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sexta-feira, 19 de junho de 2026

DIAP divulga “Cabeças” do Congresso 2026; saiba quem são

 

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) divulga a edição 2026 dos “Cabeças do Congresso Nacional”, estudo que identifica os parlamentares que mais se destacam pela capacidade de influenciar o processo decisório no âmbito do Poder Legislativo federal.

A edição reúne 100 parlamentares, sendo 69 deputados federais e 31 senadores. O estudo também registra a presença de 20 novos integrantes na elite parlamentar, refletindo a renovação e a ascensão de lideranças com crescente protagonismo no cenário político nacional.

Entre os atributos que caracterizam protagonismo no processo legislativo, destacam-se, na visão do DIAP, a capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando a repercussão e tomada de decisão.

Enfim, é o parlamentar que, isoladamente, ou em conjunto com outras forças, é capaz de criar papel e contexto para desempenhá-lo.

Parlamentares em “ascensão”

Além dos 100 “Cabeças”, desde a 7ª edição da série, o DIAP divulga levantamento, que inclui na publicação anexo com outros 50 parlamentares. São os deputados e senadores em “ascensão”, que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, têm recebido missões partidárias, podendo, mantida a trajetória ascendente, estar futuramente na elite parlamentar. Pode-se dizer que estão entre os 150 mais influentes. Dentre os 50 em “ascensão”, são 15 novos parlamentes. Sendo, 13 deputados, e 2 senadores.

Entende-se por parlamentar em “ascensão” aquele deputado ou senador que vem recebendo missões partidárias, políticas ou institucionais e se desincumbindo bem dessas. Estão também nessa categoria, os parlamentares que têm buscado abrir canais de interlocução, criando os próprios espaços e se credenciando para o exercício de lideranças formais ou informais no âmbito do Parlamento.

Parlamentares no exercício do mandato

A pesquisa inclui apenas os parlamentares que estavam no efetivo exercício do mandato no período de avaliação, que considera o desempenho parlamentar desde a posse, com prazo de avaliação até o mês de junho de 2026. Assim, quem esteve licenciado para assumir cargos fora do Parlamento este período, mesmo influente, não faz parte da publicação. Por isto, não constam entre os 100 mais influentes de 2026, o deputado licenciado do mandato, cumprindo missão no Poder Executivo: 1) ministros de Estado: deputado Alexandre Padilha (PT-SP); e o senador Wellington Dias (PT-PI); e 2) licenciado do mandato para tratar de interesses particulares: deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Leia o resumo da publicação, que, posteriormente estará completa, com os perfis individuais dos deputados e senadores.

 

Abaixo a relação completa dos “Cabeças do Congresso Nacional 2026”

(Parlamentares em caixa alta e negrito são os novos “Cabeças”)

Cargo

Nome/Partido

UF

Deputado

Aécio Neves – PSDB

MG

Deputado

Aguinaldo Ribeiro – PP

PB

SENADOR

ALAN RICK - REPUBLICANOS

AC

DEPUTADO

ALENCAR SANTANA - PT

SP

Deputado

Aliel Machado – PV

PR

Deputado

Altineu Côrtes – PL

RJ

Deputado

André Figueiredo – PDT

CE

DEPUTADO

ANDRÉ FUFUCA - PP

MA

Deputado

Antonio Brito – PSD

BA

Deputado

Arlindo Chinaglia – PT

SP

Deputado

Arnaldo Jardim - Cidadania

SP

Deputado

Arthur Lira – PP

AL

Deputado

Augusto Coutinho – Republicanos

PE

Deputado

Aureo Ribeiro – Solidariedade

RJ

Deputado

Baleia Rossi - MDB

SP

Deputada

Bia Kicis – PL

DF

DEPUTADO

CABO GILBERTO SILVA - PL

PB

SENADOR

CAMILO SANTANA - PT

CE

Deputado

Carlos Veras - PT

PE

Deputado

Carlos Zarattini - PT

SP

SENADOR

CID GOMES - PSB

CE

Senador

Ciro Nogueira – PP

PI

Senador

Confúcio Moura – MDB

RO

DEPUTADA

DAIANA SANTOS - PCDOB

RS

Deputado

Daniel Almeida – PCdoB

BA

Senador

Davi Alcolumbre – União Brasil

AP

Deputado

Domingos Neto - PSD

CE

Deputado

Doutor Luizinho – PP

RJ

Senador

Dr. Hiran - PP

RR

Senador

Eduardo Braga – MDB

AM

Senador

Eduardo Gomes – PL

TO

Senador

Efraim Filho – PL

PB

Senadora

Eliziane Gama – PSD

MA

Deputada

Erika Hilton - PSol

SP

Deputada

Erika Kokay – PT

DF

Deputado

Eunício Oliveira – MDB

CE

Deputado

Fernando Coelho Filho – União Brasil

PE

Senador

Flávio Bolsonaro – PL

RJ

DEPUTADA

GLEISI HOFFMANN - PT

PR

Deputado

Hugo Motta - Republicanos

PB

Senador

Humberto Costa – PT

PE

Deputado

Isnaldo Bulhões Jr. – MDB

AL

Deputada

Jandira Feghali – PCdoB

RJ

Senador

Jaques Wagner – PT

BA

DEPUTADO

JONAS DONIZETTI - PSB

SP

Deputado

Julio Lopes – PP

RJ

DEPUTADO

KIM KATAGUIRI - MISSÃO

SP

Deputada

Laura Carneiro – PSD

RJ

Deputado

Leo Prates – Republicanos

BA

DEPUTADO

LEUR LOMANTO JÚNIOR - UNIÃO BRASIL

BA

Deputado

Lincoln Portela – PL

MG

Deputado

Lindbergh Farias – PT

RJ

Deputado

Luiz Carlos Hauly – Podemos

PR

Deputado

Luiz Carlos Motta - PL

SP

Deputado

Luiz Gastão – PSD

CE

Deputada

Luiza Erundina - PSol

SP

Senador

Marcelo Castro – MDB

PI

Deputado

Marcos Pereira - Republicanos

SP

Deputada

Maria do Rosário – PT

RS

Deputado

Mário Heringer - PDT

MG

Deputado

Mendonça Filho - PL

PE

Senador

Nelsinho Trad – PSD

MS

Senador

Omar Aziz – PSD

AM

Deputado

Orlando Silva - PCdoB

SP

Senador

Otto Alencar – PSD

BA

Deputado

Paulinho da Força - Solidariedade

SP

Deputado

Paulo Abi-Ackel – PSDB

MG

Senador

Paulo Paim – PT

RS

Deputado

Paulo Pimenta – PT

RS

DEPUTADO

PAULO TEIXEIRA - PT

SP

Deputado

Pedro Campos – PSB

PE

Deputado

Pedro Lucas Fernandes - União Brasil

MA

Deputado

Pedro Lupion – Republicanos

PR

DEPUTADO

PEDRO UCZAI - PT

SC

Senadora

Professora Dorinha Seabra – União Brasil

TO

Senador

Randolfe Rodrigues – PT

AP

Deputado

Reginaldo Lopes – PT

MG

Senador

Renan Calheiros – MDB

AL

SENADOR

RENAN FILHO - MDB

AL

Deputado

Renildo Calheiros - PCdoB

PE

DEPUTADO

RODRIGO GAMBALE - PODEMOS

SP

Senador

Rodrigo Pacheco – PSB

MG

DEPUTADO

RODRIGO ROLLEMBERG

DF

Senador

Rogério Carvalho – PT

SE

Deputado

Rogério Correia – PT

MG

Senador

Rogério Marinho – PL

RN

Deputado

Rubens Pereira Júnior – PT

MA

DEPUTADO

SILVIO COSTA FILHO - REPUBLICANOS

PE

Deputado

Sóstenes Cavalcante – PL

RJ

Deputada

Tabata Amaral – PSB

SP

DEPUTADO

TARCÍSIO MOTTA

RJ

SENADORA

TERESA LEITÃO - PT

PE

Senadora

Tereza Cristina – PP

MS

Senador

Veneziano Vital do Rêgo – MDB

PB

Deputado

Wellington Roberto – PSD

PB

Senador

Weverton – PDT

MA

Deputado

Zé Silva – União Brasil

MG

DEPUTADO

ZÉ VITOR - PL

MG

Deputado

Zeca Dirceu – PT

PR

Senador

Zequinha Marinho – Podemos

PA

Paim defende redução da jornada de trabalho e divulga debate em 1º de julho


O senador Paulo Paim (PT-RS) destacou nesta quarta-feira (17) a promoção de uma sessão de debates temáticos no Plenário, no dia 1º de julho, sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso). Segundo Paim, a sessão foi confirmada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.


O debate deverá reunir representantes de trabalhadores, empresários, especialistas e integrantes do movimento Vida Além do Trabalho, que defende a redução da jornada.


Em pronunciamento no Plenário, Paim afirmou que o encontro servirá para aprofundar a discussão sobre os impactos da PEC  221/2019, que reduz a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais e garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salários. A proposta já foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda análise no Senado.


— Nesse mesmo dia, eu diria que teremos aqui um palco iluminado, fazendo um bom debate sobre a importância de reduzirmos a jornada de trabalho, como fizemos 40 anos atrás na Assembleia Nacional Constituinte — afirmou.

 

Fonte: Agência Senado

 

https://cnti.org.br/html/noticias.htm#Paim_defende_redu%C3%A7%C3%A3o_da_jornada_de_trabalho_e_divulga_debate_em_1%C2%BA_de_julho 

Juros continuam sufocando a produção e o emprego


 


A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual está muito aquém das necessidades da economia brasileira e das demandas da classe trabalhadora.

O Banco Central segue adotando uma política monetária excessivamente conservadora, que restringe investimentos, compromete a expansão da atividade econômica e dificulta a geração de empregos de qualidade.

Além disso, a redução anunciada produz impacto praticamente insignificante sobre o custo do crédito, que continua elevado para empresas, produtores e consumidores.

O Brasil apresenta inflação sob controle e reúne condições para uma redução mais significativa dos juros. Não há justificativa econômica para uma postura tão cautelosa, que mantém o país preso a um ciclo de baixo crescimento.

Enquanto o setor produtivo enfrenta dificuldades para investir e ampliar suas atividades, a manutenção de juros elevados continua beneficiando o rentismo e a especulação financeira, em detrimento da produção e do trabalho.

Com isso, o país perde oportunidades de acelerar o crescimento econômico, fortalecer a indústria nacional, estimular o consumo e ampliar a renda das famílias brasileiras.

A persistência de taxas de juros em patamares tão elevados também pressiona as contas públicas, aumentando os gastos com a dívida e reduzindo a capacidade do Estado de investir em áreas estratégicas e em políticas sociais.

As centrais sindicais continuarão defendendo uma redução mais consistente da Selic, compatível com os desafios do desenvolvimento nacional, da valorização do trabalho e da geração de emprego e renda.

O Brasil precisa de uma política econômica voltada ao crescimento sustentável, à reindustrialização, à valorização do trabalho e à distribuição de renda, e não de uma política que prolongue a estagnação e limite as perspectivas de desenvolvimento do país.

São Paulo, 17 de junho de 2026

Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

PEC 12/2026 amplia trabalho intermitente e ameaça direitos, alerta Dieese

 

Dieese alerta para a PEC da Maldade

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, apresentada no Senado Federal, acende um alerta entre entidades sindicais e especialistas em relações de trabalho. Segundo análise do Dieese, a medida pode ampliar a lógica do contrato intermitente, conhecido como “contrato de zero hora”, criando um modelo em que a jornada e a remuneração ficam condicionadas à demanda das empresas.

A proposta surge após a aprovação, na Câmara, da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial e da ampliação do descanso semanal. Para o Dieese, enquanto uma iniciativa busca garantir mais tempo livre e proteção aos trabalhadores, a PEC 12/2026 segue caminho contrário ao flexibilizar jornada, salários e regras de contratação.

Pela proposta, o trabalhador poderia ser contratado com pagamento baseado apenas nas horas efetivamente trabalhadas. Na prática, a empresa deixaria de estabelecer uma jornada fixa, podendo convocar o empregado conforme suas necessidades. O estudo aponta que esse modelo transfere para o trabalhador os riscos das oscilações da atividade econômica, aumentando a insegurança sobre renda e estabilidade profissional.


O Dieese destaca que a chamada “liberdade” de escolha da jornada pode representar, na realidade, maior poder para as empresas definirem quando e quanto o trabalhador irá trabalhar. A entidade argumenta que, diante da desigualdade existente entre patrões e empregados, a negociação individual pode enfraquecer a proteção garantida pelos acordos e convenções coletivas.

Outro ponto de preocupação é a possibilidade de redução da renda mensal. Apesar de a PEC prever o pagamento proporcional de direitos como férias, 13º salário e FGTS, o estudo aponta que a ausência de uma jornada mínima contratada pode fazer com que trabalhadores recebam valores inferiores ao salário mínimo ao final do mês.


A análise também compara a proposta com a redução da jornada aprovada na Câmara. Segundo o Dieese, a PEC 221/2019 busca reduzir o tempo de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuir salários, enquanto a PEC 12/2026 mantém a lógica da remuneração variável e do trabalho sob demanda.

Experiências anteriores com o contrato intermitente, criado pela reforma trabalhista de 2017, reforçam as críticas. Dados apresentados pelo Dieese mostram que, em 2025, havia 539,7 mil vínculos intermitentes no país, com remuneração média mensal de R$ 686,47. Mais da metade desses contratos não registrou atividade no período, resultando em remuneração igual a zero.


Para o Dieese, os números indicam que a flexibilização das relações de trabalho não trouxe a redução esperada da informalidade nem garantiu melhores condições aos trabalhadores. A entidade avalia que a PEC 12/2026 pode consolidar um modelo em que empresas ganham maior controle sobre a jornada, enquanto trabalhadores ficam submetidos à instabilidade de renda.

O debate agora deve avançar no Senado, onde representantes dos trabalhadores defendem que qualquer mudança nas regras de jornada preserve direitos históricos, fortaleça a negociação coletiva e garanta condições dignas de emprego.

MAIS – Site do Dieese

FONTE: Agência Sindical 

https://agenciasindical.com.br/dieese-alerta-para-a-pec-da-maldade/ 

Definição sobre PEC da 6×1 deve ficar para julho, afirma presidente da CCJ do Senado

Senador Otto Alencar, contudo, afirmou ainda não ter recebido sinalizações de presidente da Casa, Davi Alcolumbre, sobre trâmite da proposta


O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, afirmou que a definição de como será a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6×1 deve ficar para a primeira quinzena de julho.


O prazo deve frustrar a expectativa do governo, que esperava ver a medida, bandeira eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aprovada e promulgada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados antes do início do recesso parlamentar, em 17 de julho.


Pelo trâmite normal, a CCJ é a primeira etapa de discussão da proposta, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, mas ainda não foi remetida à comissão pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).


— Ainda não tenho definição de quando o presidente Davi Alcolumbre vai despachar a PEC para a CCJ. Ele não falou nada comigo. Está tudo parado — disse o senador.


O cálculo de Otto que o tema deva ficar para julho leva em consideração o período de esvaziamento do Senado, motivada pelas festas juninas e a Copa do Mundo. Alcolumbre marcou sessões de votações semipresenciais nesta semana.


A decisão, que permite a participação de senadores em votações mesmo não estando em Brasília, atende a demandas de parlamentares, que têm preferido ficar em seus estados para articular as pré-campanhas eleitorais.


Conversa com Lula

 

Segundo interlocutores, Alcolumbre ainda aguarda uma conversa com Lula antes de destravar a votação da PEC no Senado. Os dois não se falam desde a rejeição da indicação do advogado geral da União (AGU), Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).


Alencar disse acreditar que, dependendo das conversas, ainda seria possível aprovar a PEC antes do recesso. Alcolumbre, contudo, já disse que não vai colocar a proposta em votação diretamente em plenário e que ela vai passar pelo menos por uma comissão.


Segundo interlocutores, o presidente do Senado também não deu qualquer sinalização ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos PB), com quem tem falado com freqüência, de que pretende acelerar a tramitação da PEC.


O presidente do Senado também ainda não definiu quem será o relator da PEC. Entre os cotados estão o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e o líder do PSD na Casa, Omar Aziz (AM).

 

Fonte: Agência O Globo - Do Blog de Notícias da CNTI


https://cnti.org.br/html/noticias.htm#Defini%C3%A7%C3%A3o_sobre_PEC_da_6%C3%971_deve_ficar_para_julho,_afirma_presidente_da_CCJ_do_Senado

terça-feira, 16 de junho de 2026

Centrais Sindicais brasileiras entregam à OIT carta em defesa do fim da escala 6x1

 

Na 114ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, representantes das centrais sindicais entregaram carta à OIT alertando para os riscos da PEC 12/2026 aos direitos trabalhistas e à liberdade sindical

Escrito por: Redação CUT | texto: André Accarini

OIT
notice

As centrais sindicais brasileiras entregaram nesta terça-feira (10), durante a 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça, uma carta ao diretor-geral da entidade, Gilbert F. Houngbo, em defesa do fim da escala 6x1, da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e do fortalecimento da negociação coletiva.

Assinado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB, o documento manifesta preocupação com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê a prevalência de acordos individuais sobre instrumentos coletivos de trabalho, além da possibilidade de contratação por horas efetivamente trabalhadas e da proporcionalização de direitos sociais.

Na carta, as centrais afirmam que a proposta surge justamente no momento em que avança no Brasil o debate sobre a redução da jornada para 40 horas semanais, com duas folgas por semana e a superação da escala 6x1. As centrais ainda reforçam que a PEC representa um retrocesso ao deslocar o centro das relações de trabalho para a pactuação individual direta entre empregado e empregador.

“A consequência prática é a possibilidade de fragmentação da jornada, instabilidade da renda e proporcionalização de direitos sociais historicamente vinculados à proteção da dignidade humana no trabalho”, alertam as centrais.

Contramão das convenções da OIT

O documento sustenta que a PEC nº 12/2026 contraria as Convenções nº 98 e nº 154 da OIT, ambas ratificadas pelo Brasil, que estabelecem a promoção da negociação coletiva como instrumento fundamental para a regulação das relações de trabalho.

As entidades também criticam a campanha promovida por organizações patronais em defesa da proposta, argumentando que ela busca enfraquecer a representação sindical e substituir a negociação coletiva por acordos individuais entre trabalhadores e empregadores.

Ação na principal instância do trabalho

Representando a CUT na atividade, a secretária nacional de Formação, Rosane Bertotti, destacou o significado político da entrega da carta durante a Conferência Internacional do Trabalho.

“A entrega dessa carta representa uma ação contundente nesta instância internacional, que é a instância máxima de regulação da liberdade sindical e da negociação coletiva. A OIT tem um papel histórico na defesa do diálogo social e dos direitos dos trabalhadores”, afirmou.

Rosane ressaltou ainda que a OIT é construída sobre o princípio do tripartismo, reunindo governos, empregadores e trabalhadores para a definição de parâmetros internacionais para o mundo do trabalho.

“A OIT é o espaço por excelência do tripartismo, que privilegia a negociação coletiva e estabelece parâmetros internacionais para as relações de trabalho. A defesa do fim da escala 6x1 e da redução da jornada sem redução salarial dialoga diretamente com esses princípios”, acrescentou.

Trabalho não é mercadoria

Na parte final da carta, as centrais afirmam que o debate sobre a redução da jornada, o fim da escala 6x1 e o fortalecimento da negociação coletiva dialoga diretamente com os princípios fundadores da OIT, especialmente a afirmação histórica de que o trabalho não é mercadoria.

O documento solicita que a organização acompanhe a tramitação da PEC nº 12/2026 e seus possíveis impactos sobre a liberdade sindical, a negociação coletiva, o diálogo social e os direitos dos trabalhadores.

FONTE: CUT - https://www.cut.org.br/noticias/centrais-entregam-a-oit-carta-em-defesa-do-fim-da-escala-6x1-1721

Comissão aprova projeto que torna racismo motivo de rescisão indireta de contrato de trabalho

O projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados


A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2200/23, do deputado Jonas Donizette (PSB-SP), que classifica a prática de discriminação ou injúria racial contra o empregado ou familiares dele como justa causa cometida pelo empregador para a rescisão do contrato de trabalho.


A justa causa do empregador, também conhecida como rescisão indireta, ocorre quando o empregador comete uma falta grave que torna inviável ou inconveniente a manutenção do vínculo empregatício.


A rescisão indireta é um direito do empregado. O empregado pode considerar rescindido o contrato de trabalho e solicitar na Justiça do Trabalho as verbas relativas à dispensa imotivada, como a multa de 40% sobre os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).


Para a relatora, deputada Erika Hilton (Psol-SP), a proposta reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a igualdade racial e oferece um instrumento concreto e eficaz para os trabalhadores vítimas de racismo no ambiente laboral. "O projeto não inova de forma disruptiva - ao contrário, consolida e explicita o que já decorre da interpretação sistemática da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]", disse.


Próximos passos

 

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

 

Fonte: Agência Câmara - Do Blog de Notícias da CNTI

 

https://cnti.org.br/html/noticias.htm#Comiss%C3%A3o_aprova_projeto_que_torna_racismo_motivo_de_rescis%C3%A3o_indireta_de_contrato_de_trabalho