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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

UGT rompe fronteiras na luta contra o trabalho infantil

 



A UGT – União Geral dos Trabalhadores participou de forma propositiva da 2ª Mesa Binacional Brasil–Uruguai para a Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, realizada em Rivera, na fronteira entre os dois países.


Representantes da UGT estiveram presentes na construção de propostas e no debate sobre os desafios enfrentados por crianças e adolescentes, especialmente nas regiões de fronteira.


Orildes Lottici, Secretária Nacional de Políticas Sociais, reforçou que lugar de criança é na escola, brincando e vivendo sua infância, e não no trabalho ou submetida à exploração.


Sérgio Neves, Diretor Tesoureiro, destacou a importância da participação das centrais sindicais e das lideranças dos trabalhadores na construção de respostas concretas para o combate ao trabalho infantil e à exploração nas fronteiras.


Wilson Caetano, presidente do Sindicato dos Rodoviários de São Leopoldo e Região, também contribuiu para as atividades e para o debate, levando a experiência do movimento sindical e reforçando a importância da participação dos trabalhadores na construção de políticas de proteção à infância e de enfrentamento às diferentes formas de exploração.


A UGT também chamou atenção para a necessidade de proteção social, políticas públicas, apoio às famílias e articulação entre Brasil e Uruguai, especialmente diante de situações de vulnerabilidade e violência sexual que podem atingir crianças e adolescentes nas regiões fronteiriças.


O combate ao trabalho infantil não reconhece fronteiras. A proteção das nossas crianças também não.


UGT rompendo fronteiras, fortalecendo a cooperação e defendendo um futuro com dignidade, educação e trabalho decente.


Texto e fotos: UZINA Comunicação Sindical

FONTE: SITE DA U.G.T.

https://www.ugt.org.br/Noticias/81211-UGT-rompe-fronteiras-na-luta-contra-o-trabalho-infantil 

Luta pela PEC 221 fortalece o sindicalismo

 


Quando se entra numa luta, independentemente do resultado, a pergunta que se impõe é se, ao final da contenda, estamos mais fracos ou mais fortes.

O sindicalismo responde afirmativamente a essa pergunta, após longas e intensas mobilizações nas bases e também junto ao Congresso Nacional, a fim de aprovar a PEC 221 – que acaba com a escala 6×1 e estabelece jornada de 40 horas.

“Avalio que saímos mais fortes, mais reconhecidos perante o Poder Legislativo e também mais bem avaliados pela sociedade”, pondera Clemente Ganz Lucio, coordenador do Fórum das Centrais.

O sindicalismo conseguiu uma primeira vitória, na Câmara Federal, com aprovação maciça da PEC. Outro avanço ocorreu dia 31, no Senado, quando a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a PEC, que ainda precisa ser apreciada pelo Plenário da Casa.

Clemente também considera que todo esse trabalho tornou mais forte a coesão entre as entidades de classe. Nessa fase, as Centrais agregaram à luta o Fórum Sindical de Trabalhadores (FST), que é forte junto às Confederações.

Pauta – Para o coordenador do Fórum das Centrais (que durante anos foi o coordenador-técnico do Dieese), a pauta sindical ganhou relevância perante a população. Ele observa: “Pesquisas mostram que mais de 80% das pessoas apoiam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada pra 44 horas”.

A votação da PEC 221 no Senado deve ficar para depois das eleições, sinaliza Davi Alcolumbre, presidente da Casa. O movimento sindical tem pressa, enquanto a direita e os setores empresariais manobram e tentam empurrar para o futuro a decisão sobre escala e jornada.

Durante toda a fase de debates, na Câmara ou no Senado, o empresariado jogou pesado contra a PEC 211. “Travamos uma luta desigual, porque as representações patronais têm muitos recursos, enquanto as entidades de trabalhadores estão sem meios, que foram cortados na reforma trabalhista de Temer, em 2017”, comenta Clemente.

Nas últimas semanas, entidades como a CNI e a CNC, atuaram fortemente dentro do Congresso Nacional. O setor patronal também conseguiu repercutir na mídia suas posições acerca do fim da 6×1 e redução da jornada pra 40 horas. Ou seja, foi uma luta desigual.

Saldo – O diálogo com deputados e senadores, de diferentes partidos, ampliou a articulação sindical no Congresso e também junto ao governo. Para Clemente Ganz, esse acúmulo será importante no futuro, seja na votação da PEC no plenário do Senado, seja quanto a outras matérias de interesse da classe trabalhadora.

Lula – O presidente da República, até onde pôde, entrou em campo a favor da PEC 221, vale dizer, pelo fim da escala 6×1 e redução da jornada, que não ocorre há 38 anos, quando foi promulgada a Constituição Federal. Nos próximos passos visando à votação pelo Plenário do Senado, o sindicalismo espera contar com o apoio de Lula.

MAIS – Sites das Centrais, Diap e do Senado

 

FONTE: Agência Sindical

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Grito dos Excluídos tem atos em defesa por moradia e contra violência

 


Protestos ocorreram em mais de 50 cidades
 
Alex Rodrigues, Bruno de Freitas Moura e Guilherme Jeronymo - repórteres da Agência Brasil
São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Houve marchas e atos em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores.

Faixas, bandeiras e gritos de guerra ajudaram a expor o lema da edição, “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”

Os manifestantes reivindicaram moradia digna; reforma agrária; educação pública de qualidade; defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres e o combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6x1.

São Paulo

Na capital paulista, os manifestantes percorreram as ruas do centro e terminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, foi realizado um café da manhã comunitário.

Para a ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras do ato, defende que a liberdade será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.

São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 07/09/2026 - Ato do 32º Grito dos Excluídos na capital paulista. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade”, afirmou à Agência Brasil.

O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, pediu a defesa da democracia para que não haja interferência econômica nas eleições. “É importante estarmos juntos, hoje, pela Democracia”, disse.

Deuza Cordeiro de Lima foi à manifestação para protestar contra a violência policial. O filho dela, Thiago, foi assassinado em janeiro de 2023, na região central da capital. “Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres. Ele era inocente, mais um de tantos, e não vou ficar quieta”, disse.

Célia Souza e amigos participaram do ato e defenderam moradia digna para todos.

Eu vim hoje pela luta. Por moradia, que é algo cuja importância é a mais básica, da qual não podemos abrir mão”, disse Célia Souza.

Confira mais informações sobre o assunto no Repórter Brasil, da TV Brasil:

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade, e teve início após o Desfile de Sete de Setembro

Um dos diferenciais do ato foi um grupo de ativistas que levou o teatro para a manifestação. No meio da marcha, eles encenavam esquetes com defesa à soberania nacional e à democracia. A ação foi conduzida pela Escola de Teatro Popular, que se identifica como um movimento de teatro político e educação popular.

Um dos coordenadores do grupo é o pesquisador teatral e dramaturgo Julian Boal, filho de Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido, metodologia teatral criada com a ideia central de transformar o espectador em participante ativo, capaz de discutir e ensaiar formas de enfrentar situações de opressão na vida real.

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro, 07/09/2026 - Grupo leva teatro para Grito dos Excluídos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Julian Boal explicou que a presença no Grito dos Excluídos foi uma forma de levar mais pessoas à manifestação. Ele contou que a encenação retratou que a participação democrática não se encerra com as eleições.

“O que a nossa cena tentou fazer é recolocar a questão de qual é o peso das instituições. Tentar discutir que dentro das instituições a gente pode fazer muita coisa, mas que o nosso todo é muito maior do que aquelas eleições podem colocar”, completou.

Um dos gritos mais exaltados foi a defesa da moradia. O coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, Ricardo Pitta, acredita que somente por meio de mobilização popular, os segmentos “mais vulneráveis e invisibilizados” da sociedade vão conseguir reverter as injustiças que sofrem.

À Agência Brasil, ele lamentou o fato de as demandas ficarem “subordinadas ao calendário eleitoral”.

“Todo ano os moradores estão sofrendo, ameaçados de despejo, muitos deles, inclusive, em imóveis públicos que, em vez de estarem cumprindo sua função social, como prevê a Constituição, estão sendo ameaçados de serem leiloados para atender aos interesses da especulação imobiliária”, criticou o coordenador do movimento que mantém quatro ocupações na cidade.

O percurso dos manifestantes foi acompanhado de críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Outro tem foi a defesa do fim da escala 6x1, aprovada pela Câmara dos Deputados e que ainda precisa ser votada no Senado, o que deve ocorrer após as eleições. Outra ala do protesto reuniu fotos de vítimas da Ditadura Militar (1964-1985) e cobrava vigilância democrática para que o Brasil não vivencie mais períodos de autoritarismo. Um globo cenográfico de cerca de três metros de altura retratou a preocupação com o meio ambiente.

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Integrantes de movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos, manifestação no Dia da Independência, no centro da cidade.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Movimentos sociais participam do Grito dos Excluídos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No meio do ato, um grupo de cerca de 15 pessoas se aproximou de participantes do Grito dos Excluídos e tentou hostilizá-los com gritos. Policiais militares que acompanhavam o trajeto intervieram, e o grupo se afastou, sem registro de confusão. 

Brasília

Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral de Brasília também aproveitaram o ato para manifestar a preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas, destacando que o tema é uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.

“O planeta está sendo destruído e se não mudarmos a política ecológica, a forma como estamos tratando nossa casa comum, usando os recursos naturais da forma como estamos gastando, logo não teremos mais onde habitar”, disse à Agência Brasil a economista aposentada Maria do Carmo de Jesus Botafogo.

Brasília (DF), 07/09/2026 - Pessoas participam do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Grito dos Excluídos em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Durante o ato, o núcleo apresentou uma carta de compromisso com a ecologia integral que pretende integrar a candidatos do campo progressista que disputam cargos no Executivo e no Legislativo nas eleições deste ano.

Fruto de um seminário que reuniu vários membros do grupo, o documento está estruturado em quatro eixos temáticos: políticas agrícolas e fundiária; políticas urbana e resíduos no DF e Entorno; Justiça Climática e Proteção às Vítimas e propostas sobre uma das mais importantes nascentes da região, a da Estação Ecológica de Águas Emendadas, que alimenta duas importantes bacias hidrográficas: a do Tocantins-Araguaia e do Paraná.

"Passadas as eleições, entregaremos uma cópia a todos os eleitos, independentemente do campo ideológico, pois eles terão as mesmas obrigações com o meio ambiente”, acrescentou a engenheira florestal Ana Clara Botafogo, filha de Maria do Carmo.

Para a professora universitária Altaci Kokama, ao longo de suas 32 edições, o Grito dos Excluídos se consolidou como um momento durante o qual os que estão à margem da sociedade “têm voz e vez para apresentar suas demandas, suas reivindicações”.

Brasília (DF), 07/09/2026 - Altaci Kokama, professora universitaria, participa do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Professora Altaci Kokama participa do Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“Os excluídos são aqueles que não têm casas, moradia, trabalho, alimento, os que estão buscando justiça”, destacou, reconhecendo o desafio de mobilização.

“Quem tem mais dinheiro para financiar suas ações consegue mobilizar mais pessoas. Para trazer os excluídos, por exemplo, muitas vezes é preciso ajudar com transporte, comida, e nós não temos toda a estrutura necessária. Muitos têm vontade de participar, mas não têm condições”, acrescentou, ressaltando o trabalho constante de debates junto às comunidades.

* Reportagem de Alex Rodrigues (Brasília), Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro) e Guilherme Jeronymo (São Paulo)

 

FONTE: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-09/grito-dos-excluidos-tem-atos-em-defesa-por-moradia-e-contra-violencia

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Escala 6x1: 67% apontam que jornada piora saúde mental, diz pesquisa



Para 62%, rotina laboral atual prejudica saúde física do trabalhador
 
Luiz Cláudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil

Brasília (DF) 05/08/2026 - Filas de passageiros e ônibus na Rodoviária do Plano Piloto de Brasília.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Trabalhar seis dias seguidos e descansar apenas um proporciona piora da saúde mental para 67% dos brasileiros ouvidos por levantamento do Instituto Locomotiva, divulgado nesta terça (2). O possível fim da escala 6x1 está em tramitação avançada no Congresso. 

A proposta de emenda à Constituição sobre o tema foi aprovada nesta tarde pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A pesquisa do Locomotiva apresenta também, por exemplo, que a rotina laboral da escala 6x1 prejudica a saúde física para 62% das pessoas.

Segundo avaliou o presidente do instituto, Renato Meirelles, o levantamento aponta que o problema central para os brasileiros está no tamanho da vida que sobra depois do trabalho.

“A pesquisa mostra que a jornada pesa sobre dimensões fundamentais da qualidade de vida, como saúde mental, descanso, tempo com a família e relações pessoais”, destaca.

O levantamento foi feito em parceria com a QuestionPro entre os dias 2 e 8 de junho e ouviu 1.030 brasileiros em todas as regiões. 

Menos sono e saúde

Ao todo, 69% entendem que o tempo com a família é prejudicado ao trabalhar seis dias seguidos e folgar um, e 61% dizem que o sono e o descanso são impactados.  Inclusive, 71% dos brasileiros afirmam que a jornada dificulta a manutenção de hábitos saudáveis e 78% dizem que é difícil descansar de verdade trabalhando tanto tempo. 

O sentimento de que vivem cada vez mais cansadas é citado por 83% das pessoas. O levantamento de quem atua na escala 6x1 é de sacrificar saúde e lazer em nome da renda para 85%. Entre as mulheres, o percentual chega a 89%.

Brasília (DF), 02/09/2026 - Pesquisa sobre escala 6x1 e jornada de trabalho. Foto: Instituto Locomotiva/Divulgação
 Instituto Locomotiva/Divulgação

Projeto

A PEC 221 de 2019, que tramita no Congresso Nacioanl, prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem diminuição salarial. A proposta reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses. 

Nas discussões no Congresso, os parlamentares destacam que estudos sobre o fim da escala 6x1 divergem sobre os impactos para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).   

 

FONTE: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-09/escala-6x1-67-apontam-que-jornada-piora-saude-mental-diz-pesquisa 

Câmara aprova adesão do Brasil a acordo para eliminar violência e assédio no trabalho

Convenção da OIT foi aprovada pelos deputados e segue para análise do Senado


A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (1º) a ratificação de convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para eliminar a violência e o assédio no mundo do trabalho. O texto consta do Projeto de Decreto Legislativo 997/26 e segue para análise do Senado.


A aprovação foi recomendada pela relatora, deputada Benedita da Silva (PT-RJ). "A persistência de casos de assédio moral, assédio sexual e outras formas de violência no ambiente laboral demonstra a necessidade de fortalecimento das políticas de prevenção, acolhimento das vítimas e responsabilização dos agressores", defendeu.


Benedita da Silva acredita que a promoção de um ambiente de trabalho livre de violência e assédio também trará benefícios econômicos. "A redução de afastamentos por adoecimento, a melhoria do clima organizacional, o aumento da produtividade e a diminuição da rotatividade da mão de obra evidenciam que a prevenção da violência no trabalho constitui medida socialmente justa e economicamente racional", afirmou.


Assédio

 

A convenção define a violência e o assédio no mundo do trabalho como "um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, ou ameaças de tais comportamentos e práticas, quer se manifestem uma vez ou repetidamente, que tenham por objeto, causem ou sejam suscetíveis de causar danos físicos, psicológicos, sexuais ou econômicos, incluindo violência e assédio de gênero".


Os países que assinarem a convenção devem adotar legislação e políticas públicas que garantam o direito à igualdade e à não discriminação no emprego e na ocupação.


As regras devem valer para todas as pessoas envolvidas no mundo laboral, como empregados, trabalhadores autônomos, estagiários, aprendizes, voluntários, trabalhadores despedidos, candidatos a emprego, trabalhadores que exercem cargos de chefia e gestão. Também valerão para os setores público e privado, para a economia formal e informal e para as zonas urbanas e rurais.


Ações na Justiça

 

A Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego, nos estudos acerca da ratificação da convenção, registrou 5.933 demandas sobre práticas discriminatórias entre 2014 e 2021.


Dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) apontam que, entre janeiro de 2015 e janeiro de 2021, aproximadamente 26 mil pessoas ingressaram com ações na Justiça por conta do assédio sexual no ambiente de trabalho.

 

Fonte: Agência Câmara - No Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br

CNTI se reúne com ministro Boulos

 

 


A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) realizou reunião com o Ministro-chefe da Secretária-geral da Presidência, Guilherme Boulos, no Palácio do Planalto, para reiterar o convite da Plenária Nacional CNTI 80 Anos, ao mesmo tempo apresentou iniciativas estratégicas da entidade e discutiu pautas de relevância institucional e nacional como, por exemplo, o Fim da Escala 6x1.


Participaram do encontro José Reginaldo Inácio, presidente da CNTI; Sônia Zerino, Secretária das Mulheres da CNTI e presidente da Nova Central; Nelson Bonardi, Secretário-Geral da CNTI. Também estiveram presentes: Marco Antonio Campanella, assessor político institucional e Raimundo Salvador, presidente do STI Construção e Mobiliário de Brasília.

 

FONTE: Portal da CNTI

 

https://cnti.org.br/html/noticias/2026/CNTIreuniaoMinistroBoulos.htm 

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Vitória dos trabalhadores: CCJ do Senado aprova fim da 6x1

 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso semanal, e a redução gradual da jornada de 44 para 40 horas, sem redução salarial. 
 

Após quase sete horas de debates, o relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM) foi aprovado por ampla maioria. Apenas quatro senadores votaram contra: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

A presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou das atividades no Senado Federal acompanhada pelo vice-presidente, José Reginaldo, pelo Diretor de Relações Institucionais, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, pelo Diretor de Finanças, Wilson Pereira, e por outros dirigentes da entidade. A mobilização reuniu presidentes e representantes das centrais sindicais em defesa da proposta.

Trabalho sindical faz a diferença

A aprovação da PEC na CCJ é resultado também da mobilização e da articulação permanente do movimento sindical. Nos últimos dias, dirigentes das centrais estiveram no Senado, percorreram gabinetes, conversaram com parlamentares e defenderam diretamente os interesses dos trabalhadores. 
 

A atuação conjunta demonstra a força da unidade sindical na construção de avanços para a classe trabalhadora. O trabalho de convencimento, a mobilização nas bases e a pressão sobre o Congresso foram fundamentais para que a proposta chegasse a esta etapa.

A PEC agora segue para o plenário do Senado, onde precisará de 49 votos favoráveis, em dois turnos, para ser aprovada.

“A aprovação na CCJ é uma importante vitória da classe trabalhadora e mostra a força da mobilização sindical. Mas a luta continua. Agora, precisamos ampliar a pressão para garantir a aprovação da PEC no plenário do Senado e conquistar o fim da escala 6x1, com redução da jornada e sem redução salarial", enfatizou Sônia Zerino.