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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

SALÁRIO MÍNIMO - DIEESE RECOMENDA REVISÃO DO REAJUSTE


Em Nota Técnica Dieese diz que mínimo não “recompõe poder de compra”



A Nota Técnica 188 “Valor de R$ 954 não recompõe poder de compra do Salário Mínimo”, divulgada pelo Dieese, recomenda a revisão do reajuste de 1,81% do salário mínimo já que a inflação de 2017, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, foi de 2,07%. O Dieese estima que 48 milhões de brasileiros têm seus salários referenciados no salário mínimo. 


salario minimo 2016 tabela
O órgão resgata que a política de valorização do salário mínimo teve início em 2004, quando centrais sindicais lançaram o movimento que resultou numa política permanente e que deveria ser aplicada até 2023. Segundo o documento, “a valorização do salário mínimo conquistada até aqui trouxe resultados muito positivos para a sociedade brasileira. 

A elevação real do poder aquisitivo de um contingente muito expressivo de brasileiros ampliou o mercado consumidor e viabilizou melhorias nas condições de vida de suas famílias, como a possibilidade de prolongar a formação educacional dos jovens. Além disso, o aumento do mínimo contribuiu significativamente para reduzir a desigualdade de renda no país”.

Entre 2002 e 2016, o salário mínimo, passou teve constantes aumentos reais, sendo o pico em 2006 (13,04%) e o menor reajuste em 2016 (-0,10). Na conta até janeiro/2018, o aumento real foi de 76,57% e o reajuste nominal, de 377%.

O estudo aponta os impactos da valorização do salário mínimo nas contas da Previdência e sua relação com a cesta básica.

FONTE: http://www.diap.org.br/


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Para padre e ativista, país pode voltar a formas "tradicionais" de escravidão




Publicado por Rede Brasil Atual

São Paulo – Ao lembrar que o Direito é evolutivo, não deve retroceder, o padre e professor Ricardo Rezende criticou a Portaria 1.129, do Ministério do Trabalho, sobre trabalho escravo, atualmente suspensa por decisão liminar da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). "Ele (ministro Ronaldo Nogueira, do Trabalho) resolveu dar uma outra definição ao trabalho análogo ao de escravo e suspendeu, na prática, as operações de fiscalização", disse o padre hoje (28), durante conferência nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que está sendo realizada em São Paulo.

O padre Rezende conhece bem essa realidade. Passou muitos anos no Pará, ajudando e socorrendo vítimas de trabalho escravo. É protagonista do documentário "Este Homem Vai Morrer", de 2008. Atualmente, vive no Rio de Janeiro e é professor da Universidade Federal (UFRJ), onde está desenvolvendo estudos sobre formas contemporâneas de escravidão, envolvendo grupos bem distintos: chineses em pastelaria e modelos.

Ele participou da conferência para falar do caso da Fazenda Brasil Verde, no sul do Pará. Estava prevista a presença do Frei Xavier Plassat, mas ele viajou para  a França, para os funerais do Frei Henri Burin Des Roziers, que morreu no último domingo, aos 87 anos. Foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem ao dominicano.

O Brasil foi condenado em 2016 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que responsabilizou o Estado brasileiro por não prevenir a prática de trabalho escravo e tráfico de pessoas. "A sentença reafirmou o Artigo 149 do Código Penal", disse padre Rezende, considerando o fato importante, na medida em que, por essa norma, o trabalho escravo não se configura apenas por retenção da liberdade, mas por tratar a pessoa como "coisa", objeto. "É um conceito antigo de escravidão. "Essa sentença foi um caso especial, muito completa", acrescentou, lembrando de encontro com advogados da União durante o julgamento na Corte Interamericana.

"Perguntei se o governo brasileiro estava passando por um processo de esquizofrenia", disse o padre. Os advogados, contou, negavam a ocorrência de escravidão na fazenda, algo que já havia sido atestado por outros órgãos públicos, como os Ministérios Público Federal e do Trabalho, além da fiscalização dos auditores. 

Não se tratava de um coronel com esporas, imagem que utilizou na conferência, mas de um grupo empresarial poderoso. "O gado é muito bem tratado, mas as pessoas são maltratadas."

Há décadas acompanhando o problema, o padre Rezende viu avanços a partir de 1995, quando começaram a atuar os grupos móveis de fiscalização e o Brasil adotou continuamente a prática de combate à escravidão moderna, tendo como premissa que o conceito é mais amplo, abrangendo, principalmente, condições degradantes e jornada exaustiva. 

"Até 1995, a prática era acompanhada de muita violência e muito assassinato", lembrou o padre, informando que no período 1980/1996 ocorreram 95 mortes apenas no sul do Pará, envolvendo fugas de trabalhadores. O número certamente é maior, dada a existência de cemitérios clandestinos. Mas essa violência extrema deixou de ser regra. Pelo menos até agora. "Estamos nos defrontando provavelmente com um retrocesso às formas mais tradicionais de escravidão", disse Rezende.

"Onde há bolsões de miséria, de desemprego, há uma chance maior de aliciamento", acrescentou. "A escravidão não é um fato aleatório."

O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Assembleia Legislativa de São Paulo, Carlos Bezerra Jr. (PSDB), autor da lei paulista contra a escravidão contemporânea, vê com preocupação o momento do país, criticando a portaria do Ministério do Trabalho, que segundo ele "desconfigura o conceito (de trabalho escravo) e rebaixa o Brasil".

Com a mudança legal, o país, que se tornou referência no combate às formas modernas de escravidão, "passa a ser um caso internacional de vergonha".

Crédito da Foto: 
Ministério do Trabalho / ES

FONTE: http://www.observatoriosocial.org.br/?q=noticia/para-padre-e-ativista-pais-pode-voltar-formas-tradicionais-de-escravidao

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

2017 - DESEMPREGO E PRECARIZAÇÃO


Em contrapartida, foram criados 3.067 postos de trabalho, na modalidade intermitente, onde o empregado só recebe as horas trabalhadas e 231 postos, na modalidade de tempo parcial.

Pesquisa realizada pelo Ibope Conect, publicada no dia 12 de janeiro de 2018, mostra que, no último ano, um em cada três brasileiros teve alguém na família que perdeu o emprego.
 
E o cenário não parece se diferente para o ano de 2018, dada a vontade política do "governo" e do Congresso Nacional.
 
Resta aos trabalhadores a luta e a consciência política para mudar em 2019.

FONTE DOS DADOS: Portal CTB (http://portalctb.org.br/site/noticias/brasil/um-em-cada-tres-brasileiros-tem-alguem-na-familia-que-perdeu-o-emprego-no-ultimo-ano)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

SALÁRIO MÍNIMO VALE R$ 954,00 A PARTIR DE JANEIRO DE 2018 - MENOR AUMENTO EM 24 ANOS

No primeiro dia de 2018 o salário mínimo passará a ter o valor de R$ 954,00, o reajuste de 1,81% é o menor aumento dos últimos vinte e quatro anos, Segundo o Dieese, o reajuste é o menor já registrado desde 1999, quando o valor teve um incremento de 5,79%.

Para o do Dieese, o valor do salário mínimo deveria ser de R$ 3.731,39, para suprir as necessidades de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia e saúde.

Tal valor compromete a qualidade de vida e a sobrevivência de milhões de famílias que dependem desse salário e que, como efeito dominó, desencadeia pobreza para toda a população, uma vez que paralisa a atividade econômica.

Enquanto isso o governo de Michel Temer, perdoa dívidas de bilhões de reais dos banqueiros, grandes empresários e paga bilhões de dólares de indenização para os especuladores da Bolsa americanos.



sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

RECESSO

Em virtude das festas de final de ano o Sindicato ficará em recesso do dia 26 de dezembro de 2017 até o dia 05 de janeiro de 2017.

Desejamos aos Companheiros Trabalhadores e amigos um feliz Natal e próspero ano novo.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

IBGE: Desigualdade é grande no país; 25% da população vivem com R$ 387,00 por mês



Os dados da Síntese de Indicadores Sociais 2017, divulgados nesta sexta-feira (15), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram uma desigualdade gritante no país em vários níveis, entre regiões, de gênero, de raça ou cor.

Segundo as estatísticas, 42% das crianças brasileiras de 0 a 14 anos e 1/4 da população do Brasil estão na linha da pobreza, o que significa que sobrevivem com US$ 5,5 diários, segundo definição do Banco Mundial, ou cerca de R$ 387 mensais. A região Nordeste é a que concentra a maior parte dos pobres, com 43%.

Em 2016, o rendimento médio por pessoa, dos 20% dos domicílios com maiores rendimentos, em torno de R$ 4,5 mil, era 18 vezes maior do que o rendimento dos 20% dos domicílios mais pobres, com menores rendimentos por pessoa, em torno de R$ 243 mensais.

Os indicadores mostram também que, entre os 10% mais pobres, quase 80 % eram pretos ou pardos. E, entre os arranjos domiciliares na linha da pobreza, as mulheres sem cônjuge com filhos representam mais da metade.

Quando o recorte é feito em relação às mulheres negras, a desigualdade de gênero e raça combinados é ainda mais expressiva. A incidência de arranjos domiciliares na linha da pobreza entre as pretas e pardas é de 64%.

Outros dados revelam que o acesso à moradia digna é um grande gargalo da população brasileira. Mais de 11 milhões de brasileiros vivem em residência com adensamento excessivo, ou seja, mais de três pessoas por dormitório. E mais de 9 milhões de pessoas tem gastos com aluguel considerados excessivos, com valor igual ou superior a 30% da renda domiciliar mensal.

A síntese apresenta também as informações relativas à pobreza multidimensional, que mostram que quase 65% da população brasileira, tinham, em 2016, restrição a pelo menos uma de cinco dimensões: educação, proteção social, condições de moradia, serviços de saneamento básico e comunicação. Novamente as mulheres negras sem cônjuge, com filhos, são as mais atingidas: mais de 80% delas têm uma ou mais restrições.

O IBGE apresentou também indicadores sobre o mercado de trabalho e mobilidade educacional. E mais uma vez chama a atenção a desigualdade: as taxas de desocupação da população negra foram superiores às da população branca em todos os níveis de instrução.

As mulheres jovens tinham, em 2016, 1,7 vezes mais chances que os homens jovens de não serem estudantes e não estarem ocupadas. Quando se avalia o quesito raça, a diferença aumenta: uma jovem preta ou parda possuía 2,3 vezes mais chances do que um jovem branco de não estudar nem estar ocupada em 2016.

Entre 2012 e 2016, a desocupação de jovens com 16 a 29 anos foi a mais elevada entre os grupos etários, passando de 13% para 21% no último ano. Sobre mobilidade educacional, a síntese revela que apenas cerca de 5% dos filhos cujos pais não tinham instrução conseguiram concluir o ensino superior. 

Fonte: Portal EBC - do site da CNTI (http://cnti.org.br/html/noticias)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

13 DE DEZEMBRO - DIA DO LAPIDÁRIO

Hoje, 13 de dezembro é dia dos lapidários.




Me lembro que, quando criança, meu pai, lapidário que era, me levava nos eventos que comemoravam tal dia.

Me lembro dos torneios de futebol de salão, na quadra do Clube Coronel Veiga, de futebol de campo no estádio do Cruzeiro do Sul, no Morin, havia ainda torneio de tênis de mesa, sueca, baile e havia a missa de ação de graças pelo dia. Naquela época, cerca de 1500 lapidários trabalhavam em Petrópolis.

Com o tempo, já nos ano 1990, com a redução do número de trabalhadores, passou, a comemoração, a ser feita com churrasco.

Hoje resta apenas o orgulho de uma categoria que viu a cidade de Petrópolis crescer e diminuir em importância econômica e política, assim como ela própria.

Resta a luta, que os trabalhadores, representados pelo Sindicato trava, nas ruas, contra a reforma trabalhista e  reforma previdenciária esperando dias melhores.

 

Não sabemos como será o futuro, mas no presente, nada temos que comemorar.

João Carlos Fabre dos Reis