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sexta-feira, 4 de abril de 2025

O Brasil Precisa Responder à Altura o Tarifaço de Trump – Ricardo Patah

 

O Brasil é um país rico, com um povo maravilhoso, dono de um potencial econômico gigante e que não pode continuar se curvando diante de imposições estrangeiras. O tarifaço anunciado por Donald Trump, elevando em 10% as tarifas para produtos brasileiros, é mais um exemplo de como os Estados Unidos tentam impor suas vontades ao mundo, acreditando que todos dependem deles, enquanto eles não precisam de ninguém. Esse tempo já passou, o mundo mudou, e é hora de o Brasil se posicionar com firmeza.

Os Estados Unidos sempre foram um parceiro histórico do Brasil, mas parceria não significa submissão. A globalização abriu novas possibilidades e alternativas. Se a rota comercial com a América do Norte está sendo dificultada, que venham novos parceiros. O Brasil tem produtos de qualidade e mercados sedentos por nossas commodities e produtos industrializados. Não podemos continuar com o velho complexo de vira-lata, abaixando a cabeça toda vez que somos retaliados por aqueles que se acham os donos do mundo.

Estive recentemente na comitiva presidencial que viajou à Ásia para buscar novas oportunidades comerciais para o Brasil. E boas notícias vieram dessa missão: o Vietnã voltará a adquirir carne brasileira depois do impacto negativo causado pela desastrosa Operação Carne Fraca, em 2017. Uma operação que não trouxe resultado prático algum, mas que afetou drasticamente nossa indústria de carnes, prejudicando milhares de trabalhadores. Essa reabertura de mercado é uma demonstração clara de que há espaço para diversificarmos nossas parcerias e reduzirmos nossa dependência de mercados que, a qualquer momento, nos fecham as portas.

O Brasil precisa agir com reciprocidade. O Senado já aprovou a política de resposta proporcional, e a Câmara dos Deputados já aprovou a urgência para a votação do tema. Agora, cabe ao governo e ao Congresso agirem rapidamente para demonstrar que não seremos um país que aceita qualquer imposição de cabeça baixa. Não se trata de uma disputa entre governo e oposição, e sim de um ato de soberania nacional.

A história nos ensina que as nações que se impuseram no cenário internacional foram aquelas que tiveram coragem de reagir e buscar novas oportunidades. O Brasil precisa seguir esse caminho. Não podemos ser reféns de tarifas abusivas e nem ficar à mercê dos caprichos de um presidente norte-americano que não respeita seus parceiros comerciais. O futuro do Brasil passa por uma política comercial forte, autônoma e que valorize nossa capacidade produtiva.

Se os Estados Unidos querem dificultar nosso comércio, o Brasil tem que mostrar que sabe se reinventar e encontrar novos mercados. Esse é o caminho para uma nação soberana, respeitada e economicamente forte.

 

Ricardo Patah
Presidente da UGT

 

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Brasil gera 432 mil empregos, 15.428 por dia

 

O Brasil terminou fevereiro com um saldo recorde de mais 432 mil pessoas trabalhando com Carteira assinada. Foram 2,57 milhões admissões e 2,14 milhões desligamentos. Na média, foram gerados 15.428 postos de trabalho por dia e 643 por hora.

Resultado é o melhor da série histórica (desde 2020) e tem números positivos nos cinco setores avaliados, como também nas cinco Regiões. Em 12 meses, foram 1,78 milhão de vagas criadas. Os números do Novo Caged foram divulgados sexta, 28, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O titular da Pasta, Luiz Marinho, atribui o recorde à política de investimentos e reindustrialização adotada pelo governo federal. Ele diz: “Nós estimulamos um monte de investimentos, e esse é o resultado. Motivamos a indústria a se preparar para produzir os equipamentos de saúde, em vez de importar. Estamos com todo o debate sobre a transição climática. Queremos produzir o Combustível Sustentável de Aviação no Brasil para substituir o combustível poluidor das aeronaves”.

Ano – Com os resultados de janeiro e fevereiro, País acumula saldo superior a meio milhão de novas vagas formais no primeiro bimestre: 576 mil. No ano passado, mesmo período, foram 480 mil. Desde janeiro de 2023, quando tomou posse o novo governo, são 3,7 milhões de vagas formais acumuladas. O número de pessoas com vínculo formal trabalhando chegou a 47,78 milhões em fevereiro, ou seja, mais 0,91% em relação ao mês anterior.

Comparação – O resultado de 2025 é o mais expressivo da série histórica para o mês de fevereiro. Entre 2002 e 2019, o antigo Caged adotava outra metodologia, o que impede comparações diretas. Porém, nunca houve naquele período um fevereiro com tantas vagas formais. Marinho entende que a política de geração de empregos do governo é robusta e deve seguir dando frutos. “Eu espero que a economia continue aquecida, afinal de contas a gente ainda tem muita gente no subemprego, desempregada”, explica.

Grupos – Todos os cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram números positivos em fevereiro. Setor de Serviços respondeu pela geração de 254,8 mil vagas. Indústria (69,8 mil), Comércio (46,5 mil), Construção (40,8 mil) e Agropecuária (19,8 mil) vieram na sequência.

Regiões – O Sudeste teve saldo de 228 mil vagas formais, seguido por Sul (100 mil), Centro-Oeste (45,6 mil), Nordeste (37 mil) e Norte (20,7 mil)

Estados – São Paulo gerou mais vagas formais em fevereiro: foram 137,5 mil novos postos com Carteira assinada, resultado de 802 mil admissões e 664 mil demissões. O Estado tem um estoque de 14,4 milhões de brasileiros com vínculo formal ativo. Minas Gerais, com 52,6 mil, e Paraná, com 39,1 mil, completam o trio dos estados com maior saldo no mês. Único Estado com número negativo foi Alagoas: menos 5,4 mil vagas.

Municípios – As cidades brasileiras com maior saldo de vagas formais em fevereiro foram São Paulo (37,3 mil vagas formais), Rio de Janeiro (18,9 mil), Belo Horizonte (10 mil), Curitiba (10 mil) e Salvador (7,2 mil).

Salário – Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em fevereiro foi de R$ 2.205,25.

Gênero – O saldo positivo de 432 mil vagas no mês é composto por 229 mil mulheres e 202 mil homens. A faixa etária com maior saldo positivo foi de 18 anos a 24 anos, com mais 170.593 postos. O ensino médio completo apresentou saldo positivo de 277.786 postos. No saldo por remuneração, a faixa entre 1 e 1,5 salário-mínimo acumulou 312.790 postos.

MAIS – Site do Ministério do Trabalho e Emprego.

 

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Encerramento do Março Mulher da CNTI aconteceu neste fim de semana (29/03)

 


A CNTI em parceira com a Secretaria da Mulher de Petrópolis e COMDIM, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, encerrou suas atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher, neste último sábado (29/03), com Seminário, cujo tema foi ”A Desigualdade Salarial e Empregos para as Mulheres em Petrópolis-RJ”, no auditório da Casa dos Conselhos Municipais na Avenida Koeler, 260 – Centro, Petrópolis -RJ.

 


A mesa de abertura esteve composta por Rosângela Stumpf, Secretária Municipal da Mulher, Rejane de Almeida, Deputada Federal do PCdoB, Sérgio Fernandes, Deputado Estadual do PSD, Lívia Miranda, Vereadora do PCdoB, Gláucia Morelli, Presidente do COMDIM; Rochane Araújo, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Petrópolis e Três Rios, Jorge Luiz Mussel, Presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Vestuário do RJ, Sr Jorge no ato também representou o Deputado Estadual Yuri Moura, Sr Wanilton Reis dos Santos, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Têxtil, Sr Eduardo Neves, Secretário da Região Sudeste da CNTI e a Sra. Luci Parmejani, da Federação dos Trabalhadores da Ind. Têxtil de São Paulo e diretora da CNTI.

 


O evento contou com o Lançamento em Petrópolis-RJ, da Cartilha da CNTI sobre a Lei 14.611/2023 sobre a Igualdade Salarial, com objetivo de conscientizar os trabalhadores e a sociedade em geral sobre a importância da Lei para diminuir os casos de discriminação salarial, fortalecer a inclusão e sua efetividade. Abordaram o Tema: “A Desigualdade Salarial e o Mercado de Trabalho para as Mulheres em Petrópolis” as palestrantes: Sônia Zerino, Secretária Nacional da Mulher da CNTI/NCST e CNDM, Lilian Beringh, Deputada Estadual do PCdoB e Thaís Ferreira, Gerente Executiva SERRATEC.

 


O seminário também contou com a presença de lideranças sindicais de São Paulo entre elas o presidente da FTI Têxtil, Sr. Nivaldo Parmejani. Após as apresentações foi aberto para perguntas. Logo após feito entrega de certificados e sorteio de brindes e encerramento.

 

 


  

FONTE: Site da CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria)


https://cnti.org.br/html/Smulher/2025/EncerramentodoMarcoMulherPetropolisRJ.htm

segunda-feira, 31 de março de 2025

Proposta de novo IR: avanço para tributação mais justa – Adriana Marcolino

Medida tem potencial para melhorar distorções da tributação de renda no país e contribuir para recomposição do poder de compra das famílias

O governo federal deu um passo importante rumo a uma tributação mais justa e progressiva ao apresentar o Projeto de Lei 1.087/2025, que propõe ampliação da faixa de isenção do imposto de renda para até R$ 5 mil mensais, desconto progressivo para até R$ 7 mil e alíquota efetiva mínima para rendas acima de R$ 600 mil anuais – caso a contribuição das altas rendas não chegue em um percentual mínimo, que variará de zero a 10%, será necessário pagar complementação do IR.

Historicamente, o Brasil tem uma estrutura tributária regressiva, com uma arrecadação significativa baseada em tributos indiretos, que representam 40,2% da arrecadação total. Em contrapartida, os impostos sobre a renda representam só 27,4% da arrecadação federal (em 2022, segundo a Instituição Fiscal Independente, vinculada ao Senado Federal), apesar de terem maior capacidade de promover justiça tributária. Considerando essas distorções, a carga tributária dos 10% mais pobres representa 6 pontos percentuais a mais que a dos 10% mais ricos.

De um lado, o imposto de renda no Brasil é limitado por deduções excessivas e pela não tributação de lucros e dividendos. De outro, a defasagem na correção da tabela do IR onera cada vez mais os contribuintes de menor renda. Além disso, o pequeno número de faixas e a alíquota máxima baixa, na comparação com outros países, contribuem para aprofundar a desigualdade de renda no país.

A defasagem da tabela do IR de 1996 até dezembro de 2024 acumula média de 154,67%. Apenas entre 2016 e 2022, o congelamento da tabela resultou em defasagem de 44,11%, aumentando a carga tributária da população.
Outro elemento é que a progressividade da tabela do IRPF caiu desde a década de 1990. Entre 1976 e 1985, existiam até 16 faixas e alíquotas máximas de 55% a 60%. Nos anos 1990, as faixas foram reduzidas para três e a alíquota máxima diminuiu para 25%. Em 2009, a tabela passou a ter cinco faixas, com alíquotas de 7,5% a 27,5%.

A redução de faixas e alíquotas nos anos 1990 limitou recursos para investimentos essenciais. Para compensar a queda na arrecadação, decorrente da diminuição das alíquotas para rendas mais altas, a tabela não foi atualizada, o que incluiu cada vez mais pessoas de baixa renda como contribuintes. Com poucas faixas e alíquota máxima de 27,5% a partir de R$ 4.664,98, quem ganha R$ 5 mil e R$ 80 mil está sujeito à mesma tributação.

O Brasil tem uma das menores alíquotas máximas de imposto de renda entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Enquanto aqui a alíquota máxima é de 27,5%, em países como Japão e Dinamarca, chega a 55,95% e 55,90%, respectivamente. Em nações em desenvolvimento, como China (45%), África do Sul (45%) e Chile (40%), a tributação também é mais elevada. Mesmo nos Estados Unidos, a alíquota máxima para pessoa física é de 37%.

A proposta do governo beneficiará 9,6 milhões de pessoas com a isenção, segundo a Unafisco, e garantirá desconto adicional para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 6.999,99, reduzindo a carga das menores rendas. Com isso, o acréscimo anual na renda pode chegar a R$ 4.170,82 (veja a tabela).

Ao reduzir a carga para os trabalhadores de menor renda e ajustar a tributação para os mais ricos, o PL 1087/2025 contribui para diminuir a desigualdade social e recuperar o poder de compra das famílias, propondo um sistema tributário que se guia pela capacidade contributiva de cada indivíduo. No entanto, o sistema tributário brasileiro precisa de mais mudanças: correção anual da tabela do IRPF pela inflação, elevação do número de alíquotas e da alíquota-teto do imposto, considerando os padrões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e eliminação das distorções que propiciam a concentração de renda oriunda da renúncia fiscal.

Adriana Marcolino é diretora-técnica do Dieese

 

sexta-feira, 28 de março de 2025

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

 

 

Pelo presente edital, ficam convocados, pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Joalheria, Lapidação de Pedras Preciosas, Extração, Mármores, Calcários e Pedreiras do Município de Petrópolis, CNPJ nº 30.202.733/0001-70, todos os trabalhadores das Indústrias de joalheria, bijuteria, ourivesaria, relojoeiro, oficiais de relojoeiro, lapidação de pedras preciosas e semipreciosas a comparecerem na Assembleia Geral Extraordinária, que acontecerá no dia 03 de abril de 2025, às 17:30 h, em primeira convocação e às 18:00 h, em segunda convocação, sito a Rua Marechal Deodoro, nº 209, S/L 120, Centro, Petrópolis, RJ, onde com qualquer número, será analisada a seguinte ordem do dia: a) elaboração da pauta de reivindicações a ser encaminhada aos patrões/ Sindicato Patronal; b) concessão de poderes à Diretoria do Sindicato para celebração de Convenção Coletiva de Trabalho, Acordo Coletivo de Trabalho e condições de trabalho, contribuição sindical, mensalidade sindical e assistencial em favor do sindicato e autorização prévia dos descontos em folha de pagamento, arts. 545 da CLT e 8º da C.F; c) instauração de Dissídio Coletivo, em caso de fracasso nas negociações; d) Permissão para a Assembleia ficar instalada em estado permanente, e) assuntos gerais. Este edital encontra – se também afixado na sede do Sindicato. Petrópolis, 28 de março de 2025. Sebastião Braz de Souza - Pres. Sindicato.