Há matérias de interesses dos trabalhadores pendentes a votação pelo Congresso Nacional, como redução da jornada de trabalho e fim da escala 6X1; regras para negociação coletiva e a representação sindical dos
servidores públicos nas esferas federal, estadual e municipal; aposentadoria especial, para
trabalhadores expostos a agentes nocivos, periculosidade e risco à saúde.
Após um encontro do presidente Lula com o presidente do Congresso e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP), há uma possibilidade de tramitação das matérias na Casa revisora. Porém, não há tempo hábil para que temas com o grau de importância, sensibilidade social e econômica que envolvem as matérias possa ser apreciada antes das eleições gerais.
Com o início das campanhas eleitorais neste domingo (16), a pauta do Poder Legislativo fica em segundo plano até o próximo esforço concentrado, previsto para 31 de agosto até 4 de setembro. Com isso, pautas importantes em tramitação no Congresso Nacional poderão ser apreciadas apenas depois das eleições gerais de 2026.
Jornada de Trabalho
Outra matéria que também aguarda despacho é a que trata da redução da Jornada de Trabalho e o fim da escala 6x1. A matéria que tem forte apelo popular, foi aprovada na Câmara dos Deputados com mais de 470 votos e está, desde maio, aguardando o comando do presidente do Senado para prosseguir nos debates e a possível votação da matéria pela Casa.
Negociação coletiva
Um projeto que já conta com urgência aprovada e está bem avançado nas negociações é o PL 1893/2026, que regulamenta a Convenção 151 da OIT, criando regras para a negociação coletiva e a representação sindical dos servidores públicos nas esferas federal, estadual e municipal. O projeto poderá ir à votação na Câmara dos Deputados no segundo esforço concentrado do Congresso e seguir para avaliação e votação no Senado Federal.
Aposentadoria Especial
O PLP 42/2023, que regulamenta a aposentadoria especial para trabalhadores expostos a agentes nocivos, periculosidade e risco à saúde (como vigilantes, eletricitários e petroleiros), restabelecendo o cálculo do benefício em 100% da média das contribuições, teve sua urgência aprovada no primeiro esforço concentrado do Congresso antes das eleições. O tema já foi objeto de debate e votação no Senado, mas o projeto em discussão na Câmara deve observar novos contornos e acordos entre trabalhadores, governo e deputados.
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FONTE: Agência DIAP





