As pessoas que leram a versão impressa do Estadinho de segunda-feira (16/03) ficaram surpresas e alarmadas com a manchete: “Empresas pagam recorde de R$ 50 bi em ações trabalhistas” (nas páginas internas o recorde vai a mais de R$ 50 bi).
A própria matéria de Daniel Weterman assinala que o
permanente crescimento das ações trabalhistas e seus
montantes só foi interrompido pela deforma
trabalhista de 2017, capitaneada por Rogério
Marinho, que colocou mata-burros financeiros para a
ação judicial dos trabalhadores.
Como STF julgou inconstitucional a eliminação da
Justiça gratuita e o pagamento das ações pelos
trabalhadores, os mata-burros de 2017 foram
eliminados e o crescimento das ações e seus
montantes continuou até o recorde atual.
O partido editorial da manchete, capa e matérias do
Estadinho é fazer pressão sobre os ministros do STF
que julgarão em breve os limites da gratuidade e a
pejotização.
O que significa o valor destas ações trabalhistas?
É a precificação, pelos tribunais, das violações
continuadas pelas empresas e pelos patrões dos
direitos trabalhistas, das leis e dos acordos ou
convenções coletivas. Este é o resultado, menos que
compensatório, do verdadeiro faroeste vigente nas
relações de trabalho e emprego.
O hoje senador Rogério Marinho, coordenador da
campanha à presidência do candidato bolsonarista,
promete com sua eleição completar o serviço iniciado
com a deforma de 2017 e talvez, conseguir a própria
extinção da Justiça do Trabalho, como pretende seu
correligionário o deputado federal Luiz Philippe de
Orleans e Bragança.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br
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