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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Se a CLT não cabe no bolso, o problema não é o jovem – Marcos Verlaine

 


Para reconquistar a juventude, a CLT precisa oferecer renda, direitos, perspectiva e flexibilidade, sem transformar precarização em liberdade nem proteção em privilégio.

No artigo “Quando a precarização é vendida como liberdade”, publicado no Portal Vermelho nesta quarta-feira (26), procurei mostrar que a perda de prestígio da CLT entre parcelas da juventude não pode ser explicada simplesmente por suposta rejeição aos direitos trabalhistas.

Essa resulta de combinação de precarização, baixa remuneração, mudanças tecnológicas, dificuldades de ingresso no mercado e, sobretudo, de disputa ideológica que há anos procura apresentar direitos como obstáculos à liberdade.

A questão que se impõe agora é outra, complementar: o que fazer para que a juventude, sobretudo a mais pobre, volte a enxergar na carteira assinada conquista. E não prisão? Esse trabalho precisa ser enfrentado pelo Estado e pelos sindicatos.

A resposta começa por constatação incômoda: não se reconquista o jovem para a CLT apenas explicando o que são férias, 13º salário, FGTS e Previdência. É preciso fazer com que esses direitos sejam acompanhados de renda, autonomia, respeito, perspectiva profissional e qualidade de vida.

O jovem não está errado ao procurar ocupação que lhe permita viver melhor.

Números desmentem tese da “geração sem CLT”

Pesquisa recente da Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva, ajuda a qualificar o debate. Entre os jovens de 16 a 29 anos que trabalham, 44% têm carteira assinada. Outros 15% são assalariados sem registro, 13% são autônomos ou freelancers, 10% estão em trabalhos informais e 8% são estagiários ou aprendizes remunerados.

Mais revelador ainda: 30% dizem que hoje desejam emprego com carteira assinada. Quando projetam os próximos 5 anos, porém, esse percentual cai para 16%, enquanto a preferência declarada pelo trabalho autônomo sobe de 28% para 42%. Não é difícil entender por quê.

O salário é o principal fator para 64% dos jovens na escolha de um trabalho. Benefícios, plano de carreira e ambiente agradável aparecem, cada um, com 31%. E 62% aceitariam ganhar um pouco menos para trabalhar em ambiente menos estressante. Entre os que já trabalharam, 69% afirmam ter deixado voluntariamente algum emprego; falta de respeito, jornadas longas, pressão excessiva e ausência de perspectiva estão entre as principais razões.

Ou seja: o jovem não está rejeitando necessariamente o direito. Está rejeitando empregos que não entregam vida minimamente digna.

Não basta dizer: “valorize a CLT”

Há erro recorrente nesse debate: responsabilizar o jovem por não reconhecer o valor da proteção trabalhista. É preciso inverter a pergunta.

Em vez de indagar porque o jovem não valoriza a CLT, deveríamos perguntar o que fizemos para que a CLT continue sendo socialmente desejável para quem está entrando no mercado de trabalho.

Se o jovem recebe proposta de emprego formal de salário baixo, jornada rígida, deslocamento longo, chefia abusiva e nenhuma perspectiva de crescimento, enquanto o aplicativo lhe oferece dinheiro ao final do dia, não é racional esperar que ele seja convencido apenas com cartilha sobre FGTS.

O direito futuro precisa dialogar com a necessidade presente. E isso não significa aceitar a precarização. Significa melhorar o emprego formal.

Renda e direitos não podem ser adversários

A primeira tarefa é elevar o poder de compra do trabalho. Não haverá campanha de valorização da CLT capaz de convencer o jovem pobre se o salário recebido no fim do mês não permite pagar aluguel, transporte, alimentação e outros custos básicos.

A valorização real do salário mínimo, políticas de primeiro emprego, incentivos à contratação de jovens vulneráveis e estímulos à permanência no emprego precisam fazer parte dessa agenda, governamental e sindical.

Mas há diferença fundamental em relação à velha fórmula da desoneração indiscriminada: o incentivo público precisa estar condicionado à qualidade do emprego.

Subsidiar contratação que dura poucos meses e depois devolve o jovem à informalidade não resolve o problema. O incentivo deve premiar contratação formal, formação profissional, permanência, progressão salarial e respeito aos direitos.

O Estado pode reduzir o custo de entrada do jovem no mercado, mas não pode subsidiar a precarização.

Flexibilidade sem desproteção

Há outro ponto que não pode ser ignorado. O jovem valoriza autonomia e flexibilidade. Isso não significa que queira necessariamente abrir mão de direitos. Significa que o modelo tradicional de trabalho precisa acompanhar mudanças efetivas na organização da vida.

A discussão sobre redução da jornada, fim da escala 6×1, horários flexíveis, trabalho híbrido quando possível e novas formas de organização do tempo precisa ser incorporada à modernização trabalhista.

É perfeitamente possível ter flexibilidade com direitos. O erro é aceitar a falsa escolha entre CLT rígida e informalidade libertadora.

A questão não é obrigar o jovem a trabalhar sob modelo concebido para outra época. É atualizar a proteção social para que essa alcance o trabalhador do século 21.

Primeiro emprego não pode ser armadilha

A pesquisa revela que 49% dos jovens apontam a falta de experiência como principal dificuldade para conseguir trabalho. A contradição é conhecida: as empresas exigem experiência justamente de quem está tentando conquistar a primeira oportunidade. É aí que a política pública pode fazer a diferença.

O programa de aprendizagem profissional já oferece caminho. A modalidade combina formação teórica e experiência prática, assegurando registro em carteira e direitos trabalhistas e previdenciários para jovens de 14 a 24 anos.

O Ministério do Trabalho informa que mais de 4 mil entidades formadoras estão cadastradas e que, em 2025, ações de fiscalização contribuíram para inserir 174,6 mil aprendizes no mercado.

O caminho, portanto, não é desmontar a aprendizagem para baratear o primeiro emprego. É ampliá-la, qualificá-la e conectá-la às novas economias.

Tecnologia, inteligência artificial, transição energética, indústria, saúde, economia verde, serviços digitais e infraestrutura precisam ser portas de entrada para nova geração de trabalhadores qualificados.

Há, inclusive, proposta recente no Senado para criar o Programa Nacional de Empregabilidade Jovem em Setores Estratégicos, orientado à formação e contratação de jovens em áreas como petróleo, mineração, energia, indústria e semicondutores.

Não é preciso precarizar para empregar jovens

Essa é talvez a principal lição a extrair do debate. Em junho, o governo federal vetou integralmente o projeto que criava o chamado “Contrato do Primeiro Emprego”, sob o argumento de que a proposta estabelecia condições que poderiam precarizar a contratação de jovens, inclusive com jornada de até 44 horas semanais e enfraquecimento da aprendizagem profissional.

A discussão é importante porque há tentação permanente de repetir a velha receita: para contratar o jovem, retire direitos; para reduzir o desemprego, reduza o custo do trabalhador; para modernizar, flexibilize a proteção.

É a mesma lógica que transforma direito em custo e precariedade em oportunidade. Não precisa ser assim.

O primeiro emprego pode ser subsidiado sem ser precarizado. Pode ter formação sem ser exploração. Pode ser flexível sem ser informal. Pode ser moderno sem abandonar a proteção social.

Jovem quer respeito

Há dados da pesquisa que deveriam estar no centro dessa discussão: 43% dos jovens que deixaram emprego apontam falta de respeito ou tratamento inadequado por parte de chefes ou líderes. Jornadas longas aparecem para 36%; pressão excessiva, para 32%; falta de oportunidade de crescimento, para 28%.

Isso desmonta outro preconceito. O jovem não quer simplesmente “trabalhar menos”. Ele quer trabalhar com sentido, ser respeitado, receber adequadamente, aprender, crescer e ter tempo para viver. Trata-se, pois, de reivindicação legítima.

Aliás, a preferência por ambientes menos estressantes mostra que a nova geração está colocando uma questão que o mundo do trabalho frequentemente ignorou: produtividade não precisa ser sinônimo de exaustão.

CLT precisa voltar a ser promessa

Há, portanto, batalha cultural a ser travada, mas essa não será vencida apenas pela comunicação. É preciso mostrar o valor do FGTS, das férias, do 13º, da Previdência, do seguro-desemprego e da proteção contra acidentes. Mas é igualmente necessário garantir que o emprego protegido ofereça salário digno, carreira, formação, respeito e tempo para viver.

A juventude precisa olhar para a carteira assinada e enxergar o futuro. Isso exige também falar a linguagem dessa. Direitos precisam estar nas redes, nos vídeos curtos, nas escolas, nos cursos profissionalizantes e nos locais onde os jovens efetivamente constroem visão de mundo.

Mas comunicação sem realidade vira propaganda. O jovem não será convencido a prestigiar a CLT se a experiência concreta do trabalho formal continuar sendo marcada por salário baixo, assédio, jornada excessiva e ausência de perspectiva.

Não é volta ao passado

Valorizar a CLT não significa congelá-la em 1943. A legislação trabalhista já passou por inúmeras alterações e continuará precisando ser atualizada. Atualizada, não desconfigurada, como fez a Reforma Trabalhista, de 2017.

O que não se pode aceitar é a ideia de que toda modernização precisa retirar proteção.

A verdadeira modernização é outra: incorporar tecnologia sem abandonar direitos; introduzir flexibilidade sem transferir todos os riscos ao trabalhador; reduzir jornadas sem reduzir salários; estimular empreendedorismo sem transformar necessidade em virtude; e ampliar a autonomia sem deixar o indivíduo sozinho diante do poder econômico.

O desafio é construir novo pacto trabalhista para a nova geração. Pacto em que o jovem possa ser empreendedor se quiser, autônomo se preferir e trabalhador assalariado sem que nenhuma dessas escolhas implique abrir mão de dignidade e proteção.

Disputa é pelo futuro

O artigo “Quando a precarização é vendida como liberdade” procurou demonstrar como a ideologia pode transformar a retirada de direitos em suposta emancipação. O passo seguinte é reconhecer que a defesa da CLT também precisa escapar da nostalgia.

Não se trata de dizer ao jovem: “você precisa gostar da CLT porque seus pais gostavam”. Tra

ta-se de fazer com que ele possa dizer: “a carteira assinada melhora minha vida”. Esta é a disputa de fundo.

Se o emprego formal oferecer apenas direitos que serão usufruídos no futuro, enquanto a informalidade oferece dinheiro para pagar a conta hoje, a escolha será previsível.

Mas se a CLT significar salário melhor, jornada menor, respeito, formação, carreira, proteção e possibilidade de conciliar trabalho, estudo, família e lazer, o documento voltará a ser vista pelo que historicamente foi: não como prisão, mas como conquista de liberdade.

A juventude pobre não precisa ser convencida de que merece menos. Precisa ter a oportunidade de experimentar, na prática, que ter direitos pode ser uma das formas mais concretas de ser livre.

Exemplo histórico: quando o nordestino pobre migrava para o Sudeste, sobretudo para São Paulo, recebia 2 documentos que simbolizavam cidadania: a Carteira de Trabalho e o Título de Eleitor. O primeiro o protegia do trabalho escravo ou semiescravo; o segundo lhe assegurava a liberdade de escolher quem melhor o representasse. Antes da Revolução de 1930, no Nordeste, o voto era marcado pelo chamado “voto de cabresto”.

Marcos Verlaine. Jornalista, analista político, assessor parlamentar do Diap e redator do HP.

 

Oposição tenta manter 44 horas e ampliar exceções na PEC da escala 6x1

  Emendas alongam transição, ampliam espaço para acordos e flexibilizam segundo dia de descanso. Relator defende manutenção do texto aprovado pela Câmara. Proposta abre pauta da CCJ do Senado na quarta-feira.


Senadores de oposição lideram uma tentativa de flexibilizar pontos centrais da PEC que acaba com a escala 6x1, primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (2). As propostas tentam manter a jornada de 44 horas em algumas situações, ampliar o espaço para negociação entre patrões e empregados, criar exceções e estender o prazo para a chegada ao limite de 40 horas semanais.


A PEC 221/2019 recebeu 25 emendas. Izalci Lucas (PL-DF) apresentou nove, Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), seis, Hermes Klann (PL-SC), três, e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), uma. Juntos, concentram 19 propostas.


O texto aprovado pela Câmara reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal e garante dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. A transição dura 14 meses: o teto cai para 42 horas dois meses após a promulgação e chega a 40 horas um ano depois. A proposta já admite alguma flexibilização por acordo ou convenção coletiva. As emendas da oposição procuram ampliar esse espaço e criar novas exceções.


Veja as emendas apresentadas à PEC do fim da escala 6x1.


Manutenção das 44 horas

Izalci quer preservar na Constituição o atual limite de 44 horas semanais e deixar eventual redução para acordo ou convenção coletiva. Na prática, a emenda retiraria da PEC a redução obrigatória para 40 horas.


Oriovisto também propõe exceções ao novo teto. Uma de suas emendas permite jornadas de até 44 horas por lei, acordo ou convenção coletiva em setores como saúde, transporte, segurança, comércio, hotelaria, agronegócio e serviços essenciais.


Mais tempo para chegar às 40 horas

Oriovisto propõe reduzir uma hora por ano: 43 horas no primeiro ano, 42 no segundo, 41 no terceiro e 40 apenas no quarto. O texto da Câmara conclui a transição em 14 meses.


Izalci apresentou proposta semelhante, também levando a jornada às 40 horas no quarto ano e preservando durante a transição acordos e convenções já em vigor. O senador do PL do Distrito Federal aceita o limite de 40 horas em uma de suas propostas, mas permite que a escala seja definida até por acordo individual escrito.


Hamilton Mourão quer autorizar, mediante negociação coletiva, jornadas como 12x36 e escalas 4x4 e 3x3. Oriovisto também propõe mais liberdade para acordos e convenções organizarem a distribuição da jornada.


Segundo dia de descanso também é alvo

Izalci tenta modificar outro ponto central da PEC. Em suas emendas, mantém dois dias sem trabalho, mas permite que apenas um seja considerado repouso semanal remunerado em determinadas situações.


O segundo poderia ser tratado como dia útil não trabalhado, sem os mesmos reflexos sobre outras parcelas remuneratórias e sobre o FGTS.


As outras seis propostas foram apresentadas por Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Laércio Oliveira (PP-SE) e Mara Gabrilli (PSD-SP), com duas cada. Mara, por exemplo, propõe regras próprias de transição e jornada para cuidadores.


Relator quer preservar texto da Câmara

Relator da PEC, Omar Aziz (PSD-AM) já sinalizou resistência às mudanças. O parecer apresentado na quinta-feira (27) recomenda a aprovação integral do texto da Câmara e rejeita as 12 primeiras emendas.


As outras 13 foram apresentadas depois e encaminhadas ao relator. Até agora, o parecer disponível no Senado ainda não se manifesta sobre elas.


A estratégia de Omar Aziz é evitar mudanças de mérito e uma nova passagem pela Câmara. A PEC ainda precisa de dois turnos no Plenário do Senado, com ao menos 49 votos em cada um. Se prevalecer a posição do relator, o texto poderá seguir para promulgação. Se o Senado aprovar alguma mudança de mérito, terá de voltar à Câmara.

 

Fonte: Congresso em Foco - Do Blog de Notícias da CNTI -  https://cnti.org.br

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho, aponta Caged

 


Abertura de vagas caiu 56,3% na comparação com mesmo mês de 2025
 
Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil 
 

Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)
© Marcello Casal JrAgência Brasil
Versão em áudio

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 58.568 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em julho. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 57,3% menor em relação a junho, quando o país criou 137.044 empregos.

A criação de empregos caiu 56,3% em comparação a julho do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 133.932 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Em relação aos meses de julho desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

Acumulado

De janeiro a julho, o Caged registrou queda de 20,9% no acumulado de vagas formais:

  • 972.203 (sete meses de 2026);
  • 1.229.107 (sete meses de 2025).

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em julho.

  • Serviços: +24.098 postos;
  • Construção civil: +12.691;
  • Agropecuária: +12.523;
  • Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +11.315

Um setor demitiu mais do que contratou em julho:

  • Comércio: -8.114 postos

Tradicionalmente, o mês de julho é fraco para o comércio, principalmente para o varejo, que dispensou 3.674 pessoas a mais do que admitiu.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de transporte, armazenagem e correio, com a abertura de 18.150 postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 12.235 vagas. O setor de educação, no entanto, fechou 7.352 postos.

Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento de obras de infraestrutura, que abriu 7.087 empregos formais. Em segundo, vêm os serviços especializados para construção, com 4.253 postos.

Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de produtos alimentícios, com 6.994 vagas, seguida por fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.440) e fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+1.950).

Regiões e estados

Quatro das cinco regiões registraram abertura de vagas formais em julho.

Veja abaixo o desempenho de cada região:

  • Sudeste: +21.668 postos
  • Nordeste: +18.973
  • Centro-Oeste: +9.943
  • Norte: +8.375
  • Sul: -628

Na divisão por unidades da federação, 22 registraram saldo positivo e cinco demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+17.814), Mato Groso (+5.766) e Minas Gerais (+5.199).

As unidades da federação que eliminaram empregos formais em julho foram Espírito Santo (-2.605), Rio Grande do Sul (-903), Tocantins (-366), Santa Catarina (-248) e Distrito Federal (-134).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Espírito Santo, as demissões decorrem do fim da safra de café. No Tocantins, estão relacionadas ao comércio e à agropecuária. No Rio Grande do Sul, concentraram-se na indústria do fumo e no comércio.

Carteira assinada

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou julho em 48.082.866, alta de 0,12% em relação a junho e de 1,02% em relação ao mesmo mês do ano passado.

FONTE: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/brasil-cria-585-mil-postos-de-trabalho-em-julho-aponta-caged 

Sônia Zerino Presidente da NCST debate saúde mental e violência em evento nacional do SESI

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou, nesta quinta-feira (27), em São Paulo, da abertura do Ciclo de Debates sobre Saúde Mental, Trabalho e Enfrentamento à Violência contra a Mulher, promovido pelo Conselho Nacional do SESI.

Para Sônia Zerino, discutir esses temas exige atenção às condições em que trabalhadoras e trabalhadores exercem suas atividades e aos impactos que o ambiente profissional pode provocar na vida pessoal e familiar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Precisamos tratar essas questões de forma integrada, ouvindo os trabalhadores e fortalecendo a participação das instituições na construção de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e respeitosos. O enfrentamento à violência contra as mulheres deve ter papel de destaque nessa agenda”, destacou.

Durante o encontro, a dirigente sindical ressaltou a trajetória de 80 anos do SESI e sua atuação na promoção da qualidade de vida dos trabalhadores. Para Sônia, a cooperação entre entidades, empresas, poder público e instituições é fundamental para avançar na construção de relações de trabalho mais humanas e equilibradas.

FONTE: Portal da NCST --https://www.ncst.org.br/subpage.php?id=27467 

Para Patah, Presidnte da UGT PEC PEC 221 que acaba com a escala 6×1 não pode esperar


Para Patah, hora de votar a PEC 221 é agora

Agora, no início da noite, a Agência Sindical falou com Ricardo Patah, sindicalista comerciário em São Paulo-Capital e presidente Nacional da UGT – União Geral dos Trabalhadores.

Inevitavelmente, o tema da conversa foi a PEC 221, que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem reduzir salários.

O presidente da UGT confirma que, a partir de segunda, 31, o sindicalismo reforçará a pressão junto aos senadores. Ele diz: “Creio que a votação da matéria na CCJ não terá atropelos. Porém, no plenário a situação não é a mesma, exigindo da nossa parte um superesforço concentrado no Senado”.

“Sem agressividade, mas com persistência e vigor”, assim entende Ricardo Patah deve ser a abordagem sindical junto aos senadores. Para o sindicalista, “a hora de pôr pra votar é agora, antes das eleições em outubro”.

A UGT, que desponta como segunda maior Central brasileira, tem entre seus filiados um grande número de entidades ligadas ao comércio e ao setor de serviços. Patah afirma: “Esses companheiros e companheiras são os que mais se ressentem do desgaste provocado pela escala 6×1 e devido à jornada de 44 horas”.

Conhecido pelo modo enfático como defende as bandeiras trabalhistas, Ricardo Patah está otimista quanto aos atos deste domingo, dia 30, e também em relação à vigília dos sindicalistas e ativistas a partir de segunda-feira, em Brasília.

Lula – Nos últimos dias, o Presidente da República tem publicado conteúdos em que defende a mudança na escala de trabalho e a redução da jornada pra 40 horas. Inegável o peso de Lula no debate e tramitação da matéria. Seu apoio agrega grande força a essa luta.

MAIS – Site da UGT

 

FONTE: Agência Sindical

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Sindicalismo eleva pressão pelo fim da 6×1


Nas últimas semanas, o movimento sindical concentrou forças na aprovação da PEC 221, que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 pra 40 horas. Os próximos dias serão de movimentação intensa, nas ruas e junto aos senadores.

Domingo – Neste domingo, 30, sindicalismo e movimentos populares promovem manifestações visando pressionar o Senado a votar a aprovação da PEC. Na CCJ do Senado, o cenário é de aprovação. No plenário, não é bem assim.

Brasília – Já nas primeiras horas da segunda, 31, dirigentes das Centrais e de outras entidades reforçam o corpo a corpo nos gabinetes do Senado. Orientação é consolidar os apoios, buscar novas adesões e isolar o bolsonarismo, que é contra a PEC.

CTB – A Agência Sindical ouviu Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Ele é bancário.

Adilson comenta: “O fim da extenuante escala 6X1 já é matéria vencida na Câmara. Batalha agora é no Senado. A PEC 221 contempla o anseio de mais de 70% da população que reclama o atendimento de uma velha reivindicação da classe trabalhadora”. Ou seja, trabalhar menos pra poder viver mais e melhor.

Segundo o cetebista, “a redução da jornada gera inquietação em parte do patronato, que utiliza da desinformação, com apoio na mídia burguesa, pra impedir e protelar a votação. Eles fazem uma campanha falaciosa e alarmista. Vale recordar que o Brasil, por resistência da classe dominante, foi o último País do mundo a acabar com a escravidão”.

Adilson Araújo lembra que “o Brasil é o terceiro País no mundo em incidência de doença ocupacional; é o segundo no G20 com maior registro de mortes por acidentes no trabalho”. Mas ele está otimista. E diz: “O fim da desumana escala 6×1 e a jornada de 40 horas vão colocar o Brasil em linha com diversos países que se beneficiaram, a exemplo da França, que, ao reduzir a jornada pra 35 horas, viu a economia crescer e gerar 350 mil novos postos de trabalho”.

Para o presidente da CTB, “tudo o que Brasil precisa é, dentro de um Projeto Nacional de Desenvolvimento, se apropriar do avanço tecnológico, dos benefícios e ganhos com o aumento da produtividade, reindustrializar a economia, desenvolver forças produtivas com efetividade na infraestrutura, apoiando-se na engenharia, ciência e tecnologia e inovação para gerar empregos de qualidade”.

 CCJ – Nesta fase de tratativas junto aos senadores, ganha importância a experiência do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Marcos Verlaine, jornalista e consultor do Diap, tem produzido conteúdo diário acerca da tramitação da PEC 221. Em texto divulgado na noite da quinta (27), ele informa que “a PEC 221 está pronta pra ser votada na CCJ em 2 de setembro e eventual pedido de vista não impede aprovação na própria quarta”. Para Verlaine, a pressão do sindicalismo e dos atos públicos pode ser decisiva para evitar novo adiamento”.

MAIS – Sites da CTB e do Diap

FONTE: Agência Sindical

Centrais lançam canal para denunciar assédio eleitoral no trabalho

 

 
Ferramenta recebe relatos de ameaças, demissões, retirada de benefícios e outras formas de pressão política no ambiente de trabalho

As centrais sindicais lançaram um canal nacional para receber denúncias de assédio eleitoral no trabalho durante as eleições de 2026. A ferramenta permite registrar casos de ameaças, constrangimentos, demissões, retirada de benefícios e outras formas de pressão relacionadas à escolha política dos trabalhadores.

O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou gestores usam sua posição de poder para tentar influenciar o voto ou a manifestação política de trabalhadores. Entre as práticas estão ameaças de demissão, transferência, perda de função ou benefícios e promessas de vantagens em troca de apoio político.

As denúncias serão sistematizadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). O levantamento permitirá identificar as categorias, sindicatos, empresas e regiões envolvidas, além de possíveis casos semelhantes em diferentes unidades de uma mesma organização.

A partir das informações recebidas, as entidades sindicais poderão orientar os trabalhadores e adotar medidas para enfrentar as situações denunciadas. Quando houver evidências suficientes, os casos também poderão ser encaminhados ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

O objetivo da iniciativa é proteger a liberdade de opinião e de voto e impedir que relações de trabalho sejam utilizadas como instrumento de pressão política.

Como denunciar

O canal está disponível pela internet, sem necessidade de baixar aplicativo. Também há um contato de WhatsApp para orientações.

Denuncie:
https://centraissindicais.org.br/ae/