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segunda-feira, 5 de agosto de 2024

NO ÚLTIMO SÁBADO, DIA 03 DE AGOSTO DE 2023 FOI REALIZADO o 3º SEMINÁRIO DE GESTÃO SINDICAL EM PETRÓPOLIS.

 Tal evento foi realizado, pelo MOVIMENTO SINDICAL DE PETRÓPOLIS,  no salão do Instituto teológico Franciscano (ITF),  a meta foi trazer os Diretores de base de diversos Sindicatos e Federações para expor a todos os novos desafios do mundo Sindical.


Foram convidados quatro excelentes palestrantes e seus temas foram os seguintes:

PALESTRA SOBRE A DEMOCRACIA – MARIA HELENA ARROCHELAS

PALESTRA SOBRE GESTÃO SINDICAL – JOSÉ REGINALDO INÁCIO

PALESTRA EDUCAÇÃO E TRABALHO – PROFESSOR JOSÉ LUIZ DE SOUZA LIMA

PALESTRA SOBRE COMUNICAÇÃO SINDICAL – GUSTAVO FARIAS SIXEL

 

 

Estiveram presente 128 Sindicalistas de 23 Entidades Sindicais, sendo 15 de Petrópolis e outras dos Municípios do Rio de Janeiro, São Gonçalo Niterói e Baixada Fluminense.

Tais Entidades são de diversas Categorias da área do Comércio, ria, Educação, Indústria, Saúde e Serviços.

As palestras foram excelentes ficando os trabalhadores presentes satisfeitos por participarem da mesma, mais à frente será produzido documento sobre o resumo de tal evento.

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Taxa de desemprego cai para 6,9%. É a menor em 10 anos


Imagem: Freepik

A taxa de desocupação caiu para 6,9%, a menor taxa para um trimestre encerrado em junho, desde 2014. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (31).

A população desocupada – aqueles que procuravam por trabalho – caiu para 7,5 milhões de pessoas. Foi o menor número de pessoas em busca de trabalho desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015.

De acordo com o IBGE, a população ocupada atingiu novo recorde da série histórica, chegando a 101,8 milhões. O total de trabalhadores do país cresceu 1,6% (mais 1,6 milhão de pessoas) no trimestre e 3,0% (mais 2,9 milhões de pessoas) no ano. O número de empregados do setor privado (52,2 milhões) foi recorde, impulsionado pelos novos recordes nos contingentes de trabalhadores com carteira (38,4 milhões) e sem carteira assinada (13,8 milhões). Já a população fora da força de trabalho não teve variações significativas em nenhuma das duas comparações, permanecendo em 66,7 milhões.

As três atividades com alta da ocupação foram o comércio, a Administração pública e as atividades de Informação e Comunicação, setores que absorvem um contingente muito grande de trabalhadores, de serviços básicos e também de serviços mais especializados. O rendimento médio real dos trabalhadores ocupados foi de R$ 3.214,00, ainda de acordo com o IBGE.

FONTE: UGT (União Geral dos Trabalhadores) - https://www.ugt.org.br

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Desemprego cai para 6,9%, menor índice do trimestre desde 2014


Dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE


A taxa de desemprego no trimestre encerrado em junho caiu para 6,9%, esse é o menor resultado para um trimestre desde janeiro de 2015, quando também marcou 6,9%. Observando apenas para o período de três meses que vai até junho, é o menor resultado desde 2014 (igualmente 6,9%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


No trimestre móvel anterior, fechado em março, a taxa de desemprego estava em 7,9%. Já no segundo trimestre de 2023, o índice era de 8%. A marca atingida em junho é menos da metade do pico da série histórica do IBGE, em março de 2021, quando a taxa alcançou 14,9%. À época, era o auge da pandemia de covid-19. A série se inicia em 2012.


No trimestre encerrado em junho, o número de pessoas que procuravam trabalho ficou em 7,5 milhões – o menor desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015. Isso representa queda de 12,5% no trimestre. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a redução foi 12,8%.


A população ocupada renovou mais um recorde, atingindo 101,8 milhões de pessoas. Esse contingente é 1,6% maior que o do trimestre anterior e 3% superior ao do mesmo período do ano passado.


O número de empregados no setor privado também foi o máximo já registrado, 52,2 milhões, impulsionado por novos recordes do total de trabalhadores com carteira assinada (38,4 milhões) e sem carteira (13,8 milhões).


A população desalentada, ou seja, aquela que desistiu de procurar emprego por pensar que não encontrará, recuou para 3,3 milhões no trimestre encerrado em junho. Isso representa uma redução de 9,6% no trimestre. É também o menor contingente desde o trimestre encerrado em junho de 2016 (3,2 milhões).


A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. São visitados 211 mil domicílios.


Caged

 

A divulgação do IBGE acontece um dia depois de serem conhecidos os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Diferentemente da Pnad, o Caged traz dados apenas de emprego com carteira assinada.


O Brasil fechou o mês de junho com saldo positivo de 201.705 empregos, o que representa expansão de 29,5% ante o mesmo mês do ano passado. O resultado decorreu de 2.071.649 admissões e de 1.869.944 desligamentos.


Brasil tem saldo de 201 mil empregos em junho, alta de 29,5%. Segundo Ministério do Trabalho, no acumulado do ano (janeiro/2024 a junho/2024), o saldo foi de 1.300.044 empregos e, nos últimos 12 meses (julho/2023 a junho/2024), foi registrado 1.727.733 empregos.


No acumulado do ano até junho, o saldo é de 1,3 milhão de vagas e, nos últimos 12 meses, 1,7 milhão.

 

Fonte: Agência Brasil - Do Blog de Notícas da CNTI - https://cnti.org.br

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Taxa de juros afeta investimentos industriais em inovação

 Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI) vê juros altos como problema para o crescimento do setor

Rodrigo Felix Leal/AEN-PR
Rodrigo Felix Leal/AEN-PR
Atualmente, o Brasil tem a segunda maior taxa de juros real do mundo. Está apenas abaixo da Rússia - em guerra com a Ucrânia desde fevereiro de 2022

Brasília – Na próxima terça-feira (30), em Brasília, será iniciada a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI). Tem como meta elaborar uma nova estratégia nacional para todas as áreas de conhecimento.

“O presidente Lula nos deu a incumbência de estudar o cenário de ciência, tecnologia e inovação para fazer uma proposta de estratégia e contribuir para um plano de ação”, explica o físico Sérgio Rezende, ex-ministro da pasta (2005-2010) e secretário-geral da conferência.

Um dos eixos da CNCTI é a reindustrialização e apoio à inovação nas empresas. Desde o início dos anos 1980, diminuiu o peso da indústria de transformação no Produto Interno Bruto. Entre 2010 e 2021, a parcela de participação do setor caiu de 13,75% para 11,33% do Produto Interno Bruto (PIB).

“É preciso um conjunto de medidas, e o que a gente espera é que gradualmente empresários, principalmente os mais novos, vejam os resultados, acreditem e tomem atitudes para o Brasil recuperar o seu sistema industrial, que já teve uma participação no PIB duas vezes maior do que é atualmente”, defende o secretário-geral da CNCTI.

Na avaliação de Rezende, a desindustrialização brasileira foi acelerada com a ascensão manufatureira chinesa. “Com a grande produção industrial da China e com a produção de produtos mais baratos”, observa.

O fenômeno atinge o Brasil e outros países. Aqui e em outros lugares, as empresas substituíram componentes que fabricavam por peças importadas. Com a evolução desse processo, algumas empresas são cada vez menos industriais e passam a ser cada vez mais importadoras e redistribuidoras de produtos para a rede de clientes que formaram.

Mas para Rezende, há outro fenômeno. “Um segundo problema que nos persegue há muito tempo é a taxa de juros muito alta, que tem dois efeitos. Empresas raramente pegam empréstimos de bancos privados, nem para construção. Agora, muitos empresários preferem não fazer nada disso. Eles optam por investir no mercado financeiro”, opina.

Juros altos

Rezende está convencido da necessidade de diminuir a taxa de juros para haver mais inovação e crescimento. “Tanto para as empresas pegarem empréstimo para a expansão, quanto para os empresários investirem mais nas suas empresas”, observa.

Atualmente, o Brasil tem a segunda maior taxa de juros real do mundo. Está apenas abaixo da Rússia – em guerra com a Ucrânia desde fevereiro de 2022 – e acima de outros países com grau de desenvolvimento próximo como o México, África do Sul e Colômbia.

As propostas sobre reindustrialização e neoindustrialização a serem discutidas na 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação começaram a ser debatidas em 13 seminários preparativos organizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) entre dezembro do ano passado e março deste ano.

Essas reuniões se somam a mais de 200 encontros e conferências locais e setoriais realizados como prévias preparatórias da CNCTI finalizadas até maio. Além do tema da reindustrialização e apoio à inovação nas empresas, a conferência terá como eixos “recuperação, expansão e consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação”; “Ciência, Tecnologia e Inovação para programas e projetos estratégicos nacionais”; e “Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento social.”

Desde meados da década de 1990, a produção científica do Brasil tem avançado ano a ano. Mas, entre 2021 e 2022, o país reduziu o número de estudos publicados – de 80.499 artigos publicados para 74.570 textos científicos, queda de 7,4%.

O país também sofre com a fuga de cérebros que vão trabalhar como pesquisadores no exterior e com o reduzido número de doutores formados – cinco vezes menos doutores do que a média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação será realizada no Espaço Brasil 21, no Setor Hoteleiro Sul de Brasília. O evento poderá ser acompanhado virtualmente pelo Youtube. Interessados podem se inscrever para ter participação virtual, com direito a certificado, neste link.

Por Gilberto Costa, repórter da Agência Brasil 

FONTE: REDE BRASIL ATUAL - https://www.redebrasilatual.com.br/autor/redacao-rba/


terça-feira, 30 de julho de 2024

Brasil tem déficit de 3,5 mil fiscais do trabalho; Amazonas é o estado mais prejudicado

 Carência desses profissionais dificulta o combate às situações degradantes de emprego 

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

 
Além do déficit de auditores, longas distâncias na região norte dificultam a fiscalização - MPT Mato Grosso

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a cada 20 mil pessoas economicamente ativas, é necessário que haja um auditor fiscal do trabalho em atividade. No Brasil, esse número seria de 5.441 servidores exercendo a função. Com 1.888 auditores, no entanto, o país passa longe dessa meta.

O último concurso público para o cargo foi realizado em 2013. De lá para cá, profissionais se aposentaram, enquanto a força de trabalho do país cresceu.

Como consequência, casos de trabalho escravo passam impunes. "Nós estamos vivendo um momento com muito descumprimento da legislação trabalhista, muitos trabalhadores tendo os seus direitos descumpridos", avalia Rosa Jorge, diretora do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinat). "E os empresários sabem que às vezes tem pouco auditor, que não vai chegar lá na empresa dele", alerta.

Com uma força de trabalho de quase 2 milhões de pessoas e somente 20 fiscais, o Amazonas apresenta uma média de um auditor para cada 96 mil trabalhadores, ficando em primeiro lugar entre os estados com maior déficit desses profissionais. Embora apareça em 15º no ranking da força de trabalho por unidade federativa, foram registrados somente dois casos de trabalho escravo no estado nos últimos anos, segundo a edição mais atual da lista suja do trabalho escravo, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Para quem trabalha na área, não há dúvidas de que o baixo número de casos é reflexo do déficit de fiscalização. "A fiscalização de garimpos ilegais na região da Amazônia precisa ser feita junto com o Ministério do Trabalho, para ter a presença da auditoria fiscal", avalia Francisco Alan Santos, agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT). "Os agentes públicos, como a Polícia Federal, identificam um crime ambiental, mas muitas vezes o crime de exploração de trabalho escravo não é identificado", diz.

Para ele, que há 14 anos acompanha denúncias de trabalho escravo na região norte do país, a presença de mais auditores fiscais pode trazer visibilidade para outros casos, aumentando os números de flagrantes.

De acordo com Jomar Lima, auditor fiscal e chefe da Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego no Pará, somente o auditor fiscal tem autorização para constatar uma situação de trabalho escravo e conduzir o resgate dos trabalhadores. Além do déficit de profissionais, as longas distâncias na região norte do país são outro fator de dificuldade no trabalho. "São locais longe. A nossa maior quantidade de denúncias está justamente nessa área que engloba a agropecuária, a silvicultura, a agricultura", conta.

De acordo com dados da CPT, a pecuária é a atividade que mais emprega mão de obra escrava na região norte. Entre 1995 e 2024, foram libertos 12.977 trabalhadores nessa atividade. Em um caso recente, de abril de 2023, cinco pessoas – entre elas uma criança e uma adolescente – foram resgatadas em uma fazenda no município de Senador José Porfírio, no Pará. Os trabalhadores só foram encontrados porque um deles caminhou quilômetros na mata até encontrar sinal de celular e pedir ajuda.

"O isolamento geográfico é uma característica da dificuldade, muitas vezes, da fiscalização chegar", ressalta Francisco. "O auditor fiscal disse que, de onde eles estavam, levaria de três a quatro dias a pé para chegar na sede do município", lembra.

Em agosto, o Governo Federal realizará um concurso para cobrir 900 vagas de auditores fiscais do trabalho. Ainda assim, faltarão 2.600 profissionais para que o Brasil atenda à meta da OIT e dê conta de ampliar a fiscalização do trabalho escravo.

Edição: Nicolau Soares

FONTE: BRASIL DE FATO - https://www.brasildefato.com.br

segunda-feira, 29 de julho de 2024

O problema não é o pobre no Orçamento, mas os privilégios dos ricos – Adilson Araújo

 



“O problema dos gastos no Brasil não é ter os pobres no Orçamento. São os privilégios dos ricos, que precisam ser checados ponto a ponto, nos gastos tributários, aquilo que efetivamente ao se renunciar em forma de receita vem da mesma forma em políticas que atendam o interesse coletivo”.

O diagnóstico foi feito pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante entrevista à imprensa na última terça-feira (23). Denuncia uma realidade que a mídia hegemônica, controlada por meia dúzia de famílias riquíssimas, teima em ignorar, insistindo numa campanha reacionária que, em nome do equilíbrio fiscal, tem precisamente o objetivo de retirar o pobre do Orçamento da União.

Cantilena reacionária

Reiterados editoriais e comentários diuturnos dessa mídia malsã, liderada pela Rede Globo, alardeiam a necessidade de cortes drásticos nos investimentos sociais e apontam a necessidade de novos retrocessos nas regras de aposentadoria, incluindo o aumento da idade mínima para aposentadoria de mulheres (de 62 para 65 anos) e trabalhadores rurais, além da desindexação deste e de outros benefícios do reajuste do salário mínimo.

Alega-se que o déficit previdenciário está tornando as contas do INSS insustentáveis e que a correção se impõe reduzindo direitos e pagando, no futuro, aposentadorias com valores inferiores ao salário mínimo, receita indigesta que propõem também para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido aos idosos mais vulneráveis e pessoas com deficiência.

Alguns jornalistas, a soldo do capital ou das famílias burguesas proprietárias da mídia hegemônica, portam-se como experts em economia e apresentam sempre o mesmo diagnóstico enviesado apontando uma suposta gastança do governo com os mais pobres como raiz de todos os males nacionais e exigindo cortes também na saúde e na educação, serviços que os fundamentalistas neoliberais querem transformar 100% em mercadoria.

A malfadada desoneração

O que esses veículos omitem, deliberadamente, é o esvaziamento das receitas do INSS pela malfadada política de desoneração da folha de pagamentos, que teve início no governo de Dilma Rousseff. Mais tarde, a ex-presidenta fez uma autocrítica reconhecendo que este foi o principal erro que cometeu enquanto esteve à frente do Palácio do Planalto.

A política começou temporária em 2011, mas por força dos interesses e da pressão dos capitalistas está se perpetuando. Foi estendida em 2021 até dezembro de 2023. Com a aproximação do fim do benefício, os ricos empresários que dela se beneficiam entraram em campanha para conseguir sua prorrogação até 2027, obtendo apoio no Congresso Nacional, dominado por políticos de direita e extrema direita, inclusive para derrubar o veto do presidente Lula à lei que adiou mais uma vez o fim desta injustificável renúncia fiscal.

Entre os objetivos que à época foram elencados como justificativas para a política de desoneração, que deveria beneficiar as empresas que mais empregam, estava a de não só manter o nível de emprego como também fomentar o crescimento da economia e a geração de novos postos de trabalho, o que nem de longe ocorreu, conforme constata o estudo do IPEA intitulado “Os setores que mais (des)empregam no Brasil”, de autoria de Marcos Hecksher, coordenador de Produtividade, Concorrência e Tributação, da Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset/Ipea).

Os setores beneficiados não são os maiores empregadores e, de 2012 a 2022, reduziram sua participação na população ocupada de 20,1% para 18,9%, entre os ocupados com contribuição previdenciária de 17,9% para 16,2% e entre os empregados com carteira assinada do setor privado de 22,4% para 19,7%. Movimento similar é observado com dados disponíveis da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O dinheiro subtraído dos cofres do INSS através da política de desoneração foram embolsados como lucros e dividendos, exacerbando a concentração da renda e deixando ainda mais ricos os empresários, que não têm maior preocupação ou mesmo piedade para com os mais pobres e continuam exigindo cortes drásticos nos gastos sociais e clamando contra a carga tributária.

Outra promessa que ficou no papel foi de que a redução dos impostos elevaria a taxa de investimentos, alimentando o crescimento do PIB. Cabe a este respeito lembrar a autocrítica, corajosa e honesta, da ex-presidenta Dilma Rousseff:
“Eu acreditava que, se eu diminuísse impostos, eu teria um aumento de investimentos”, disse. “Eu diminuí. Eu me arrependo disso. No lugar de investir, eles aumentaram a margem de lucro.”

Onerar os mais ricos

É preciso acrescentar que a austeridade fiscal exigida pelos ricos tem um propósito que também permanece oculto nas narrativas unilaterais da mídia burguesa: garantir o pagamento dos juros da dívida pública, que podem ser considerados sem exageros como juros de agiotas e consomem em torno de 50% do Orçamento da União.

Os juros são abocanhados principalmente por um pequeno grupo de rentistas ociosas que não acrescentam um só centavo ao PIB brasileiro. As instituições financeiras seguem como principais detentoras da Dívida Pública Federal interna, com 29,3% de participação no estoque. Os fundos de pensão, com 23,3%, e os fundos de investimento, com 22,9%, aparecem em seguida na lista de detentores da dívida.

A participação de investidores estrangeiros subiu de 9,8% em fevereiro para 10,2% em março deste ano. O percentual repetiu o recorde recente observado em outubro do ano passado. Os demais grupos somam 14,4%.

Não é difícil concluir que a ministra do Planejamento está coberta de razão. Os problemas que atormentam a nação brasileira não são causados pelos pobres, mas pelos ricos e poderosos, que além da grande mídia também controlam o Congresso Nacional e têm forte influência sobre as demais instituições da República.

Soluções existem e já foram apontadas pela CTB, as demais centrais, os movimentos sociais e em geral as forças progressistas:

reduzir substancialmente as taxas de juros, reonerar a folha de pagamento das empresas, taxar as grandes fortunas, os dividendos, as remessas de lucros e realizar reformas estruturais de caráter democrático e popular.

Nosso desafio é conscientizar a classe trabalhadora e o povo com o objetivo de viabilizar uma grande mobilização nacional para alterar a correlação de forças na arena política, barrar os retrocessos e avançar no sentido das verdadeiras mudanças que a nação reclama e necessita, começando por uma reforma tributária progressiva. É imperioso onerar os mais ricos e desonerar os pobres.

Adilson Araújo é presidente da CTB, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

FONTE: Agência Sindical

Brasil e Estados Unidos reafirmam parceria para os Direitos dos Trabalhadores

Luiz Marinho e Julie Su conversaram com a imprensa durante os trabalhos finais do G20 sobre Emprego


O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e a secretária de Trabalho dos EUA, Julie Su, participaram na tarde da quinta-feira (25) de entrevista coletiva na sala de imprensa do G20 sobre Emprego realizado em Fortaleza (CE). O ministro e a Secretária reafirmaram seu compromisso com a promoção dos direitos dos trabalhadores e sobre a importância de garantir condições dignas de trabalho e salários justos para todos os trabalhadores.


Luiz Marinho reforçou a importância da parceria e a necessidade de reverter políticas que abandonaram e ignoraram os trabalhadores. Ele destacou que as ações futuras se concentrarão em criar políticas trabalhistas que coloquem os trabalhadores em primeiro lugar. "Precisamos de políticas que devolvam dignidade e respeito aos trabalhadores e que garantam condições de trabalho justas e seguras", disse o ministro.


Julie Su destacou a visão extraordinária do G20 Brasil sob a liderança e amizade do presidente Lula. Ela enfatizou a importância de um pagamento justo e das condições seguras de trabalho, afirmando que todos os trabalhadores devem retornar para casa em segurança após um dia de trabalho. "O presidente Biden, a vice-presidente e o presidente Lula compartilham a visão de que o trabalhador é fundamental para uma economia forte. Além disso, todo desempregado deve ter dignidade e respeito, e os trabalhadores devem ter direito a bons empregos", informou Su.


"É um ano importante porque comemoramos 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos. "Estamos comprometidos com uma parceria que promove a inclusão e uma economia forte baseada em trabalhadores fortes”, reforçou a secretária de Trabalho dos EUA


Su também refletiu sobre os avanços feitos desde que se tornou Secretária de Trabalho, mencionando que, em janeiro, o presidente Biden assinou uma ordem executiva para proteger os trabalhadores que têm medo de denunciar violações. "Esta ordem é essencial para garantir que os trabalhadores possam reivindicar seus direitos sem medo de retaliação", disse Su. Ela destacou também a importância de garantir que as empresas cumpram com as leis trabalhistas e a responsabilidade do Departamento de Trabalho dos EUA em garantir a conformidade.

 

Fonte: MTE - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br