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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Escala 6x1 atinge 14,8 milhões de pessoas e pesa nos setores de serviços e comércio

 


Dados do Dieese indicam que grande parte dos trabalhadores brasileiros enfrenta jornadas superiores a 40 horas semanais, evidenciando a predominância de cargas horárias extensas no mercado de trabalho


Escrito por: Walber Pinto | Editado por: Rosely Rocha

Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que pretende alterar as regras da escala de trabalho da atual 6x1, modelo de jornada que prevê seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso no país, deve ser votada na próxima semana na Câmara dos Deputados. A leitura do parecer sobre a proposta, porém, foi adiado após pressão de deputados da extrema direita e agora deve ser apresentado na segunda-feira (25).

Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que um em cada três trabalhadores e trabalhadoras brasileiros atua na escala 6x1. Segundo o estudo, cerca de 14,8 milhões de trabalhadores, o equivalente a 33,2% dos ocupados no país, estão submetidos a esse modelo de trabalho.

Os dados do Dieese mostram ainda que 64% dos trabalhadores formais têm jornada superior a 40 horas semanais, e cerca de 75% dos trabalhadores celetistas trabalham mais de 40 horas por semana.

Setores que estão na escala 6x1

Entre os setores com maior incidência da escala 6x1 estão transporte aéreo, hospedagem, alimentação e comércio, áreas marcadas por funcionamento contínuo e jornadas mais extensas. De acordo com o Dieese:

  • Transporte aéreo — 53,2%
  • Serviços de alojamento — 52,0%
  • Serviços de alimentação — 47,1%
  • Comércio — 42,2%

Os números revelam que trabalhadores de áreas com funcionamento diário e horários estendidos são os mais submetidos à jornada de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso.

No entanto, empresários ligados aos setores do comércio e dos serviços estão entre os mais resistentes às mudanças. Ao mesmo tempo, empresas que testaram modelos alternativos, como a escala 5x2, relatam melhora no engajamento dos funcionários.

O que é jornada de trabalho

Jornada de trabalho é o período em que o trabalhador fica à disposição do empregador para exercer suas atividades. Atualmente, a Constituição Federal estabelece limite de 44 horas semanais, geralmente distribuídas na escala 6x1, seis dias de trabalho para um de descanso.

Apesar disso, a realidade da maioria da classe trabalhadora brasileira é de jornadas longas e desgastantes.

Segundo o Dieese, a maioria absoluta dos trabalhadores brasileiros atua entre 40 e 44 horas semanais. Além disso, cerca de 20 milhões de pessoas trabalham acima desse limite, chegando a jornadas entre 45 e 48 horas ou mais.

Pesquisa da CUT

Uma pesquisa encomendada pela CUT em parceria com o instituto Vox Populi investigou as mudanças no mundo do trabalho e o avanço da informalidade no Brasil.

Segundo o presidente da CUT, Sergio Nobre, muitos trabalhadores têm recusado vagas formais porque elas oferecem baixos salários e jornadas consideradas rígidas e exaustivas.“O grande fator que pesa muito é a jornada de trabalho extensa, a rigidez das escalas de trabalho, em especial a escala seis por um, que torna impossível conciliar o trabalho com a vida”, afirmou durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Ainda segundo a pesquisa, cerca de 80% dos entrevistados consideram a redução da jornada para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1 como pautas prioritárias do movimento sindical brasileiro. Tanto os estudos do Dieese e da CUT defendem que jornadas menores podem aumentar a produtividade e diminuir afastamentos e rotatividade.

Mais tempo para viver

Entre os principais argumentos em defesa da redução da jornada está a melhoria da qualidade de vida. Com menos horas de trabalho, os trabalhadores passam a ter mais tempo para descanso, convivência familiar, estudo, lazer e cuidados com a saúde física e mental. De acordo com o Dieese:

  • 71,2 milhões de trabalhadores precisam se deslocar para o trabalho;
  • 14,5 milhões levam entre 30 minutos e uma hora no trajeto;
  • 7,4 milhões gastam mais de uma hora para chegar ao trabalho;
  • 1,3 milhão passa mais de duas horas no deslocamento diário.

Na prática, milhões de brasileiros passam grande parte do dia dedicados ao trabalho, somando jornada e deslocamento.

 

FONTE: SITE DA CUT 

https://www.cut.org.br/noticias/escala-6x1-atinge-14-8-milhoes-de-pessoas-e-pesa-nos-setores-de-servicos-e-comer-cbd9

Diap defende jornada de 40 horas já



 
A comissão especial que analisa a proposta promoveu dois debates sobre o tema (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

Para Neuriberg Dias, diretor de Documentação do Diap, a redução da jornada e o fim da escala 6×1 têm respaldo social, histórico e econômico. Entidade defende aplicação imediata das mudanças.

Dia 19, em Audiência na Comissão Especial da Câmara Federal, Neuriberg sustentou que a redução da jornada e o fim da escala 6×1 podem concluir discussão iniciada há quase quatro décadas na Assembleia Nacional Constituinte.

O debate sobre a redução para 40 horas semanais, ele diz, “já está consumado do ponto de vista político e social”, restando agora a questão em torno do prazo de transição. Para o representante do Diap, o Congresso já não discute mais “se” haverá redução da jornada, mas “como” será implementada.

Segundo o especialista, os argumentos econômicos utilizados historicamente pra barrar mudanças nas relações de trabalho perderam sustentação ante a nova realidade produtiva marcada pela automação, digitalização e reorganização tecnológica do mercado de trabalho.

Constituinte – Ao reconstruir a trajetória da pauta, ele lembrou que o Diap participou ativamente da Constituinte, em articulação com Centrais e Confederações, defendendo a redução imediata da jornada de 48 para 40 horas semanais.

De acordo com Neuriberg, a proposta chegou a ser aprovada na Comissão da Ordem Social, em 1987, mas foi alterada depois por pressão empresarial durante a Comissão de Sistematização, resultando na atual jornada de 44 horas.

O membro do Diap citou ainda iniciativas posteriores que mantiveram a discussão no Congresso, como a PEC 231/95, dos então deputados Paulo Paim (PT-RS) e Inácio Arruda (PCdoB-CE), e a PEC 148/15, do senador Paulo Paim, pronta pra votação no Senado. Também mencionou a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/25, de Erika Hilton (PSol-SP), que recolocaram o tema no centro do debate nacional.

A própria duração histórica da discussão, diz Neuriberg, desmonta o argumento de transição longa. “O tempo já foi dado”, sustentou ao defender a implementação imediata das 40 horas semanais.

Mudança – O diretor do Diap argumentou que a economia brasileira já opera, em larga medida, sob jornadas reduzidas firmadas via negociação coletiva. Dados da Pnad Contínua, organizados pelo Dieese e Ministério do Trabalho, indicam que 37% dos empregados ocupados já trabalham 40 horas semanais, enquanto outros 31% cumprem jornadas entre 41 e 44 horas.

Segundo Neuriberg, 22 milhões de trabalhadores formais – 54% do total – ainda permanecem acima das 40 horas semanais. Em relação às escalas, afirmou que 2/3 dos empregados já atuam no regime 5×2, mas cerca de 15 milhões de pessoas seguem submetidas à escala 6×1.

Nova economia – Na parte final da sua fala durante a Audiência, Neuriberg Dias sustentou que o avanço tecnológico altera as bases do debate trabalhista. Segundo ele, durante décadas prevaleceu a ideia de que produtividade, competitividade e ambiente de negócios resolveriam automaticamente os problemas sociais. Porém, a automação acelerada, o envelhecimento populacional e o desemprego estrutural impõem novos desafios. Ele diz: “Aquele padrão previa substituição de empregos com direitos; agora, o risco é de destruição de empregos sem direitos”.

Neuriberg ainda defendeu reforma estrutural das relações de trabalho baseada em quatro pilares: 1) redução imediata para 40 horas semanais, 2) fim da escala 6×1 com dois dias consecutivos de descanso, 3) manutenção integral dos salários e 4) fortalecimento das negociações coletivas.

MAIS – Site do Diap e das Centrais Sindicais.

 FONTE: Agência Sindical

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

CNTI participa, em São Paulo, de Audiência Pública sobre a Redução da Jornada de Trabalho

 


A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), representada pelo secretário da Região Sudeste e presidente do Sindicato dos Papeleiros de Guarulhos/SP, Eduardo Henrique Neves, pela secretária para Assuntos do Trabalho da Mulher, da Juventude e do Idoso da CNTI e presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, e pelo secretário de Educação da CNTI e presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Anunciatto “Chicão”, participou, nesta quinta-feira (14), da Audiência Pública realizada no Auditório do Palácio do Trabalhador, em São Paulo. O encontro teve como pauta central a discussão das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tratam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, reunindo lideranças sindicais, parlamentares e representantes do governo federal em um dos mais relevantes fóruns de debate social e trabalhista do país.

 


Conduzida pelo deputado federal Alencar Santana, presidente da comissão especial responsável pela análise das propostas, a audiência contou ainda com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a ex-ministra Marina Silva e do deputado Leo Prates, relator da proposta constitucional. Durante as intervenções, as autoridades destacaram a necessidade de modernização das relações de trabalho, enfatizando a valorização da classe trabalhadora, a promoção da qualidade de vida e a construção de um ambiente produtivo mais equilibrado e humanizado. Em sua fala, o deputado Alencar Santana também convocou sindicalistas e trabalhadores de todo o país para mobilização nos dias 26 e 27 de maio, em Brasília, reforçando a importância da participação popular no debate sobre as mudanças na legislação trabalhista.

 


A audiência reuniu expressiva representação do movimento sindical brasileiro, com a presença de sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais de diversas regiões do país. Ao longo dos debates, foram defendidas medidas voltadas à ampliação dos direitos sociais e à construção de uma agenda trabalhista alinhada às transformações econômicas, tecnológicas e sociais contemporâneas. A participação da CNTI reafirma o compromisso histórico da entidade com a defesa dos trabalhadores da indústria, a valorização do trabalho digno e o fortalecimento do diálogo democrático em torno de pautas estratégicas para o futuro das relações de trabalho no Brasil.

 

FONTE: Blog de Notícias da CNTI

https://cnti.org.br/html/noticias/2026/CNTIAudienciaReducaodaJornadaSP.htm

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Centrais intensificam pressão em Brasília

 


As Centrais Sindicais convocam trabalhadores de todo o país para grande ato em Brasília nos dias 26 e 27 de maio. A manifestação visa garantir a aprovação da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e o fim da escala 6×1.


A mobilização é um momento decisivo, porque no dia 26 de maio ocorre a votação na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. No dia 27 de maio, a matéria vai a plenário. Diversas ações acontecerão simultaneamente, com seminários, plenárias estaduais e forte pressão nos gabinetes parlamentares.


A campanha vem ganhando força desde 1º de Maio de 2026 e se intensificou com o Seminário realizado em São Paulo, dia 14, na sede da Força Sindical. A estratégia tem diversas ações articuladas pelas lideranças sindicais, como envio massivo de mensagens a deputados, diálogos diretos nos gabinetes, pressão presencial em Brasília e forte campanha nas redes sociais. Uma cartilha elaborada pelo Dieese também está sendo amplamente divulgada.


Causa justa – As Centrais Sindicais defendem a aprovação por acreditarem ser uma conquista importante aos trabalhadores. O fim da escala 6×1 combate a exaustão e o adoecimento dos trabalhadores, garantindo a todos o direito a dois dias consecutivos de descanso remunerado. A redução da jornada melhora a qualidade de vida, a saúde mental, o tempo com a família e o lazer. As mulheres são as mais prejudicadas pela jornada atual e serão as que mais se beneficiarão com a mudança.


“Temos, hoje, dez para a votação para debater no Congresso, as Centrais Sindicais estarão dialogando na semana para mobilizar as bases, e os dirigentes estarão em Brasília. A audiência na sede da Força Sindical no dia 14 foi importante. Nós temos que ter políticos junto com a nossa causa”, declarou João Carlos Gonçalves (Juruna), Secretário Geral da Força Sindical.


Empregos – A medida deve gerar mais empregos, pois as empresas precisarão de novas contratações para cobrir as horas reduzidas.


Entre as propostas em tramitação está a PEC 221/2019, que altera a Constituição Federal e oferece o caminho mais duradouro para a redução da jornada. A PL 1838/2026 do governo Lula, em regime de urgência, altera a CLT, fixa a jornada em 40 horas semanais, proíbe a redução salarial e praticamente extingue a escala 6×1.


Apoio – De acordo com pesquisa Datafolha de 2026, 71% da população apoia a redução da jornada e o fim da escala 6×1. O apoio é ainda maior entre mulheres (77%) e jovens (83%).


As Centrais Sindicais reforçam o chamado: a presença massiva de trabalhadores em Brasília nos dias 26 e 27 é fundamental para pressionar os deputados e transformar em lei essa reivindicação histórica dos trabalhadores.

 

Fonte: Agência Sindical - Do Blog de Notícias da CNTI

De 25 a 28, jornada será definida na Câmara

 

Após audiência da Comissão Especial da Câmara de Deputados, nesta quarta 20, ficou definido o calendário quanto à tramitação final das matérias, conforme as PEC 221/19 e 85/25.

Ficou assim: dia 25, o relator Léo Prates (Republicanos-BA) apresentará seu texto final. Dia 26, abrem-se vistas. Mas vistas coletivas, evitando que algum parlamentar, como diz a gíria judiciária, sente em cima do processo. Dia 27, a Comissão Especial da Câmara vota o relatório. No dia seguinte, 28, o texto vai a voto no plenário. A expectativa é que a aprovação se dê no mesmo dia.

Nesta manhã (21), a Agência Sindical falou com Sergio Luiz Leite (Serginho), que participou ontem de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre redução da jornada sem reduzir salários. O sindicalista, que é presidente da Fequimfar-Químicos, fez a defesa das 40 horas semanais, sem redução salarial, e chamou atenção para o fortalecimento da negociação coletiva. Todas as Centrais Sindicais participaram da Audiência.

“Estamos trabalhando por uma solução negociada e sensata, que retire os penduricalhos abusivos que os partidos da direita e os extremistas querem impor à jornada de trabalho”, afirma o dirigente. Segundo Serginho, várias negociações coletivas de categorias já conseguiram jornadas reduzidas pra 40 horas semanais sem cortes salariais.

Descanso – Quanto ao fim da escala 6×1, o sindicalista, que também é representante da Força Sindical, firma posição por dois dias de descanso remunerado na semana, destacando o papel das negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores.

Os debates da audiência na Câmara foram mediados pelo deputado federal Alencar Santana (PT-SP), que preside a Comissão. Também participou o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reforçando as discussões acerca da Proposta de Emenda à Constituição que trata da redução da jornada.

MAIS – Site da Câmara Federal, página do deputado Alencar Santana e Diap.

 

 

terça-feira, 19 de maio de 2026

Aplicativo do Bolsa Família tem novas funcionalidades a partir de hoje

 





Imagem: Agência Brasil

A partir desta segunda-feira (18), o aplicativo do Bolsa Família contará com novas funcionalidades e serviços que tornarão a utilização mais intuitiva e simples. Com a atualização da ferramenta o usuário terá mais informações, acessibilidade em uma plataforma modernizada.


A versão atualizada estará disponível para download em dispositivos Android, por meio da loja Google Play para as mais de 19 milhões de famílias beneficiárias.


Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que desenvolveu as melhorias do aplicativo em parceria com a Caixa Econômica Federal, a reformulação foi feita com foco na experiência do usuário e na inclusão digital. A modernização promoverá mais acessibilidade, transparência e autonomia aos beneficiários.


"As novas funções do aplicativo do Bolsa Família vão na linha do que faz o governo, ao facilitar o serviço para o usuário. No dia a dia, as famílias poderão acessar informações importantes e saber, por exemplo, o motivo do bloqueio do benefício. Elas também poderão identificar medidas que precisam ser adotadas para regularizar a situação”, disse o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias.


A nova versão do aplicativo permitirá que o responsável familiar consulte informações detalhadas sobre a situação do benefício, a composição dos pagamentos e eventuais ocorrências relacionadas ao cadastro, identificando possíveis pendências que precisam ser regularizadas para garantir a continuidade do recebimento. O resultado deve ser a agilidade no atendimento nos centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou em outros serviços públicos.


Entre os aprimoramentos de acessibilidade estão a compatibilidade com leitores de tela, como o TalkBack, além da otimização de funcionalidades como o extrato de pagamento, as mensagens do programa e o calendário de repasses. O cidadão também poderá conhecer outros programas do governo, com acesso direcionado às páginas de cada iniciativa.


As principais funções do aplicativo são a consulta dos tipos de benefício; verificação de situações e pendências que possam interromper o pagamento; acompanhamento das parcelas mensais do benefício; consulta de datas de pagamento; acesso às informações atualizadas do programa; conhecer outros programas do governo; navegação em interface mais simples e intuitiva; obtenção de informações sobre o programa; e um canal direto com a Caixa Econômica Federal.


A apresentação das atualizações do funcionamento das ferramentas disponíveis no aplicativo será feita no próximo dia 27, em Brasília. No mesmo dia será lançado um site exclusivo do Bolsa Família. O portal terá conteúdos como calendário de pagamentos, acesso ao benefício, regras do programa, canais de atendimento, perguntas frequentes e orientações às famílias atendidas.


Fonte: Agência Brasil - Di site da U..GT.: https://www.ugt.org.b

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Consulta do saldo do FGTS disponível para o Novo Desenrola começa em 25 de maio


A medida permitirá o uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia ou até R$ 1 mil - o que for maior - para amortização ou quitação de dívidas em atraso


O Ministério do Trabalho anunciou nesta quinta-feira, 14, que os trabalhadores poderão consultar o saldo disponível do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ser utilizado no Novo Desenrola a partir de 25 de maio. A medida permitirá o uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia ou até R$ 1 mil – o que for maior – para amortização ou quitação de dívidas em atraso.


Após a consulta do saldo, as instituições financeiras terão um prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos com os trabalhadores e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal. Após a validação do contrato, a Caixa fará a transferência direta do valor do FGTS à instituição financeira.


A estimativa é de que até R$ 8,2 bilhões do FGTS possam ser utilizados para renegociação de dívidas por meio do programa.


Segundo a Pasta, a Caixa Federal está finalizando a integração dos sistemas e iniciando os testes operacionais.


Na terça-feira, 13, foi disponibilizado às instituições financeiras o swagger, documento que reúne as regras e especificações técnicas da API que será utilizada no processo.


Saque adicional

 

No dia 26 de maio, mais de 10,5 milhões de trabalhadores receberão em suas contas os valores complementares. O governo editou uma medida provisória que autorizou o saque do FGTS para trabalhadores optantes pelo saque-aniversário que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025.


Para esse público, será liberado um desbloqueio adicional estimado em R$ 8,4 bilhões, com depósito automático nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS. Permanecerão bloqueados apenas os valores vinculados a operações de antecipação do saque-aniversário contratadas junto às instituições financeiras, conforme as condições previstas em cada contrato.


O Ministério do Trabalho alerta que, antes do dia 25 de maio, os valores que serão creditados aos trabalhadores deixarão de aparecer no saldo disponível das contas do FGTS, em razão do processamento da operação.

 

Fonte: Estadão Conteúdo - https://cnti.org.br

Comissão especial debate redução da jornada de trabalho sob perspectiva dos empregadores

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o fim da escala 6x1 no Brasil (PEC 221/19) debate, nesta segunda-feira (18), os limites e as possibilidades para a redução da jornada de trabalho sob a perspectiva dos empregadores.


A audiência pública será realizada às 16 horas, no plenário 2.


O debate atende a requerimentos apresentados por diversos deputados. O objetivo é reunir contribuições sobre os impactos econômicos, sociais e produtivos da redução da jornada de trabalho, além de discutir as condições para implementação da medida sem redução salarial.


"A centralidade da redução da jornada, em momento de mudanças do modo produtivo contemporâneo, com incremento da produtividade pela automação e incorporação de novas tecnologias, inclusive os impactos da inteligência artificial, é assunto essencial aos parlamentares na formação do convencimento antes da deliberação sobre a matéria objeto desta Comissão Especial", afirma o deputado Fernando Mineiro (PT-RN), autor de um dos requerimentos.

 

Fonte: Agência Câmara - Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br

sexta-feira, 15 de maio de 2026

CNTI participa, em São Paulo, de Audiência Pública sobre a Redução da Jornada de Trabalho

 

 


A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), representada pelo secretário da Região Sudeste e presidente do Sindicato dos Papeleiros de Guarulhos/SP, Eduardo Henrique Neves, pela secretária para Assuntos do Trabalho da Mulher, da Juventude e do Idoso da CNTI e presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, e pelo secretário de Educação da CNTI e presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Anunciatto “Chicão”, participou, nesta quinta-feira (14), da Audiência Pública realizada no Auditório do Palácio do Trabalhador, em São Paulo. O encontro teve como pauta central a discussão das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que tratam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, reunindo lideranças sindicais, parlamentares e representantes do governo federal em um dos mais relevantes fóruns de debate social e trabalhista do país.

 


Conduzida pelo deputado federal Alencar Santana, presidente da comissão especial responsável pela análise das propostas, a audiência contou ainda com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a ex-ministra Marina Silva e do deputado Leo Prates, relator da proposta constitucional. Durante as intervenções, as autoridades destacaram a necessidade de modernização das relações de trabalho, enfatizando a valorização da classe trabalhadora, a promoção da qualidade de vida e a construção de um ambiente produtivo mais equilibrado e humanizado. Em sua fala, o deputado Alencar Santana também convocou sindicalistas e trabalhadores de todo o país para mobilização nos dias 26 e 27 de maio, em Brasília, reforçando a importância da participação popular no debate sobre as mudanças na legislação trabalhista.

 


A audiência reuniu expressiva representação do movimento sindical brasileiro, com a presença de sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais de diversas regiões do país. Ao longo dos debates, foram defendidas medidas voltadas à ampliação dos direitos sociais e à construção de uma agenda trabalhista alinhada às transformações econômicas, tecnológicas e sociais contemporâneas. A participação da CNTI reafirma o compromisso histórico da entidade com a defesa dos trabalhadores da indústria, a valorização do trabalho digno e o fortalecimento do diálogo democrático em torno de pautas estratégicas para o futuro das relações de trabalho no Brasil.

 

FONTE: Blog de Notícias da CNTI 

 https://cnti.org.br/html/noticias/2026/CNTIAudienciaReducaodaJornadaSP.htm

O valor de quem trabalha e o direito de viver – Amauri Mortágua



Todos os dias, uma força silenciosa move o país: o trabalhador. É dele que nasce a riqueza, não apenas a que aparece nos números, mas aquela que se constrói na dignidade de cada jornada, no sustento da família, no orgulho de vencer mais um dia e seguir em frente. O trabalho não é só produção: é identidade, é propósito, é história sendo escrita com esforço e coragem.

Em cada gesto cotidiano – abrir uma porta, atender alguém, organizar, vender, resolver – existe muito mais do que uma tarefa cumprida. Existe dedicação, responsabilidade, humanidade. Existe vida pulsando em cada detalhe.

Mas é preciso lembrar: por mais essencial que seja, o trabalho não pode ocupar todos os espaços da existência. Há uma outra forma de riqueza, mais silenciosa e, ao mesmo tempo, mais profunda. Ela vive nos momentos simples: no abraço, na conversa sem pressa, no riso compartilhado, no tempo dedicado à família, aos amigos, a si mesmo. Vive no descanso que recupera o corpo e na pausa que devolve sentido aos dias, elevando a alma.

Durante muito tempo, ensinaram que parar era sinal de fraqueza, que descansar era algo a ser merecido depois do limite. Mas essa ideia precisa ser superada.

Descansar não é prêmio.

É necessidade. É direito.

Um direito fundamental, tão importante quanto o próprio trabalho. Porque ninguém pode viver plenamente se está constantemente exausto.

Porque produzir não pode significar abrir mão de existir.

Valorizar o trabalhador é, também, garantir que ele tenha tempo para viver. É defender jornadas justas, respeitar limites, reconhecer que por trás de cada função existe uma pessoa com sonhos, desejos e necessidades.

No fim, o que realmente importa não é apenas o que se produz, mas para quem e para que se vive.

E viver exige mais do que trabalhar.

Exige tempo.

Exige presença.

Exige a liberdade de, por alguns instantes, simplesmente parar… e sentir que a vida está acontecendo.

Amauri Mortágua. Presidente da UGT-SP e do Sincomerciários Tupã.

FONTE: Agência Sindical

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Cuidados com o FGTS – Sergio Luiz Leite

 


A criação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, em 1966, representou uma inflexão importante na regulação das relações de trabalho no Brasil. Ao substituir o regime de estabilidade no emprego, instituiu-se um mecanismo de proteção baseado na formação de uma poupança compulsória vinculada ao trabalhador.

A partir de então, o Fundo passou a cumprir uma dupla função. De um lado, atua como reserva financeira em momentos de vulnerabilidade, como na demissão sem justa causa; de outro, financia políticas públicas nas áreas de habitação, saneamento e infraestrutura. É nesse contexto que emerge o debate recente sobre a possibilidade de utilização dos recursos do FGTS para quitação de dívidas das famílias.

O problema do endividamento é real e atinge milhões de brasileiros, comprimindo a renda e impactando as condições de vida. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, 80,4% das famílias brasileiras encontram-se endividadas.

No entanto, a aparente solução de curto prazo precisa ser analisada com cautela, uma vez que pode comprometer a função estratégica do FGTS, causando efeitos adversos no médio e longo prazo.

O endividamento das famílias brasileiras não é fenômeno episódico, mas estrutural. Ele está associado ao elevado custo do crédito, à persistência de juros altos e à própria dinâmica de funcionamento do sistema financeiro, que opera com forte assimetria em relação aos rendimentos do trabalho. A taxa média de juros pra pessoas físicas supera 125% ao ano, enquanto o cartão de crédito alcança 447% ao ano.

Com frequência, o problema é tratado de forma invertida, como se a inadimplência justificasse juros elevados, quando, na realidade, é o custo exorbitante do crédito que alimenta o endividamento e transforma dificuldades pontuais em ciclos persistentes de inadimplência. Utilizar o FGTS para reduzir a inadimplência significa atuar só sobre seus efeitos mais visíveis, reforçando a lógica de que o problema está no devedor, e não nas condições estruturais de acesso ao crédito.

Sergio Luiz Leite (Serginho)Presidente da Federação dos Químicos, dirigente nacional da Força Sindical e presidente do Codefat.

 

 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

DEBATE EM PETRÓPOLIS SOBRE O FINAL DA ESCALA 6x1

No dia 07 de maio de 2026 (quinta feira) foi realizado, em Petrópolis, RJ, na sede do Sindicato dos Empregados em Serviços de Saúde debate pelo fim da escala 6X1.

Com a presença de Fernando Benfica do DIEESE, Duda Quiroga da CUT Nacional e representantes de 10 Sindicatos de Petrópolis:

Sindicato da Saúde; Sindicato dos Lapidários; Sindicato dos Professores de Petrópolis e Região; Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e Região; Sindicato dos Trabalhadores em Fiação e Tecelagem; Sindicato dos Trabalhadores Vestuários; Sindicato dos Trabalhadores em Transportes em Carga; Sindicato dos Bancários; Sindicato dos Comerciários; Sindicato dos Metalúrgicos

Tais Sindicatos são de diversas Categorias e filiados a três Centrais Sindicais, o que demonstra a união dos representantes dos Trabalhadores em Petrópolis.




O debate, que ocorreu à noite, foi importante, onde foi feito levantamento sobre as demandas dos trabalhadores e também de empresas.

 A opinião dos representantes dos Trabalhadores é para reduzir a jornada semanal para 40 horas e extinguir a escala 6×1, além de lançar campanha para ampliar o apoio popular à medida.

Foi defendida a  jornada 5×2, com dois dias de descanso semanal, além da redução da carga horária de 44h para 40 horas sem corte de salários.

Chegou-se à conclusão que há importância em melhorar o tempo de vida e o bem estar dos Trabalhadores a produtividade não diminui.

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Jornada de trabalho vira campo de disputa na Câmara em meio a pressão social e calendário acelerado

Comissão especial inicia audiências e tenta construir consenso sobre o fim da escala 6x1 e a redução para 40 horas semanais


Trata-se de debate estrutural, que a Câmara dos Deputados abre em torno das discussões mais sensíveis da agenda social e econômica recente: o impacto da jornada de trabalho na vida dos brasileiros.


A comissão especial que analisa o fim da escala 6x1 realiza, nesta quarta-feira (6), a primeira audiência pública, com foco no uso do tempo e seus efeitos sobre produtividade, saúde e qualidade de vida.


Entre os convidados está o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em debate que extrapola o campo técnico e se insere no centro da disputa política e eleitoral.


Tramitação acelerada

A discussão ocorre sob ritmo incomum. O colegiado aprovou plano de trabalho que prevê a votação do relatório final ainda em maio, com leitura do parecer marcada para o dia 20 e deliberação dia 26.


A intenção é levar o tema ao plenário já no dia seguinte, encurtando assim etapas em pauta que tradicionalmente exigiria maior maturação.


Essa “pressa” reflete tanto a pressão social pelo fim da escala 6x1 quanto o peso eleitoral do tema em 2026.


Proposta em jogo

No centro do debate está a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), anexadas, que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte salarial.


O relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), sinalizou que deve adotar como base o texto do deputado Reginaldo Lopes, incluindo mecanismos de transição, como linhas de crédito para empresas.


A tentativa é equilibrar ganhos sociais com a capacidade de adaptação do setor produtivo.


Interesses em confronto

O debate na comissão evidencia segmentação clara. De um lado, parlamentares como Túlio Gadêlha (PSD-PE) defendem que o tempo de vida do trabalhador deve ser protegido por lei, sobretudo em setores marcados por alta rotatividade e baixa capacidade de negociação, como comércio e telemarketing.


De outro, vozes como a deputada Julia Zanatta (PL-SC) questionam os impactos econômicos da medida, cobrando evidências de que a redução da jornada não afetará empregos ou renda. Há muitos e variados estudos técnicos que comprovam essa demanda da deputada.


Entre esses polos, há tentativas de qualificar o debate. Deputados como Carlos Zarattini (PT-SP) e Fernando Mineiro (PT-RN) defendem a incorporação de estudos sobre produtividade, desigualdade e gênero, apontando que a discussão vai além da carga horária e envolve o modelo de desenvolvimento do País.


Audiências e pressão social

O plano de trabalho prevê ao menos 5 audiências públicas em Brasília, além de seminários regionais em estados como Paraíba, Minas Gerais e São Paulo.


A lista de convidados inclui representantes do governo, especialistas, centrais sindicais, setor empresarial e até o presidente do Banco Central, indicando a amplitude do impacto esperado.


A mobilização em torno do tema não é trivial. A escala 6x1 é predominante em setores de baixa remuneração e alta informalidade, o que transforma a proposta em bandeira de forte apelo social. E, ao mesmo tempo, em fonte de preocupação para empregadores.


Entre direitos e custos

O embate revela dilema clássico: como ampliar direitos sem comprometer a dinâmica econômica?


A redução da jornada é defendida como instrumento de melhoria da qualidade de vida, com potencial de reduzir adoecimento e aumentar produtividade. Por outro lado, críticos alertam para possíveis impactos sobre custos, formalização e nível de emprego.


Este é o velho e surrado discurso catastrofista normalmente usado pelo mercado e o capital quando propostas sobre avanços sociais estão em pauta.


Dimensão política

Mais do que discussão trabalhista, o tema se consolidou como eixo político. Com o governo federal defendendo publicamente o fim da escala 6x1, a tramitação acelerada na Câmara indica tentativa de capitalizar esta agenda de forte apelo popular.


Ao mesmo tempo, a resistência de parte do Congresso sugere que o consenso está longe. E que o desfecho dependerá da capacidade de mobilização e negociação em ambiente já tensionado pelas posições antagônicas, porque é sabido que setores empresariais importantes são contrários à redução da jornada e da escala, embora não admitam publicamente.


No fim, a comissão não discute apenas horas de trabalho. Está em jogo qual modelo de equilíbrio entre produção e vida o Brasil pretende adotar. E quem arcará com os custos dessa escolha.

 

Fonte: Diap - Do Blog de Notícias da CNTI

quinta-feira, 7 de maio de 2026

MTE aprova relatório final da II Conferência Nacional do Trabalho e consolida retomada do diálogo social no país

Documento reúne propostas construídas por governo, trabalhadores e empregadores e será apresentado na Conferência Internacional do Trabalho da OIT como referência de diálogo tripartite
 

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aprovou, nesta terça-feira (5), o Relatório Final da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), consolidando um amplo processo de diálogo social tripartite que envolveu representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores em todas as etapas da Conferência. A aprovação ocorreu durante reunião da Comissão Organizadora Nacional, com a participação do ministro Luiz Marinho.

O documento, apresentado pela coordenadora da Área de Cooperação Sul-Sul e Parcerias Estratégicas da OIT no Brasil, Fernanda Barreto, sistematiza todo o processo de construção da II CNT, desde sua inserção na agenda pública até os resultados alcançados na etapa nacional, realizada em março de 2026. A metodologia adotada assegurou a participação equilibrada das três bancadas, garantindo escuta qualificada, negociação e deliberação conjunta sobre políticas públicas voltadas ao mundo do trabalho.

Ao longo do processo de debates, com mais de 3 mil participantes mobilizados em todo o país, nas etapas estaduais, distrital e nacional, reafirmando o papel do tripartismo como base para a construção de políticas mais legítimas, eficazes e sustentáveis. O relatório evidencia a atuação articulada das bancadas, que contribuíram ativamente na formulação, sistematização e deliberação das propostas.

Como resultado, foram aprovadas 10 propostas com amplo consenso entre os delegados tripartites, todas com mais de 80% de votos favoráveis. As medidas priorizam o fortalecimento da produção, organização e transparência das informações sobre o mundo do trabalho, além do aprimoramento da gestão das políticas públicas de emprego, trabalho e renda.

Entre os principais destaques estão a criação e ampliação de observatórios e sistemas de informação no âmbito do MTE, a implementação de portais para ampliar a transparência sobre normas trabalhistas e a aplicação de recursos do FAT e do FGTS, e a modernização do Sistema Nacional de Emprego (Sine), com foco na eficiência da intermediação de mão de obra e na inclusão no mercado de trabalho. Também integram o conjunto de propostas o fortalecimento institucional do Ministério, com medidas voltadas à reestruturação da carreira administrativa e ao aprimoramento da capacidade de planejamento e execução das políticas públicas.

Para o ministro Luiz Marinho, a II CNT representa um marco na reconstrução do diálogo social no país. “A Conferência demonstra que o Brasil está reconstruindo pontes institucionais essenciais ao desenvolvimento econômico e social. O êxito do processo reforça o papel do MTE como articulador do diálogo social”, afirmou. Segundo ele, a apresentação do caso brasileiro na Organização Internacional do Trabalho (OIT) projeta o país como referência internacional na reconstrução do diálogo tripartite.

De acordo com o coordenador nacional da II CNT e secretário de Relações do Trabalho, Marcos Perioto, a conferência evidenciou a retomada concreta do diálogo social nos estados e nas regiões. “Em muitos casos, esse diálogo praticamente não existia desde a conferência anterior, nem mesmo entre as próprias bancadas. A Conferência conseguiu reconstruir esses espaços entre trabalhadores, empregadores e governo, e agora o desafio do Ministério do Trabalho e Emprego é dar continuidade e institucionalizar esse processo como base permanente de negociação e construção de políticas públicas”, explicou.

O diretor da OIT no Brasil, Vinicius Pinheiro, destacou que o relatório e os resultados da II CNT serão apresentados pelo Brasil na 114ª Conferência Internacional do Trabalho, que será realizada entre os dias 1º e 12 de junho de 2026. A iniciativa será apresentada como um caso de sucesso na reconstrução e fortalecimento do diálogo social, reforçando a posição do país na promoção do trabalho decente e da governança democrática.

“A II Conferência Nacional do Trabalho é um feito histórico e uma experiência que precisa ganhar visibilidade global. Já no próximo mês, vamos apresentar esse processo na Conferência Internacional do Trabalho, com eventos e espaços dedicados ao diálogo social, além de incluí-lo em iniciativas de cooperação entre o Brasil e a OIT. Essa experiência brasileira será colocada como referência e continuará orientando nossas ações no país, inclusive na implementação das propostas aprovadas e na construção de um plano de trabalho para os próximos anos”, ressaltou.

Tanto o representante da bancada dos trabalhadores, Paulo Oliveira, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, quanto o representante da bancada dos empregadores, Rafael Ernesto Kieckbusch, destacaram a II Conferência Nacional do Trabalho como um marco na retomada do diálogo social tripartite no país.

Relatório final da II CNT 

 
O Relatório Final registra de forma sistemática todo o processo da II Conferência Nacional do Trabalho, destacando sua relevância como instrumento de participação social e formulação de políticas públicas. A Conferência representou a retomada do diálogo social no Brasil, reunindo, de forma tripartite, representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores em um processo estruturado de escuta, negociação e deliberação.

II Conferência Nacional do Trabalho

A II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT) foi realizada ao longo de um processo nacional iniciado com sua convocação em 30 de junho de 2025, seguido pelas etapas estaduais e distrital entre 16 de setembro e 11 de dezembro de 2025, culminando na etapa nacional realizada em março de 2026, em São Paulo. A conferência teve durante todo o processo o apoio técnico da Organização Internacional do Trabalho. Nesse período, reuniu representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores em um amplo processo de diálogo social tripartite, com o objetivo de formular propostas e diretrizes para políticas públicas voltadas à promoção do emprego e do trabalho decente.

O processo reafirmou o diálogo social e o tripartismo como pilares fundamentais para a construção de políticas públicas mais inclusivas, legítimas e alinhadas às transformações do mundo do trabalho.

Confira aqui todas as informações sobre a II Conferência Nacional do Trabalho

FONTE: MTE

Matéria completa: 

https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/maio/mte-aprova-relatorio-final-da

-ii-conferencia-nacional-do-trabalho-e-consolida-retomada-do-dialogo-social-no-pais



 

Centrais sindicais reforçam apoio à jornada 5×2 em reunião na Câmara




A presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou nesta terça-feira (5) de reunião na Liderança do Governo na Câmara dos Deputados para discutir o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, sem redução salarial.

O encontro reuniu representantes das centrais sindicais, o presidente da Comissão Especial da PEC 221/19, deputado Alencar Santana, o relator da proposta, deputado Léo Prates, e o líder do governo, deputado Paulo Pimenta.

Durante a reunião, os dirigentes sindicais defenderam a adoção da jornada 5×2, com dois dias de descanso semanal, além da redução da carga horária de 44h para 40 horas sem corte de salários.

Após o encontro, Alencar Santana afirmou que a comissão pretende acelerar os trabalhos para votar a proposta ainda no primeiro semestre. Segundo levantamento do Instituto Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira (5), 71% da população apoia o fim da escala 6×1.

 
FONTE: https://www.ncst.org.br/subpage.php?id=27205