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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Desenrola Brasil: saiba como usar FGTS para pagar dívidas em atraso Saldo destinado à renegociação pode ser consultado no aplicativo


Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil

Dinheiro, Real Moeda brasileira
© José Cruz/Agência Brasil
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Os trabalhadores podem usar, desde a última segunda-feira (25), parte dos recursos disponíveis do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas em atraso com bancos e instituições financeiras no Novo Desenrola Brasil.

A modalidade inédita de uso do FGTS para colocar as finanças em dia tem o objetivo de diminuir os índices de inadimplência dos trabalhadores no Brasil.

A expectativa do governo federal é que o programa de reequilíbrio financeiro movimente até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS, de acordo com números informados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O Ministério da Fazenda, que coordena o programa, esclarece que o uso do FGTS suspenderá temporariamente novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até a recomposição do saldo.

Quem pode acertar dívidas

Chamada também de Desenrola 2.0, a iniciativa de renegociação é destinada a:

  • Trabalhadores formais com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105, em 2026);
  • Clientes com dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e 720 dias (cerca de dois anos);

Entram na lista as dívidas em atraso com cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC).

Ao entrar no Desenrola, o trabalhador poderá usar até 20% do saldo do fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para amortização (redução parcial da dívida) ou quitação de débitos em atraso.

O saldo do fundo destinado à renegociação de dívidas já pode ser consultado no aplicativo do FGTS no Novo Desenrola Brasil.

Contas ativas e inativas do FGTS poderão ser usadas pelo trabalhador. Terão prioridade as inativas.

O que o Novo Desenrola Brasil oferece

Para possibilitar o pagamento parcial ou integral das dívidas atrasadas, o Novo Desenrola Brasil oferece condições diferenciadas e mais acessíveis ao trabalhador inadimplente:

  • Desconto de até 90% aplicados sobre o valor da dívida original;
  • Taxa máxima de juros de 1,99% ao mês;
  • Prazo de parcelamento de 12 a 48 vezes;
  • Consolidação das dívidas em uma única operação.

Como aderir

De acordo com o Ministério da Fazenda, para aderir ao programa federal, primeiramente, o trabalhador deverá autorizar o acesso das instituições financeiras onde tem as dívidas ao saldo do FGTS para pagar dívidas, diretamente no aplicativo do FGTS, disponível para Android e iOS. É preciso fazer login com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha da plataforma Gov.br.

Depois da autorização no aplicativo, o trabalhador deve procurar o banco e outras instituições financeiras nas quais tenha dívidas e pedir adesão ao programa.

Os bancos poderão consultar o saldo disponível por até 90 dias.

Renegociação da dívida

Não será necessário comparecer às agências bancárias da Caixa para concluir a operação.

O prazo estimado para formalização online da operação é de até 30 dias após a consulta do saldo disponível.

Após concretizar a renegociação da dívida, as informações serão registradas na Caixa Econômica Federal, responsável por administrar os recursos do fundo.

O banco oficial, então, fará a transferência dos valores diretamente aos bancos responsáveis pelos contratos.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/desenrola-brasil-saiba-como-usar-fgts-para-pagar-dividas-em-atraso


 

Sindicalismo reforça atuação no Senado


Vencida a etapa na Câmara dos Deputados, as PECs da redução para 40 horas semanais e do fim da escala 6×1 dependem, agora, do Senado. Esse trâmite é regimental. Ou seja, o caminho é obrigatório.


Ainda na quinta, dia 28, os dirigentes das Centrais Sindicais se reuniram para definir as ações e articulações com os senadores. São três por Estado. A Casa é presidida por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), cuja relação com o governo federal é repleta de altos e baixos.


A Agência Sindical falou com Sérgio Luiz Leite (Serginho), que preside a Federação dos Químicos do Estado de SP e também é vice-presidente nacional da Força Sindical.


“No campo sindical”, ele diz, “o espírito é muito positivo. É forte a disposição de mobilizar, pressionar, mas também de dialogar com todos os partidos, de todas as tendências”.


Os secretários-gerais das Centrais vão se reunir em São Paulo para informar as providências de cada entidade e de que modo elas orientarão seus filiados.


Serginho explica: “São três senadores por Estado. Vamos tratar com eles nos seus Estados, sem descuidar das tratativas nos gabinetes de Brasília ou em eventuais comissões”. Ele informa que o Diap está fazendo o mapeamento Estado por Estado.


O ambiente no Senado ainda está sendo apalpado. Lá, joga pesado Rogério Marinho, bolsonarista-raiz que despreza direitos trabalhistas e quer impor o padrão salarial por hora, fora da tradição brasileira.
CCJ – Um dos esforços do sindicalismo é emplacar o senador Oto Alencar numa futura presidência da CCJ no Senado. Ele pertence ao PSD, um partido centrista que não se nega a dialogar.


Pressão – “Nossas articulações serão mais fortes e efetivas se respaldadas em atos públicos e manifestações sindicais e populares organizadas”, comenta Serginho.


O Senado terá um terço renovado nas próximas eleições. O dirigente forcista vê aí um espaço importante para articular o avanço da PEC e definir voto a favor do fim da escala 6×1 e da jornada reduzida para 40 horas semanais.

MAIS – Sites do Diap, das Centrais e do Dieese.

FONTE: Agência Sindical