A taxa de desocupação, também conhecida como taxa
de desemprego, no país ficou em 6,2% no último trimestre de 2024. O
índice é estatisticamente estável em relação ao terceiro trimestre do
ano (6,4%) e inferior ao observado no último trimestre de 2023 (7,4%).
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)
Contínua, divulgada nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, a taxa anual de desocupação ficou em 6,6%, o menor
patamar da série histórica iniciada em 2012. Antes disso, o menor nível
havia sido 7% em 2014.
No último trimestre de 2024, o contingente de desocupados ficou em
6,8 milhões, estável em relação ao trimestre anterior e 15,6% inferior
ao último trimestre do ano anterior (menos 1,3 milhão de pessoas).
A população ocupada (103,8 milhões) cresceu em ambas as comparações:
0,8% (mais 789 mil pessoas) no trimestre e 2,8% (mais 2,8 milhões de
pessoas) no ano.
O rendimento real habitual do trabalhador subiu para R$ 3.315 no
último trimestre de 2024, ou seja, altas de 1,4% na comparação
trimestral e de 4,3% na comparação anual. A massa de rendimento real
habitual registrou o volume recorde de R$ 339,5 bilhões, 2,3% a mais (ou
mais R$ 7,5 bilhões) que no trimestre anterior e 7,4% superior (ou mais
R$ 23,3 bilhões) que no quatro trimestre de 2023.
Resultado vem após dois anos de desaceleração.
Crescimento reflete retomada da economia e aumento
na demanda por mão de obra em diferentes segmentos
Após dois anos de desaceleração, a geração de
empregos formais no Brasil voltou a crescer em 2024,
com um saldo positivo de 1,69 milhão de vagas com
carteira assinada, um crescimento de 16,5% em
relação ao saldo registrado em 2023. Os dados foram
divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), segundo o Metrópoles, e
indicam um movimento de recuperação no mercado de
trabalho, impulsionado principalmente pelo setor de
serviços, que liderou as contratações.
Todos os cinco grandes grupamentos econômicos
apresentaram crescimento no número de empregos
formais ao longo do ano. O setor de serviços, que
historicamente concentra grande parte das
contratações no país, criou 929.002 postos de
trabalho. O comércio gerou 336.110 novas vagas,
seguido pela indústria (306.889), construção civil
(110.921) e agropecuária (10.808). O crescimento
reflete uma retomada da economia e um aumento na
demanda por mão de obra em diferentes segmentos.
Dezembro tem retração - Apesar dos números
positivos no acumulado do ano, dezembro de 2024
registrou um saldo negativo de 535.547 postos de
trabalho com carteira assinada. O mês fechou com
1.524.251 admissões contra 2.059.798 desligamentos,
marcando a maior queda para o período desde o início
da série histórica em 2020. O Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE) destacou que a retração já era
esperada, pois historicamente há um aumento de
demissões no último mês do ano. “Em termos
relativos, a variação relativa apresentada para
dezembro de 2024 é de -1,12%, similar à observada em
períodos anteriores de crescimento de emprego",
apontou o ministério.
Salário médio cresce - O levantamento do
Caged também revelou um aumento no salário médio
real do trabalhador em 2024. O valor registrado foi
de R$ 2.177,96, representando um crescimento de R$
55,02 (+2,59%) em relação ao ano anterior, quando o
salário médio era de R$ 2.122,94.
No entanto, a diferença salarial entre trabalhadores
típicos e não típicos ainda é expressiva. Enquanto
os empregados com contratos tradicionais receberam,
em média, R$ 2.211,13 (1,5% acima da média geral),
os trabalhadores considerados não típicos – aqueles
em vínculos flexíveis ou informais – tiveram
rendimento médio de R$ 1.941,72, o que representa
uma remuneração 10,8% menor que a média do mercado
formal.
Fonte: Brasil247 - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br
Alta do dólar e preço dos alimentos influenciaram
decisão
A alta recente do dólar e as incertezas em torno da
inflação e da economia global fizeram o Banco
Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por
unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom)
aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em
1 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Além de
esperada pelo mercado financeiro, a elevação em 1
ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na
reunião de dezembro.
Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas
externas, principalmente nos Estados Unidos,
suscitam dúvidas sobre a postura do Federal Reserve
(Fed, Banco Central norte-americano). Em relação ao
Brasil, o texto informa que a economia brasileira
está aquecida, com a inflação cheia e os núcleos
(medida que exclui preços mais voláteis, como
alimentos e energia) acima da meta de inflação, e
que as incertezas sobre os gastos públicos
provocaram perturbações nos preços dos ativos.
“O comitê segue acompanhando com atenção como os
desenvolvimentos da política fiscal impactam a
política monetária e os ativos financeiros. A
percepção dos agentes econômicos sobre o regime
fiscal e a sustentabilidade da dívida segue
impactando, de forma relevante, os preços de ativos
e as expectativas dos agentes”, destacou o
comunicado.
Em relação às próximas reuniões, o Copom confirmou
que elevará a Selic em 1 ponto percentual na reunião
de março, mas não informou se as altas continuarão
na reunião de maio, apenas que observará a inflação.
“Para além da próxima reunião, o comitê reforça que
a magnitude total do ciclo de aperto monetário será
ditada pelo firme compromisso de convergência da
inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica
da inflação”, ressaltou.
Essa foi a quarta alta seguida da Selic. A taxa está
no maior nível desde setembro de 2023, quando também
estava em 13,25% ao ano. A alta consolida um ciclo
de contração na política monetária.
Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano
passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do
ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5
ponto e uma de 1 ponto percentual.
Fonte: Agência Brasil - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br
Contraf e Centrais condenam aumento da Selic
Descontentamento
geral no sindicalismo. O novo aumento dos juros pelo Banco Central,
agora na marca dos 13,5%, desagrada as entidades de trabalhadores.
Contraf-CUT
(Confederação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Ramo
Financeiro), Força Sindical, UGT e CUT se pocionaram contra o recente
aumento e as seguidas altas.
O argumento central das entidades é
que a Selic nas alturas encarece o pagamento da dívida pública, encarece
o crédito, inibe investimentos produtivos e esfria o crescimento da
economia.
Gabriel Galípolo, o recém-empossado presidente do Banco
Central, era a esperança de certos setores da esquerda – uma espécie de
bala de prata contra a mentalidade rentista no Copom.
Para a
Contraf, “o BC virou refém do mercado financeiro”. Diz Juvandia Moreira,
presidente da Confederação e vice da CUT: “O Banco tem que ser autônomo
frente ao mercado financeiro e servir aos interesses do povo”.
Miguel
Torres assina a Nota pela Força Sindical. Ele afirma: “O aumento dos
juros tende a desestimular o investimento e o consumo. O aumento é mais
uma forma de asfixiar os trabalhadores. Sem cortes relevantes, há
redução dos investimentos e das chances de crescimento”.
A CUT
também é direta em sua Nota contra a nova alta na Selic: “Novo aumento
dos juros vai inflar a dívida bruta em R$ 50 bilhões e causar
desemprego” E mais: “Consideramos essencial combater o aumento dos
preços; apenas parte da elevação dos preços tem a ver com o crescimento
da demanda”.
Murilo
Pinheiro é presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São
Paulo (Seesp) e da Federação Nacional da categoria (FNE)
Nesta
terça-feira (28/1) celebra-se o Dia Nacional de Combate ao Trabalho
Escravo, tragédia contemporânea que precisa ser erradicada com urgência e
de uma vez por todas.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, no ano passado foram resgatados 1.684 trabalhadores
em condições análogas à escravidão, ou seja, submetidos a jornadas
exaustivas, em condições insalubres e degradantes e com remuneração
abaixo do salário mínimo legal. Além de tudo isso, muitas vezes as
pessoas se veem presas a contratos abusivos, sem conseguir encerrá-los. Em 2023, haviam sido 3.190 os encontrados nessas circunstâncias.
Com
preponderância na região Norte e no setor agrário, o crime também
acontece em diversas partes do País, nas áreas urbanas e tem sido
identificado em inúmeros segmentos econômicos, inclusive como servidão
doméstica. É absolutamente inaceitável que tantos anos após a abolição
oficial da escravidão no Brasil, seres humanos ainda passem por esse
flagelo ao buscar meios de sustentar a si e a sua família.
Um
projeto de desenvolvimento sustentável deve ter como norte a geração de
empregos decentes, assegurando à população brasileira condições de vida
digna e plena. Além disso, é preciso estabelecer punição exemplar, com o
rigor da lei, àqueles que lançam mão da superexploração desumana para
auferir lucros ainda maiores, ao invés de investir em inovação e gestão
competente para prosperar.
Tais questões precisam estar em
pauta nas necessárias reflexões que devem marcar esta terça-feira
(28/1), quando se celebra o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e
o Dia do Auditor-fiscal do Trabalho, agente público essencial nessa
batalha – a data remete à chacina de Unaí (MG), ocorrida em 2004, quando três auditores e um motorista foram assassinados ao averiguarem denúncias em fazendas da localidade.
É
fundamental destinar recursos à intensificação da fiscalização, com
pessoal qualificado em número suficiente que disponha de suporte
material para que tenha condições de exercer o seu dever de forma eficaz
e em segurança. O Estado brasileiro deve implantar política efetiva de
tolerância zero para tal desmando, o que inclui ampliar a
conscientização da sociedade, chamando sua atenção para a existência do
problema e buscando seu comprometimento com o fim de tal mazela.
Nosso
anseio é pela construção de uma nação desenvolvida, justa e plenamente
democrática. Nesse contexto, não há espaço à escravização de pessoas ou à
superexploração. O trabalho deve ampliar nossas oportunidades,
conferindo-nos realização e segurança material, não pode se configurar
em horror e sofrimento.
Lutemos todos um por Brasil mais feliz para todos e livre do trabalho escravo.
4ª turma da Corte considerou que a cláusula de
Norma Coletiva que trata de Programa Próprio de
Participação nos Resultados é plenamente válida, nos
termos do Tema 1046 do STF.
A 4ª turma do TST rejeitou, por unanimidade, recurso
de ex-funcionária do banco BV que buscava integrar
ao salário valores pagos em programa próprio de
participação nos resultados. O colegiado confirmou o
entendimento do TRT da 2ª região de que a norma
coletiva em questão, ao dispor sobre o programa de
resultados, está alinhada à tese do Tema 1.046 do
STF, atendendo aos parâmetros do precedente
vinculante da Suprema Corte.
Nos autos, a ex-funcionária questionava a natureza
jurídica dos valores pagos por meio do "Programa
Próprio de Participação nos Resultados", instituído
por norma coletiva, buscando sua integração ao
salário.
Em recurso no TST, o relator, ministro Ives Gandra
da Silva Martins Filho, destacou na decisão que não
só o STF já pacificou a questão da autonomia
negocial coletiva, como também que a própria CLT
estabelece que a Convenção Coletiva de Trabalho e o
Acordo Coletivo de Trabalho prevalecem sobre a lei
quando tratam de participação nos lucros ou
resultados da empresa.
Com isso, o colegiado manteve a decisão anterior,
que já havia negado o pedido de integração dos
valores ao salário.
A
existência do sindicalismo está diretamente ligada
ao processo de industrialização ocorrida a partir do
século XVIII, pois com a migração dos camponeses
para os crescentes centros urbanos em busca de
melhores condições de vida, as relações entre os
donos dos meios de produção e dos que vendiam sua
força de trabalho ganhou destaque, mas também
aprofundou as práticas de exploração da mão de obra.
Cansados de receber minguados “salários”, de
trabalhar até 16 horas por dia em condições
degradantes e nocivas à saúde, os operários, dentre
eles crianças e indivíduos de idade avançada,
começaram a se organizar para defender seus
interesses, assim começam a surgir os primeiros
Sindicatos.
A luta por melhores salários, jornadas menos
exaustivas, condições mínimas de segurança e higiene
e por uma proteção social até então inexistente,
implicava em mudanças nas relações entre patrões e
empregados; estas mudanças eram vistas pelos patrões
como perda do seu poder, redução da margem de lucros
e maiores gastos com, os até então, indefesos
empregados. Esta mentalidade levou aos patrões a
considerar o sindicalismo como uma enorme ameaça aos
seus interesses e, portanto, deveriam ser combatidos
e aniquilados. Este contexto de confronto de
interesses entre patrões e empregados perdura até os
dias de hoje.
Não por acaso existem pessoas que defendem o
trabalho intermitente, o fim do 13º Salário, a
redução dos valores pagos nas férias, novas formas
de contrato de trabalho, fim das normas
regulamentadoras (NR’s), fim da aposentadoria
especial, etc.
Esta movimentação do capitalismo fica ainda mais
evidente e agressiva a partir de 2017 no Brasil, com
a escandalosa reforma trabalhista, com o
enfraquecimento da Justiça do Trabalho, com o fim do
imposto sindical.
É fundamental que o sindicalismo faça uma reflexão
sobre sua forma de atuar na organização da classe
trabalhadora e na elaboração de suas estratégias de
luta, sob pena de continuar a perder seu poder de
mobilização social, ainda mais em um contexto
adverso criado pela atuação neoliberal que, ao se
colocar como defensor das liberdades individuais
enfraquece a classe trabalhadora, ameaçando e
intimidando individualmente os empregados, que se
sentem inseguros e lutam pela sobrevivência em seus
empregos, aceitando salários injustos, perda de
benefícios e direitos.
A classe operária está insegura e não vislumbra
razões para se lançar as ruas e protestar contra a
eterna exploração capitalista.
A comunicação sindical tem que acompanhar as novas
formas de interação entre pessoas, grupos e
instituições que surgiram com as novas tecnologias
da informação. O discurso sindical precisa
sensibilizar de forma efetiva os jovens. As
mensagens direcionadas aos desempregados e informais
também. A batalha entre o individualismo e a
solidariedade no mundo do trabalho está sendo
vencida pelas empresas, que falam muito de
liberdades individuais, de meritocracia, de
empreendedorismo, mas, não tocam em pontos chaves
das relações laborais, tais como trabalho decente,
salário digno, saúde e segurança, desenvolvimento
profissional e proteção social.
O sindicalismo continua sua trajetória histórica da
defesa de uma sociedade mais justa, onde o trabalho
volte a ocupar um lugar de destaque como instrumento
de distribuição de riqueza, de inclusão social e
igualdade de oportunidades.
Por mais críticas que possa receber, o sindicalismo
continua a se contrapor às injustiças e à exploração
do capitalismo. Por esta razão, é que continua a
sofrer ataques que objetivam a sua derrocada e
facilitar ainda mais a exploração da classe
trabalhadora.
Eduardo Annunciato – Chicão Diretor de Educação da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Indústria (CNTI)
Presidente do Sindicato dos Eletricitários de São
Paulo (STIEESP) e da Federação Nacional dos
Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente –
FENATEMA
Vice-presidente da Força Sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br
A
média salarial brasileira tem crescido. O Boletim de Olho nas
Negociações 52, do Dieese, traz o balanço das negociações coletivas de
2024. No ano passado 85% das negociações superaram a inflação – melhor
desempenho desde 2018. Abaixo, 3,6%. No ano anterior, acima da inflação
ficaram 76,4%. Abaixo, 5,4%.
Várias categorias confirmam esses
avanços, como comerciários, metalúrgicos e outras. A Campanha Salarial
dos cerca de 600 mil metalúrgicos da Força Sindical no Estado de SP
fechou acordo salarial em 5,85%, ou seja, 1,20% acima da inflação.
Também se obteve 13,5% de Abono Salarial, pago ainda em 2024. Em
negociações por empresa, o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e
Região têm obtido até 7,85%.
Comerciários de SP –
A maior categoria privada do Estado, com 600 mil trabalhadores só na
Capital, também firmou acordos acima da inflação. Com data-base em
setembro, outubro e novembro, os reajustes superaram o INPC.
Arrocho
– O boletim do Dieese explicita o arrocho salarial no governo
Bolsonaro. Em 2019 (primeiro ano de mandato), o ganho real ficou em
49,5%. O pior ocorreu em 2021, quando só 15,6% dos acordos conseguiram
superar o INPC. Os reajustes abaixo da inflação atingiram 46,6% dos
acordos.
Cabeça – Josinaldo José de Barros
preside o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região. Ele elogia o
Dieese. E comenta: “Esse tipo de levantamento orienta as direções
sindicais e mostra, com números, que o governo anterior arrochou sem
dó”.
O metalúrgico continua: “Sair de 15,6% de
aumento real em 2021 pra 85% no ano passado é um salto enorme. Tem gente
que nega. Mas pior cego é o que não quer ver”.
Josinaldo José de Barros (Cabeça), presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
Semana passada, o Brasil viveu uma grande confusão a respeito de suposta cobrança de impostos nas transações por meio de PIX.
O
que aconteceu? A Receita Federal fez uma mudança técnica nas faixas e a
oposição, maldosamente, passou a dizer que haveria imposto sobre o PIX.
Na
verdade, o governo não explicou direito a Norma Técnica, a população
ficou confusa e os setores mais radicais da oposição aproveitaram-se do
clima de confusão, deitando e rolando nas redes sociais.
O
que aprendemos com isso? Muitas coisas. A primeira é que hoje a luta
política mais radical acontece nas redes sociais – a própria eleição de
Trump, nos Estados Unidos, mostra isso.
Outra
lição é a de que toda medida que possa mexer no bolso de alguém (não
era o caso) precisa ser muito bem pensada, muito bem executada e muito
bem comunicada.
As
redes sociais vieram pra ficar. Elas já fazem parte da nossa vida 24
horas do dia. Frequentemente, recebemos textos, fotos ou vídeos sobre
uma infinidade de assuntos.
O
problema é que muitas vezes a gente não apura o comentário recebido. E,
sem apurar, caímos na tentação de compartilhar o conteúdo. Pronto:
feito isso, ninguém segura mais o estrago!
Antigamente,
a informação maldosa ou manipulada era chamada de mentira, difamação,
injúria ou calúnia. Hoje, o nome da mentira é fake news.
Crime – Diz
o site especializado JusBrasil: “Espalhar boatos ou notícias falsas nas
redes é crime. Muitas vezes, você pode estar ajudando a difundir
mentiras pelas redes sociais. Mesmo sem saber. É sempre bom ter isso em
mente: a produção e o compartilhamento de notícias falsas e boatos é
crime no Brasil e as penas chegam a quase três anos. São crimes
previstos no Código Penal e no Código Eleitoral”.
Golpe – Um
problema grave são os golpes bancários, premiações de araque,
empréstimos vantajosos ou outras fake news que chegam invadem o WhatsApp
e outros meios. Por isso, nunca clique numa postagem estranha, nunca
atenda número desconhecido. Mais: nunca passe seus dados pessoais por
meio de telefonema ou WhatsApp.
O
crime organizado aprendeu depressa a atuar nas redes sociais. Ocorre
que a legislação sobre o assunto caminha devagar. As grandes empresas
donas das redes sociais são todas bilionárias e, com a força do
dinheiro, impedem a legislação de avançar.
Nosso
Sindicato é atuante nas redes. Felizmente, nunca fomos processados.
Tomamos cuidado com os textos, fotos, vídeos ou qualquer outra
publicação nas nossas redes. Até porque um erro de informação produz o
mesmo efeito de se tomar remédio errado: adoece, mutila ou mesmo mata a
pessoa.
A verdade vence. Mas enquanto isso não ocorre a mentira faz estragos. Cuidado!
Josinaldo José de Barros (Cabeça), Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região.
Trabalhador deve atualizar dados para receber
ofertas de emprego
Os trabalhadores podem usar o aplicativo da Carteira
de Trabalho Digital para consultar vagas de emprego
disponíveis nas agências do Sistema Nacional de
Emprego (Sine). A ferramenta substituirá o
aplicativo Sine Fácil, que foi extinto.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a
consulta permite que os serviços da pasta sejam
centralizados em um único aplicativo, o que agiliza
a comunicação entre empregadores e empregados. O
trabalhador receberá a notificação toda vez que
surgir uma oferta de emprego em sua região.
Para ter acesso ao serviço, o trabalhador terá de
atualizar as informações pessoais e os objetivos
profissionais no aplicativo Carteira de Trabalho e
Previdência Social (CTPS), disponível gratuitamente
nas lojas virtuais dos sistemas Android e iOS. Os
dados podem ser informados ao entrar no ícone
“maleta”, na barra inferior da tela, ou na aba
“emprego”, no menu de opções.
A partir da atualização dos dados, é possível
consultar oportunidades de trabalho no item “vagas
de emprego”, que verificará se haverá vagas conforme
o perfil informado. Caso haja alguma vaga de
interesse, basta o trabalhador selecionar e
acompanhar os passos seguintes em “processos
seletivos”.
Serviço mais usado do governo federal, a Carteira de
Trabalho Digital registrou mais de 724 milhões de
acessos em 2024. Desde a estreia do serviço, 81
milhões de trabalhadores baixaram e entraram no
aplicativo, que requer conta no Portal Gov.br.
Além da intermediação de mão de obra, a CTPS Digital
oferece os seguintes serviços: contratos de trabalho
vigente, vínculos de trabalho anteriores, apoio
financeiro, abono salarial, seguro-desemprego,
benefício emergencial, notificações de qualificação
profissional, canal de denúncias trabalhistas e os
extratos do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged) e do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS).
Além do aplicativo, a plataforma pode ser acessada
por meio do
Portal Emprega Brasil, que também requer login
único do Portal Gov.br.
Fonte: Agência Brasil - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br
Miguel
Torres - presidente da Força Sindical e presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e da CNTM (Confederação
Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos)
O
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC),
do ministro Geraldo Alckmin, tem sido o exemplo de trabalho e
realizações em prol da retomada e fortalecimento da indústria
brasileira, sustentável e geradora de empregos no País.
Além de se
consolidar como exemplo de execução de programas e propostas viáveis, o
MDCI se destaca pelo diálogo aberto com todos os segmentos da sociedade –
representantes dos trabalhadores, dos empresários – bem como as
instâncias de poder, tanto municipal, estadual e seus pares em nível
federal.
Um dos exemplos a ser citado – a Nova Indústria Brasil
(NIB), que avançou na direção do fortalecimento industrial sustentável,
com inovação tecnológica, capacidade exportadora e geração de emprego e
renda. Nessa questão foram estabelecidos eixos voltados para o
desenvolvimento como inovação, sustentabilidade, exportação, competitiva
e inclusiva. Ressalta-se que todo o processo está em constante diálogo
com os segmentos envolvidos.
E com indústria forte e produtiva, há
geração de postos de trabalho de qualidade, com ganhos em salários,
distribuição de renda e aumento de serviços de qualidade para todos.
É
importante destacar também o aprimoramento de políticas voltadas para a
inclusão social, com mais participação feminina no comércio
internacional e arranjo global sobre comércio e gênero.
Houve
grande esforço com resultados positivos na integração de políticas
industrial e de comércio exterior, aumento com qualificação nas
exportações. Depois de 25 anos de negociação, o governo do presidente
Lula, junto com o ministro Alckmin, anunciou a conclusão do Acordo de
Parceria Mercosul-União Europeia. Com isso, avançamos na
desburocratização para simplificar processos e reduzir custos para a
indústria, com medidas como o
Portal Único do Comércio Exterior. O
MDCI intensificou medidas rumo à economia verde, como a formalização do
Sistema Nacional de Economia de Impacto (Simpacto), e a reestruturação
do Centro de Bionegócios da Amazônia, com aprimoramento de políticas de
inclusão social.
Isso leva ao entendimento e ao fortalecimento da
democracia, com decisões que visam um Brasil mais justo, sustentável,
com emprego e renda para todos.
O esforço de todos, o diálogo
democrático e participativo só trará benefícios para a sociedade. O MDCI
é um exemplo de Brasil no rumo certo!
Definições foram apresentadas durante a primeira
reunião ministerial do ano, nesta segunda-feira (20)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, definiu 25
objetivos para a agenda econômica do país nos dois
últimos do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT). As metas foram apresentadas durante a
primeira reunião ministerial do ano, realizada nesta
segunda-feira (20), na Granja do Torto, uma das
residências oficiais da Presidência.
Entre as medidas está a regulamentação das big techs,
as gigantes de tecnologia que controlam as redes
sociais. A análise é que seja feito um regulamento
específico sobre os impostos dessas empresas. “Não é
justo que, em virtude da natureza do serviço
prestado, não haja a devida cobrança do imposto aqui
ou na sede da empresa”, disse o ministro a
jornalistas em setembro do ano passado.
Outra medida é a isenção do Imposto de Renda da
Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil
por mês, junto com a tributação sobre os
milionários. No ano passado, Haddad chegou a
anunciar a medida em pronunciamento feito em rede
nacional. O ministro, no entanto, ainda não enviou a
pauta para o Congresso Nacional.
"O combate a privilégios e sonegação nos permitiu
melhorar as contas públicas. Se no passado recente,
a falta de justiça tributária manteve privilégios
para os mais ricos, sem avanços na redistribuição de
renda, agora arrecadamos de forma mais justa e
eficiente”, disse o chefe da Fazenda na ocasião.
Um estudo do Sindicato dos Auditores-Fiscais da
Receita Federal (Sindifisco Nacional), divulgado no
início do ano, mostrou que a taxação extra de cerca
de 160 mil pessoas que ganham mais de R$ 600 mil
anuais deve compensar, com sobras, a perda de
arrecadação do governo para isentar do Imposto de
Renda (IR) 16,1 milhões de trabalhadores que ganham
até R$ 5 mil por mês.
O governo também pretende implementar a reforma da
previdência dos militares. No fim do ano passado, a
gestão Lula já enviou o Projeto de Lei que
estabelece uma idade mínima para a aposentadoria. De
acordo com o texto, a aposentadoria para os
militares será permitida somente a partir dos 55
anos. Antes, a exigência era que se comprovasse 35
anos de serviço. Na prática, havia integrantes das
Forças Armadas que se aposentavam com pouco mais de
50 anos.
No geral, Haddad dividiu as metas em três frentes de
trabalho. A primeira é a estabilidade econômica, que
inclui o fortalecimento do arcabouço fiscal,
desemprego e inflação baixos, estabilidade da
dívida, início da implantação da reforma tributária
sobre o consumo e regulamentação da reforma
tributária já aprovada.
Outra frente inclui um plano de transformação
ecológica, com uma nova emissão de títulos
sustentáveis, a implementação do mercado de carbono
e a conclusão do mapa de investimentos sustentáveis
na Plataforma de Investimentos para a transformação
Ecológica no Brasil.
A segunda franja ainda prevê novos leilões do
Ecoinvest, a estruturação do Fundo Internacional de
Floresta, a conclusão da taxonomia sustentável
brasileira e o marco legal da inteligência
artificial.
Por fim, a terceira parte, que diz respeito à
melhoria do ambiente de negócios, estabelece como
metas a nova Lei de Falências, a proteção a
investidores no mercado de capitais, entre outros
pontos.
Fonte: Brasil de Fato - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br
Dia
9 de janeiro, Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários
de São Paulo e da UGT, concedeu entrevista ao jornalista João Franzin,
da Agência Sindical. Além do balanço de 2024, ele adiantou as metas de
2025. O Sindicato representa 600 mil.
A categoria, que tem
datas-bases entre setembro e dezembro, obteve ganho real em todas as
negociações coletivas no ano. O Sindicato também realizou mais um
Mutirão do Emprego, propiciando cursos de formação e qualificação
profissional, em parceria com o Sistema S, Fundação Paula Souza e outras
entidades.
Jornada – Para Patah, uma questão
central de 2025 será a redução da jornada. Ele afirma: “A escala 6×1 é
desumana e sacrifica principalmente a mulher, que tem jornada dupla ou
tripla. Queremos debater seriamente com o patronato o fim dessa escala”.
O
dirigente adianta que as negociações coletivas de 2025 devem ser
antecipadas. E comenta: “A lei de iniciativa do presidente Lula, por
igualdade salarial entre homem e mulher na mesma função, precisa ser
efetivada”.
Podcast – Para o líder comerciário,
“uma iniciativa vitoriosa de nossa entidade, lançada em 2024, é o
podcast diário”. A transmissão, com pauta ampla, já recebeu Guilherme
Boulos, Tabata Amaral, advogados, médicos e outras personalidades.
Base
– O Sindicato reabriu as subsedes do Tatuapé e Pinheiros, ambas com
amplos serviços à categoria. Patah também ressalta a atuação dos
“amarelinhos”. São ativistas que percorrem os locais de trabalho,
sindicalizam, divulgam direitos e orientam a categoria.
Democracia
– No dia anterior à entrevista, Ricardo Patah havia participado em
Brasília de ato no Palácio do Planalto (Brasília) pró-democracia e
contra o golpismo. Ele afirma: “Democracia é a base de tudo. Nosso
Sindicato é e sempre estará nessa trincheira”.
Clique e assista a entrevista completa.
MAIS – Site e redes sociais dos Comerciários de SP.
Portaria suspende bloqueio por 6 meses a contar
de janeiro deste ano
O Ministério da Previdência Social publicou, nesta
sexta-feira (17), portaria que suspende, por seis
meses, os bloqueios de pagamento de aposentados e
pensionistas que não tiveram a prova de vida
realizada. A prova de vida é o procedimento para
comprovar que o beneficiário continua vivo para
poder receber o recurso.
A portaria suspende os bloqueios por seis meses, a
contar a partir de 1º de janeiro de 2025, podendo
ainda essa suspensão ser prorrogada por igual
período. O Instituto Nacional de Seguridade Social
(INSS), responsável pelos pagamentos, informou que
uma onda de notícias falsas afirma, erroneamente,
que a exigência da prova de vida obrigatória por
parte do beneficiário seria retomada.
“O dever de provar que os beneficiários estão vivos
é do INSS, que tem feito o cruzamento de dados com
outras bases governamentais e busca mais parcerias
para ampliar o batimento de informações", explicou o
presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.
O INSS lembrou que, desde 2023, a responsabilidade
de comprovar que os beneficiários seguem vivos é do
órgão, e não mais dos aposentados e pensionistas,
como era antigamente. Ou seja, não há necessidade de
ir a uma agência do INSS para realizar o
procedimento.
“O cruzamento de informações apresentou resultado
satisfatório: de 36,9 milhões de pessoas elegíveis à
prova de vida em 2024, 34,6 milhões tiveram seus
dados atualizados por meio de cruzamento de
informações até o dia 23 de dezembro”, informou o
Instituto.
Golpe
O beneficiário deve ainda ficar atento para não cair
em golpes. O INSS informou que não manda servidores
à casa das pessoas, nem envia mensagem por celular
para realizar prova de vida. Golpistas tem abordado
beneficiários por meios digitais ou mesmo
presenciais para roubar dados que podem ser usados,
por exemplo, para contrair empréstimos.
Fonte: Agência Brasil - Do Blog de Noticias da CNTI - https://cnti.org.br
Nivaldo Santana é
secretário de Relações Internacionais da CTB
Encontra-se
disponível para os interessados estudo do IBGE com informações sobre a
realidade social do Brasil. A publicação, de 2024, recebeu o título de “Síntese de Indicadores Sociais – Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira”.
O
documento, em sua apresentação, informa que o estudo trata de estrutura
econômica e mercado de trabalho, padrão de vida e distribuição de
rendimentos, educação, condições de saúde e condições de vida segundo
estratos geográficos.
Nos limites deste artigo, nosso foco será uma breve apreciação do capítulo que trata da estrutura econômica e mercado de trabalho.
O estudo dos indicadores desse capítulo é ferramenta indispensável
para, entre outras possibilidades, subsidiar a ação sindical.
A
síntese trabalha com os conceitos de trabalho com vínculo (trabalhadores
com carteira assinada, militares e funcionários públicos estatutários) e
sem vínculo (sem carteira assinada e trabalho por conta própria).
Somando
esses dois segmentos, em 2023 o Brasil possuía um contingente de 100,7
milhões de trabalhadores ocupados, o que representa 57,6% da população
em idade de trabalhar. Desse universo, 40,7% estavam na informalidade.
Mesmo
crescendo a ocupação e a renda no ano de 2023, o IBGE constata que
persiste tanto a desigualdade quanto um mercado de trabalho bastante
heterogêneo. Um indicador da desigualdade é o baixo salário médio, de
apenas R$ 2.890 naquele ano.
Para comparar, o valor do salário
médio de 2023 é pouco maior que dois salários-mínimos e fica abaixo do
salário-mínimo necessário calculado pelo Dieese (para uma família de
quatro pessoas, conforme prevê a lei) que naquele ano foi de R$
6.528,93.
Com a nova política de valorização do salário-mínimo,
suspensa por Bolsonaro e retomada pelo governo Lula, houve aumento da
massa salarial do país e fortalecimento do mercado interno, contribuindo
para o crescimento do PIB.
Apesar disso, os salários no Brasil
ainda são baixos e isso contribui para a manutenção das desigualdades no
mercado de trabalho que afetam, com maior intensidade, as mulheres e os
negros.
Outro problema importante apontado pelo estudo do IBGE (disponível aqui) é
a situação da juventude. Na faixa etária de 14 a 29 anos, este segmento
é o que encontra maiores barreiras no mercado de trabalho,
principalmente aqueles trabalhadores com menor escolaridade.
Além
das dificuldades de acesso a emprego, os jovens são as principais
vítimas da rotatividade de trabalho. Uma das consequências apontada no
documento do IBGE é que, em 2023, 10,3 milhões de jovens não trabalhavam
nem estudavam.
Outro indicador importante é o da subutilização da força de trabalho,
que atinge 20,9 milhões de pessoas que estão desocupadas, subocupadas
com insuficiência de horas trabalhadas ou o trabalhador potencial (pode
trabalhar, mas está desocupado).
O conjunto das informações deve
servir de base para os governos elaborarem políticas públicas para gerar
mais e melhores empregos e criar as bases para aumentar a escolaridade e
a qualificação profissional dos jovens e do conjunto dos trabalhadores.
Outro
aspecto desse estudo demonstra que há uma relação de causa e efeito
entre o crescimento econômico e a melhora no mercado de trabalho. Quando
a economia cresce há impactos virtuosos também no emprego e na renda.
Por
isso, é fundamental que o Brasil avance em um novo projeto nacional de
desenvolvimento, ancorado na industrialização, na ciência e tecnologia,
para agregar valor em sua matriz produtiva e reverter a reprimarização
da economia.
Tudo isso exige também a participação na luta de
ideias, a derrota de concepções atrasadas que sequestram a subjetividade
dos trabalhadores e pavimentação do caminho para a retomada em larga
escala da mobilização social consciente e politizada.
Nivaldo Santana, Secretário Sindical Nacional do PCdoB e secretário de Relações Internacionais da CTB
A Receita Federal publicou nota para alertar que não
existe qualquer tributação sobre pix, "e nunca vai
existir". O que ocorreu, esclareceu a instituição,
foi uma atualização no sistema de acompanhamento
financeiro para incluir novos meios de pagamento na
declaração prestada por instituições financeiras.
A receita refere-se à instrução normativa 2.219/24,
que passou a vigorar este ano e tem causado
controvérsia. Isto porque o texto obriga bancos a
prestarem informações relativas às operações
financeiras superiores a R$ 5 mil, no caso de
pessoas físicas; e R$ 15 mil, no caso de pessoas
jurídicas.
A novidade gerou dúvidas e uma onda de fake news no
sentido de que o pix seria taxado.
Golpes
De acordo com a Receita, criminosos aproveitaram a
onda de fake news para enganar cidadãos e aplicar
golpes relativos a esta suposta taxa.
Ao aplicarem o golpe, os golpistas afirmam que, caso
não seja feito o pagamento, o CPF da pessoa será
bloqueado. Para tornarem a fraude mais convincente,
utilizam o nome e símbolos oficiais da Receita
Federal e enviam falsos boletos.
Novo salário mínimo e reajuste de faixas
salariais garantem benefício ajustado à inflação
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a
tabela anual utilizada para o cálculo dos valores do
seguro-desemprego, com vigência a partir de 11 de
janeiro de 2025.
Com isso, o valor do benefício do seguro-desemprego
não será inferior ao salário mínimo vigente,
atualmente fixado em R$ 1.518,00. Já os
trabalhadores com salários médios superiores a R$
3.564,96 receberão, de forma fixa, o teto do
benefício, estabelecido em R$ 2.424,11.
O reajuste das faixas salariais para o cálculo do
seguro-desemprego considera a variação do Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Em 2024, o acumulado dos 12 meses anteriores
ao reajuste foi de 4,77%.
A atualização do benefício atende aos requisitos
previstos na Lei nº 7.998, de 1990, que regula o
Programa do Seguro-Desemprego, e na Resolução nº
957, de 2022, do Conselho Deliberativo do Fundo de
Amparo ao Trabalhador (CODEFAT).
Faixas de Salário Médio necessárias ao cálculo do
benefício seguro-desemprego - Cálculo da Parcela
· Até R$ 2.138,76 - Multiplica-se o salário médio
por 0,8
· De R$ 2.138,77 até R$ 3.564,96 - O que exceder a
R$ 2.138,76 multiplica-se por 0,5 e soma-se com R$
1.711,01
· Acima de R$ 3.564,96 - O valor será invariável de
R$ 2.424,11
· O valor do benefício do seguro-desemprego não será
inferior ao valor do salário mínimo de R$ 1.518,00
vigente para o ano de 2025.
Quem tem direito?
Tem direito ao benefício o trabalhador que: - Tiver sido dispensado sem justa causa;
- Estiver desempregado, quando do requerimento do
benefício;
- Ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa
física equiparada à jurídica (inscrita no CEI)
relativos a
- pelo menos 12 (doze) meses nos últimos 18 (dezoito)
meses imediatamente anteriores à data de dispensa,
quando da primeira solicitação;
- pelo menos 9 (nove) meses nos últimos 12 (doze)
meses imediatamente anteriores à data de dispensa,
quando da segunda solicitação; e
- cada um dos 6 (seis) meses imediatamente anteriores
à data de dispensa, quando das demais solicitações;
- Não possuir renda própria para o seu sustento e de
sua família;
- Não estiver recebendo benefício de prestação
continuada da Previdência Social, exceto pensão por
morte ou auxílio-acidente.
Fonte: MTE - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br