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quinta-feira, 9 de julho de 2026

O Globo destaca falta de mão de obra

 



O jornal O Globo, de domingo, deu a escassez de mão de obra como manchete principal. “Oito em cada dez empregadores têm dificuldade de preencher vagas abertas”. Segundo o jornal, cerca de 80% das empresas têm dificuldades em contratar.

A Agência Sindical falou com Pedro Afonso Gomes, economista e um dos 18 conselheiros do Cofecon. Ele relaciona a demanda por trabalhadores com o ciclo de crescimento da economia brasileira. Também observa ausência na formação de mão-de-obra. O economista diz: “Entidades do Sistema S e o próprio sindicalismo não têm dado prioridade à formação, qualificação ou requalificação de trabalhadores”.

Pedro Afonso Gomes já presidiu o Sindicato dos Economistas do Estado de São Paulo. Ele chama atenção para a mudança no perfil profissional. E comenta: “Hoje, um vendedor no comércio, por exemplo, precisa se especializar, entender do produto e saber se relacionar com o cliente. Não é mais apenas o ato de vender a mercadoria”.

De acordo com o Conselheiro do Cofecon, “é evidente que salários maiores atrairiam mais trabalhadores, mas isso demandaria várias iniciativas, incluindo uma ação sindical mais efetiva na conquista de ganhos reais concretos acima da inflação”. Setores do patronato resistem a elevar o padrão salarial, ele observa.

Estado – Pedro Afonso aponta o papel do Estado no crescimento e estabilidade econômica. E comenta: “A economia vive da confiança. A atuação do Estado brasileiro, via PAC ou aberta de linhas de financiamento, passam confiança e atraem investimentos privados internos e externos”. Segundo Pedro, essa postura pode ser medida pela atuação do próprio BNDEs. Segundo o economista, “a política posta em prática pelo BNDEs atualmente concentra-se em apoiar setores produtivos e geradores de mão de obra e renda”.

Dieese – A Agência Sindical ouviu também Rodolfo Viana, economista do Dieese e professor. Ele brinca, dizendo que “o problema da falta de mão de obra é um bom problema”, exigindo das empresas melhoria no patamar salarial e empenho na qualificação. O apagão da mão de obra, segundo o economista, tende a ocorrer toda vez que há um ciclo de crescimento econômico. “Apesar dos juros altos”, ele ressalva.

Pizza – Para o professor Rodolfo Viana, “A riqueza da sociedade faz lembrar um pizza de quatro pedaços: salários, lucros, aluguéis e juros”. Ele afirma: “É bom para todos aumentar o pedaço da pizza relacionado aos salários”.

A sociedade evolui e os paradigmas mudam. Rodolfo Viana entende que “hoje em dia, as pessoas não estão mais dispostas a trabalhar por um salário baixo, tendo que sofrer cerca de quatro horas num transporte público lotado e precário”.

Cartazes – Quem anda por São Paulo praticamente tromba em anúncios que ofertam emprego. E não só na área central. “A periferia também está repleta desse tipo de anúncio”, comenta Rodolfo Viana.

MAIS – Rodolfo (xxx), Pedro (xxx) e Dieese.

FONTE: Agência Sindical

 

JOGO POLÍTICO EMPERRA PEC 221 - SOBRE FIM DA ESCALA 6x1



Setores do sindicalismo já dão como certo que a PEC 221 não será votada antes do recesso parlamentar. “O Congresso Nacional, na prática, já está desmobilizado, em recesso”, observa André Luiz dos Santos, consultor do Diap.

Clemente Ganz, coordenador do Fórum das Centrais, também fala com preocupação acerca da tramitação da PEC 221. “A pauta política se complicou e o acordo esperado entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o Presidente Lula ainda não se concretizou”.

De acordo com Clemente, vários elementos de atrito político entraram na rota da PEC. Já André do Diap lembra que o autor da PEC 12 é o senador Rogério Marinho, que tem visível ojeriza do sindicalismo e, portanto, trabalha contra a PEC 221.

Pós-recesso – A agenda política de Brasília passa a partir de então a girar em torno das eleições de outubro. No Senado, haverá renovação para 1/3 dos seus integrantes. Quanto a Rogério Marinho (PL-RN), autor da famigerada PEC 12, ele terá ainda mais quatro anos de mandato.

Marinho é o coordenador oficial da eventual candidatura de Flavio Bolsonaro à Presidência da República. Estará, portanto, até outubro, mergulhado na agenda eleitoral.

Erro – Mau passo chamar o Congresso Nacional de “inimigo do povo”, como martelam certos segmentos da esquerda. Espanta, porém, que o deputado Pedro Uczai (PT-SC), na condição de líder do seu partido na Câmara, ameace chamar o senador Alcolumbre de “inimigo dos trabalhadores”.

Brasília é regida pelas leis de Brasília. Sindicalismo é jogo de damas. Política é muito mais. Política é equação de inúmeros fatores, igual a uma partida de xadrez.

Cabeça escreve sobre ganhar e perder

 Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Josinaldo José de Barros (Cabeça) escreve que perder faz parte do jogo. Já apatia, covardia e medo só trazem desmoralização.

MAIS – Site do Diap e das Centrais Sindicais.

 FONTE: Agência Sindical

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Direito de greve na OIT: a histórica decisão da CIJ

 * Sandro Lunard Nicoladeli



Em recente e histórico pronunciamento, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) pôs fim a um imbróglio jurídico que se arrastava há quase 15 anos nos bastidores da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Por 10 votos a 4, o principal órgão judicial das Nações Unidas emitiu um parecer consultivo declarando que o direito de greve é, fundamentalmente, protegido pela Convenção n.º 87 da OIT, que trata da liberdade sindical.


O desfecho do julgamento representa uma vitória civilizatória de magnitude global para a classe trabalhadora, mas também expõe as profundas fraturas na governança internacional do trabalho e no próprio modelo de tripartismo.


A disputa ganhou contornos de crise institucional em 2012. Naquela ocasião, o Grupo dos Empregadores rompeu o consenso histórico e passou a contestar a jurisprudência dos órgãos de supervisão da OIT — como o Comitê de Peritos (CEACR) e o Comitê de Liberdade Sindical (CLS) —, sob o argumento de que a Convenção n.º 87, redigida em 1948, não faz menção expressa à palavra "greve". O bloqueio patronal paralisou o sistema de aplicação de normas por anos, funcionando como um verdadeiro poder de veto político.


Sem consenso entre o sistema de governança tripartite e seus organismos de controle, o Conselho de Administração da OIT ativou o artigo 37.1 da sua Constituição e formulou uma pergunta estritamente binária à CIJ: a Convenção n.º 87 protege ou não o direito de greve?


Ao analisar a matéria, a maioria dos juízes da Haia rejeitou a visão originalista estrita da bancada empresarial. Adotando uma interpretação evolutiva e teleológica dos tratados, a Corte concluiu que o termo "atividades", previsto no artigo 3.º da Convenção, abarca a interrupção temporária do trabalho. Para o tribunal, a liberdade sindical seria uma "casca vazia" sem o seu principal mecanismo de pressão material.


O julgamento, contudo, não foi unânime. O elevado número de dissidências formais chamou a atenção. Juízes como Tomka alinharam-se aos argumentos historicistas, criticando a maioria por "ler" no texto um direito que os redatores originais decidiram deixar de fora em 1948 por falta de consenso na época, alertando para os riscos do ativismo judicial internacional. Em contrapartida, no campo progressista, a Juíza Cleveland ventilou que o direito de greve já atingiu o patamar de Direito Internacional Costumeiro.


Os reflexos práticos dessa decisão ultrapassam os debates teóricos e impactam diretamente o comércio global. A chancela da CIJ fornece uma base jurídica sólida para a fiscalização de cláusulas sociais e laborais em tratados de livre comércio, servindo de barreira contra o dumping social nas cadeias globais de suprimento.


Para o Brasil, o cenário é juridicamente curioso e emblemático. A Constituição de 1988 já assegura o direito de greve de forma ampla em seu artigo 9.º. No entanto, o país nunca ratificou a Convenção n.º 87 da OIT, devido à opção histórica de manutenção do modelo de unicidade sindical.


Ainda assim, a posição governamental brasileira — impulsionada por juristas laboralistas e pelas centrais sindicais — sempre foi de alinhamento irrestrito à tese dos trabalhadores nesta questão, inicialmente, em Genebra e, posteriormente, na Corte em Haia. O parecer da CIJ blinda o ordenamento jurídico nacional, impedindo que futuras tentativas de flexibilização legislativa doméstica tentem esvaziar a greve sob o pretexto de um suposto desalinhamento com os padrões internacionais.


Embora o parecer consultivo possua uma natureza técnica não-vinculante, a força política e moral do veredito da CIJ redefine as regras do jogo. Resta saber se o Grupo dos Empregadores honrará o pronunciamento da Haia ou se o tripartismo da OIT continuará refém de impasses políticos. Por ora, prevalece o entendimento de que a justiça social e a liberdade de associação não subsistem sem a salvaguarda eficaz do direito de greve.


* Sandro Lunard Nicoladeli - É membro do Comitê de Liberdade Sindical da Organização Internacional do Trabalho/OIT. Doutor em Direito/UFPR. Professor de Direito do Trabalho da Universidade Federal do Paraná. Especialista em liberdade sindical e normas internacionais do trabalho pela OIT. Vice-presidente do Instituto Edésio Passos. Pesquisador associado do grupo de pesquisas SINDICALISMO do UDF. Autor e organizador de diversos artigos e obras jurídicas sobre direito coletivo e sindical. Vicepresidente da Academia Brasileira de Direito Sindical. Membro do corpo editorial da Editora RTM. É sócio-fundador do escritório PLCV – Passos & Lunard, Carvalho e Vieira – advogados associados.


* O presente artigo foi elaborado em caráter exclusivamente acadêmico. As opiniões, interpretações e conclusões aqui expostas são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam posições oficiais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ou de seus organismos de controle. 

 

FONTE: CNTI

https://cnti.org.br/html/noticias/2026/DireitodeGreveNaOIT.htm

terça-feira, 7 de julho de 2026

Mulheres das Centrais concluem curso nacional sobre negociação coletiva

 

 


Representantes das centrais sindicais de todo o país concluíram, nesta quinta-feira (2), em Brasília, a segunda etapa do Curso Nacional de Negociação Coletiva e Igualdade de Gênero no Mundo do Trabalho. A formação reuniu lideranças sindicais para debater estratégias de negociação coletiva, ampliar a participação das mulheres nos espaços de decisão e fortalecer a atuação conjunta do movimento sindical.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No encerramento, a presidente da Nova
 Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, destacou que o curso é resultado da articulação das mulheres das centrais sindicais, construída em parceria com o Ministério das Mulheres.

Segundo ela, a iniciativa demonstra que a atuação conjunta é fundamental para ampliar a presença feminina nas negociações e consolidar novas conquistas para a classe trabalhadora.

 
"Esse curso nasceu da luta e da união das mulheres das centrais sindicais. É uma conquista construída coletivamente, que fortalece nossa atuação e amplia a participação feminina nos espaços de negociação", afirmou. 
 

Durante sua fala, Sônia também ressaltou que a mobilização permanece essencial para o avanço das pautas defendidas pelo movimento sindical, citando as articulações realizadas ontem no Senado Federal em defesa do fim da escala 6x1. 
 

Ao longo da programação, as participantes compartilharam experiências, debateram desafios da negociação coletiva e reforçaram a importância da atuação articulada das mulheres na construção de um movimento sindical cada vez mais representativo.
 

Lucro do FGTS deve chegar a R$ 14,7 bi em 2025


Conselho Curador decidirá neste mês quanto será distribuído; pagamento ocorrerá até 31 de agosto


O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deverá registrar lucro de aproximadamente R$ 14,7 bilhões em 2025, segundo técnicos do governo. Segundo o jornal O Globo, apesar do resultado positivo, a parcela do lucro destinada aos trabalhadores deverá ser menor do que a distribuída no ano passado.


A definição sobre o percentual que será repassado aos cotistas ficará a cargo do Conselho Curador do FGTS, que deverá deliberar sobre o tema ainda neste mês. Após a decisão, a Caixa Econômica Federal terá até 31 de agosto para efetuar os créditos nas contas vinculadas.


Distribuição deve ser inferior à de 2024

 

Em 2024, o Fundo distribuiu R$ 12,9 bilhões, correspondentes a cerca de 95% do lucro obtido naquele exercício, beneficiando aproximadamente 134 milhões de trabalhadores.


Neste ano, entretanto, técnicos do governo avaliam que será necessário preservar uma parcela maior dos recursos do FGTS. A expectativa é de que pelo menos metade do lucro seja distribuída, percentual inferior ao registrado no ano anterior.


Entre os fatores que influenciam essa decisão estão medidas adotadas recentemente que reduziram a disponibilidade de recursos do Fundo. Entre elas, destacam-se o saque residual destinado a trabalhadores demitidos que aderiram ao saque-aniversário e permaneceram com parte dos recursos bloqueados, além da utilização de parte do saldo do FGTS para quitar débitos por meio do programa Desenrola 2.


Governo quer reforçar patrimônio do Fundo

A retenção de parte do lucro tem como objetivo fortalecer o patrimônio líquido do FGTS, que financia políticas públicas, especialmente programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida.


Segundo integrantes do Conselho Curador, o patrimônio líquido do Fundo deverá ficar entre R$ 110 bilhões e R$ 112 bilhões em 2025, enquanto o ativo total alcança aproximadamente R$ 840 bilhões. Na avaliação dos técnicos, esse patrimônio precisa crescer para garantir maior solidez financeira ao FGTS e assegurar sua capacidade de investimento.


Outro ponto considerado pelo governo é que a remuneração mínima das contas do Fundo, composta por 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), já será suficiente para acompanhar a inflação registrada no ano anterior. Além disso, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determina que a remuneração das contas do FGTS não poderá ser inferior à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).


Pagamento será feito até 31 de agosto

 

Antes da decisão final, o assunto será analisado pelo grupo técnico que assessora o Conselho Curador, em reuniões previstas para esta e para a próxima semana.


Após a aprovação do percentual de distribuição, a Caixa Econômica Federal realizará os depósitos até 31 de agosto.


O valor creditado será proporcional ao saldo existente na conta vinculada de cada trabalhador em 31 de dezembro de 2025. Os recursos incorporados ao saldo permanecerão sujeitos às regras legais de saque, podendo ser movimentados apenas nas hipóteses previstas em lei, como demissão sem justa causa, aquisição da casa própria, aposentadoria e casos de doenças graves.

 

Fonte: Brasil247 - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Todos ganham! NCST reforça mobilização nacional pela redução da jornada e pelo fim da escala 6x1

 


A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), ao lado das demais centrais sindicais, segue mobilizada pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e põe fim à escala 6x1.

Com a mensagem "A redução da jornada beneficia trabalhadores, empresas e o Brasil. Todos ganham!", as centrais e o Fórum Sindical do Trabalhadores (FST) reafirmam que é possível construir um país mais justo, mais forte e mais humano, valorizando o trabalho e promovendo o desenvolvimento com inclusão social.

Compartilhe o card abaixo e ajude a ampliar essa mobilização. Juntos, vamos fortalecer a luta pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1.

 
FONTE: PORTAL DA NCST
 


Projeto prevê aposentadoria mais justa para quem foi prejudicado por regra do INSS

Objetivo é corrigir distorção no cálculo de benefícios e garantir que aposentados recebam o valor mais vantajoso


O Projeto de Lei 3379/026, do deputado Ribamar Silva (Pode-SP), garante aos segurados da Previdência Social o direito de optar pela regra de cálculo de benefício mais vantajosa, permitindo a inclusão das contribuições realizadas antes de julho de 1994. A medida resgata a tese conhecida como "revisão da vida toda".


O texto altera a Lei de Benefícios da Previdência Social (8.213/91) e a lei que criou o fator previdenciário (9.876/99).


Pela proposta, a regra valerá para os segurados filiados à Previdência até 28 de novembro de 1999 e que cumpriram os requisitos para a aposentadoria antes da reforma da Previdência de 2019 (Emenda Constitucional 103). Para os benefícios concedidos entre novembro de 1999 e novembro de 2019, o projeto determina que a revisão seja feita de ofício (automaticamente) pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


Sem pagamentos retroativos

 

Para viabilizar a aprovação da matéria e manter a responsabilidade fiscal, o projeto estabelece uma trava importante: a revisão não gerará direito ao recebimento de diferenças financeiras retroativas. Ou seja, o aposentado passará a receber o valor maior apenas a partir da entrada em vigor da nova lei, sem cobrar os "atrasados" dos anos anteriores.


"A solução se concentra em corrigir o valor mensal do benefício para o futuro, garantindo-se justiça previdenciária a partir da vigência da lei, sem impor um passivo financeiro desproporcional à União", explica o deputado Ribamar Silva.


O texto também faculta ao segurado que já possui ação judicial em andamento sobre o tema a desistência da demanda, com dispensa do pagamento de honorários e custas processuais, para que seu benefício seja revisto administrativamente pelas novas regras.


Justificativa e histórico

 

A regra de transição de 1999 determinou que, para quem já era filiado ao INSS, o cálculo da aposentadoria consideraria apenas os salários a partir de julho de 1994 (início do Plano Real). Segundo o autor do projeto, isso gerou uma "profunda iniquidade", prejudicando trabalhadores que tiveram seus maiores salários e contribuições antes desse período.


O tema foi alvo de intensa disputa judicial. Em 2022, o STF chegou a reconhecer o direito à "revisão da vida toda". No entanto, em março de 2024, a Corte mudou o entendimento ao julgar ações de inconstitucionalidade (ADIs 2110 e 2111), decidindo que a regra de transição de 1999 é obrigatória, o que, na prática, impediu a opção pela regra mais vantajosa.


"A oscilação jurisprudencial não ofereceu uma solução estável para a questão, ensejando a necessidade de que o Poder Legislativo discipline a matéria de forma definitiva", argumenta Ribamar Silva. Ele defende que a proposta cria um "novo direito, mais justo e equânime", respeitando a decisão do STF, mas atuando dentro da competência do Parlamento para responder às demandas da sociedade.


Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 

Fonte: Agência Câmara - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Sindicalismo cobra tramitação da PEC 221



Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Muitas explanações, muito debate, excelentes falas, reunião amigável das Centrais com Davi Alcolumbre (União-AP), mas até agora (manhã do dia 2) o presidente do Senado não enviou a PEC 221 à Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Mesmo assim, Antônio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos do Brasil) segue otimista. Ele diz: “O dia de ontem foi intenso. Considero muito positiva nossa reunião com Alcolumbre. Lembro que ele já nos apoiou em questões anteriores, como, por exemplo, a pedido do sindicalismo, não dar andamento do projeto da Carteira verde e amarela, de Bolsonaro”.

No debate do dia 1º, no Senado, falaram 56 representantes dos trabalhadores, empresários, governo federal e movimentos sociais, como o VAT (Vida Além do Trabalho). Nas Centrais, a orientação geral é seguir com atos e movimentos, mas, principalmente, a partir de agora, buscar diálogo com os senadores, de todos os partidos.

E o governo? O jornalista e consultor do Diap, Marcos Verlaine, comenta: “O governo federal tem jogado peso a favor da PEC 221. Tanto assim que ontem a própria líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), fez uso da palavra e se opôs à narrativa de que a PEC é eleitoreira. Não é. Até porque ela tramita desde 2019”.

Passos – Se Davi Alcolumbre enviar a PEC 221 à CCJ do Senado, e ela for aprovada conforme o texto originário da Câmara, a matéria será aprovada. É o que defende o sindicalismo.

Os movimentos sindical e social, porém, batalham para que a PEC não retorne à Câmara dos Deputados, o que atrasaria a implementação da redução da jornada pra 40 horas e colocaria em risco o fim da escala 6×1.

Por várias razões, Davi Alcolumbre vive um período de escaramuças com o governo federal. Na reunião com as Centrais, os dirigentes deixaram claro que a pauta da classe trabalhadora é independente frente ao governo.

Apoios – Ao falar no Senado, Sérgio Nobre, presidente da CUT, destacou o apoio popular ao fim da escala 6×1, como também pela redução da jornada pra 40 horas. “Essa pauta tem amplo apoio da população. Pesquisa entre CUT/Vox Populi mostra que “passam de 80% os que defendem 40 horas semanais e também o fim da escala 6×1”.

Entre as Centrais, a CUT é a quem mais tem feito atos e ações de estímulo ao engajamento popular a favor da PEC 221. No ato na avenida Paulista, SP, dia 30, a Central teve grande participação.

MAIS – Sites do Diap, da CSB, UGT e do Senado.

 FONTE:  Agência Sindical

Reunião do Conselho de Previdência Social (CNPS) debate temas estratégicos; Eduardo Annunciato (Chicão) representa trabalhadores


A 326ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) foi realizada nesta terça-feira (30), no Ministério da Previdência Social, em Brasília, reunindo representantes do governo, dos trabalhadores, dos empregadores e dos aposentados para discutir temas estratégicos relacionados à Previdência Social.


Entre os principais assuntos da pauta estiveram a atualização sobre o ressarcimento dos descontos associativos, as medidas para reduzir a fila de requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Perícia Médica Federal, o cumprimento dos acórdãos do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), a redução do prazo para inclusão de processos no Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) e a ampliação da rede de atendimento da Previdência Social, com a implantação da Agência Flutuante PrevBarco Belém II.


Representando os trabalhadores no colegiado, o presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Annunciato, o Chicão, participou da reunião e acompanhou as discussões sobre as políticas públicas previdenciárias que impactam milhões de segurados em todo o País.


Para Chicão, a participação dos representantes dos trabalhadores nas reuniões do CNPS é essencial para acompanhar as decisões que afetam diretamente a população segurada e defender melhorias no sistema previdenciário.


“A Previdência Social é uma das maiores conquistas da classe trabalhadora. Estar no CNPS significa acompanhar de perto as decisões, cobrar melhorias no atendimento, defender a redução da fila do INSS e garantir que os direitos dos trabalhadores, dos aposentados e dos pensionistas sejam preservados. O Sindicato continuará atuando de forma firme em todos os espaços onde essas decisões são tomadas”, afirmou.

 

Matéria completa: https://radiopeaobrasil.com.br/reuniao-do-conselho-de-previdencia-social-cnps-debate-temas-estrategicos

-eduardo-annunciato-chicao-representa-trabalhadores/

 

 

 Fonte: Rádio Peão Brasil ---> Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Centrais defendem jornada de 40 horas e o fim da escala 6x1 em audiência no Senado

 

 


O Senado Federal realizou, nesta quarta-feira (1º), uma audiência pública para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. Coordenado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o debate reuniu representantes das centrais sindicais, parlamentares, integrantes do Governo Federal, especialistas e entidades empresariais para discutir os impactos da proposta nas relações de trabalho, na economia e na qualidade de vida da população.

NCST reforça defesa da redução da jornada

A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) participou da audiência por meio de sua presidente, Sônia Zerino, que defendeu a aprovação da proposta e destacou a importância da redução da jornada para garantir mais qualidade de vida, saúde e dignidade à classe trabalhadora.
"Não estamos discutindo apenas números ou horas trabalhadas. Estamos falando de vidas, do direito de milhões de trabalhadores e trabalhadoras de conviver com suas famílias, cuidar da saúde, estudar, descansar e viver com dignidade", afirmou.

Sônia também chamou a atenção para a realidade enfrentada pelas mulheres trabalhadoras, que, além da jornada profissional, acumulam responsabilidades com os cuidados da casa e da família. Segundo a dirigente, pesquisas demonstram que as mulheres dedicam, em média, 16 horas semanais a mais do que os homens às tarefas domésticas e de cuidados, o que amplia a sobrecarga física e emocional.

Durante sua intervenção, a presidente da NCST relacionou ainda a redução da jornada ao enfrentamento da violência contra a mulher. Ela relatou que, durante uma atividade promovida pela Nova Central, trabalhadoras apontaram a necessidade de ampliar o funcionamento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher nos fins de semana, período em que muitas situações de violência doméstica ocorrem.

Ao defender o fim da escala 6x1, Sônia ressaltou que a organização do trabalho precisa acompanhar as transformações da sociedade. Para ela, jornadas mais equilibradas favorecem a saúde física e mental dos trabalhadores, fortalecem a convivência familiar, ampliam as oportunidades de qualificação profissional e podem contribuir para ambientes de trabalho mais produtivos.

A dirigente reconheceu que a transição para um novo modelo exige diálogo entre trabalhadores, empregadores e governo, respeitando as características dos diferentes setores da economia e garantindo segurança jurídica para todos os envolvidos. "O desafio é construir um modelo de desenvolvimento que coloque a pessoa humana no centro das decisões, conciliando crescimento econômico, competitividade e qualidade de vida", afirmou.

Também representando a NCST, o diretor de Relações Institucionais da entidade e vice-presidente da CONTRATUH, Moacyr Auersvald, afirmou que a redução da jornada de trabalho é uma reivindicação histórica do movimento sindical, presente nas negociações coletivas, convenções, acordos e mobilizações desde a Constituição Federal de 1988.

Ao defender a aprovação da PEC, Moacyr rebateu argumentos de que a medida prejudicaria a economia, lembrando que previsões semelhantes foram feitas quando da criação do 13º salário e da política de valorização do salário mínimo. Para ele, essas conquistas fortaleceram o mercado interno e demonstraram que a ampliação de direitos pode caminhar junto com o desenvolvimento econômico.

O dirigente ressaltou ainda que o debate sobre a jornada de trabalho vai além das relações entre empregados e empregadores, envolvendo o direito das pessoas ao convívio familiar, ao lazer, à cultura e a uma vida com mais qualidade. "Por que queremos tanto tempo? Para que as pessoas possam viver", concluiu.

Estudos reforçam benefícios da proposta

Durante a audiência, representantes do Governo Federal defenderam a redução da jornada com base em estudos técnicos que apontam impactos positivos para trabalhadores e empresas.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, apresentou levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), segundo o qual o custo médio adicional para as empresas seria de aproximadamente 7,8%, percentual que, segundo ele, não comprometeria a atividade econômica.

Já o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, apresentou estudos do Ministério do Trabalho e da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicando que jornadas mais equilibradas podem aumentar a produtividade, reduzir o absenteísmo, melhorar o ambiente de trabalho e facilitar a contratação de trabalhadores. Marinho também destacou o crescimento dos casos de adoecimento relacionados ao excesso de trabalho, especialmente entre mulheres e jovens.

Paulo Paim destaca diálogo e perspectiva de avanço

Ao encerrar a audiência, o senador Paulo Paim agradeceu a participação de representantes das centrais sindicais, do setor empresarial, do governo, da academia e da sociedade civil e afirmou que o diálogo é o caminho para a construção de consensos em torno da proposta.

O parlamentar lembrou que acompanha o debate sobre a redução da jornada há mais de quatro décadas e recordou sua atuação na Assembleia Nacional Constituinte, quando participou das discussões que reduziram a jornada semanal de 48 para 44 horas. Para Paim, o Congresso Nacional tem agora a oportunidade de promover um novo avanço histórico em favor da classe trabalhadora.

Segundo o senador, a redução da jornada sem redução salarial deve ser compreendida como uma política de desenvolvimento, justiça social e saúde pública, capaz de garantir mais tempo para a convivência familiar, a qualificação profissional, o lazer e a qualidade de vida.

Paim também destacou que as transformações tecnológicas e as novas formas de organização do trabalho exigem uma atualização das relações trabalhistas, construída por meio do diálogo entre trabalhadores, empregadores e poder público.

Em um dos momentos mais emocionantes da audiência, o senador, que está em seu último mandato parlamentar, afirmou que espera ver aprovada a jornada de 40 horas semanais como mais um marco histórico do Congresso Nacional.

"Esse tema não é apenas uma discussão trabalhista. É uma discussão sobre desenvolvimento, produtividade, saúde pública e qualidade de vida. Nenhum indicador econômico é mais importante do que a dignidade das pessoas, a justiça social e a vida humana", concluiu.
 
 
Assista a íntegra da audiência no Senado  no YOUTUBE
 
 
 
FONTE: Portal da NCST ----> https://www.ncst.org.br/subpage.php?id=27351 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Brasil registra saldo positivo de 72.960 vagas formais de trabalho em maio, aponta Caged

 

 

Acumulado do ano soma 767,3 mil vagas, menor nível para o período desde 2020


O Brasil criou 72.960 vagas de trabalho com carteira assinada em maio, registrando o pior desempenho para o mês desde 2020. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. As informações são do jornal Valor Econômico.


O saldo positivo de maio foi resultado de 2,207 milhões de admissões e 2,134 milhões de desligamentos. Na comparação com maio de 2025, quando o país havia registrado a abertura de 153.108 vagas, o desempenho deste ano representa uma desaceleração significativa da geração de empregos formais.


O saldo ficou bem abaixo da expectativa do mercado financeiro, cuja mediana apontava para a criação de 120 mil empregos formais, segundo levantamento do Valor Data. As projeções variavam entre 38,19 mil e 175 mil vagas.


No acumulado de janeiro a maio, o Brasil criou 767,3 mil empregos com carteira assinada. Apesar de permanecer positivo, o resultado também é o menor para os cinco primeiros meses do ano desde 2020.


Sudeste lidera geração de vagas

 

Quatro das cinco regiões brasileiras registraram saldo positivo na criação de empregos formais em maio.


O Sudeste liderou a geração de vagas, com 45.873 postos, seguido pelo Nordeste, com 23.351. Também apresentaram resultados positivos o Norte, com 5.061 vagas, e o Centro-Oeste, com 2.016.


A única exceção foi a Região Sul, que encerrou o mês com fechamento líquido de 4.109 postos de trabalho.


Serviços impulsionam o mercado de trabalho

 

Todos os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em maio.


O setor de serviços liderou a criação de empregos, com 45.655 vagas. Na sequência aparecem a construção, com 12.096 postos, a agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 10.205, e a indústria geral, com 4.974.


O comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas teve desempenho praticamente estável, com saldo positivo de apenas 40 vagas.


No acumulado do ano, os serviços seguem como principal motor da geração de empregos, com 493.917 vagas. Também registram saldos positivos a construção (154.448), a indústria geral (128.353) e a agropecuária (16.904). Em sentido contrário, o comércio acumula fechamento líquido de 60.503 postos de trabalho.


Salários de admissão recuam em maio

 

O Caged também aponta que o país registrou a criação líquida de 33.478 postos de trabalho em modalidades como contratos intermitentes, temporários, de aprendizes, vinculados ao Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física ou com jornada de até 30 horas semanais.


O salário médio de admissão dos trabalhadores com carteira assinada foi de R$ 2.384,10 em maio, valor R$ 17,97 inferior ao registrado em abril.


Já o salário médio dos trabalhadores desligados ficou em R$ 2.474,14, abaixo dos R$ 2.497,36 observados no mês anterior.

 

Fonte: Brasil247 - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br

CNTI participa da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em Brasília

 

Lavito Person*, José Reginaldo, Lourival Andrade e Eduardo Armond


A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) marcou presença na cerimônia de abertura da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNDOS), realizada nesta terça-feira (30), em Brasília (DF). Representando a entidade, participaram o presidente da CNTI, José Reginaldo, o representante Profissional e Internacional da Confederação, Eduardo Armond, e o representante do Observatório Sindical Brasileiro Clodesmidt Riani, Lourival Andrade. A participação da CNTI reforça o compromisso da Confederação com a construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à valorização do trabalho e à promoção da justiça social.


Promovida no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), a Conferência segue até o dia 2 de julho com o tema “A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a Democracia e Defender os Direitos Humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento sustentável”. O encontro reúne representantes do poder público, da sociedade civil, movimentos sociais, trabalhadores, setor produtivo e especialistas para discutir propostas voltadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no país.


Considerado o maior espaço de participação social já realizado no Brasil em torno da Agenda 2030, o evento reúne mais de 720 delegados e delegadas eleitos ao longo de um amplo processo participativo, que mobilizou mais de 31 mil pessoas em 277 conferências livres e municipais, além de 20 etapas estaduais. As discussões também foram fortalecidas por uma etapa digital, realizada por meio da plataforma Brasil Participativo, na qual a sociedade civil priorizou mais de 300 propostas para subsidiar os debates nacionais.

 


Nos dias 1º e 2 de julho, os delegados estarão distribuídos em 15 Grupos de Trabalho responsáveis por analisar e sistematizar as propostas construídas nas etapas preparatórias. As deliberações serão consolidadas em uma plenária final e encaminhadas ao Governo Federal como diretrizes para políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à redução das desigualdades e ao fortalecimento da participação social. A 1ª Conferência Nacional dos ODS é promovida pela Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Comissão Nacional para os ODS (CNODS), com correalização da Itaipu Binacional e apoio da Caixa, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


* Lavito Person Motta Bacarissa é o Secretário-Executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS)

 

FONTE: CNTI

https://cnti.org.br/html/noticias/2026/CNTIparticipa1CNDOS.htm 

terça-feira, 30 de junho de 2026

Clemente confirma reunião com Alcolumbre

 

Coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz Lúcio confirma a reunião das Centrais com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dia 1º de julho.

Na mesma data, o Senado realizará audiência pública, no plenário, a pedido dos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Laércio Oliveira (PP-PE). Começará às 10 horas, dia 1º, quarta-feira.

Segundo Clemente, “a audiência no plenário terá participação das entidades classistas convidadas e confirmadas, como também de outros órgãos e conselhos profissionais”. Clemente Ganz afirma: “a audiência é um momento de escuta e com certeza as falas terão peso junto aos senadores”.

Quanto à reunião com Alcolumbre, a ideia é ouvir do senador a forma com que ele pensa tratar o encaminhamento da PEC 221, já aprovada na Câmara. Essa PEC acaba com a escala 6×1 e estabelece jornada semanal de 40 horas, que é um pleito geral do sindicalismo.

As ações em Brasília, dia 1º, serão precedidas de mobilizações sindicais e populares em diversas cidades do País. Objetivo é mostrar o forte apoio popular a essas pautas e mostrar ao Senado que a base trabalhadora quer esses dois avanços.

Perguntado se está otimista, Clemente Ganz Lúcio responde que sim. Ele afirma: “Fim da escala 6×1 e a jornada de 40 horas semanais geraram grande expectativa entre trabalhadores e sindicalismo”.

Véspera – Dia 30, no Masp em SP e em diversas regiões do País, haverá manifestações e atos pela aprovação da PEC no Senado.

Mais – Centrais Sindicais, Fórum das Centrais e bancada progressista no Senado.

FONTE:   Agência Sindical

Centrais sindicais intensificam mobilização pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1


Entenda como as centrais sindicais lutam pela redução da jornada de trabalho e seus impactos na qualidade de vida dos trabalhadores.


As principais centrais sindicais do país reforçam a campanha nacional em defesa da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e pelo fim da escala 6×1.


A mobilização ganhou força após a aprovação da proposta na Câmara dos Deputados, em maio de 2026, e agora concentra esforços para que o Senado Federal conclua a tramitação da medida.


O cartaz destaca que a mudança representa um avanço para trabalhadores, empresas e para o desenvolvimento do país, ao promover mais qualidade de vida, fortalecer a saúde e a convivência familiar, ampliar oportunidades de formação e lazer, além de contribuir para a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.


Segundo as entidades, a redução da jornada também favorece o aumento da produtividade, estimula a inovação e pode impulsionar a geração de empregos, consolidando uma das principais pautas do movimento sindical brasileiro.

 

Fonte: Rádio Peão Brasil - Do Blog de Noticias da CNTI

 

https://cnti.org.br

Encontro Regional CNTI Sul debate os desafios do sindicalismo diante das transformações do mundo do trabalho

 

 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) promoveu, nesta quinta-feira (25), em Porto Alegre (RS), o Encontro Regional CNTI Sul, reunindo dirigentes sindicais, lideranças classistas e representantes dos trabalhadores da região para discutir os desafios contemporâneos do movimento sindical brasileiro. O evento consolidou-se como um importante espaço de intercâmbio de experiências, reflexão coletiva e fortalecimento da atuação sindical em um cenário marcado por profundas transformações econômicas, sociais, políticas e tecnológicas.

 


Com o tema “Análise da Conjuntura: Desafios Atuais do Sindicalismo”, o encontro proporcionou debates sobre os rumos da representação dos trabalhadores, a defesa dos direitos sociais e trabalhistas e a necessidade de modernização das estratégias de atuação das entidades sindicais. As discussões evidenciaram a relevância do sindicalismo como instrumento de diálogo social, promoção da cidadania e construção de relações de trabalho mais justas e equilibradas.


A iniciativa contou com a coordenação do Secretário Regional da CNTI, João Nadir Pires, que destacou a importância da integração entre as entidades filiadas e do fortalecimento da unidade sindical como elemento fundamental para enfrentar os desafios impostos pela atual conjuntura. Segundo ele, encontros dessa natureza reafirmam o compromisso da Confederação com a valorização do trabalho, a ampliação da representatividade sindical e a construção de pautas voltadas à melhoria das condições de vida da classe trabalhadora.

 


Durante a programação, o presidente da CNTI, José Reginaldo Inácio, e a Secretária para Assuntos de Trabalho da Mulher, Idoso e Juventude da CNTI e presidenta da NCST, Sônia Zerino, abordaram os principais desafios enfrentados pelo movimento sindical no atual cenário político e institucional. O evento contou ainda com a presença de importantes lideranças sindicais, entre elas Idemar Martini, presidente da FETIESC, e Elizabete Alves de Matos, presidente do SindCost Cianorte. O encontro foi marcado pelo espírito de integração, diálogo e mobilização, reafirmando o papel estratégico do sindicalismo brasileiro na defesa dos direitos dos trabalhadores e no fortalecimento da democracia social.

 


#CNTI #Sindicalismo #Trabalhadores #Indústria #MovimentoSindical #DefesaDosTrabalhadores

#CNTI80Anos #UnidosSomosFortes #ClasseTrabalhadora 

 

FONTE: CNTI

https://cnti.org.br/html/noticias/2026/EncontroRegCNTISUL.htm

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Desemprego até maio cai para 5,6%, o menor já registrado no período

 

Rendimento médio do trabalhador foi de R$ 3.726
 
Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

Brasília (DF) - Caminhos da Reportagem - Alunos do curso técnico de gastronomia do instituto federal de Brasília.
A taxa de desemprego no Brasil é de 8,8%, segundo a pesquisa mais recente do IBGE. Já entre os jovens de 18 a 24 anos, esse índice é o dobro: 18%.
Foto: Frame Caminhos da Reportagem/TV Brasil
© Frame Caminhos da Reportagem/TV Brasil
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A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%. O resultado é o menor para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. 

A taxa representa também redução em relação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando estava em 5,8%. Em 2025, o índice do trimestre encerrado em maio era 6,2%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, atingir a mínima histórica para o período indica que “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.

O levantamento aponta que o país tinha 6,1 milhões de desocupados, patamar considerado estável em comparação ao trimestre móvel terminado em fevereiro (6,2 milhões) e diminuição de 9,3% em relação ao ano anterior, quando eram 6,7 milhões.

A população ocupada ficou em 102,7 milhões no trimestre terminado em maio, 0,5% acima do período terminado em fevereiro (mais 558 mil pessoas).

Pnad

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, sejam com ou sem carteira assinada, temporárias e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Rendimento

O rendimento médio mensal do trabalhador ficou em R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio, estável em relação ao trimestre móvel anterior (R$ 3.756) e 4% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Os valores são reais, ou seja, já levam em conta a inflação do período.

Informalidade

A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi de 37,3%, o que representa 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano antes, o indicador era 37,8%. O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e décimo terceiro salário.

Contribuição para a previdência

A pesquisa revelou que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência. Isso equivale a 68,4 milhões de pessoas.

Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

O instituto esclarece que um trabalhador informal (por conta própria sem CNPJ) pode ser contribuinte individual do INSS.

Marcos históricos

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1% no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-06/desemprego-ate-maio-cai-para-56-o-menor-ja-registrado-no-periodo