Saiba mais sobre o impacto da jornada de trabalho
na saúde e como o fim da escala 6×1 pode beneficiar
os trabalhadores.
O vigésimo terceiro artigo do dossiê “Fim da Escala
6×1 e Redução da Jornada de Trabalho”, organizado
pelo Organizado pelo Cesit (Centro de Estudos
Sindicais e de Economia do Trabalho) em parceria com
as centrais sindicais, fala sobre “Por uma jornada
mais humana: impactos da redução da carga horária na
saúde laboral“. O artigo é assinado por Emerson
Victor Hugo Costa de Sá e Francisco Péricles
Rodrigues Marques de Lima.
O estudo destaca que, desde a Constituição de 1988,
quando a jornada semanal foi fixada em 44 horas, o
país não avançou por meio da legislação, apesar de
conquistas pontuais obtidas via negociação coletiva.
No pós-pandemia, o debate voltou a ganhar força
diante do agravamento das condições de trabalho, do
aumento dos transtornos mentais e da mobilização
contra a escala 6×1, considerada prejudicial à saúde
e à qualidade de vida.
De acordo com os autores, jornadas prolongadas estão
associadas a doenças cardiovasculares, problemas
musculoesqueléticos, distúrbios metabólicos,
estresse ocupacional e síndrome de burnout. Dados da
Auditoria-Fiscal do Trabalho mostram que parte
significativa dos acidentes analisados entre 2023 e
2024 apresentou irregularidades relacionadas à
jornada, descanso ou férias, evidenciando o
descumprimento recorrente da legislação trabalhista.
O artigo também analisa experiências internacionais,
com destaque para a França, onde a adoção da jornada
de 35 horas resultou em maior satisfação dos
trabalhadores e ganhos de produtividade, ainda que
com criação de empregos abaixo do esperado. A
experiência, segundo os autores, demonstra que a
redução da jornada precisa vir acompanhada de
mudanças na organização do trabalho para evitar a
intensificação das tarefas.
Na conclusão, o texto defende que a redução da
jornada de trabalho deve ser tratada como uma
estratégia de saúde pública, justiça social e
valorização do trabalho humano. Para que seja
efetiva, é necessária a combinação de políticas
públicas, fiscalização rigorosa e mudanças culturais
nas empresas, garantindo ambientes de trabalho mais
seguros, saudáveis e compatíveis com a dignidade dos
trabalhadores.
Leia aqui o artigo:
Por uma jornada mais humana: impactos da redução da
carga horária na saúde laboral
Fonte: Rádio Peão Brasil - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br
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