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quarta-feira, 1 de março de 2023

Sindicalismo ajuda desabrigados

 


A tragédia que assola cidades do Litoral Norte paulista já soma 54 mortes, cerca de 30 desaparecidos e mais de quatro mil desabrigados. Preocupado com a calamidade, o sindicalismo mobiliza recursos pra ajudar as famílias vitimadas.

Metalúrgicos – O Sindicato de São José dos Campos foi a São Sebastião levar água, mantimentos e fraldas. Também estão sendo preparadas marmitas, na Colônia de Férias em Caraguá. Material é comprado com dinheiro depositado por doadores na conta do Sindicato.

Químicos – As Colônias de Férias do  Sindicato dos Químicos de São José dos Campos, em São Sebastião e Caraguatatuba, também foram colocadas à disposição. “Abrimos nossas Colônias para doações e pessoas que precisem de um teto. Montamos uma rede de solidariedade”, informa o diretor Davi Paulo de Souza Jr.

A Colônia de Caraguá tem nove apartamentos; em São Sebastião, são 22, todos completos, com cozinha, quarto e banheiro. “Esperamos orientação da defesa civil”, avisa Davi.

Guarulhos – O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região disponibilizou a lavanderia de sua Colônia em Caraguatatuba.

Centrais – Quinta (23), as Centrais lançaram nota orientando os filiados a ceder as Colônias provisoriamente aos desabrigados. Os dirigentes querem que os governos ampliem, com urgência, políticas públicas habitacionais que atendam à população de baixa renda.

Para Moacir Tesch, presidente, em exercício da Nova Central, o sindicalismo cumpre um papel social permanente. “Cabe a nós fiscalizar e cobrar as autoridades, não é só os direitos trabalhistas, mas também bem-estar social e melhores condições de vida”, afirma.

Mais – Acesse o site dos Metalúrgicos de SJC, dos Quimicos de SJC e das Centrais.

 

FONTE: Agência Sindical

Conheça as regras para a declaração do Imposto de Renda em 2023


A Receita Federal apresentou nesta segunda-feira (27) as novas regras para a declaração do Imposto de Renda (IR). A entrega da declaração começará às 8h no dia 15 de março e seguirá aberta até o dia 31 de maio. Anunciada pelo presidente Lula (PT), a nova faixa de isenção do IR ainda não vale para esta declaração com o ano-calendário de 2022.


É obrigado a declarar o IR quem, em 2022, recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 e quem ganhou mais de R$ 40 mil isentos, não tributáveis ou tributados na fonte no ano (como indenizações trabalhistas ou rendimento de poupança).


Também deverá entregar a declaração quem obteve ganho de capital na venda de bens sujeitos a imposto ou realizou operações na Bolsa ou no mercado de capitais acima de R$ 40 mil; e quem recebeu R$ 142.798,50 em atividade rural ou tem prejuízo rural a ser compensado no ano-calendário de 2022 ou nos próximos anos. Quem atrasar o envio da declaração deverá pagar uma multa mínima de R$ 165,74 e que pode chegar a 20% do imposto devido no ano.


O programa para preenchimento da declaração estará disponível para download no dia 15 de março. Desde o primeiro dia os contribuintes poderão contar com a declaração pré-preenchida com dados de imóveis comprados e registrados em cartório, criptoativos declarados por exchanges, atualização dos saldos das contas bancárias e de investimentos e rendimentos da restituição.


A Receita Federal estima receber entre 38,5 milhões a 39,5 milhões de declarações durante o prazo de entrega. Sem a atualização da tabela de isenção desde 2016, o número de declarações deverá superar as 36,3 milhões entregues no ano passado. As mudanças na tabela entrarão em vigor em maio deste ano e só valerão para o Imposto de Renda 2024.

 

Fonte: Congresso em Foco - Do Blog de Notícias da CNTI


https://cnti.org.br

 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Trabalhador que antecipou saque-aniversário poderá pedir FGTS em caso de demissão, diz Marinho


Ministro prometeu respeitar contratos de empréstimos que os bancos já possuem


Trabalhadores que optaram por antecipar o saque-aniversário também poderão sacar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), se forem demitidos, segundo declaração de Luiz Marinho, ministro do Trabalho, ao SBT News.


A ideia da iniciativa é não deixar o trabalhador desamparado quando desempregado e também permitir que ele faça o saque ao qual tem direito mesmo se tiver optado pelo saque-aniversário.


Ao InfoMoney o ministério não detalhou quais as regras da alteração na modalidade, mas afirmou que Marinho “levará essa proposta para a próxima reunião do Conselho Curador do FGTS”, que acontece em março.


O ministro explica que, para fazer a mudança, dependerá apenas de decisão do Conselho. Na mesma entrevista concedida ao SBT News, Marinho afirmou que sua posição tem maioria no colegiado.


O ministro é contrário à modalidade, mas reforçou na entrevista que não discutiu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o fim da opção de saque. Ele já chegou a ventilar o fim da modalidade, mas voltou atrás e afirmou que o fim do saque-aniversário seria “objeto de amplo debate”.


Como funciona o saque-aniversário

 

O saque-aniversário permite que o trabalhador tenha acesso todos os anos de parte do dinheiro que tem na sua conta do FGTS, durante um período de três meses, que começa a contar a partir do mês de seu aniversário.


Quem opta pela modalidade, no entanto, não pode sacar os valores do FGTS em caso de demissão sem justa causa, por um período de dois anos. É isso que deve mudar com essa nova proposta de Marinho.


Quem não optar pela modalidade permanece no formato-padrão, que passou a ser chamado de saque-rescisão.


O período de retiradas de quem opta pelo saque-aniversário começa no primeiro dia útil do mês do aniversário do trabalhador. Os valores ficam disponíveis até o último dia útil do segundo mês subsequente. Caso o dinheiro não seja retirado no prazo, volta para as contas do FGTS.


Bancos não vão tomar calote

 

Na mesma entrevista, Marinho ressaltou que a mudança na modalidade visa manter os contratos de empréstimos que os bancos já concederam aos clientes e evitar calotes.


Valores comprometidos com o crédito consignado não poderão ser sacados. Já o restante do recurso do fundo ficará disponível para saque em casos emergenciais, incluindo a demissão sem justa causa.


Saque-aniversário é armadilha?

 

A adesão ao saque-aniversário, no entanto, exige cuidado. Pelas regras atuais, ao retirar uma parcela do FGTS a cada ano, o trabalhador deixará de receber o valor depositado pela empresa caso seja demitido sem justa causa. O pagamento da multa de 40% nessas situações está mantido.

A qualquer momento, o trabalhador pode desistir do saque-aniversário e voltar para a modalidade tradicional, que só permite a retirada em casos especiais, como demissão sem justa causa, aposentadoria, doença grave ou compra de imóveis. No entanto, existe uma carência na reversão da modalidade.

 

Fonte: InfoMoney - Do Blog de Notícias da CNTI

 

https://cnti.org.br/html/noticias.htm


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Centrais buscam reforçar pontos convergentes


A abertura de diálogo entre governo Lula e sindicalismo motiva as Centrais Sindicais a aprofundar a pauta unitária que valoriza o trabalho e fortalece o próprio movimento.

Para tanto, lideranças se reuniram nesta quinta (23), na Capital, buscando alinhar uma posição acerca de temas com a política de aumento real para o salário mínimo e a atualização da estrutura sindical.

A reestruturação sindical gera polêmica, pois não há consenso sobre o tema, por não ser prioritário aos trabalhadores. Para Ricardo Patah, o texto foi mal interpretado. Ele diz: “Afinal, todos defendem o fortalecimento do movimento sindical”.

Patah explica que entre os pontos convergentes, tratados nesta quinta, estão a volta da homologação nos Sindicatos, o retorno da ultratividade nas Convenções, o fim da Emenda 45, o regramento do trabalho por aplicativos, a regulação do trabalho intermitente, o fim do acordo individual sem participação do Sindicato e a garantia de custeio sindical – a reforma sindical de Temer atacou duramente as finanças das entidades.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, defende deixar de lado divergências e atuar nos pontos de unidade, como a política de valorização permanente do salário mínimo. Ele diz: “Cada Central vai se reunir pra definir seu posicionamento e também indicar o nome ao Grupo de Trabalho da Política de Valorização do Salário Mínimo pra apresentar em nossa próxima reunião”.

DIA DO TRABALHADOR – Outro ponto, informa Miguel, é o 1º de Maio Unitário das Centrais. “Essa foi a primeira conversa. Definimos pontos e alinhamos uma pauta que depois de pronta será apresentada ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho”, afirma o dirigente.

Agenda – Dia 1 de março, eles voltam a se reunir.

MAIS – Acesse o site da UGT e da Força Sindical.

FONTE:  Agência Sindical

 

 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Projeto prevê negociação sindical antes de demissões em massa

Proposta foi motivada pela fraude contábil nas Americanas que culminou no processo de recuperação judicial


O Projeto de Lei 230/23 torna obrigatória a negociação prévia com o sindicato da categoria como requisito de validade para a dispensa em massa de empregados.


A proposta que tramita na Câmara dos Deputados foi motivada pela fraude contábil nas Americanas, estimada em R$ 20 bilhões. A empresa emprega 40 mil trabalhadores e deve passar por um processo de recuperação judicial.


O texto mantém parte da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que dispensa a autorização prévia sindical ou de celebração de acordo coletivo para esses tipos de demissões.


"O projeto não exige a autorização sindical para a demissão, mas sim uma negociação, um diálogo prévio entre empregados e empregadores, para a busca de soluções outras para a manutenção dos empregos", explica o autor, deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP).


O objetivo é dar maior transparência às demissões. “Não se exigirá a anuência sindical para a dispensa coletiva, mas a presença do sindicato poderá atenuar os impactos sociais e econômicos que essa medida provocará sobre os empregados”, frisou o parlamentar.


Em justificativa, Motta cita decisão já pacificada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a necessidade de negociação coletiva para a dispensa em massa de trabalhadores.


Tramitação

A proposta ainda será despachada para análise pelas comissões permanentes da Câmara.

 

Fonte: Agência Câmara

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Após um ano, marcas da destruição das chuvas ainda permanecem em Petrópolis

 

Comerciantes de uma das ruas mais afetadas no centro da cidade seguem com prejuízos depois da tragédia

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Rua Washington Luiz segue com lojas destruídas e fechadas um ano após a tempestade do dia 15 de fevereiro de 2022 - Jaqueline Deister/ Brasil de Fato

Um cenário de guerra. Mortes. Deslizamentos de terra. Enchentes. Destruição de casas, lojas e famílias. Há um ano o município de Petrópolis, na região serrana do estado do Rio de Janeiro, foi atingido por uma das maiores catástrofes climáticas do país. As fortes chuvas, de fevereiro e março, mataram 241 pessoas. 

Os impactos da tempestade do dia 15 de fevereiro de 2022 podem ser vistos até hoje pelas ruas da cidade. O Brasil de Fato esteve em Petrópolis e conversou com comerciantes locais de uma das áreas mais afetadas na região central do município, a rua Washington Luiz. As marcas da tragédia permanecem em lojas abandonadas e com as portas de aço destruídas, em restos de pontes e casas que sofreram com as fortes chuvas de fevereiro e março do ano passado.

Leia mais: "Não dá para culpar só o volume de chuvas", diz professor de engenharia geotécnica da PUC-Rio

Claudio Fabião é dono de um bar na Washinton Luiz há 13 anos. No ano passado o Brasil de Fato acompanhou a luta do comerciante para reabrir as portas do estabelecimento após o segundo temporal, em março. Um ano depois da primeira chuva, o pequeno empresário contou à reportagem que o prejuízo acumulado por conta das chuvas chegou a R$ 50 mil e que o bar não conseguiu retomar plenamente o movimento que tinha antes da tragédia. 

“Trabalho com a minha família e alguns colaboradores. Estamos nas mesmas dificuldades depois que aconteceu a tragédia de fevereiro e depois repetidamente a de março. Dificuldade de investimentos, de cumprir com os compromissos, de ter os clientes de volta. Porque a loja não é mais a mesma. Até depois das chuvas vem refluxo do rio e sai pelo ralo, não tem investimento do poder público”, explica.  

Fabião tem um custo mensal de funcionamento de R$ 9 mil contabilizando aluguel, despesa com funcionários, Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), gás e água. Na avaliação dele, pouco foi feito para ajudar os estabelecimentos comerciais do município.

“Agora só tenho um motoboy e uma colaboradora, mas eu já cheguei a ter três funcionários mais o motoboy. Aqui era tudo mais pintadinho, bonitinho, agora está feio, difícil, a dificuldade começa desde o poder público que ainda cobra IPTU num ano desse”, afirma o comerciante que destaca ainda que o único recurso público que teve acesso após a tragédia foram R$ 10 mil da Agência Estadual de Fomento (AgeRio).


Claudio Fabião está com um prejuízo de R$ 50 mil e precisou reduzir a equipe de trabalho em seu bar / Jaqueline Deister/ Brasil de Fato

Corrente humana

Lívia Azevedo tem uma loja de material de construção na Washington Luiz. O comércio funciona há 25 anos no mesmo local e, segundo ela, nunca presenciou uma enchente como a do dia 15 de fevereiro de 2022. A empresária saiu da loja com a água no pescoço e com a ajuda de uma corrente humana. 

“A água chegou a 1,70, 1,80 metros. Quando eu sai daqui a água estava no meu pescoço. Fizemos uma corrente humana e como a loja está após a curva, a correnteza não estava forte na calçada, e nós fomos segurando pela parede e entramos no hotel ao lado”, relata. 

A comerciante parou de contabilizar os prejuízos. De acordo com ela, como trabalha com muita mercadoria em ferro, alguns itens enferrujaram e não podem mais ser vendidos. Além da perda de produtos, Lívia precisou investir numa estrutura para minimizar o impacto dos danos em caso de novas enchentes. 

“Aqui já tinha uma comporta porque sempre foi um local que quando o rio transbordava enchia, mas a minha comporta era de 80 centímetros, dessa vez eu tive quase que dobrar o tamanho da minha comporta que está com o total de 1,80 metros. Fiz uma comporta na frente, uma outra nos fundos. Tive que reorganizar o nosso material. Colocar para baixo o que pode molhar e não estragar, tive que refazer a parte de esgoto, botar uma válvula de contenção para segurar a água do rio se ela voltar pelo esgoto para não sair nos ralos, vaso sanitário e na pia”, conta a empresária que também não conseguiu isenção do IPTU pelo município.

O estabelecimento de Lívia fica próximo da Rua do Imperador, uma das principais vias do centro. Com as chuvas, uma parte da rua Washington Luiz desmoronou. Em caráter emergencial, o governo do estado do Rio de Janeiro assumiu a obra para reconstruir a via e o muro de contenção do rio. A obra neste trecho já foi concluída. Porém, a preocupação dos comerciantes da localidade permanece. 

“Essa obra foi muito boa. Um muro de contenção muito forte para segurar a rua porque aqui é um tráfico pesado de carro só que com isso eles fizeram muros mais largos e o rio estreitou, ali na saída do portão da fábrica, eles entraram para dentro do rio e a água desce com mais velocidade. A tendência é o centro encher até mais rápido. Ainda mais com a obra no [Túnel] Extravasor”, ressalta com preocupação Lívia que já presenciou uma enchente em dezembro em que a água chegou até a calçada da sua loja.

Imbróglio

Os comerciantes apontaram para a reportagem uma falta de apoio da prefeitura de Petrópolis para retomar as atividades após a tragédia. Há locais que seguem tentando se recuperar dos danos, mas esbarram em excessos de burocracias e ficam impedidos de reconstruir os imóveis atingidos pela tempestade.

Um exemplo é o Instituto Corrente do Bem, uma organização que atua com a população em situação de rua no município. Desde julho do ano passado a instituição está funcionando numa casa antiga que foi afetada pela enxurrada de fevereiro e teve o muro e o guarda-corpo da ponte, que dá acesso à residência, levados pelas águas. 

De acordo com o diretor do instituto, João da Vitória Costa, uma parte da construção do muro é a cargo do município e mesmo com solicitações que ocorrem desde o segundo semestre de 2022 nada foi feito até agora. 

"Nós entramos em julho, nós não sabíamos que o poder público tinha responsabilidade. Alugamos em condições de alugar o espaço [estacionamento] para pagarmos o aluguel do imóvel. Porém, quando tomamos ciência dos fatos, a metade dos motoristas saiu porque o muro caiu e só volta se o muro estiver no lugar. Queríamos realocar, mas só pode se a Defesa Civil liberar o laudo. Sendo interditado, não conseguimos alugar os espaços, colocar mais carros e fazer o dinheiro para pagar o aluguel”, explica Costa que depende da realocação para pagar o aluguel integral do imóvel.


Muro e guarda-corpo da ponte que dá acesso à sede do Instituto Corrente do Bem foram destruídos com as chuvas de fevereiro e março de 2022 / Jaqueline Deister/ Brasil de Fato

A rua Washington Luiz é um dos principais acessos ao centro histórico de Petrópolis para os turistas que chegam na cidade pelo bairro Quitandinha. As obras na localidade estão sendo feitas pelo governo do estado e ainda não foram concluídas. A via faz ligação com a rua Coronel Veiga, que segue com problemas constantes de alagamentos.

Uma preocupação dos moradores e comerciantes da região central da cidade é o Túnel Extravasor. As obras no túnel não foram concluídas pelo governo do estado. O local foi construído nos anos 1960 e 1970 e é uma importante via de escoamento das águas do Rio Palatino, no centro, para o Rio Piabanha, no bairro Itamaraty evitando fortes enchentes centro histórico.

O que diz o poder público?

A reportagem procurou o governo do estado do Rio de Janeiro e a prefeitura de Petrópolis para explicações sobre as obras no município e o apoio aos comerciantes da região afetada. 

A Secretaria de Infraestrutura e Cidades (SEIC) informou ao Brasil de Fato que já concluiu mais de 90% das obras realizadas na rua Whashington Luiz. Segundo a nota, a previsão é que ela seja finalizada até o final de março. “A pista já foi totalmente reconstruída, restando apenas concluir a contenção do canal da rua. A intervenção realizada chega até a altura da elevatória”, diz o comunicado.

Leia mais: RJ: Governador sanciona lei que cria plano de gestão de riscos de desastres no estado

Sobre o Túnel Extravasor, a SEIC informou que a primeira etapa será entregue até o final deste mês.  “Essa fase corresponde às correções de danos causados pela força da água no túnel nas chuvas de um ano atrás. A galeria, que alivia o alto nível do Rio Palatino, foi construída em 1960 e nunca havia recebido obras. O governo do estado, por meio da SEIC, entregará, neste primeiro momento, o túnel com a estrutura reforçada, desassoreada e desobstruída. Uma segunda etapa a ser licitada ainda neste semestre incluirá obras nas comportas do túnel, além de jateamento de concreto para proteção em volta das paredes e no teto e concretagem no fundo do túnel”, explica o governo estadual.

Segundo a pasta, nenhuma obra que estava em execução foi paralisada. A secretaria informou que o valor total que vem sendo investido pelo governo do estado nas contenções de encosta e no Túnel Extravasor é de R$ 255 milhões. A prefeitura não retornou até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto para o governo municipal. 

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Mariana Pitasse

FONTE: Brasil de Fato

https://www.brasildefato.com.br/2023/02/16/apos-um-ano-marcas-da-destruicao-das-chuvas-ainda-permanecem-em-petropolis

É urgente baixar a taxa de juros – Por Murilo Pinheiro

 

Conforme aponta manifesto encabeçado por economistas de peso e extremamente respeitados, mantida a Selic no atual patamar muito acima do necessário, investimentos produtivos perderão espaço para a especulação, e o Brasil não voltará a crescer

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros no País em 13,75% na primeira reunião do ano, realizada no início de fevereiro, jogou um balde de água fria sobre as expectativas de retomada do crescimento econômico. É óbvio que simplesmente reduzir a Selic não opera o milagre da prosperidade nacional, mas é condição absolutamente necessária para que se possa caminhar nesse sentido.

Defendida de forma dogmática pelos agentes do Banco Central, por porta-vozes de bancos e corretoras e por inúmeros comentaristas econômicos, a política de juros deve deixar o altar da suposta tecnocracia e ser objeto de um debate sério, honesto e democrático. Isso porque a questão interfere nos rumos do País e na vida de todos os brasileiros, não só daqueles que detêm aplicações financeiras.

Uma contribuição importante nesse sentido, e que precisa ganhar espaço no debate público, é o “Manifesto em favor do desenvolvimento do Brasil”, encabeçado pelos economistas Luiz Carlos Bresser-Pereira, Leda Paulani, Monica de Bolle, Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, Luciano Galvão Coutinho, Nelson Marconi, Antonio Corrêa de Lacerda, Clélio Campolina, Paulo Nogueira Batista Jr. e Lena Lavinas.

Conforme aponta o documento que nesta segunda-feira (13/2) já contava com a assinatura de mais de 2.500 profissionais do setor, uma taxa de juros razoável é indispensável para que haja normalidade econômica. “Sem isso, os investimentos perderão para as aplicações financeiras, e as remunerações do trabalho e da produção vão perder para a especulação”, afirma o texto.

O manifesto também põe por terra o argumento segundo o qual não há alternativa à manutenção dos juros elevados, tendo em vista a expectativa de alta da inflação. “Nenhum dos países dotados de recursos e economias estruturadas possui uma taxa de juros sequer próxima da que prevalece no Brasil e que o Banco Central pretende manter por longo período. E todos esses países reconheceram o caráter excepcionalíssimo do surto inflacionário recente, explicado pela pandemia e pelo conflito bélico, não por excesso de demanda.”

Ou seja, no Brasil aplicam-se dose cavalares do medicamento errado, correndo-se o risco de aniquilar o paciente, ao invés de curá-lo. Asfixiada pela taxa de juros que impede a expansão e amplia o endividamento, inclusive público, a sociedade não consegue superar a crise econômica. Conforme também apontam os economistas desenvolvimentistas, é preciso alcançar ganhos de produtividade e gerar empregos de qualidade para que se estabeleça um círculo virtuoso na economia. Ainda, há que se retomar as obras de infraestrutura, contribuindo com a criação de postos e aquecimento da economia, além de ampliar a oferta de serviços à população.

O documento destaca de forma muito pertinente a importância de se eliminar as amarras de uma política monetária inadequada para que a política econômica cumpra o seu papel real: “eliminação da pobreza, redução das desigualdades, preservação da natureza e sustentabilidade”.

A engenharia nacional, por meio do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, cuja edição mais recente terá lançamento no dia 6 de março, faz coro a essa posição. É mais que urgente baixar os juros e retomar em níveis desejáveis a atividade econômica para que se garantam condições dignas de vida ao conjunto da população. Cabe a toda a sociedade compreender o que está em jogo e participar desse debate.

Eng. Murilo Pinheiro – Presidente

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FONTE: Agência Sindical - https://agenciasindical.com.br