Terça (27) as Centrais Sindicais realizaram novo protesto contra a taxa Selic. Força Sindical, CUT, UGT, CTB, CSB, Intersindical, Pública e Nova Central se reuniram novamente na avenida Paulista, região central de São Paulo, para repudiar a política monetária do Banco Central (BC), que definiu a taxa atual de juros em 15% ao ano, considerada abusiva pelo movimento sindical.
Com a palavra de ordem “Eu quero já! Eu quero ver o juro baixar!”, as lideranças sindicais reafirmaram que o atual índice do BC trava o crescimento, reduz empregos e penaliza a classe trabalhadora.
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, CNTM e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, afirma que juros elevados travam o crescimento econômico, reduzem investimentos produtivos e prejudicam diretamente a classe trabalhadora, agravando desemprego, endividamento e desigualdades sociais. “Juros menores estimulam consumo, ampliam produção e fortalecem a economia”, defendeu o sindicalista em discurso na manifestação.
Para Maria Auxiliadora dos Santos, secretária Nacional das Mulheres da Força Sindical, é inaceitável conviver com uma inflação controlada, que não chega a 5%, e, ao mesmo tempo, com juros tão altos. “Essa política penaliza especialmente as mulheres trabalhadoras, aumenta o custo de vida, dificulta o acesso ao crédito e aprofunda desigualdades. Precisamos de juros mais baixos para garantir emprego, renda e justiça social”, disse.
O Sindicato dos Comerciários de São Paulo (UGT) foi representado por Josimar Andrade, diretor da entidade. Em seu discurso, ele cobrou urgência na queda da taxa de juros. “É urgente reduzir a taxa Selic. Com juros altos, não há consumo, não há investimentos e não há geração de empregos. Essa política sufoca a economia e penaliza milhões de trabalhadores que dependem do crescimento para garantir renda e dignidade”, frisou.
MAIS – Sites das centrais sindicais.
FONTE: Agência Sindical

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