes setores da economia e garantindo segurança jurídica para todos os envolvidos. "O desafio é construir um modelo de desenvolvimento que coloque a pessoa humana no centro das decisões, conciliando crescimento econômico, competitividade e qualidade de vida", afirmou.

Também representando a NCST, o diretor de Relações Institucionais da entidade e vice-presidente da CONTRATUH, Moacyr Auersvald, afirmou que a redução da jornada de trabalho é uma reivindicação histórica do movimento sindical, presente nas negociações coletivas, convenções, acordos e mobilizações desde a Constituição Federal de 1988.

Ao defender a aprovação da PEC, Moacyr rebateu argumentos de que a medida prejudicaria a economia, lembrando que previsões semelhantes foram feitas quando da criação do 13º salário e da política de valorização do salário mínimo. Para ele, essas conquistas fortaleceram o mercado interno e demonstraram que a ampliação de direitos pode caminhar junto com o desenvolvimento econômico.

O dirigente ressaltou ainda que o debate sobre a jornada de trabalho vai além das relações entre empregados e empregadores, envolvendo o direito das pessoas ao convívio familiar, ao lazer, à cultura e a uma vida com mais qualidade. "Por que queremos tanto tempo? Para que as pessoas possam viver", concluiu.

Estudos reforçam benefícios da proposta

Durante a audiência, representantes do Governo Federal defenderam a redução da jornada com base em estudos técnicos que apontam impactos positivos para trabalhadores e empresas.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, apresentou levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), segundo o qual o custo médio adicional para as empresas seria de aproximadamente 7,8%, percentual que, segundo ele, não comprometeria a atividade econômica.

Já o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, apresentou estudos do Ministério do Trabalho e da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicando que jornadas mais equilibradas podem aumentar a produtividade, reduzir o absenteísmo, melhorar o ambiente de trabalho e facilitar a contratação de trabalhadores. Marinho também destacou o crescimento dos casos de adoecimento relacionados ao excesso de trabalho, especialmente entre mulheres e jovens.

Paulo Paim destaca diálogo e perspectiva de avanço

Ao encerrar a audiência, o senador Paulo Paim agradeceu a participação de representantes das centrais sindicais, do setor empresarial, do governo, da academia e da sociedade civil e afirmou que o diálogo é o caminho para a construção de consensos em torno da proposta.

O parlamentar lembrou que acompanha o debate sobre a redução da jornada há mais de quatro décadas e recordou sua atuação na Assembleia Nacional Constituinte, quando participou das discussões que reduziram a jornada semanal de 48 para 44 horas. Para Paim, o Congresso Nacional tem agora a oportunidade de promover um novo avanço histórico em favor da classe trabalhadora.

Segundo o senador, a redução da jornada sem redução salarial deve ser compreendida como uma política de desenvolvimento, justiça social e saúde pública, capaz de garantir mais tempo para a convivência familiar, a qualificação profissional, o lazer e a qualidade de vida.

Paim também destacou que as transformações tecnológicas e as novas formas de organização do trabalho exigem uma atualização das relações trabalhistas, construída por meio do diálogo entre trabalhadores, empregadores e poder público.

Em um dos momentos mais emocionantes da audiência, o senador, que está em seu último mandato parlamentar, afirmou que espera ver aprovada a jornada de 40 horas semanais como mais um marco histórico do Congresso Nacional.

"Esse tema não é apenas uma discussão trabalhista. É uma discussão sobre desenvolvimento, produtividade, saúde pública e qualidade de vida. Nenhum indicador econômico é mais importante do que a dignidade das pessoas, a justiça social e a vida humana", concluiu.
 
 
Assista a íntegra da audiência no Senado  no YOUTUBE
 
 
 
FONTE: Portal da NCST ----> https://www.ncst.org.br/subpage.php?id=27351 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Brasil registra saldo positivo de 72.960 vagas formais de trabalho em maio, aponta Caged

 

 

Acumulado do ano soma 767,3 mil vagas, menor nível para o período desde 2020


O Brasil criou 72.960 vagas de trabalho com carteira assinada em maio, registrando o pior desempenho para o mês desde 2020. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. As informações são do jornal Valor Econômico.


O saldo positivo de maio foi resultado de 2,207 milhões de admissões e 2,134 milhões de desligamentos. Na comparação com maio de 2025, quando o país havia registrado a abertura de 153.108 vagas, o desempenho deste ano representa uma desaceleração significativa da geração de empregos formais.


O saldo ficou bem abaixo da expectativa do mercado financeiro, cuja mediana apontava para a criação de 120 mil empregos formais, segundo levantamento do Valor Data. As projeções variavam entre 38,19 mil e 175 mil vagas.


No acumulado de janeiro a maio, o Brasil criou 767,3 mil empregos com carteira assinada. Apesar de permanecer positivo, o resultado também é o menor para os cinco primeiros meses do ano desde 2020.


Sudeste lidera geração de vagas

 

Quatro das cinco regiões brasileiras registraram saldo positivo na criação de empregos formais em maio.


O Sudeste liderou a geração de vagas, com 45.873 postos, seguido pelo Nordeste, com 23.351. Também apresentaram resultados positivos o Norte, com 5.061 vagas, e o Centro-Oeste, com 2.016.


A única exceção foi a Região Sul, que encerrou o mês com fechamento líquido de 4.109 postos de trabalho.


Serviços impulsionam o mercado de trabalho

 

Todos os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em maio.


O setor de serviços liderou a criação de empregos, com 45.655 vagas. Na sequência aparecem a construção, com 12.096 postos, a agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 10.205, e a indústria geral, com 4.974.


O comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas teve desempenho praticamente estável, com saldo positivo de apenas 40 vagas.


No acumulado do ano, os serviços seguem como principal motor da geração de empregos, com 493.917 vagas. Também registram saldos positivos a construção (154.448), a indústria geral (128.353) e a agropecuária (16.904). Em sentido contrário, o comércio acumula fechamento líquido de 60.503 postos de trabalho.


Salários de admissão recuam em maio

 

O Caged também aponta que o país registrou a criação líquida de 33.478 postos de trabalho em modalidades como contratos intermitentes, temporários, de aprendizes, vinculados ao Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física ou com jornada de até 30 horas semanais.


O salário médio de admissão dos trabalhadores com carteira assinada foi de R$ 2.384,10 em maio, valor R$ 17,97 inferior ao registrado em abril.


Já o salário médio dos trabalhadores desligados ficou em R$ 2.474,14, abaixo dos R$ 2.497,36 observados no mês anterior.

 

Fonte: Brasil247 - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br

CNTI participa da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em Brasília

 

Lavito Person*, José Reginaldo, Lourival Andrade e Eduardo Armond


A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) marcou presença na cerimônia de abertura da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNDOS), realizada nesta terça-feira (30), em Brasília (DF). Representando a entidade, participaram o presidente da CNTI, José Reginaldo, o representante Profissional e Internacional da Confederação, Eduardo Armond, e o representante do Observatório Sindical Brasileiro Clodesmidt Riani, Lourival Andrade. A participação da CNTI reforça o compromisso da Confederação com a construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à valorização do trabalho e à promoção da justiça social.


Promovida no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), a Conferência segue até o dia 2 de julho com o tema “A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a Democracia e Defender os Direitos Humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento sustentável”. O encontro reúne representantes do poder público, da sociedade civil, movimentos sociais, trabalhadores, setor produtivo e especialistas para discutir propostas voltadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no país.


Considerado o maior espaço de participação social já realizado no Brasil em torno da Agenda 2030, o evento reúne mais de 720 delegados e delegadas eleitos ao longo de um amplo processo participativo, que mobilizou mais de 31 mil pessoas em 277 conferências livres e municipais, além de 20 etapas estaduais. As discussões também foram fortalecidas por uma etapa digital, realizada por meio da plataforma Brasil Participativo, na qual a sociedade civil priorizou mais de 300 propostas para subsidiar os debates nacionais.

 


Nos dias 1º e 2 de julho, os delegados estarão distribuídos em 15 Grupos de Trabalho responsáveis por analisar e sistematizar as propostas construídas nas etapas preparatórias. As deliberações serão consolidadas em uma plenária final e encaminhadas ao Governo Federal como diretrizes para políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à redução das desigualdades e ao fortalecimento da participação social. A 1ª Conferência Nacional dos ODS é promovida pela Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Comissão Nacional para os ODS (CNODS), com correalização da Itaipu Binacional e apoio da Caixa, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


* Lavito Person Motta Bacarissa é o Secretário-Executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS)

 

FONTE: CNTI

https://cnti.org.br/html/noticias/2026/CNTIparticipa1CNDOS.htm 

terça-feira, 30 de junho de 2026

Clemente confirma reunião com Alcolumbre

 

Coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz Lúcio confirma a reunião das Centrais com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dia 1º de julho.

Na mesma data, o Senado realizará audiência pública, no plenário, a pedido dos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Laércio Oliveira (PP-PE). Começará às 10 horas, dia 1º, quarta-feira.

Segundo Clemente, “a audiência no plenário terá participação das entidades classistas convidadas e confirmadas, como também de outros órgãos e conselhos profissionais”. Clemente Ganz afirma: “a audiência é um momento de escuta e com certeza as falas terão peso junto aos senadores”.

Quanto à reunião com Alcolumbre, a ideia é ouvir do senador a forma com que ele pensa tratar o encaminhamento da PEC 221, já aprovada na Câmara. Essa PEC acaba com a escala 6×1 e estabelece jornada semanal de 40 horas, que é um pleito geral do sindicalismo.

As ações em Brasília, dia 1º, serão precedidas de mobilizações sindicais e populares em diversas cidades do País. Objetivo é mostrar o forte apoio popular a essas pautas e mostrar ao Senado que a base trabalhadora quer esses dois avanços.

Perguntado se está otimista, Clemente Ganz Lúcio responde que sim. Ele afirma: “Fim da escala 6×1 e a jornada de 40 horas semanais geraram grande expectativa entre trabalhadores e sindicalismo”.

Véspera – Dia 30, no Masp em SP e em diversas regiões do País, haverá manifestações e atos pela aprovação da PEC no Senado.

Mais – Centrais Sindicais, Fórum das Centrais e bancada progressista no Senado.

FONTE:   Agência Sindical

Centrais sindicais intensificam mobilização pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1


Entenda como as centrais sindicais lutam pela redução da jornada de trabalho e seus impactos na qualidade de vida dos trabalhadores.


As principais centrais sindicais do país reforçam a campanha nacional em defesa da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e pelo fim da escala 6×1.


A mobilização ganhou força após a aprovação da proposta na Câmara dos Deputados, em maio de 2026, e agora concentra esforços para que o Senado Federal conclua a tramitação da medida.


O cartaz destaca que a mudança representa um avanço para trabalhadores, empresas e para o desenvolvimento do país, ao promover mais qualidade de vida, fortalecer a saúde e a convivência familiar, ampliar oportunidades de formação e lazer, além de contribuir para a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.


Segundo as entidades, a redução da jornada também favorece o aumento da produtividade, estimula a inovação e pode impulsionar a geração de empregos, consolidando uma das principais pautas do movimento sindical brasileiro.

 

Fonte: Rádio Peão Brasil - Do Blog de Noticias da CNTI

 

https://cnti.org.br

Encontro Regional CNTI Sul debate os desafios do sindicalismo diante das transformações do mundo do trabalho

 

 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) promoveu, nesta quinta-feira (25), em Porto Alegre (RS), o Encontro Regional CNTI Sul, reunindo dirigentes sindicais, lideranças classistas e representantes dos trabalhadores da região para discutir os desafios contemporâneos do movimento sindical brasileiro. O evento consolidou-se como um importante espaço de intercâmbio de experiências, reflexão coletiva e fortalecimento da atuação sindical em um cenário marcado por profundas transformações econômicas, sociais, políticas e tecnológicas.

 


Com o tema “Análise da Conjuntura: Desafios Atuais do Sindicalismo”, o encontro proporcionou debates sobre os rumos da representação dos trabalhadores, a defesa dos direitos sociais e trabalhistas e a necessidade de modernização das estratégias de atuação das entidades sindicais. As discussões evidenciaram a relevância do sindicalismo como instrumento de diálogo social, promoção da cidadania e construção de relações de trabalho mais justas e equilibradas.


A iniciativa contou com a coordenação do Secretário Regional da CNTI, João Nadir Pires, que destacou a importância da integração entre as entidades filiadas e do fortalecimento da unidade sindical como elemento fundamental para enfrentar os desafios impostos pela atual conjuntura. Segundo ele, encontros dessa natureza reafirmam o compromisso da Confederação com a valorização do trabalho, a ampliação da representatividade sindical e a construção de pautas voltadas à melhoria das condições de vida da classe trabalhadora.

 


Durante a programação, o presidente da CNTI, José Reginaldo Inácio, e a Secretária para Assuntos de Trabalho da Mulher, Idoso e Juventude da CNTI e presidenta da NCST, Sônia Zerino, abordaram os principais desafios enfrentados pelo movimento sindical no atual cenário político e institucional. O evento contou ainda com a presença de importantes lideranças sindicais, entre elas Idemar Martini, presidente da FETIESC, e Elizabete Alves de Matos, presidente do SindCost Cianorte. O encontro foi marcado pelo espírito de integração, diálogo e mobilização, reafirmando o papel estratégico do sindicalismo brasileiro na defesa dos direitos dos trabalhadores e no fortalecimento da democracia social.

 


#CNTI #Sindicalismo #Trabalhadores #Indústria #MovimentoSindical #DefesaDosTrabalhadores

#CNTI80Anos #UnidosSomosFortes #ClasseTrabalhadora 

 

FONTE: CNTI

https://cnti.org.br/html/noticias/2026/EncontroRegCNTISUL.htm

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Desemprego até maio cai para 5,6%, o menor já registrado no período

 

Rendimento médio do trabalhador foi de R$ 3.726
 
Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

Brasília (DF) - Caminhos da Reportagem - Alunos do curso técnico de gastronomia do instituto federal de Brasília.
A taxa de desemprego no Brasil é de 8,8%, segundo a pesquisa mais recente do IBGE. Já entre os jovens de 18 a 24 anos, esse índice é o dobro: 18%.
Foto: Frame Caminhos da Reportagem/TV Brasil
© Frame Caminhos da Reportagem/TV Brasil
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A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%. O resultado é o menor para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. 

A taxa representa também redução em relação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando estava em 5,8%. Em 2025, o índice do trimestre encerrado em maio era 6,2%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, atingir a mínima histórica para o período indica que “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.

O levantamento aponta que o país tinha 6,1 milhões de desocupados, patamar considerado estável em comparação ao trimestre móvel terminado em fevereiro (6,2 milhões) e diminuição de 9,3% em relação ao ano anterior, quando eram 6,7 milhões.

A população ocupada ficou em 102,7 milhões no trimestre terminado em maio, 0,5% acima do período terminado em fevereiro (mais 558 mil pessoas).

Pnad

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, sejam com ou sem carteira assinada, temporárias e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Rendimento

O rendimento médio mensal do trabalhador ficou em R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio, estável em relação ao trimestre móvel anterior (R$ 3.756) e 4% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Os valores são reais, ou seja, já levam em conta a inflação do período.

Informalidade

A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi de 37,3%, o que representa 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano antes, o indicador era 37,8%. O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e décimo terceiro salário.

Contribuição para a previdência

A pesquisa revelou que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência. Isso equivale a 68,4 milhões de pessoas.

Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

O instituto esclarece que um trabalhador informal (por conta própria sem CNPJ) pode ser contribuinte individual do INSS.

Marcos históricos

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1% no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-06/desemprego-ate-maio-cai-para-56-o-menor-ja-registrado-no-periodo