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sexta-feira, 5 de julho de 2013

11 DIA NACIONAL DE LUTAS COM GREVES E MOBILIZAÇÕES

Quase uma centena de organizações convoca mobilização em defesa e ampliação de direitos. Reunidas na última terça-feira (25), em São Paulo, para definir a participação no Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações, a atividade organizada pelas centrais sindicais vai ocorrer Brasil afora no próximo dia 11 de julho.
Observem que há aqui dois aspectos de suma importância. Primeiro todas as entidades farão esse ato nacional unitariamente. Não há nenhuma organização querendo hegemonizar o evento ou almejando destaque para ocupar espaços. O momento nacional exige este tipo de postura.
O segundo é a compreensão que é necessária luta unitária, agenda definida e vigorosa mobilização – ruidosa, massiva, vibrante, avançada e que estimule os trabalhadores a irem às ruas com esse espírito.
Veja as bandeiras de luta:
- Fim do fator previdenciário
- 10% do PIB para Saúde
- 10% do PIB para Educação
- Redução da jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução de salários
- Valorização das aposentadorias
- Transporte público e de qualidade
- Reforma Agrária
- Mudanças nos leilões de petróleo
- Contra o PL 4.330/04, sobre terceirização
- Reforma política e realização de plebiscito popular
- Reforma urbana 
- Democratização dos meios de comunicação
- Contra o genocídio da juventude negra e dos povos indígenas 
- Contra a repressão e a criminalização das lutas e dos movimentos sociais 
- Contra a impunidade dos torturadores da ditadura de 64 
- Contra a aprovação do estatuto do nascituro 
- Contra a redução da idade penal

quinta-feira, 4 de julho de 2013

CALENDÁRIO DO PIS

NASCIDOS  EM
RECEBEM A PARTIR DE
RECEBEM AT É


JULHO                               

13 / 08 / 2013
                                                
30 / 06 / 2014
A G O S TO                        
15 / 08 / 2013
15 / 08 / 2013
SETEMBRO 
20 / 08 / 2013
30 / 06 / 2014
OUTUBRO                          

22 / 08 / 2013
30 / 06 / 2014
NOVEMBRO                       
12 / 09 / 2013
30 / 06 / 2014
DEZEMBRO                        
17 / 09 / 2013
30 / 06 / 2014
JANEIRO                            
19 / 09 / 2013
30 / 06 / 2014
FEVEREIRO                        
24 / 09 / 2013
30 / 06 / 2014
MARÇO                                
10 / 10 / 2013
30 / 06 / 2014
ABRIL                                  
15 / 10 / 2013
30 / 06 / 2014
MAIO                                    
17 / 10 / 2013
30 / 06 / 2014
JUNHO                                   
22 / 10 / 2013
30 / 06 / 2014


I - O crédito em conta para correntistas da CAIXA será efetuado a partir de julho/2013.
II - Pagamento pelo CAIXA PIS-Empresa (por intermédio das empresas conveniadas) - o crédito será efetuado na folha de salários dos meses de julho a agosto/2013.
III - Pagamento de Abono regularização cadastral (inciso II do art. 2º, desta Resolução) no período de 02.12.2013 a 30.06.2014.


Fonte: DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

SEÇÃO   1, Nº 127, quinta-feira , 4 de julho de 2013 ISSN 1677-7042  73

quarta-feira, 3 de julho de 2013

REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 40 HORAS

Paulo Paim cobra redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais

Em pronunciamento nesta segunda-feira (1º), o senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/1995, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário, e aumenta para 75% a remuneração de serviço extraordinário. A proposta aguarda votação no Plenário da Câmara, onde foi relatada pelo deputado Vicentinho (PT-SP).

A proposta foi apresentada por Paulo Paim e por Inácio Arruda (PCdoB-CE), à época em que os dois atuais senadores exerciam mandato de deputado federal.

Paim disse que a redução da jornada de trabalho, sem diminuição do salário, já uma realidade no país, citando como exemplo acordos obtidos por sindicatos de trabalhadores de Gravataí e de São Sebastião do Caí, no Rio Grande do Sul.

- A redução da jornada de trabalho é uma antiga bandeira de luta dos todos os brasileiros, e poderá criar três milhões de novos empregos - disse Paim, citando dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Fonte: Agência Senado

sexta-feira, 28 de junho de 2013

APROVADO PROJETO QUE DESTINA ROYALTIES DO PETRÓLEO PARA A EDUCAÇÃO

Senado aprova urgência para votação de projeto que destina royalties do petróleo para a educação

27/06/2013

Escrito por: Agência Brasil

Os senadores aprovaram ontem (26) requerimento para que o projeto de lei que destina 75% dosroyalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde seja apreciado em regime de urgência no plenário da Casa. A matéria foi aprovada na terça pelos deputados, mas o presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que ela precisa ser estudada pelos senadores porque foi aprovada uma emenda que inclui contratos já estabelecidos entre os que serão abarcados pelas novas regras.
A expectativa é que os senadores votem o projeto na próxima semana. A proposição é do Poder Executivo. O governo federal espera atingir a meta de aplicar 10% dos recursos do Produto Interno Bruto do país em educação utilizando o dinheiro dos royalties. O passe livre estudantil também seria garantido com essa verba, segundo projeto de lei apresentado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Centrais, UNE e MST marcam mobilização para 11 de julho

Centrais, UNE e MST marcam mobilização para 11 de julho

Dia 11 de julho, uma quinta-feira, será o Dia Nacional de Mobilização do Sindicalismo.

A data foi definida em reunião das Centrais Sindicais CUT, Força, UGT, Nova Central, CTB, CGTB, CSP-Conlutas e CSP na manhã desta terça (25), em São Paulo, na sede da UGT. O encontro foi ampliado com a presença da UNE e do MST.

A mobilização dos trabalhadores vai reforçar a Pauta Trabalhista e incorporar reivindicações do conjunto da população, como melhoria no transporte urbano, mais investimentos em saúde pública e reajuste para os aposentados. A reforma política também foi debatida no encontro. Para Vagner Freitas, presidente da CUT, a população quer outra forma de fazer política. "O modelo atual está desgastado", ele afirma.

Patah - O presidente da UGT analisa que não há discordância entre a pauta sindical e dos manifestantes. Ele diz: "O que a população quer é um Estado mais efetivo, gastos públicos sob controle, transparência, combate à corrupção e mais diálogo. É o que sindicalismo sempre defendeu".

Indústria - Presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva votou a bater numa tecla recorrente da Força: a desindustrialização. "O jovem se forma e não encontra emprego de qualidade. Acaba indo para setores que tradicionalmente pagam menos. Os melhores empregos, hoje, estão no Exterior", ele argumenta.

Educação - Pontos aprovados na Conclat 2010 voltaram com força à reunião desta terça. Os sindicalistas lembraram que a Conclat havia aprovado 10% do PIB na Educação e também 10% na Saúde. Houve, ainda, críticas ao acúmulo de recursos destinados a formar superávit primário. Para os sindicalistas, esses recursos fazem falta nos serviços públicos reclamados pela população.


Fonte: Agência Sindical

SEM CRESCIMENTO ECONÔMICO NÃO HÁ COMO SUSTENTAR PAUTA POPULAR



Para Dieese, país precisa de política de crescimento para atender pauta popular:

Na infinitude de cartazes das recentes manifestações, com todo o tipo de reivindicação, chamou a atenção a ausência de pautas tradicionais como inflação e desemprego. No entanto, a condução da política econômica causa preocupação ao diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. “A grande questão que precisaríamos construir no Brasil é de sustentação do crescimento econômico. Sem isso, não conseguimos sustentar várias dessas pautas (das ruas)”, diz o economista, que participou da reunião das centrais na manhã desta terça-feira (25), na sede da UGT, em São Paulo.

Para ele, os itens econômicos não são “questões prementes” neste momento. “O desemprego não está aparecendo como um problema. A inflação está alta, mas não está maior do que já houve no passado, não está fora do controle. Os protestos mostram fatos mais presentes no cotidiano das pessoas, como o transporte.”

O crescimento necessário passa por mais investimentos produtivos, em áreas como ciência e tecnologia e infraestrutura. Mas Clemente acredita que algumas das medidas adotadas vão no sentido contrário, como a elevação dos juros. "A política monetária em curso vai contra uma estratégia de crescimento. Houve uma pressão descabida da sociedade, criando uma situação cujo remédio é grave para a perspectiva de crescimento."

O efeito colateral desse remédio, diz o técnico do Dieese, é preocupante: corte no orçamento. "Você vai gastar menos com outras coisas", lembra. E a consequência é "reduzir a atividade econômica, que já está baixa". Inflação de demanda não representa um problema para o país, acrescenta o economista: "Não há consumo excessivo".

Clemente acredita que a economia crescerá "com quase certeza" abaixo de 3% este ano. As taxas de desemprego tendem a ficar próximas das do ano passado, "se houver uma sinalização de que o crescimento vai estar em torno de 2,5%".

Fonte: Agência Brasil
 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Petrópolis - casas só para ricos

Fazem mais de dois anos após as chuvas que vitimaram quase uma centena de moradores de Petrópolis, neste ano foram mais trinta e três pessoas, foram os desabrigados.

Milhares de pessoas vivem em áreas de risco esperando que não chova, para não perderem tudo o que construíram, ou pior não morrerem no próximo verão que inEvitavelmente virá, nem os poderosos podem conseguir dete - lo.

Os políticos da cidade dizem que não existem terrenos para construção de casas para os desabrigados, como dizem também que não existem terrenos para indústrias que trariam empregos para o povo trabalhador.

Mas a despeito de tudo isso,  em Petrópolis vários condomínios de luxo estão sendo construídos, alguns de 100 unidades, para a especulação imobiliária se arranja terrenos, licenças e o que for necessário para a construção de moradias para os abastados que, só querem passar os fins de semana na cidade, descansando, enquanto nosso povo sofre sem moradias e sem emprego.

Os nossos "veículos de desinformação" sequer traçam um comentário sobre o assunto.

Mas, tal fato foi levantado pelo jornal Folha de São Paulo, do dia 02 de abril de 2013 e passaria desapercebido pela maioria da população petropolitana, não fosse o pronunciamento da Deputada Estadual Janira Rocha do PSOL que, valentemente, leu a matéria no Plenário da ALERJ.


Segue abaixo, o pronunciamento, da Deputada Janira Rocha,  sobre a matéria. O link do Youtube para assisti - lo é www.youtube.com/watch?v=P5tt8vFPsEU

DEPUTADA JANIRA ROCHA
A SRA. JANIRA ROCHA - Sr. Presidente, na verdade, eu vim hoje à tribuna falar sobre um artigo da Folha de S. Paulo a respeito da Cidade de Petropólis. Mas, antes, informo à Casa que neste momento, nas escadarias da Alerj estão mais ou menos 80 estudantes e bombeiros reivindicando ao Presidente da Casa a entrada para as galerias, para, democraticamente, se manifestarem sobre a pauta da anistia dos bombeiros e da Polícia Militar.

Juridicamente, alguns policiais militares já voltaram aos seus postos de trabalho, mas ainda faltam três, além dos 14 bombeiros excluídos.

Como todos sabem, há um Projeto tramitando nesta Casa, iniciativa de 64 Deputados encabeçados pelo Deputado Paulo Ramos, que aguarda a vinda a Plenário para votação. Estão presentes na escadaria deste Palácio entre 70 e 80 estudantes, bombeiros e servidores públicos que apoiam a causa da anistia, reivindicando a entrada para, como todos os outros setores e categorias, manifestarem-se democraticamente.

O SR. PAULO RAMOS - V.Exa. me concede um aparte?
A SRA. JANIRA ROCHA - Concedo um aparte ao Deputado Paulo Ramos. O SR. PAULO RAMOS - Deputada Janira Rocha, cumprimento V.Exa. pela manifestação, pois a anistia é mais do que exigível. Contudo, como todos sabem, o Regimento Interno não é cumprido nesta Casa e, de forma absurda, o Projeto não é incluído na Ordem do Dia. Temos ao menos alguma expectativa quanto à decisão do Poder Judiciário, na medida em que há uma ação tramitando para compelir a Presidência a incluir o Projeto na Ordem do Dia, como seria seu dever de ofício, mas não é cumprido.
Muito obrigado.

A SRA. JANIRA ROCHA - Venho me somar à manifestação que está lá fora, e grande parte daqueles manifestantes pertence ao curso pré-vestibular para estudantes carentes da Universidade Federal Fluminense, porque, durante a prisão dos 439 bombeiros em Charitas, eles estavam presentes em apoio, e desde aquela época acompanham a luta da categoria. Os bombeiros fizeram um chamado para esse apoio, os estudantes organizaram esse ato e estão, neste momento, na escadaria da Alerj reivindicando o direito de ocupar as galerias ao Presidente desta Casa. Vamos aguardar a chegada de S.Exa. para que ele autorize a entrada desses manifestantes, até porque se trata de manifestação pacífica, serena, com o direito democrático de entrar nesta Casa como qualquer outra categoria e outro setor de trabalhadores.

Deixo claro que continuamos apoiando aqueles que veementemente reivindicam nesta Casa a votação da anistia para os trabalhadores bombeiros e da Polícia Militar. Não é justo o que está acontecendo nos quartéis, há uma situação de pânico sendo imposta a esses trabalhadores, que são tratados hoje com repressão, punições e prisões. Achamos que essa política está equivocada, errada e constrói um monstro que pode ficar incontrolável mais à frente. Não há na história alguém que consiga controlar a vida inteira as contradições de um setor de trabalhadores, de um setor de classe. Este Governo conseguiu, sim, impor uma derrota ao movimento dos bombeiros em janeiro passado em função da mobilização, retomando uma ofensiva dentro dos quartéis, mas que ele não pense que vai conseguir controlar esses trabalhadores do Corpo de Bombeiros com punições, repressão e ameaças.

A semente foi jogada com a primeira luta, a primeira mobilização. Os bombeiros e os policiais militares já sabem o que é lutar e que podem conquistar com luta, conhecem as contradições que existem nessa hierarquia. Por isso, acho que nós, parlamentares, temos que ficar de olho no que vem ocorrendo nos quartéis, porque quando vier uma reação lá de dentro, pode ser que não haja capacidade de controlá-la aqui fora. A melhor maneira de tratar esses trabalhadores não é da forma como fazem hoje, mas com negociação, ponderação de interesses que eles apresentam a partir de suas pautas de reivindicação, com anistia e diálogo. Não adianta achar que será possível manter a ditadura militar nos quartéis quando ela, desde 1985 neste País, deixou de existir. Não pode haver um estado democrático de direito com territórios de exceção, e hoje objetivamente o Estado do Rio de Janeiro tenta patrocinar uma política de territórios de exceção dentro do regime democrático em nossas instituições.
Então, é um alerta que faço não necessariamente quanto ao controle visualizado agora a ser mantido por mais tempo. E entendo que a presença aqui dos estudantes e dos bombeiros nas galerias serve para essa ponderação e esse diálogo. E se nos quartéis os generais, coronéis, os comandantes não estão permitindo o acesso a diálogo, não deve a Assembleia Legislativa seguir a mesma lógica. Não acho que a Assembleia Legislativa tenha de cortar esse canal de diálogo, de negociação e ponderação.
É um absurdo que os representantes, os estudantes e todos os bombeiros que se encontram lá fora defendendo a causa dos militares não consigam ter acesso às galerias. Vamos pedir à Presidência da Casa que isso seja garantido.

 Finalmente, chamou minha atenção uma nota da Folha de São Paulo, do dia 02.04.13, com o seguinte título: "Sem casas populares. Petrópolis vê boom de condomínios de luxo". Faço questão de ler esta matéria aqui, do enviado especial a Petrópolis, jornalista Ítalo Nogueira.

(Lendo):
"Enquanto o Poder Público alega ter dificuldades em encontrar terrenos para a construção de casas populares em Petrópolis, onde 33 pessoas morreram vítimas de deslizamentos em março, a cidade está repleta de novos empreendimentos imobiliários privados.

Doações de construtoras em Petrópolis se reduzem a menos da metade. Novos condomínios são anunciados como exclusivos, com preços de 500 mil por apartamento. Há, ao menos, 24 empreendimentos à venda, em construções ou na planta. Alguns, com mais de cem unidades.

Desde 2011, quando mais de 900 pessoas morreram na Região Serrana, o Governo Estadual não concluiu nenhuma casa. Em Petrópolis, o Estado desapropriou só um terreno na cidade para a construção de 368 apartamentos. A obra ainda não começou.
Existe uma grande dificuldade de terrenos na região, principalmente em função da topografia agravada pelo impacto das enchentes que periodicamente se abateram nessas áreas", disse a Secretaria Estadual de Obras.
A indústria mobiliária conseguiu superar essas dificuldades que a Secretaria não conseguiu. Novos condomínios de luxo surgem em áreas próximas ao centro da cidade. Empresários do setor confirmam o desafio em encontrar áreas livres. Cerca de 70% do município está sob preservação ambiental".

(Conclui a leitura)

Então, como o meu tempo concluiu, estou lendo esta matéria por entender que isso é um verdadeiro escândalo. Nós tivemos 900 pessoas mortas na Região Serrana em função da enchente, das grandes chuvas, dos deslizamentos, enfim, da grande tragédia que se abateu sobre a cidade há dois anos. Até hoje, não foi construída uma única casa. Nem em Petrópolis, nem em Teresópolis. Governo Federal, Estadual e municípios juntos não conseguiram superar o problema dos terrenos e as dificuldades por eles alegadas para construírem uma única casa. No entanto, noticia aqui a Folha de São Paulo, matéria datada de 02.04.13, que existe um boom imobiliário, um boom de construção de grandes condomínios de luxo. Em Petrópolis, apartamentos estão sendo vendidos na planta por 500 mil reais. Existem hoje vários empreendimentos em andamento, anunciando condomínios exclusivos.
Isso é um escândalo, uma desmoralização que deveria ser motivo de impeachment para os responsáveis por uma tragédia como essa. Temos 33 pessoas mortas nessa última tragédia em Petrópolis - além das 900 da tragédia passada - e o Governo Federal, com toda sua estrutura; o Governo do Estado, com todo seu "progresso", seu propalado "desenvolvimento", os municípios, ninguém foi capaz de construir uma única casa!

Mas hoje há vários empreendimentos de luxoeosetorimobiliário dizendo que as chances do setor, que o aquecimento do setor imobiliário e dos condomínios de luxo é imenso.
Essa matéria do jornal deveria nos dar motivo para a abertura de uma CPI nesta Casa, mas não uma CPI para fazer saudação à bandeira, mas para responsabilizar e prender pessoas que não têm vergonha na cara, por termos uma situação como esta em nosso Estado.

Essa matéria, infelizmente, está num jornal de São Paulo porque sabemos que a maioria dos jornais deste Estado está comprada e comprometida em esconder essa realidade.

Como é matéria de São Paulo, dou publicidade e peço à Presidência que esta matéria seja publicada nos Anais da Casa.
Muito obrigada, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (José Luiz Nanci) - Está deferido o pedido de V.Exa. "Sem casas populares, Petrópolis vê "boom" de condomínios de luxo

ITALO NOGUEIRA
ENVIADO ESPECIAL A PETRÓPOLIS (RJ)
Enquanto o poder público alega dificuldade em encontrar terrenos para a construção de casas populares em Petrópolis, onde 33 pessoas morreram vítimas de deslizamentos em março, a cidade está repleta de novos empreendimentos imobiliários privados.
Doações de construtoras em Petrópolis se reduzem a menos da metade.

Novos condomínios são anunciados como "exclusivos", com preços de até R$ 500 mil por apartamentos. Há ao menos 24 empreendimentos à venda, em construção ou na planta, alguns com mais de cem unidades.

Desde 2011, quando mais de 900 pessoas morreram na região serrana, o governo estadual não concluiu nenhuma casa. Em Petrópolis, o Estado desapropriou só um terreno na cidade para a construção de 368 apartamentos. A obra ainda não começou.

"Existe uma grande dificuldade de terrenos na região serrana, principalmente em função da topografia, agravada pelo impacto das enchentes que periodicamente se abateram nessas áreas", disse a Secretaria Estadual de Obras.

A indústria imobiliária conseguiu superar as dificuldades. Novos condomínios surgem até em áreas próximas ao centro da cidade.

Empresários do setor confirmam o desafio em encontrar áreas livres. Cerca de 70% do município está sob preservação ambiental. Há também restrições de tombamentos pelo patrimônio histórico da cidade abrigou residência de férias da família imperial. Mas afirmam que o empecilho não impede que a cidade viva o aquecimento do mercado imobiliário.

"Tem que garimpar. É preciso conhecer bem a região e entender onde há abertura na legislação para fazer. Talvez a diferença seja que nós estamos focados nisso, precisamos disso para trabalhar", afirmou o diretor de uma das principais imobiliárias da cidade, que pediu anonimato.

O condomínio Villa Bella começou a ser construído no fim de 2011. Está no terreno antes ocupado por espaçosa casa de veraneio. Os futuros moradores das 32 unidades, a serem concluídas em dezembro, serão vizinhos de moradores de áreas de risco.

Os prédios estão sob do morro 24 de maio, onde há sirenes que alertam em caso de risco de deslizamento. Petrópolis tem 5 mil famílias vivendo em áreas de risco, segundo a prefeitura.

A Secretaria Estadual de Obras disse apenas que "não há comparações técnicas" entre a construção de condomínios privados e de unidades habitacionais pelo poder público. Afirmou ainda que o governo gastou R$ 6,5 milhões em compra assistida para 267 famílias que viviam em risco na cidade.

O prefeito Rubens Bomtempo (PSB) afirmou que os terrenos são caros, e que o centro da cidade está saturado. Ele disse que o número de empreendimentos "não foge da média histórica da cidade".

Bomtempo disse também que o município precisa alterar o Código de Obras, de 1976, cujas regras dificultam empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida."

O SR. PRESIDENTE (José Luiz Nanci) - Esgotado o tempo do Expediente Inicial, a Presidência suspende os trabalhos por cinco minutos, quando retornaremos com Ordem do Dia.
Está suspensa a Sessão.

Pg. 6. Poder Legislativo. Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro (DOERJ) de 04/04/2013
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www.youtube.com/watch?v=P5tt8vFPsEU

(http://www.youtube.com/watch?v=P5tt8vFPsEU)