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terça-feira, 30 de junho de 2026

Clemente confirma reunião com Alcolumbre

 

Coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz Lúcio confirma a reunião das Centrais com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dia 1º de julho.

Na mesma data, o Senado realizará audiência pública, no plenário, a pedido dos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Laércio Oliveira (PP-PE). Começará às 10 horas, dia 1º, quarta-feira.

Segundo Clemente, “a audiência no plenário terá participação das entidades classistas convidadas e confirmadas, como também de outros órgãos e conselhos profissionais”. Clemente Ganz afirma: “a audiência é um momento de escuta e com certeza as falas terão peso junto aos senadores”.

Quanto à reunião com Alcolumbre, a ideia é ouvir do senador a forma com que ele pensa tratar o encaminhamento da PEC 221, já aprovada na Câmara. Essa PEC acaba com a escala 6×1 e estabelece jornada semanal de 40 horas, que é um pleito geral do sindicalismo.

As ações em Brasília, dia 1º, serão precedidas de mobilizações sindicais e populares em diversas cidades do País. Objetivo é mostrar o forte apoio popular a essas pautas e mostrar ao Senado que a base trabalhadora quer esses dois avanços.

Perguntado se está otimista, Clemente Ganz Lúcio responde que sim. Ele afirma: “Fim da escala 6×1 e a jornada de 40 horas semanais geraram grande expectativa entre trabalhadores e sindicalismo”.

Véspera – Dia 30, no Masp em SP e em diversas regiões do País, haverá manifestações e atos pela aprovação da PEC no Senado.

Mais – Centrais Sindicais, Fórum das Centrais e bancada progressista no Senado.

FONTE:   Agência Sindical

Centrais sindicais intensificam mobilização pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1


Entenda como as centrais sindicais lutam pela redução da jornada de trabalho e seus impactos na qualidade de vida dos trabalhadores.


As principais centrais sindicais do país reforçam a campanha nacional em defesa da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e pelo fim da escala 6×1.


A mobilização ganhou força após a aprovação da proposta na Câmara dos Deputados, em maio de 2026, e agora concentra esforços para que o Senado Federal conclua a tramitação da medida.


O cartaz destaca que a mudança representa um avanço para trabalhadores, empresas e para o desenvolvimento do país, ao promover mais qualidade de vida, fortalecer a saúde e a convivência familiar, ampliar oportunidades de formação e lazer, além de contribuir para a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.


Segundo as entidades, a redução da jornada também favorece o aumento da produtividade, estimula a inovação e pode impulsionar a geração de empregos, consolidando uma das principais pautas do movimento sindical brasileiro.

 

Fonte: Rádio Peão Brasil - Do Blog de Noticias da CNTI

 

https://cnti.org.br

Encontro Regional CNTI Sul debate os desafios do sindicalismo diante das transformações do mundo do trabalho

 

 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) promoveu, nesta quinta-feira (25), em Porto Alegre (RS), o Encontro Regional CNTI Sul, reunindo dirigentes sindicais, lideranças classistas e representantes dos trabalhadores da região para discutir os desafios contemporâneos do movimento sindical brasileiro. O evento consolidou-se como um importante espaço de intercâmbio de experiências, reflexão coletiva e fortalecimento da atuação sindical em um cenário marcado por profundas transformações econômicas, sociais, políticas e tecnológicas.

 


Com o tema “Análise da Conjuntura: Desafios Atuais do Sindicalismo”, o encontro proporcionou debates sobre os rumos da representação dos trabalhadores, a defesa dos direitos sociais e trabalhistas e a necessidade de modernização das estratégias de atuação das entidades sindicais. As discussões evidenciaram a relevância do sindicalismo como instrumento de diálogo social, promoção da cidadania e construção de relações de trabalho mais justas e equilibradas.


A iniciativa contou com a coordenação do Secretário Regional da CNTI, João Nadir Pires, que destacou a importância da integração entre as entidades filiadas e do fortalecimento da unidade sindical como elemento fundamental para enfrentar os desafios impostos pela atual conjuntura. Segundo ele, encontros dessa natureza reafirmam o compromisso da Confederação com a valorização do trabalho, a ampliação da representatividade sindical e a construção de pautas voltadas à melhoria das condições de vida da classe trabalhadora.

 


Durante a programação, o presidente da CNTI, José Reginaldo Inácio, e a Secretária para Assuntos de Trabalho da Mulher, Idoso e Juventude da CNTI e presidenta da NCST, Sônia Zerino, abordaram os principais desafios enfrentados pelo movimento sindical no atual cenário político e institucional. O evento contou ainda com a presença de importantes lideranças sindicais, entre elas Idemar Martini, presidente da FETIESC, e Elizabete Alves de Matos, presidente do SindCost Cianorte. O encontro foi marcado pelo espírito de integração, diálogo e mobilização, reafirmando o papel estratégico do sindicalismo brasileiro na defesa dos direitos dos trabalhadores e no fortalecimento da democracia social.

 


#CNTI #Sindicalismo #Trabalhadores #Indústria #MovimentoSindical #DefesaDosTrabalhadores

#CNTI80Anos #UnidosSomosFortes #ClasseTrabalhadora 

 

FONTE: CNTI

https://cnti.org.br/html/noticias/2026/EncontroRegCNTISUL.htm

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Desemprego até maio cai para 5,6%, o menor já registrado no período

 

Rendimento médio do trabalhador foi de R$ 3.726
 
Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

Brasília (DF) - Caminhos da Reportagem - Alunos do curso técnico de gastronomia do instituto federal de Brasília.
A taxa de desemprego no Brasil é de 8,8%, segundo a pesquisa mais recente do IBGE. Já entre os jovens de 18 a 24 anos, esse índice é o dobro: 18%.
Foto: Frame Caminhos da Reportagem/TV Brasil
© Frame Caminhos da Reportagem/TV Brasil
Versão em áudio

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%. O resultado é o menor para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. 

A taxa representa também redução em relação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando estava em 5,8%. Em 2025, o índice do trimestre encerrado em maio era 6,2%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, atingir a mínima histórica para o período indica que “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.

O levantamento aponta que o país tinha 6,1 milhões de desocupados, patamar considerado estável em comparação ao trimestre móvel terminado em fevereiro (6,2 milhões) e diminuição de 9,3% em relação ao ano anterior, quando eram 6,7 milhões.

A população ocupada ficou em 102,7 milhões no trimestre terminado em maio, 0,5% acima do período terminado em fevereiro (mais 558 mil pessoas).

Pnad

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, sejam com ou sem carteira assinada, temporárias e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Rendimento

O rendimento médio mensal do trabalhador ficou em R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio, estável em relação ao trimestre móvel anterior (R$ 3.756) e 4% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Os valores são reais, ou seja, já levam em conta a inflação do período.

Informalidade

A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi de 37,3%, o que representa 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano antes, o indicador era 37,8%. O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e décimo terceiro salário.

Contribuição para a previdência

A pesquisa revelou que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência. Isso equivale a 68,4 milhões de pessoas.

Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

O instituto esclarece que um trabalhador informal (por conta própria sem CNPJ) pode ser contribuinte individual do INSS.

Marcos históricos

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1% no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-06/desemprego-ate-maio-cai-para-56-o-menor-ja-registrado-no-periodo 

 

Para o Dieese, ganhos reais devem persistir

 

Mês a mês, o Dieese publica o boletim “De olho nas negociações”, com o balanço das campanhas salariais. Em maio, o levantamento apurou ganho real em 84,3% das negociações coletivas. Acordos iguais ao INPC ficaram em 7,5%, enquanto os acordos abaixo da inflação foram de 8,2%. Para fazer esse levantamento, o Dieese leva em conta os acordos registrados no Sistema Mediador, do Ministério do Trabalho e Emprego.

A Agência Sindical ouviu Luís Ribeiro, técnico que acompanha as negociações mensais e publica o balanço. Em maio, ele diz, foram computados 800 acordos coletivos. Num ano, passam de cinco mil os acordos analisados.

Para o profissional do Dieese, “o resultado das negociações mostra um quadro estável, refletindo a situação da economia nacional”. Ele aponta uma pequena elevação da inflação em junho, mas, por outro lado, avalia que o fim do conflito USA-Irã tende também a apaziguar o quadro econômico mundial.

O levantamento possibilita verificar em que setores o sindicalismo tem obtido melhores resultados. Quanto a maio, informa Luís Ribeiro, “os melhores desempenhos ocorreram nos setores do mobiliário e construção, na indústria da alimentação e também no comércio”. Todos registram ganhos reais em torno de 90% ou mais das negociações.

Em janeiro deste ano, os acordos com ganhos reais para as categorias ficaram em 78,7%. Em maio, o resultado foi de 84,3% – “ainda assim, um pouco acima do mesmo mês em 2025”, informa Luís Ribeiro.

Para o técnico do Dieese, não deve haver grandes flutuações nas negociações daqui até o final do ano. Ele considera que o bom desempenho em setores de peso, como alimentação, comércio e construção, indicam estabilidade uma conjuntura econômica mais geral.

MAIS – Site do Dieese.

 FONTE AGÊNCIA SINDICAL

https://agenciasindical.com.br/para-o-dieese-ganhos-reais-devem-persistir/ 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Senado promove debate sobre PEC do fim da escala 6x1 em 1º de julho


Discussão terá como objetivo avaliar os impactos sociais, econômicos e produtivos da redução da jornada de trabalho


O Plenário do Senado realizará no próximo dia 1º de julho uma sessão de debates temáticos para discutir a proposta de emenda à Constituição (PEC 221/2019), que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.


A discussão terá como objetivo avaliar os impactos sociais, econômicos e produtivos da redução da jornada de trabalho no país, com especialistas, parlamentares e membros de diferentes setores.


Entre as entidades convidadas está a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). A confirmação foi dada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), durante sessão plenária no último dia 18.


"Este é o motivo de uma audiência pública tão relevante: ouvirmos todos aqueles que queiram ajudar a construir o entendimento em relação a esta matéria."


A PEC propõe a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso por semana, substituindo o modelo atual de seis dias trabalhados para um de folga. A implementação seria gradual, com prazo de transição de até 14 meses após a eventual promulgação da proposta.


Incertezas no Senado

 

Aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, a proposta enfrenta um cenário de incerteza no Senado. Encaminhada à Casa no dia seguinte, a matéria permanece há quase 30 dias sem avanços formais.


Até o momento, a PEC não recebeu despacho da Presidência do Senado, não teve relator designado nem foi encaminhada a qualquer comissão. Também não há um calendário definido para sua tramitação. Enquanto não houver despacho, a proposta seguirá sem andamento efetivo na Casa.


Em meio à falta de andamento da proposta, o Congresso tem semana esvaziada sem votações agendadas. O período entre 22 e 26 de junho é marcado por festas de São João e pelo jogo do Brasil na Copa do Mundo, na quarta-feira (24).


A baixa movimentação aumenta a pressão para a votação de matérias consideradas estratégicas, inclusive a PEC da 6x1, antes do início oficial do recesso parlamentar, previsto para começar em 18 de julho.

 

Fonte: Congresso em Foco - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br

 

Centrais sindicais intensificam mobilização nacional e convocam manifestações para 30 de junho - campanha nacional em defesa da redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários e pelo fim da escala de trabalho 6×1.

 


 


As centrais sindicais NCST, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, Intersindical, Pública e Fórum Sindical dos Trabalhadores convocaram trabalhadores, entidades sindicais e movimentos sociais para participarem das atividades programadas para o dia 30 de junho em todo o país.

A iniciativa faz parte da campanha nacional em defesa da redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários e pelo fim da escala de trabalho 6×1.

A definição da agenda ocorreu durante reunião entre representantes das centrais e de movimentos sociais, que discutiram ações para ampliar o engajamento popular e fortalecer a articulação política em torno das propostas em debate no Senado Federal.

As entidades também destacaram a necessidade de manter a unidade do movimento sindical para avançar em pautas consideradas prioritárias para a classe trabalhadora.

Mobilização e articulação política

Como etapa preparatória, as centrais orientam sindicatos, federações e demais organizações a utilizarem, no dia 29 de junho, a plataforma Na Pressão, disponível em napressao.org.br. A ferramenta permite o envio de mensagens aos parlamentares em apoio às reivindicações dos trabalhadores.

Outra orientação é que as entidades estaduais reforcem o diálogo com os senadores de seus respectivos estados, buscando ampliar o apoio às propostas relacionadas à redução da jornada e ao fim da escala 6×1.

Ainda no dia 29, as organizações sindicais deverão promover uma ampla divulgação do tema por meio de matérias, artigos e conteúdos informativos em seus canais de comunicação. A proposta é ampliar o debate público sobre os impactos positivos das mudanças nas condições de trabalho e na qualidade de vida dos trabalhadores.

No dia 1º de julho, o Senado Federal sediará uma audiência pública que reunirá cerca de 30 representantes de entidades sindicais, especialistas e integrantes de movimentos sociais. Durante o encontro, serão apresentados argumentos técnicos e sociais em defesa da redução da jornada de trabalho.

Também está prevista, na mesma data, uma reunião entre representantes das centrais sindicais e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O encontro terá como foco o diálogo institucional e o acompanhamento da tramitação das propostas defendidas pelo movimento sindical.
 
FONTE: Portal da NCST