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segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Centrais Sindicais repudiam terrorismo

O repúdio é geral no movimento sindical aos ataques terroristas bolsonaristas na tarde deste domingo (8), em Brasília. Todas as Centrais Sindicais assinam Nota contra a destruição do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal e cobram “medidas enérgicas e exemplares contra atos terroristas”.

No entender das Centrais, “Sindicatos devem atuar para proteger Estado Democrático de Direito”. Inúmeras outras entidades também se pronunciaram contra, inclusive a CNI – Confederação Nacional da Indústria, a mais forte entidade empresarial do setor fabril.
Nota das Centrais:
“As Centrais Sindicais, representando os trabalhadores do Brasil, repudiam veementemente a ação terrorista em Brasília, através da invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo – STF.
Trata-se de um complô golpista que visa desacreditar o Estado de Direito e que, de forma criminosa, contou com a leniência do governo do Distrito Federal.







Isso é inaceitável! O Brasil não pode continuar sob o caos e a desordem que marcaram os últimos quatro anos. Exigimos ação enérgica do governo para garantir a soberania popular, o cumprimento da Constituição e o pleno exercício da democracia. Soberania que, através do voto, elegeu o presidente da República e todos os integrantes do Congresso Nacional.

Expressamos nossa solidariedade aos membros do três Poderes da República e manifestamos nosso apoio às iniciativas e medidas necessárias e urgentes para ocupar a nossa institucionalidade rapidamente, com a intervenção federal no GDF – Governo do Ditrito Federal.
Orientamos todas as entidades sindicais e seus dirigentes que se mantenham vigilantes, atentos às iniciativas que tomaremos e cientes que a democracia é um bem valioso, conquistado pelos trabalhadores e por toda a sociedade.

São Paulo, 8 de janeiro de 2023

Sérgio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores);
Miguel Torres, Presidente da Força Sindical;
Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores);
Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras; do Brasil); Antonio Neto, Presidente da CSB, (Central dos Sindicatos Brasileiros);
Moacyr Roberto Tesch Auersvald, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores);
Nilza Pereira de Almeida, Secretária-geral da Intersindical (Central da Classe Trabalhadora);
Emanuel Melato, Intersindical instrumento de Luta;
José Gozze, Presidente da PÚBLICA Central do Servidor.

FONTE:  Agência Sindical

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Impedir que as tragédias dos últimos 6 anos ganhem espaço

Em primeiro lugar, é preciso compreender que nada do que foi praticado pelos governantes Michel Temer e Jair Bolsonaro foi aleatório. Tudo foi milimetricamente calculado, os ataques sofridos pela classe trabalhadora e por grande parte da sociedade mais vulnerável serviram para beneficiar os detentores do Capital, principalmente o setor financeiro e o agronegócio.

O cálculo era utilizar para as eleições de 2022 a mesma estratégia utilizada em 2018, com o discurso de que Lula e seu partido são comunistas, esquerdistas e corruptos.

Em 2018, através de um esquema muito bem montado, conseguiram tirar o Lula do páreo. Porém, como a mentira tem perna curta, o esquema foi se deteriorando e a liderança de Lula voltando.

Com isso, o desespero das pessoas que montaram o esquema foi aumentando e, então, recorreram a grupos do Exército, outros militares e aos financiadores do esquema, que foram beneficiados nos dois últimos governos, Temer e Bolsonaro.

As condutas criminosas – tanto no tocante às ações junto aos aliados, quanto na utilização da máquina pública indevidamente – não podem mais ser revertidas. Está na conta da maldade, incompetência e irresponsabilidade dos presidentes da República e seus defensores.

Só podemos zelar pelo futuro. Hoje, felizmente, temos um Presidente da República que deve voltar a abrir espaço às organizações democráticas, para atuarem e contribuírem com o governo na melhor distribuição de renda e justiça social.

Contudo, temos que cobrar que seja investigado e punido, ao rigor da lei, cada ato praticado pelos mandantes, financiadores e mandados que praticaram, e que não foram poucos. Tudo isso é de fundamental importância para reconstruirmos um país democrático e justo.

Para isso, precisamos trabalhar e nos organizar de forma coletiva, com urgência, nas bases dos municípios. Não podemos nos iludir, pois com a perda do poder junto à Presidência da República, uma enorme parcela dos que apoiaram essas barbáries vão desaparecer, como uma nuvem de fumaça.

Mas grande parte dessas pessoas está nas prefeituras, câmaras municipais, governos estaduais, assembleias legislativas, Câmara Federal e Senado da República. Penso que precisamos cuidar desta árvore chamada Brasil, que foi tão maltratada nesses últimos 6 anos. Precisamos começar pelas raízes, com grandes projetos e candidatos, nas câmaras de vereadores e prefeituras das cidades.

2023 precisa ser o ano da organização, para 2024 ser o ano das ações, em cada município. Assim, no futuro, poderemos colher os saudáveis frutos que toda sociedade vai poder saborear.

Juntos, somos capazes de fazer acontecer.

Artur Bueno de Camargo – presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins CNTA Afins

Clique aqui e leia mais artigos.

 

 FONTE:  Agência Sindical

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Como novo ministro da Indústria, Alckmin cita Juscelino, fala em desenvolvimento e governo integrado

 Vice-presidente e ministro do MDIC fala de parcerias com Ciência e Tecnologia, Relações Exteriores, Meio Ambiente e BNDES como essenciais para a reindustrialização do país

Reprodução/Youtube
Reprodução/Youtube
Segundo Alckmin, Brasil perdeu complexidade econômica e isso se reflete na primarização das exportações

São Paulo – O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, assumiu nesta quarta-feira o cargo de ministro da Indústria e Comércio Exterior do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “A hora é de união e de reconstrução. O esforço de reindustrializar o Brasil, aperfeiçoar a agroindústria agregando valor e incluir trabalhadores na economia não são tarefas episódicas, mas uma obra de todo o governo”, anunciou. De acordo com ele, a reindustrialização do Brasil é essencial para a retomada do desenvolvimento sustentado com justiça social.

A ideia de um governo trabalhando em conjunto e integrado tem perpassado os discursos dos ministros, como foi o caso de Ana Moser, no Esporte, também hoje. Nesse contexto, com a presença de Lula na cerimônia, Alckmin destacou o papel dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, além do Ministério de Relações Exteriores, nessa necessária integração. O presidente não discursou.

Citou nominalmente os ministros Luciana Santos e Mauro Vieira como chefes desses ministérios, e comentou a importância do Itamaraty no estabelecimento de relações diplomáticas que fomentem o comércio exterior, fundamental para a indústria.

Parceria com Marina Silva

Também discorreu sobre a importância da parceria com Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, para “assegurar a competitividade no comércio mundial”, no atual cenário em que se impõe como imperativa a redução da emissão de gases de efeito estufa da produção com carbono.

Segundo o ministro, o Brasil “perdeu complexidade econômica e isso se reflete na primarização da pauta exportadora”. Os principais produtos de exportação para a China, maior parceiro comercial brasileiro, disse Alckmin, são a soja, o minério de ferro e o petróleo, que respondem por 75% do que é vendido àquele país. Ele defendeu que a exportação deve valorizar o Brasil não só como potência agroambiental, “mas também como país que exporta aviões, produtos farmacêuticos, máquinas e serviços de TI”.

O papel do BNDES

O ministro e vice-presidente também enfatizou o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de seu presidente, Aloizio Mercadante, no novo projeto nacional. “O novo MDIC traz o BNDES para perto, e isso representa enorme avanço. O Banco é vital para políticas estruturadas de desenvolvimento”, disse. Segundo ele, o fortalecimento do BNDES é fundamental.

Alckmin frisou ser urgente a reversão da desindustrialização precoce do país. Apesar de representar apenas 11% do PIB, afirmou Alckmin, a indústria de transformação aporta 69% do investimento em pesquisa e desenvolvimento brasileiros. Responde ainda por 29,5% da arrecadação tributária. “Ou o país retoma o desenvolvimento industrial, ou não retomará o caminho da distribuição de renda”, alertou.

O ministro do MDIC também disse que, para ser competitivo, o país precisa importar, e para isso tem de ter uma agenda de apoio a micro e pequenas empresas.

Lula e Juscelino

O vice-presidente e ministro afirmou que Lula “é o único capaz de liderar o corajoso projeto” de desenvolvimento. “O governo não foi eleito apenas pela saudade de um tempo que o Brasil crescia com inclusão. Foi eleito também pela esperança do povo brasileiro de que, juntos, podemos fazer ainda mais e melhor.”

Muito aplaudido na posse na pasta da indústria, Alckmin prometeu “dedicação integral a uma agenda que contribua para reverter os resultados inaceitáveis que a economia vem acumulando nos últimos anos.” Ele lembrou a criação do MDIC em 1960, no contexto do governo Juscelino Kubitschek e seu Plano de Metas de “50 anos em 5”. “Que venham dias de crescimento e justiça social”, exortou.

 

FONTE. Rede Brasil Atual - https://www.redebrasilatual.com.br/

Ano novo, desafio velho: quando até o básico custa caro no supermercado

 

PREÇO DOS ALIMENTOS

Famílias brasileiras são obrigadas a repensar o cardápio para garantir o básico na mesa

Brasil de Fato | Fortaleza (CE) |

 
 
O economista Fábio Sobral defende que para combater a inflação é preciso uma política que controle o preço do gás, combustíveis, energia elétrica, planos de saúde, passagens, entre outros. - Foto: Camila Lima 
 
 

Cada ida ao supermercado tem sido um suplício para o consumidor brasileiro. O motivo todo mundo sabe: os altos preços dos alimentos, que por si só são responsáveis por abocanhar boa parte do orçamento mensal das famílias brasileiras.

Como explica o economista Fábio Sobral: “o salário médio no Brasil caiu, e vem caindo ano a ano. Nós estamos talvez no nível mais baixo de renda média da população brasileira. Isso significa que as pessoas vão cortando, cortando saúde suplementar, seja planos de saúde, seja acesso a remédios, vão cortando lazer, cortando a energia elétrica, o gás. Então é uma luta para equilibrar o orçamento, mas isso não é equilibrável”, pontua. 

:: Alta de alimentos é mais que o dobro da inflação em 2022 ::

Assista: https://youtu.be/8-3yhYUz4K4


 Que o diga a diarista Rose Souza da Silva, que tem feito malabarismos pra fechar essa difícil conta: “tá muito difícil, tudo muito caro, e a gente tem que fazer várias substituições. Dia de promoção é que a gente pode ir [ao supermercado]. No dia da carne a gente vai, no dia da fruta. E os cereais também estão muito caros e a gente tem que substituir sempre pelo mais barato. Por exemplo, o arroz, eu comprava o melhor, agora a gente tem que comprar o mais barato que tem”, lamenta. 

A professora universitária, Carolina Melo, também está tendo que fazer concessões na hora de escolher o que vai na mesa da família: “antes eu comprava mais carne e peixe, que eu comprava mais do que eu compro agora. Agora eu compro mais frango mesmo, com uma frequência maior do que eu gostaria. Cada vez mais o meu salário tem que ser gasto com a questão do mercantil, que aí gastando mais com mercantil sobra menos para outras coisas”, pondera. 

:: Alta no preço dos alimentos: o que é possível comprar com R$ 100 em um supermercado no Rio? ::

Em dezembro o IPCA, que é uma prévia da inflação, foi pressionado pelos custos de alimentos e transportes, e fechou 2022 com avanço acumulado em 12 meses de quase 6%. O índice indica estouro da meta pelo segundo ano consecutivo e reflete na escolha dos consumidores no supermercado, já que o índice impacta diretamente no valor dos produtos que você coloca no carrinho.

Realidade que já virou rotina na vida da empreendedora Juliana Vieira: “é muito impactante, porque todo dia a gente vai no supermercado é um preço diferente, nunca tá o mesmo preço”, ressalta. 

Joana Darque é dona de um mercadinho no Conjunto Palmeiras, bairro da periferia de Fortaleza, e fala como a alta de preços impacta no movimento do seu negócio: "traz uma saída dos clientes para procurar preços mais em conta. Quando a inflação está mais estabilizada, o preço está mais estabilizado, o cliente vem pra loja sabendo que ele vai encontrar aquela mercadoria que ele comprou ontem com o mesmo preço amanhã, então assim, eles saem da loja procurando um preço que caiba no bolso deles”, explica. 

Para Sobral, o cenário é difícil, mas contornável. Para isso é preciso uma política efetiva de controle de preços: “a maior parte da inflação brasileira é produzida pelos chamados preços administrados e quem controla é o governo. Então se o governo controlar esses preços, ele controla a inflação, não são os juros. Aumentar os juros no Banco Central não vai controlar a inflação, isso aí só vai dar mais dinheiro pra banqueiro. Agora se você controla gás, combustíveis, energia elétrica, planos de saúde, passagens, você controla mais de 50% da inflação”, exemplifica.

Fonte: BdF Ceará

Edição: Camila Garcia

 FONTE: BRASIL DE FATO

https://www.brasildefato.com.br/2023/01/05/ano-novo-desafio-velho-quando-ate-o-basico-custa-caro-no-supermercado

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Lupi assume Previdência, fala em rever ‘antirreforma’ e promete zerar fila do INSS

 

Ministro quer “mutirão” para acabar “em tempo recorde” com fila das aposentadorias e pensões, e “comissão quadripartite” para reavaliar reforma de Bolsonaro

Por Tiago Pereira, da RBA
Facebook/Reprodução
 
“Aposentadoria é dívida da União com trabalhadores, não é prejuízo para os cofres públicos", disse o novo ministro

São Paulo – Atual presidente do PDT, Carlos Lupi, assumiu nesta terça-feira (3) o comando do Ministério da Previdência Social. Na cerimônia de posse, que ocorreu na sede da pasta, em Brasília, o novo ministro disse que pretende provar que o sistema público de aposentadorias não é deficitário e defendeu que “toda a arrecadação destinada à Previdência esteja na Previdência”.

Nesse sentido, ele falou em rever a “antirreforma” aprovada durante o primeiro ano do governo Bolsonaro que restringiu o acesso às aposentadorias e reduziu o valor dos benefícios. Como prioridade, o ministro também anunciou um “mutirão” para zerar a fila do INSS herdada do governo anterior.

“Peço a cada governador e a cada prefeito que nos ajude na parte administrativa. Quero acabar com essa fila em tempo recorde”, disse na solenidade de posse. Segundo ele, esse desafio também passa pela informatização dos sistemas, com melhorias na automação. Além disso, ele afirmou que é preciso valorizar os trabalhadores do INSS.

De acordo com a equipe de transição do novo governo, cerca de 5 milhões de brasileiros aguardam na fila pela concessão das aposentadorias e outros benefícios. Atualmente, o INSS conta com 37,5 milhões de beneficiários da Previdência Social, que devem ser tratados com “dignidade” e “carinho”, disse o ministro.

“Aposentadoria é dívida da União com trabalhadores, não é prejuízo para os cofres públicos. Vamos trabalhar para resgatar a dignidade de suas aposentadorias”, afirmou. Para ele, a “reforma” aprovada em 2019 foi feita “só para tirar direitos”.

“Somos uma sociedade que temos que entender que a maioria tem que ser protegida, não a minoria”, ressaltou. Por outro lado, ele afirmou que “quanto mais gente tiver recebendo um salário digno” no Brasil, “mais circula o dinheiro”, estimulando a economia e impulsionando a criação de empregos.

Reforma da “reforma”: diálogo

Nesse sentido, Lupi afirmou que formar uma “comissão quadripartite” para rever as mudanças. De acordo com o ministro, essa “mesa de negociação” será composta por representantes do governo, de sindicatos de empregadores, de trabalhadores e de aposentados.

O objetivo dessa comissão, segundo ele, é analisar “com profundidade” as mudanças nas regras do sistema previdenciário. “É primordial um novo relacionamento entre previdência e seguridade social”, frisou. Para tanto, ele disse que ainda pretende discutir a questão com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

Lupi, no entanto, evitou estabelecer um prazo para a apresentação da proposta que pretende rever as regras em vigor. Mas disse que é possível apresentá-la “até o fim do ano”.

Transparência

Ao mesmo tempo, o ministro se comprometeu com a criação de um “portal de transparência” do INSS, com o objetivo de publicar a cada mês um balanço de aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Essa ferramenta estará disponível até março, segundo ele. “Quero ter transparência dos recursos. Não podemos enganar o povo brasileiro”.

Lupi, que já foi ministro do Trabalho e Emprego durante o segundo governo Lula e o primeiro ano do governo Dilma Rousseff, exaltou o retorno do líder metalúrgico. Disse que Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela são os únicos a “sair das profundezas da injustiça e chegar de volta ao poder pelo voto popular”.

FONTE: Rede Brasil Atual

Parabéns ao Dieese, pelos 67 anos de serviço aos trabalhadores

Nos anos 70, o Dieese ganhou notoriedade por comprovar que o governo da ditadura manipulava a inflação, a fim de inibir reajustes salariais e manter arrochados os ganhos dos trabalhadores.

Essa manobra visava ainda tirar força das reivindicações das categorias e esfriar o movimento contra a “carestia”, que ganhava ímpeto nas periferias, especialmente entre as mulheres pobres e também da classe média.

Quem descobriu a manobra foi Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômico, à época dirigido por Walter Barelli, ex-bancário do (do BB) e formado em Economia.

O ano de criação do Dieese é 1955, surgindo basicamente para assessor as categorias profissionais nas negociações salariais, pois o patronato manipulava números, não recebia contestação tecnicamente qualificada e impunha os reajustes goela abaixo.

Um dos fundadores do Dieese foi o Luiz Tenório de Lima. Ele era dirigente do Sindicato dos Laticínios de SP. Viria depois, também, presidir a Federação dos Trabalhadores em Alimentação e o CGT – Comando Geral dos Trabalhadores, criado no governo Jango, mas fechado pela ditadura imposta em abril de 1964.

AMPLO – Sem tutela partidária ou governamental, o Dieese cresceu e hoje presta amplos serviços ao sindicalismo. Tais como: Pesquisa mensal da cesta básica; Estudos por setor produtivo ou categoria profissional; Assessoria nas negociações coletivas ou por pagamento de PLR; Cursos de formação sindical e educação, incluindo a Faculdade de Ciências do Trabalho.

Organização – Hoje, apesar do massacre financeiro ao sindicalismo, por parte de Temer e Bolsonaro, o Dieese mantém representação em 17 Unidades da Federação.

Homenagem – Em 2015, aos 60 anos, a Agência Sindical foi agraciada com um Troféu pelos 60 anos do Dieese. O jornalista João Franzin conta: “A primeira negociação da qual participei com o Dieese foi em 1985, durante a campanha dos borracheiros de Americana. O técnico que nos assessorou na época foi o Nélson Sato”.

Hoje o professor Fausto Júnior ocupa a diretoria-técnica do Dieese. Sua presidente é Maria Aparecida Faria, Servidora Pública da Saúde no Estado de São Paulo.

Mais – Acesse o site do Departamento

 

FONTE:  Agência Sindical

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Fim das desigualdades é a meta de Lula

 

A concentração de renda nas mãos de uma pequena elite e a pobreza da imensa maioria da população ainda são os principais problemas nacionais. Por isso, Lula faz um chamamento nacional de combate a essa situação. Ele quer ampliar a frente política que o elegeu, engajando o máximo de brasileiros nessa tarefa.

Primeiro mandato – Quando assumiu o primeiro mandato, em janeiro de 2003, Luiz Inácio Lula da Silva lançou o programa nacional contra a fome – “Fome Zero”. Em seus oito anos de governo, a iniciativa teve êxito, por meio da geração de empregos, do Bolsa-Família e outras medidas administrativas.

Agora, em 1º de janeiro de 2023, ou seja, 20 anos depois, Lula volta a martelar nessa tecla, pois o governo Bolsonaro aprofundou a pobreza e cerca de 30 milhões de brasileiros passam fome atualmente.

Na posse, ele falou: “Construímos uma frente ampla não só pra vencer as eleições. Mas pra somar esforços nacionais contras as desigualdades econômicas, sociais, na educação e em outros setores vitais para os brasileiros”.

Salário mínimo – Uma das maneiras de elevar a renda dos brasileiros é com a retomada da política de aumento real para o salário mínimo. Cerca de 38 milhões de brasileiros recebem o mínimo, sejam da ativa ou aposentados e pensionistas. Essa é uma das principais bandeiras do sindicalismo, conforme documento da Conclat, aprovado abril passado.

Miguel Torres – Vai nessa linha o artigo de Miguel Torres, presidente nacional da Força Sindical, publicado na Folha de S. Paulo de hoje (3 de janeiro). Ele escreve: “Vamos trabalhar juntos neste 2023, visando consolidar e ampliar as nossas conquistas. Fortalecer o movimento sindical, lutar pelo crescimento econômico, com distribuição de renda e valorização dos servidores públicos”.

Rumo certo – Para o presidente dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Josinaldo José de Barros (Cabeça), “Lula começou com o pé direito”. Cabeça comenta: “A cerimônia de posse, com a passagem da faixa presidencial por um grupo de brasileiros simples, mostra a diferença entre um governo de face humana e o que acaba de sair, após afundar o Brasil”.
Cabeça completa: “O governo é do nosso lado. Mas os banqueiros e o grande capital vão tentar atrair para o lado deles. O sindicalismo e a classe trabalhadora vão ficar atentos e mobilizados. Bolsonarismo, nunca mais!”

Marinho – Nesta terça, toma posse Luiz Marinho, novo Ministro do Trabalho. Uma das tarefas é reconstruir o Ministério, fechado e mutilado pelo governo Bolsonaro. O ministro é metalúrgico do ABC e tem muita proximidade com o presidente Lula, que também foi metalúrgico em São Bernardo do Campo.

MAIS – Sites das Centrais Sindicais e do Diap.

FONTE: Agência Sindical