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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Documento intempestivo contraria Conclat

 Conferência Nacional

Em 7 de abril de 2022, o sindicalismo realizou a terceira Conferência Nacional da Classe Trabalhadora. Em SP, ainda na pandemia, a Conclat teve como temas Emprego, Direitos, Democracia e Vida.

Dias depois, o conjunto de resoluções da Conclat foi entregue ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento na Casa de Portugal, Centro de SP. Lula, que certamente havia lido o documento, afirmou: “Mais que uma pauta de reivindicações, vocês estão me entregando um Plano de Governo”.

De eixo desenvolvimentista, o documento, com 54 pontos, abria com a questão do salário mínimo: “Instituir política de valorização do salário mínimo, que assegure a recomposição da inflação e um considerável aumento real”. O item 54 dizia: “Criar programas de construção de moradia popular e de destinação dos imóveis vazios sem função”.

O documento resultou na Pauta Unitária da Classe Trabalhadora, que uniu as correntes sindicais, criando condições para apoio futuro à candidatura de Lula, que venceu.

No começo desta semana, porém, “para efeitos de debate interno”, começou a circular o extenso PROJETO DE VALORIZAÇÃO E FORTALECIMENTO DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA E ATUALIZAÇÃO DO SISTEMA SINDICAL   – Diz a introdução: “Este documento é um instrumento interno para organizar o debate político e propositivo das Centrais e suas organizações para formular um projeto de valorização e fortalecimento da negociação coletiva e atualização do sistema de relações de trabalho e do sistema sindical brasileiro”.

Como se combina o que fazer e se faz o que combinado, o “Projeto”, que contraria essa regra, abriu debates agressivos no meio sindical. “Seus autores, diz João Franzin, jornalista da Agência Sindical, desconsideram que o mais precioso é a nossa unidade de ação, agora trincada”.

Entrevista – Leia o presidente interino da Nova Central Sindical de Trabalhadores, Moacyr Roberto Tesch, no site Hora do Povo. Clique aqui.

MAIS – Acesse o site das Centrais.

 

FONTE:  Agência Sindical

INSS pede a suspensão dos processos relacionados à 'revisão da vida toda'


O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para suspender todos os processos que pedem a "revisão da vida toda" no país. A petição, assinada pela Advocacia-Geral da União, foi protocolada nesta segunda-feira (13/2), no âmbito do Recurso Extraordinário 1.276.977.


Em dezembro do ano passado, o STF validou a chamada "revisão da vida toda". Com a decisão, os aposentados poderão usar todas as suas contribuições previdenciárias, inclusive aquelas recolhidas antes do Plano Real, de 1994, para calcular os valores de seus benefícios.


Na petição, o INSS argumentou que os processos devem ser suspensos até a publicação do acórdão. Por enquanto, apenas as atas do julgamento foram publicadas.


O INSS afirmou que os pedidos de suspensão têm sido negados por magistrados de instâncias ordinárias, que têm decidido pela imediata implantação da revisão e pelo pagamento de benefícios com novo valor.


"Em alguns casos, inclusive, os magistrados têm determinado que se usem os cálculos simulados pelos segurados em sistemas vendidos na internet, que são imprecisos, não homologados, sem qualquer certificação e nem mesmo consideram os períodos em que não existem remunerações no CNIS, elevando, assim, abusivamente o valor da revisão em casos em que a revisão seria inclusive desvantajosa", diz trecho da petição inicial.


A autarquia defendeu que o entendimento firmado no acórdão ainda pode ser modificado, pois há uma grande probabilidade de que seja objeto de embargos de declaração.


Por fim, o INSS relatou dificuldades técnicas para atender às demandas judiciais e sustentou que o Supremo precisa apresentar parâmetros para a aplicabilidade da tese estabelecida pelos ministros.

 

Clique aqui para ler a petição

RE 1.276.977

 

Fonte: Consultor Jurídico - Do Blog de Notícias da CNTI


https://cnti.org.br/html/noticias.htm#INSS_pede_a_suspens%C3%A3o_dos_processos_relacionados_%C3%A0_revis%C3%A3o_da_vida_toda

 

 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Cesta básica já consome 60% do salário mínimo

A alta nos alimentos penaliza os mais pobres. Em janeiro, o preço da cesta básica subiu em 11 das 17 Capitais pesquisadas pelo  Dieese. Em pelo menos nove, o valor do conjunto de alimentos superou os R$ 700,00, mais da metade do atual salário mínimo, R$ 1.302,00.

Quando se compara custo da cesta com salário mínimo, verifica-se que o trabalhador comprometeu, em média, 57,18% da renda pra adquirir os produtos alimentícios básicos.

Região – O Nordeste liderou o aumento da cesta básica: Recife (7,61%), João Pessoa (6,80%) e Aracaju (6,57%). Segundo Patrícia Costa, supervisora de Pesquisas do Dieese, os itens tomate e farinha de mandioca foram dois que pressionaram o valor da cesta na Região.

São Paulo permanece com a cesta mais cara: R$ 790,57. Depois, vêm Rio de Janeiro, R$ 770,19, Florianopolis, R$ 760,65 e Porto Alegre, R$ 757,33.

Mínimo – O sindicalismo cobra do governo o retorno da política de valorização do salário mínimo, a fim de que chegue ainda este ano a R$ 1.343,00.

Segundo o Dieese, baseado no valor da cesta em SP, o salário mínimo deveria ser de R$ 6.641,58, pra cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência de uma família de quatro pessoas.

Para a pesquisadora, o resultado de janeiro segue a trajetória do ano passado. Ela explica: “A taxa de câmbio é muito alta, o que estimula a exportação.  Essa taxa também encarece os custos da produção agrícola, alimentando o ciclo de altas”.

Patrícia enxerga mudanças no cenário, pois o novo governo implanta politicas mais eficientes. “Porém, demora um certo tempo pra que as medidas comecem a surtir efeito nos preços”, explica a economista.

Leia – Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

MAIS – Acesse o site do Dieese.

 

FONTE: Agência Sindical



Saque-aniversário do FGTS é engodo porque atrapalha a indústria, afirma Marinho

 

Ministro do Trabalho já foi alvo de críticas ao defender o fim da modalidade


O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta segunda-feira (13), que o saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um “engodo”. O dirigente da pasta foi alvo de críticas ao defender o fim da modalidade.


“Acho que o saque-aniversário é um engodo porque atrapalha a lógica da indústria, porque vai enfraquecendo o fundo para investimento”, disse o ministro durante reunião de diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os recursos do FGTS são utilizados pelo governo federal para financiar programas de habitação e obras de saneamento e infraestrutura.


Ele também voltou a dizer que o saque-aniversário prejudica a função do fundo de servir como uma poupança para proteger o trabalhador na demissão. A possibilidade de pôr fim à medida gerou insatisfação no mercado, já que diversos empregados aderiram a empréstimos tendo o saque como garantia.


‘Mercado nervoso’

 

“Estou sendo atacado pelo povo do chamado mercado, mas aqui somos mercado não somos?”, disse, ao defender a revisão da modalidade. “Pessoal dos bancos está muito nervoso”. No encontro, o ministro pediu apoio da indústria para enfrentar o tema.

 

Fonte: InfoMoney - Do Blog de Notícias da CNTI


https://cnti.org.br


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Exposição ao amianto mata 145 pessoas por ano no Brasil, revela pesquisa

De 1996 a 2017, 3.057 pessoas morreram devido a doenças relacionadas ao amianto. Desse total, 2.405 foram vítimas do mesotelioma maligno, um tipo de câncer diretamente relacionado à fibra. Neste dia 16, STF deve voltar a julgar o banimento

Reprodução
Banido em 67 países, o amianto ainda é permitido no Brasil

São Paulo – A exposição ao amianto no ambiente de trabalho continua matando no Brasil. Um levantamento de registros de óbitos de 1996 a 2017 aponta que 3.057 pessoas morreram devido a doenças relacionadas ao asbesto típicas (DRA-T). Ou seja, 145 por ano. Desse total, 2.405 (76,4%) foram vítimas do mesotelioma maligno, um tipo de câncer diretamente relacionado ao amianto, também conhecido como asbesto. Do total, 1.404 eram homens e 1.001 mulheres, sugerindo um padrão predominante de exposição relacionada ao trabalho.

Na maioria dos casos a doença atinge o mesotélio da pleura, camada de revestimento do pulmão. Aproximadamente três quartos de todas essas mortes foram na pleura. Mas o mesotelioma pode afetar o pericárdio ou o peritônio.

O estudo foi feito por pesquisadores da Fundacentro, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade de Brasília (UnB). Eles participaram do projeto multidisciplinar sobre a exposição ocupacional ao asbesto e seus efeitos à saúde no Brasil, com objetivo de criar um banco de dados único com registro de morte por essas doenças.

Os resultados foram publicados na revista Safety and Health at Work. Para saber mais, clique em Analysis of Mortality from Asbestos-Related Diseases in Brazil Using Multiple Health Information Systems, 1996-2017 (Análise da Mortalidade por Doenças Relacionadas ao Asbesto no Brasil Usando Múltiplos Sistemas de Informação em Saúde, 1996–2017).

Os pesquisadores consultaram dados do Sistema de Informação em Saúde (SIS) – Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS), Comunicação de Internação Hospitalar (CIH)/Comunicação de Informação Hospitalar e Ambulatorial (CIHA), este da iniciativa privada. E também o Registro Hospitalar de Câncer do Inca (Instituto Nacional de Câncer) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Faltam informações e histórico detalhado de exposição ao amianto

Foram consultados ainda registros de um repositório de casos de doenças relacionadas ao asbesto dos ambulatórios especializados em doenças respiratórias ocupacionais da Fundacentro, InCor/USP (Instituto do Coração/Universidade de São Paulo) e Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/Fiocruz).

Para os pesquisadores, os principais desafios para esses sistemas nacionais de informações sobre mesotelioma são a padronização e precisão dos procedimentos diagnósticos. E também a falta de um histórico ocupacional detalhado, que permita estabelecer o nexo causal com o trabalho, necessário para indenizações legais e benefícios compensatórios.

Os pesquisadores avaliam que há necessidade aprimoramento do monitoramento da exposição laboral e ambiental ao amianto. E também da vigilância dos trabalhadores, após a recente proibição brasileira.

O amianto está proibido em 67 países, mas permitido no Brasil. Em 2017 uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a comercialização e uso do produto. E foi comemorada por defensores da saúde pública. Para o Instituto Nacional do Câncer (Inca), foi histórica a proibição da extração, industrialização, comercialização, distribuição e o uso do produto.

“Ao declarar inconstitucional o dispositivo legal que autorizava o aproveitamento econômico do mineral cancerígeno, o STF reconheceu as evidências de que não existe limite seguro para a exposição humana ao produto, sendo impossível o uso controlado da perigosa substância”, escreveram os procuradores do trabalho Leomar Daroncho e Luciano Lima Leivas em artigo publicado no jornal Correio Braziliense nesta terça-feira (7).

No Brasil, há leis vigentes que proíbem e autorizam o amianto

“Todavia, os efeitos da decisão foram suspensos em razão de recurso (embargos de declaração) apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria e pelo Instituto Brasileiro do Crisotila. O julgamento é aguardado para que haja segurança jurídica em um tema de tamanha relevância.

Segundo os procuradores, tanto a lei federal de permissão quanto as leis estaduais de proibição foram questionadas no STF. Em 2017, a Corte declarou constitucionais as leis estaduais (proibitivas) e inconstitucional a lei federal (permissiva). Contudo, o Estado de Goiás, que sedia a única mina de amianto no Brasil, em sentido contrário à decisão do STF, publicou a Lei Estadual nº 20.514/2019, permitindo a extração, o beneficiamento e a exportação do amianto da variedade crisotila.

Como lembraram, a lei goiana, incentivada pela insegurança gerada na pendência de decisão definitiva do STF, trouxe situações concretas de absoluta insegurança jurídica. A lei de Goiás acabou sobrepondo-se ao entendimento do STF sobre a lei federal e as leis de outros estados.

Em abril de 2022, um caminhão carregado de amianto goiano que se dirigia ao porto de Santos sofreu acidente na BR-153, no município de Prata (MG) lançando no ambiente cerca de 30 toneladas do produto perigoso. Porém, há lei dos estados de Minas Gerais e de São Paulo proibindo expressamente o amianto em seus territórios, sendo que a lei paulista foi declarada constitucional pelo STF.

100 mil mortes/ano por amianto em todo o mundo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima em 100 mil as mortes anuais de trabalhadores causadas pelo amianto em todo o mundo. Na Itália, a principal marca respondeu na Justiça pela acusação de ter provocado uma catástrofe ambiental ao violar normas de segurança do trabalho, com cerca de 3 mil mortes entre trabalhadores e vizinhos da fábrica. O promotor responsável pelo caso classificou a tragédia de uma “ferida aberta”.

Essa fibra versátil, com centenas de aplicações na indústria, especialmente na construção civil, começou a ser utilizada no país em meados da década de 1930. Cresceu a partir do final da década de 1960 e atingiu o pico de consumo de 1985 a 1991.

Mas as doenças relacionadas ao amianto não desapareceram. E continuarão a surgir por muitos anos mesmo após o término da exposição ocupacional. Isso devido à contaminação ambiental, ao longo tempo para a doença se manifestar e à irreversibilidade da exposição passada. Tanto que os casos de câncer associados à fibra começaram a ser identificados em 1955, quase 20 anos após o início do uso no país. Além disso, tem a questão do subdiagnóstico ou subnotificação.

No próximo dia 16, o STF deve retomar o julgamento da ação (ADI 3406), em que foi declarada a inconstitucionalidade do dispositivo que permitia o chamado aproveitamento econômico do amianto no Brasil, pacificando a questão. No início dos anos 2000, diversos estados brasileiros publicaram leis regionais de proibição do amianto, casos de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

Banimento é recomendado pela OMS

Tanto a lei federal de permissão quanto as leis estaduais de proibição foram questionadas no STF. Em 2017, a Corte declarou constitucionais as leis estaduais (proibitivas) e inconstitucional a lei federal (permissiva). Contudo, o Estado de Goiás, que sedia a única mina de amianto no Brasil, em sentido contrário à decisão do STF. E publicou a Lei Estadual nº 20.514/2019, permitindo a extração, o beneficiamento e a exportação do amianto da variedade crisotila.

A lei goiana, incentivada pela insegurança gerada na pendência de decisão definitiva do STF, trouxe situações concretas de absoluta insegurança jurídica. A lei de Goiás acabou sobrepondo-se ao entendimento do STF sobre a lei federal e as leis de outros estados. Em abril de 2022, um caminhão carregado de amianto goiano que se dirigia ao porto de Santos sofreu acidente na BR-153, no município de Prata (MG) lançando no ambiente cerca de 30 toneladas do produto perigoso. Porém, há lei dos estados de Minas Gerais e de São Paulo proibindo expressamente o amianto em seus territórios, sendo que a lei paulista foi declarada constitucional pelo STF.

Como lembram Daroncho e Leivas, o banimento do amianto é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como critério de saúde ambiental. Daí a necessidade de pacificação do tema pelo STF, confirmando a decisão definitiva de banimento, que se alinha aos princípios da precaução e da prevenção. Isso encerraria o período de retrocessos e de inseguranças, afirmando a centralidade dos direitos humanos e o protagonismo da Corte constitucional na concretização da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

FONTE: Rede Brasil Atual  - Por Redação RBA

Marinho fala em novo reajuste do salário mínimo no dia 1º de maio

 Em entrevista à TV Brasil, ministro do Trabaho e Emprego afirmou que está sendo discutida busca por espaço fiscal a fim de confirmar a elevação do valor definido em R$ 1.302 em janeiro

(Filipe Castilhos)
(Filipe Castilhos)
Valor atual, válido desde janeiro, é de R$ 1302

São Paulo – O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o salário mínimo pode passar outro aumento ainda este ano. “Nós estamos discutindo a busca de espaço fiscal para mudar o valor do salário mínimo ainda este ano. Se houver espaço fiscal, nós haveremos de anunciar uma mudança para 1º de maio”, afirmou o ministro em entrevista ao programa Brasil em Pauta, que iria ao ar neste domingo (12) na TV Brasil. O mínimo está em R$ 1.302 desde 1º de janeiro.

Luiz Marinho reafirmou que a Política de Valorização do Salário Mínimo também é uma das prioridades da pasta. De acordo com o ministro, a política mostrou bons resultados nos governos anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Conseguimos mostrar que era possível controlar a inflação, gerar empregos e crescer a renda, crescer a massa salarial dos trabalhadores do Brasil inteiro”, disse. “Se esta política não tivesse sido interrompida a partir do golpe contra a presidenta Dilma e o governo tenebroso do Temer e do Bolsonaro, o salário mínimo hoje estaria R$1.396. Veja só: de R$1.302 para R$1.396.”

(Valter Campanato/Agência Brasil)
Luiz Marinho, à direita, na entrevista concedida à TV Brasil (Valter Campanato/Agência Brasil)

Emprego e direitos

Luiz Marinho falou, ainda, que um dos caminhos para a retomada de empregos são obras públicas. “Temos a ordem de 14 mil obras paradas no Brasil, isso cria uma nova expectativa de gerar emprego”, destacou. “Essas obras são retomadas praticamente de forma simultânea, eu tenho certeza que isso vai dar um grande impacto na retomada do crescimento da economia.”

O ministro destacou a reparação das relações trabalhistas como outra prioridade. “Passamos por um governo que trabalhou um processo de desmonte das relações de trabalho. Então o contrato coletivo, negociações trabalhistas, tudo isso foi atacado de forma feroz. A legislação trabalhista, a proteção ao trabalho, tudo isso foi atacado. Nós precisamos enfrentar esse dilema.”

Novas formas de trabalho

Novas modalidades de serviço, como o trabalho por aplicativos, foram abordadas na entrevista. “É preciso que seja introduzido nas negociações coletivas, se não nós podemos ter muita gente desprotegida no mercado de trabalho”, afirmou. “Neste (cenário) a história dos trabalhadores por aplicativos, que muita gente pensa que é só entregador de pizza, motorista do Uber, mas não é, está presente na saúde, na educação, na intermediação até do trabalho doméstico.”

FONTE: Rede Brasil Atual   - Por Redação RBA

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

O barco não pode afundar – por João Guilherme Vargas Netto

Às voltas com os escombros administrativos, o Ministério do Trabalho suspendeu por 90 dias os procedimentos para registro sindical, sensibilizou-se frente à crise da Americanas e prepara sua participação, com outros ministérios, representantes das Centrais Sindicais e Dieese, na comissão encarregada de discutir a política de valorização do salário mínimo. O ministro tem sido enfático em sua preocupação com o tema.

Mas o que tem chamado a atenção de todos que acompanham estes primeiros dias efetivos do governo (depois do período de transição e dos desatinos golpistas) é o abandono em que se encontrava o Ministério, suas estruturas e seus funcionários. A todas as dificuldades para o bom exercício do governo e composição das equipes somam-se as decorrentes desta situação calamitosa.

Em todos os Estados a própria estrutura física do ministério encontra-se dilapidada, mal se sustentando em alguns deles com o auxílio do movimento sindical que proporciona pequenas e necessárias doações para seu funcionamento.

Veja-se o caso da Fundacentro, que já teve seu excelente papel exercido e reconhecido no âmbito da saúde e da segurança do trabalho, com uma biblioteca especializada ímpar em toda a América Latina e um corpo técnico de provada competência. Hoje, o prédio imponente que é sua sede nacional encontra-se esvaziado, com salas fechadas, banheiros interditados, acervos abandonados e funcionários desmotivados e preocupados.

Dentre as tarefas de reconstrução do ministério avulta esta de salvar a Fundacentro, com uma direção capaz de recuperar o papel que já foi o seu, evitando o triste destino dos barcos condenados ao naufrágio.

João Guilherme Vargas Netto – Consultor sindical de entidades de Trabalhadores e membro do Diap.

Clique aqui e leia mais opiniões de Vargas Netto

 

FONTE: Agência Sindical