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sexta-feira, 1 de julho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
MINISTROS DO TST DEFENDEM A CLT
Ministros do TST contrariam seu presidente e defendem CLT
“A desconstrução do Direito do Trabalho será nefasta sob qualquer aspecto”, diz manifesto. Presidente do tribunal defende flexibilização
Ministros
do Tribunal Superior do Trabalho divulgaram nesta segunda, 13,
manifesto em que defendem a manutenção das regras trabalhistas e
criticam o uso da crise para a defesa da retirada de direitos.
Assim, contrariam o presidente do Tribunal, Ives Gandra da Silva
Martins Filho, empossado em fevereiro, que tem defendido a mudança e a
flexibilização das regras. Gandra cita a crise como uma razão para isso.
É possível notar, em determinado trecho do documento, que os
ministros reivindicam também um melhor orçamento para o Tribunal. Mas as
afirmações vão além de uma pauta corporativa. Eles lembram a
importância das regras, e portanto, da CLT (sem citá-la diretamente)
para a reparação de trabalhadores e trabalhadoras:
“A Justiça do Trabalho (...) é reconhecida por sua atuação célere,
moderna e efetiva, qualidades que muitas vezes atraem críticas. Nos
últimos dois anos (2014-2015), foram entregues aos trabalhadores mais de
33 bilhões de reais em créditos trabalhistas decorrentes do
descumprimento da legislação, além da arrecadação para o Estado
Brasileiro (entre custas e créditos previdenciários) de mais de 5
bilhões de reais”.
Em seguida, os ministros reconhecem que a realidade produtiva
brasileira mudou bastante desde que as atuais regras foram criadas. Mas
ressaltam que a miséria, o trabalho escravo e explorações de todo o tipo
permanecem, a despeito dos avanços tecnológicos. E atacam:
“Muitos aproveitam a fragilidade em que são jogados os trabalhadores
em tempos de crise para desconstruir direitos, desregulamentar a
legislação trabalhista, possibilitar a dispensa em massa, reduzir
benefícios sociais, terceirizar e mitigar a responsabilidade social das
empresas”.
Em outro trecho, criticam a proposta de abolir as regras hoje
existentes e delegar as relações capital-trabalho para o campo puro e
simples da negociação. O texto afirma que a proposta deturpa o princípio
constitucional da negociação, consagrado no caput do artigo 7 da
Constituição, “que é o de ampliar e melhorar as condições de trabalho”. E
não, portanto, de reduzir direitos.
O mesmo trecho lembra que a relação entre os dois campos é
extremamente desigual – e na citação não se deixa de entrever uma
crítica ao movimento sindical: “É importante lembrar que apenas 17% dos
trabalhadores são sindicalizados e que o salário mínimo no Brasil (7ª
economia do mundo) é o menor entre os 20 países mais desenvolvidos,
sendo baixa, portanto, a base salarial sobre a qual incidem a maioria
dos direitos”.
Partindo para a conclusão, o manifesto alerta: “O momento em que
vivemos não tolera omissão! É chegada a hora de esclarecer a sociedade
que a desconstrução do Direito do Trabalho será nefasta sob qualquer
aspecto: econômico (com diminuição dos valores monetários circulantes e
menos consumidores para adquirir os produtos oferecidos pelas empresas,
em seus diversos ramos,); social (com o aumento da precarização e da
pauperização); previdenciário (...); segurança (...); político (pela
instabilidade causada e consequente repercussão nos movimentos sociais);
saúde pública, entre tantos outros aspectos”.
O secretário nacional de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle,
destaca que os 19 ministros que assinam esse manifesto são os mesmos que
se posicionaram contra o projeto da terceirização total. Lembra que, em
março, as centrais se reuniram com Gandra e refutaram a tese da
prevalência do negociado sobre o legislado, proposta pelo presidente do
TST. “Ele é um aliado do Temer, e quer ajudar a encaminhar a visão do
empresariado e passar a conta para os trabalhadores”, analisa.
Para ler o manifesto: http://www.cut.org.br/system/uploads/ck/files/justicatrabalho.pdf
Escrito por: Isaías Dalle • Publicado em: 13/06/2016 - 14:10 • Última modificação: 13/06/2016 - 14:26 - do site da Central ùnica dos Trabalhadores (http://www.cut.org.br/noticias/ministros-do-tst-contrariam-seu-presidente-e-defendem-clt-1331/)
Para ler o manifesto: http://www.cut.org.br/system/uploads/ck/files/justicatrabalho.pdf
"Nos últimos dois anos (2014-2015), foram entregues aos trabalhadores mais de 33 bilhões de reais em créditos trabalhistas decorrentes do descumprimento da legislação, além da arrecadação para o Estado Brasileiro (entre custas e créditos previdenciários) de mais de 5 bilhões de reais."
Manifesto dos ministros do TST
Escrito por: Isaías Dalle • Publicado em: 13/06/2016 - 14:10 • Última modificação: 13/06/2016 - 14:26 - do site da Central ùnica dos Trabalhadores (http://www.cut.org.br/noticias/ministros-do-tst-contrariam-seu-presidente-e-defendem-clt-1331/)
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Salário mínimo nominal e necessário
Segundo O DIEESE, o salário mínimo necessário no Brasil, no mês de maio de 2016 seria equivalente a R$ 3.777,93 e não os R$ 880,00 pagos atualmente.
Constatamos ainda, que, também os pisos salariais estão defasados e chegamos a conclusão de quanto os trabalhadores brasileiros estão
longe de atingir o bem estar que merecem, por construir um país, que
continua com tanta desigualdade social.
Cesta Básica Nacional -Salário mínimo nominal e necessário
| Período | Salário mínimo nominal | Salário mínimo necessário |
|---|---|---|
| 2016 | ||
| Maio | R$ 880,00 | R$ 3.777,93 |
| Abril | R$ 880,00 | R$ 3.716,77 |
| Março | R$ 880,00 | R$ 3.736,26 |
| Fevereiro | R$ 880,00 | R$ 3.725,01 |
| Janeiro | R$ 880,00 | R$ 3.795,24 |
Fonte: http://www.dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Frente suprapartidária sai em defesa da Previdência Social
Organização inclui movimentos como a CUT para defender os direitos da classe trabalhadora
Mesa de abertura do lançamento da frente CUT Brasília
Com o auditório Petrônio Portela do Senado Federal lotado, foi lançada na manhã desta terça-feira (31/5) a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social. Na atividade, foram desmistificadas todas as alegações que o governo golpista interino de Michel Temer anunciou para empurrar goela abaixo da sociedade uma reforma da Previdência que suprime direitos sociais.
A Frente é formada por deputados, senadores e integrantes de mais de 50 entidades que representam o trabalhador do setor público e privado, do campo e da cidade, entre elas, a CUT. Entre os parlamentares estão inclusive figuras que votaram favoráveis a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Isso mostra que o projeto do interino golpista vem desagradando a própria base de apoio de Temer.
O objetivo da Frente é “defender a manutenção dos direitos sociais e uma reforma estrutural da captação de recursos nos termos da legislação atual, com o propósito de garantir a segurança jurídica e atuarial do sistema de Seguridade Social”, como explica o material distribuído.
“Muitas mentiras têm sido ditas. Há sim orçamento, é só não desviar para outros fins. Não há déficit, mas superávit”, disse o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos articuladores da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social.
A fala de Paim é respaldada por estudo da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil. Com números, a Anfip desmonta todo o discurso da equipe de Temer para usurpar a Previdência da sociedade brasileira, alegando o mito do déficit e instalando um terrorismo social. Segundo o estudo, “o verdadeiro cálculo, que detalhadamente considera todas as receitas e despesas do Sistema de Seguridade Social (formado pela Saúde, Assistência e Previdência Social) apontam que no ano de 2014, por exemplo, o superávit atingiu mais de R$ 53 bilhões”. O tema será aprofundado na parte da tarde desta terça-feira (31/5), quando será realizado o Seminário: “Desmistificando o deficit da Previdência no contexto da Seguridade Social”, que integra o lançamento da Frente.
“A meta fiscal foi inflada em R$ 74 milhões. Isso porque eles (equipe Temer) querem impactar a população e enfiar um pacote de maldade, facilitar a aprovação de suas medidas no Congresso e, no final do ano, apresentar déficit menor dizer que a equipe é competente”, alertou a senadora Regina Sousa (PT-PI) durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social.
Para a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), a agenda de Temer “sinaliza para o desmonte do Estado e do bem estar social, a começar pela Previdência Social”. Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) lembrou que “em todos os governos houve a tentativa de se fazer uma reforma da Previdência, em maior ou menor escala” sem ter como alvo principal benefícios para o trabalhador. Por isso, ele acredita que a luta pela conquista social deve ser unitária.
“É essa unidade que vai barrar a reforma da Previdência. Reforma, só se for para ampliar direitos; se for para retirar, estamos fora”, discursou durante o lançamento da Frente a vice-presidenta da CUT Nacional, Carmem Foro. Ela ainda propôs a realização de uma campanha para esclarecer a sociedade sobre o pseudo rombo na Previdência e reforçou que, caso essa proposta vingue, “as mulheres serão as mais prejudicadas”.
“Hoje no setor privado as mulheres se aposentam com 60 anos e os homens 65. Com a reforma, seriam mais cinco anos para cada um. No serviço público o prejuízo é maior, hoje as mulheres se aposentam com 55 e teriam que contribuir por mais 10 anos. As professoras aumentariam por 15 anos esse tempo e isso é extremamente prejudicial”, explica a secretária nacional de Relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa.
Para a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, antes que se faça a reforma das regras dos benefícios, deve-se fazer a revisão do financiamento da Seguridade Social, especialmente quanto à desoneração da folha de pagamentos sem o correspondente repasse dos recursos da contribuição substitutiva; considerar o mito do déficit, a existência da idade mínima (Fator Previdenciário e fórmula 85/95 – 90/100), as diversas reformas dos Regimes Próprios de Previdência dos Servidores Públicos (Funpresp), entre outras questões.
Extraído do site da CUT - Central Única dos Trabalhadores (http://www.cut.org.br/noticias/frente-suprapartidaria-sai-em-defesa-da-previdencia-social-fd86/)
quarta-feira, 18 de maio de 2016
terça-feira, 17 de maio de 2016
Parlamentares formam grupo contra retrocessos trabalhistas
Deputados e senadores vão unir esforços para tentar barrar projetos que retiram direitos
Escrito por: CUT-DF
Nesta quarta-feira (18) será instalada a Frente Parlamentar Mista em
Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora. A ação será às 9h, na sala
da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal (veja programação
abaixo). O grupo foi formado a partir da iniciativa da CUT e outras
centrais sindicais, TST, associação de magistrados, entre outros grupos.
Mais de 230 parlamentares de vários partidos políticos, entre
deputados e senadores, já se prontificaram a integrar o grupo que vai
monitorar e sugerir alterações aos mais de 50 projetos que tramitam no
Congresso e atingem negativamente os direitos garantidos à classe
trabalhadora. O grupo também proporá textos que tenham como objetivo
garantir novas conquistas a trabalhadores e trabalhadoras.
Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(Diap), pelo menos 55 projetos que ameaçam direitos da classe
trabalhadora estão sob análise de deputados ou senadores. Entre eles, o
PLC 30, que permite a subcontratação indiscriminada e piora ainda mais
as relações de trabalho dos terceirizados; a redução da idade para
início da atividade laboral de 16 para 14 anos; a prevalência do
negociado sobre o legislado; e a redução da jornada de trabalho
condicionada à redução de salário.
A secretária nacional de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa,
explica que a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos da Classe
Trabalhadora terá uma coordenação colegiada, além de subcoordenações
temáticas, que abordarão assuntos como direitos sindicais, previdência e
terceirização. O grupo ainda conta com um Conselho Consultivo, composto
pela CUT e outras centrais sindicais e entidades que representam os
diversos setores da sociedade civil.
Segundo Graça Costa, “as ações da Frente serão instrumentos para
construir uma grande campanha nacional em defesa dos direitos dos
trabalhadores, que estão sob forte ataque atualmente no país”.
Programação
Mesa 1 – Instalação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Classe Trabalhadora
9h – Apresentação da frente
9h15 – Eleição da mesa diretora e da coordenação
9h30 – Fala dos deputados e senadores
Mesa 2 – Entidades participantes da Frente
10h – Apresentação dos presidentes das centrais sindicais
11h – Apresentação das demais entidades – ANAMATRA, TST, ANPT, DIEESE, DIAP, TEM
Do site da CUT http://www.cut.org.br/noticias/parlamentares-formam-grupo-contra-retrocessos-trabalhistas-f60d/
terça-feira, 10 de maio de 2016
Negociado sobre legislado é retorno a FHC
Em nova matéria da série sobre a proposta do Plano Temer de que o negociado prevaleça sobre o legislado, a Agência Sindical ouviu Moacyr Roberto Tesch, presidente da Confederação dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh). Para ele, "colocar esse tema na ordem do dia é fazer um retorno à pauta do FHC, que tentou revogar o Artigo 618 da CLT, mas que depois o Lula tirou da pauta".
Moacyr acredita que o Plano Temer desagrega todas as relações de trabalho. "O programa deveria se chamar 'Uma ponte para o inferno', porque vai ser péssimo para o trabalhador e pode desunir o movimento sindical", afirma o líder da categoria.
O presidente da Contratuh aponta que, em uma possível prevalência do negociado, os dirigentes sindicais passem a focar apenas em suas respectivas categorias. Em sua opinião, "isso enfraquece o movimento sindical, porque a luta dos trabalhadores deixa de ser ampla".
Moacyr Tesch adianta: "Vamos brigar, e muito, para que o Plano Temer não seja colocado em prática. O movimento sindical tem que estar preparado para enfrentar essa guerra, que não é ideológica ou partidária, mas de interesse da classe trabalhadora".
Temer - Para o dirigente da Confederação, caso Michel Temer assuma a Presidência da República, será um erro colossal colocar o Plano em prática. "Ele não pode ser louco em meter os pés pelas mãos", comenta.
Múltis - As grandes empresas também foram criticadas por Moacyr. Especialmente as multinacionais, a quem ele igualmente culpa pela instabilidade econômica. "Na época de vacas magras, elas se socorrem do governo, choram redução de impostos e desoneração de folha de pagamento. Mas, quando estão bem, a primeira coisa que fazem é remeter o lucro aos seus países de origem e não reinvestem no Brasil. E o custo das benesses fiscais oferecidas pelo governo cai nas costas do brasileiro", conclui.
Mais informações - Sites da Agência Sindical e do Diap.
Fonte: Agência Sindical
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