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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Luta na Ford e oxigênio para infectados mobilizam sindicalismo

 

O ano começou com a economia parada, desemprego em alta, governo batendo cabeça quanto à vacina e o empresariado na defensiva. Um segmento social, porém, mostrou punch: o sindicalismo, especialmente as Centrais.

Dia 5, elas se reuniram e definiram uma pauta pró-vacina, emprego e retorno do Auxílio Emergencial de R$ 600,00. Dia 11, já sabendo sobre o fechamento da Ford no Brasil, as Centrais voltaram a se reunir.

Uma das deliberações foi defender os trabalhadores da montadora – o Dieese calcula que haverá 119 mil demissões diretas e indiretas. Outra decisão foi implementar medidas solidárias. Aí entra o oxigênio da Venezuela. Na quinta (21), haverá manifestações nas revendas da Ford em todo o País.

As Centrais se articularam com entidades como o IndustriAll e o UAW (metalúrgicos, EUA). O presidente da CUT, Sérgio Nobre, em viagem pela América do Sul, se reuniu com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, quando se discutiu levar oxigênio a Manaus.

Outras – Miguel Torres, presidente da Força Sindical, informa que as articulações interna e externa continuam. A Força orienta aos filiados liberar aos governos – município, Estado e União – suas instalações para a vacinação.

Em âmbito internacional, a Força estuda com a Federação dos Rodoviários do Estado de SP a possibilidade de caminhões brasileiros, em trânsito no território venezuelano e vizinhanças, transportar “não só oxigênio, mas insumos hospitalares pra outras cidades da região amazônica”.

Ford – Afora gerar clamor público, os atos desta quinta nas unidades e revendas Ford visam romper o círculo de silêncio do presidente Bolsonaro e do governador Doria (SP) – este, inclusive, abriu o ano com aumento do ICMS.

Estimativa do Sindicato dos Comerciários de SP (UGT) dá conta de que as frotas Ford nas concessionárias já perderam 30% do valor de mercado.

Fonte: Agência Sindical

 https://agenciasindical.com.br/luta-na-ford-e-oxigenio-para-infectados-mobilizam-sindicalismo/

 

 

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Fechamento da Ford pode afetar 119 mil empregos, aponta Dieese

 

 

 

Estudo do Dieese aponta fortes impactos com o fechamento das três unidades fabris da Ford no Brasil. O fim do ciclo da montadora deve afetar 119 mil empregos diretos e indiretos, além de representar perda de mão de obra qualificada, prejuízos pra engenharia e desperdício de investimentos em tecnologia.

A Agência Sindical entrevistou o professor Fausto Augusto Junior, diretor-técnico da entidade. A Ford manterá aqui apenas a sede administrativa da América do Sul, o Centro de Desenvolvimento de Produto e o Campo de Provas.

PRINCIPAIS TRECHOS

• Empresa – “A questão tem dois ângulos. O estrito, ou seja, da estratégia de mercado da própria empresa, e o aspecto geral, que tem a ver com a política industrial brasileira para o setor, em vigor há décadas”.

• Reestruturação – “O setor automotivo se reestrutura a cada década, por razões tecnológicas e outras. Cabe aos governos decidir se querem ter em seus países um setor automotivo forte. No Brasil, dominamos todas as fases de produção de um veículo, desde o seu desenho na prancheta”.

Fonte: Agência Sindical 

• Tendência – “O caso Ford pode não ser um só, isolado. Pode apontar uma tendência, com a opção das empresas de serem apenas montadoras. A produção ficaria para nichos de veículos especiais. Corremos esse risco, o que desmancharia um modelo consolidado desde JK”.

• Mercado – “O brasileiro já foi o quarto maior do mundo. Hoje, ocupa a sexta posição. Pra chegar nesse estágio e se manter, sempre foi um mercado protegido, com nacionalização de setores e outras medidas. O próprio Collor, que havia liberado tudo, teve que rever sua política”.

• Início – “Esse desmonte começou em 2016 e prosseguiu. A ser mantida a política liberal, a tendência de perda se acentua. O desmonte do Inovar Auto e de outras políticas precipitou a crise. Hoje, o México é mais atrativo, porque paga menos que a China e o sindicalismo é frágil”.

Domingo, dia 17, O Estado de S. Paulo trouxe de manchete que o Brasil, nos últimos seis anos, perde em média 17 fábricas por dia. Na avaliação de Fausto Augusto, “o governo não tem uma estratégia para o setor industrial”.

Fonte: Agência Sindical

https://agenciasindical.com.br/fechamento-da-ford-pode-afetar-119-mil-empregos-aponta-dieese/

 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Caso Ford mostra política industrial capenga, diz economista

 

Pedro Afonso Gomes, presidente do Sindicato dos Economistas do Estado de SP, olha a árvore e enxerga também a floresta. Por isso, o fechamento das fábricas da Ford no Brasil denuncia problema “setorial e de política industrial”.


Segundo o economista, política industrial é o conjunto de ações dos setores público e privado pra compor uma estratégia de crescimento da indústria, mas essa política não é desenvolvida pelo governo federal. Ele afirma: “Quando é bem desenvolvida, gera resultados. O governo tem que responder com aquilo que consegue fazer. E nesse caso não fez”.

O economista também critica a dependência da montadora de subsídios públicos. Ele observa: “Desde os anos 50, a indústria funciona nessa base. Ou seja, redução de impostos e empréstimos. A Ford tomou mais de R$ 300 milhões do BNDES dizendo que ia gerar empregos. E não gerou”. Pedro Afonso Gomes comenta: “Um negócio tem que sobreviver na relação entre seus custos e o consumidor. Ninguém pode ser sustentado só com recursos públicos, principalmente uma multinacional”.

Quinta, 14, o dirigente dos Economistas falou na live do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e região. Principais trechos:

Economista – Nós analisamos o mundo. A formação é voltada pra finalidade de aumentar a renda e a riqueza da população. O economista faz isso buscando otimizar os recursos.

Função – Recuperar finanças de empresas, estudar novos mercados, aumentar a lucratividade, analisar o mundo que está fora da empresa, o que ela produz ou pode melhorar em termos de desempenho – tudo isso faz parte do nosso trabalho.

Recuperação – A empresa percebe que está mal quando não quita compromissos. O economista tenta fazer a reestruturação. Nas 27 empresas que recuperei, verifiquei se a produção estava otimizada, analisei vendas, logística e contas. Sem isso, não se faz recuperação.

Contratação – Pode ser contratado pra um trabalho continuado e/ou pontual. O economista pode orientar a empresa a se reestruturar e seguir.
 
FONTE: Agência Sindical
 
https://agenciasindical.com.br/caso-ford-mostra-politica-industrial-capenga-diz-economista/

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Além do vírus e do desemprego, brasileiro pena com a carestia

O fantasma da carestia volta a rondar. Além da pandemia e desemprego acelerado, a população vê minguar seu poder de compra, especialmente dos itens básicos. É o que constata Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA), do Dieese, concluída em dezembro.

Os apontamentos indicam que, em 2020, os preços dos alimentos necessários para as refeições de um adulto aumentaram em todas as Capitais. A maior alta ocorreu em Salvador (32,89%). Curitiba registrou a mais baixa: 17,76%. Na Capital paulista, o aumento entre janeiro e dezembro chegou a 24,69%. Em dezembro, a cesta mais cara era a paulistana, que custava R$ 631,36.

Segundo o Dieese, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, no conjunto das Capitais pesquisadas – pra quem recebe salário mínimo e trabalha 220 horas – era de 115 horas e 8 minutos, em dezembro.

O levantamento também informa: “Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, após o desconto à Previdência, se verifica que a pessoa remunerada pelo Piso nacional comprometeu, em dezembro, na média, 56,57% do salário líquido pra comprar os alimentos básicos a um adulto”.

MAIS – Site do Dieese.

Fonte: Agência Sindical 

https://agenciasindical.com.br/alem-do-virus-e-do-desemprego-brasileiro-pena-com-a-carestia/

 

 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Tragédia social no País vai aumentar, alerta Força Sindical


 A Força Sindical divulgou Nota criticando a decisão da Ford de fechar todas as plantas no Brasil em 2021. De acordo com a Central, isso pode aumentar ainda mais a tragédia social no País causada pelas persistentes crise econômica e pandemia da Covid-19.

Presidente da entidade, Miguel Torres, que também presidente a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNTM), diz que a notícia pegou a todos de surpresa. “Achamos um absurdo essa decisão”, diz.

Reunião – Nesta quarta, 13, as Centrais Sindicais se reúnem para discutir quais serão os próximos passos para tentar evitar a demissão em massa de mais de 5 mil trabalhadores. “Temos que achar outra alternativa. Vamos chamar quem tem poder político para intervir”, alerta Miguel Torres.

Nota – Leia abaixo a Nota da Força Sindical sobre anúncio de fechamento da Ford no Brasil.

Falta sensibilidade social ao governo

É um absurdo a Ford encerrar sua produção no Brasil, fechando mais de 7 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, e aumentando ainda mais a tragédia social no País causada pelas persistentes crise econômica e pandemia do coronavírus.

Além desta total falta de sensibilidade social, a Ford age sem diálogo algum com os sindicatos representantes dos trabalhadores das unidades que serão fechadas.

Esperamos que o governo Federal e os governos estaduais de São Paulo, da Bahia e do Ceará intervenham para cobrar da Ford o compromisso produtivo com o País e um recuo diante de um anúncio tão grave como este.

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes

Fonte: Agência Sindical

https://agenciasindical.com.br/tragedia-social-no-pais-vai-aumentar-alerta-forca-sindical/

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Abono salarial 2020/2021: nascidos em janeiro recebem a partir do dia 19; veja regras

Trabalhadores que recebem menos de dois salários mínimos e cumprem requisitos podem sacar o valor de, no máximo, R$1.100

Tem direito ao abono as pessoas cadastradas no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos.
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tem direito ao abono as pessoas cadastradas no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos.

O abono salarial 2020/2021 para aniversariantes de janeiro e fevereiro vai ser liberado a partir do dia 19 deste mês. Os bancos públicos seguem com o pagamento do benefício, a partir do calendário divulgado pelo governo federal. 

 

Leia mais: Abono salarial de Doria é falso reajuste para professores, diz Apeoesp

O valor máximo de pagamento do abono salarial corresponde a um salário mínimo (R$ 1.100,00). A quantia mínima é de R$ 92,00, sendo proporcional ao tempo de contrato do trabalhador.  

Os requisitos para ter acesso ao benefício são:

- Estar cadastrado no PIS há pelo menos cinco anos;

- Ter recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base;

- Ter exercido atividade remunerada para Pessoa Jurídica, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;

- Ter seus dados informados pelo empregador (Pessoa Jurídica) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS)/eSocial.

Trabalhadores da iniciativa privada recebem o benefício por meio do Programa de Integração Social (PIS), pago pela Caixa Econômica Federal. Já para os servidores públicos, o abono vem pelo Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), gerido pelo Banco do Brasil.

Leia mais: Medidas anticrise de Guedes são necessárias mas insuficientes, dizem economistas

Para consultar o PIS na internet, basta acessar o site da Caixa, informar CPF e o Número de Identificação Social (NIS) ou o e-mail e a senha. No caso do Pasep, o site do Banco do Brasil também disponibiliza os dados, a partir do CPF e número de inscrição.

Calendário

Há uma possibilidade de antecipação do pagamento do abono para os trabalhadores nascidos em outros meses, para compensar o fim do auxílio emergencial pago durante a pandemia de coronavírus. O governo, no entanto, ainda não confirmou a mudança.

A previsão do momento é que nascidos em março e abril recebam o abono salarial a partir de 11 de fevereiro deste ano. Já quem faz aniversário nos meses de maio e junho tem acesso liberado a partir do próximo 17 de março.  

Edição: Daniel Lamir

 FONTE: Brasil de Fato


https://www.brasildefato.com.br/2021/01/13/abono-salarial-2020-2021-nascidos-em-janeiro-recebem-a-partir-do-dia-19-veja-regras

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Número de pedidos de seguro-desemprego cresce em 2020 e atinge 6,8 milhões

Reprodução
 
Com certa melhoria do mercado formal, quantidade de pedidos de seguro-desemprego diminuiu nos últimos meses do ano.

 Mais de 40% dos requerimentos se concentraram no setor de serviços. Centrais defenderam aumento de parcelas, mas governo e empresários barraram

São Paulo – O número de pedidos de seguro-desemprego atingiu 6,784 milhões em 2020, crescimento de 1,9% sobre o ano anterior (6,655 milhões), segundo o Ministério da Economia. Com um total de 2,779 milhões, o setor de serviços concentrou 41% dos pedidos.

Na sequência, o comércio respondeu por 26,6% do total. Depois vêm indústria (17,1%), construção (9,4%) e agropecuária (4,9%). No recorte por gênero, 59,8% dos pedidos de seguro-desemprego foram feitos por homens e 40,2%, por mulheres.

Em relação à idade, os dados seguem a tendência do mercado de trabalho brasileiro. Um terço dos pedidos (33,1%) foi feito por trabalhadores de 30 a 39 anos. Outros 20,6% se concentraram na faixa de 40 a 49 anos.

Veto no Codefat

Com alguma melhora no mercado formal, a quantidade de pedidos diminuiu nos últimos meses. Em dezembro, foram 425.691, 4,6% a menos do que no mês anterior. O pico foi registrado em maio, na fase inicial da pandemia: 960.308 requerimentos.

A quantidade de parcelas vai de três a cinco, conforme o período trabalhado. E o valor depende de uma média salarial dos três meses anteriores à dispensa – em 2020, o teto foi de R$ 1.813,03. Com a crise, as centrais sindicais tentaram aumentar o número de parcelas, mas governo e patrões se uniram para derrubar a proposta no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

 

FONTE: Rede Brasil Atual

 

https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2021/01/seguro-desemprego-2020-cresce-68-milhoes/