Translate

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Fim da escala 6x1: 13 perguntas e respostas sobre o que muda com a nova regra

 

Saiba o que muda com a nova lei, que determina a escala 5x2 e jornada de trabalho de até 40 horas semanais, sem redução de salário

Publicado: 19 Outubro, 2026 - 16h05 | Última modificação: 19 Outubro, 2026 - 16h39

Escrito por: Redação CUT | Editado por: Rosely Rocha

A escala 6x1 está chegando ao fim com a promulgação da Emenda Constitucional em 16 de outubro que estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário. Mas quando as novas regras começam a valer? O trabalhador já terá direito a dois dias de folga em 2026? O que acontece com quem trabalha em atividades que precisam funcionar todos os dias? E a mudança pode provocar demissões?

Confira as principais dúvidas sobre a nova jornada

1- Quando começa o fim da escala 6x1?

A contagem começou em 16 de outubro de 2026, data da promulgação da Emenda Constitucional. Em até 60 dias, as empresas deverão adotar a escala 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, além de reduzir a jornada semanal de 44 para 42 horas. As empresas também podem antecipar o início da redução de jornada.

A implementação completa da nova jornada para 40 horas semanais ocorrerá em até 14 meses. Ao final da transição, o trabalhador deverá cumprir, no máximo, oito horas por dia e 40 horas por semana, distribuídas em até cinco dias de trabalho

2 - Vou continuar a receber o valor atual do meu salário, apesar da jornada reduzida?

Sim. A emenda determina que a redução da jornada ocorra sem redução salarial. Isso vale também para os pisos das categorias.

Na prática, o trabalhador passará a receber o mesmo salário por uma jornada menor.

3 - Terei folgas sempre aos domingos?

A nova lei diz preferencialmente aos domingos. Isso não significa que as empresas serão obrigadas a dar folga aos domingos.

4 - Como ficam os trabalhadores que trabalham em escalas diferentes?

Quem já trabalha 40 horas ou menos, como por exemplo, na escala 12x36, poderá continuar. Saúde, segurança, transporte, limpeza urbana e outros serviços essenciais também poderão ter regimes diferenciados para garantir o funcionamento contínuo desses serviços.

Esses trabalhadores não terão uma nova redução proporcional da jornada. Mas também terão direito aos dois dias de descanso remunerado por semana. Ou seja, quem já trabalha até 40 horas não perderá o direito conquistado e passará a ter também a garantia dos dois dias de descanso prevista na nova regra

5 - A empresa poderá continuar funcionando aos sábados e domingos?

Sim. O fim da 6x1 não significa que empresas, lojas, hospitais, restaurantes, serviços de transporte ou outras atividades terão necessariamente de fechar dois dias por semana.

O que muda é a jornada de cada trabalhador. Atividades que precisam funcionar continuamente poderão organizar escalas diferenciadas, respeitando os limites estabelecidos pela emenda e garantindo os períodos de descanso.

6 - O que acontece se o trabalhador fizer horas extras?

A redução da jornada não significa que as horas trabalhadas além do limite deixarão de existir. Quando houver necessidade de trabalho extraordinário, deverão ser respeitadas as regras previstas na legislação e nos acordos e convenções coletivas.

7 - A escala 6x1 pode continuar existindo em algum caso?

Pode haver regimes diferentes da 5x2 por meio de convenção ou acordo coletivo (negociados por sindicatos), com compensação das folgas e respeito aos limites estabelecidos pela nova Constituição. Isso não significa, porém, a manutenção da atual 6x1 como regra geral. O trabalhador deverá ter, em média, dois dias de repouso remunerado por semana, dentro das condições estabelecidas pela emenda.

A participação sindical é fundamental para que o trabalhador e a trabalhadora tenham seus direitos garantidos, mas o candidato à presidência da República, Flavio Bolsonaro (PL), tem defendido que o trabalhador pode negociar diretamente com o patrão, enfraquecendo o poder de uma luta coletiva.

Leia mais: Flávio diz apoiar fim da 6x1, mas promete rever lei se for eleito, aponta Folha

8 - O que acontece com os acordos e convenções coletivas que mantêm a escala 6x1?

Dois meses depois da publicação da emenda, deixam de valer as cláusulas de contratos, acordos e convenções coletivas que forem incompatíveis com o novo limite de jornada e com a garantia de dois dias de repouso remunerado.

Os instrumentos coletivos poderão estabelecer formas de organização da jornada durante a transição, desde que respeitem os limites estabelecidos e os períodos de descanso.

9 - As novas regras também se aplicam aos empregados públicos e como ficam os trabalhadores terceirizados do setor?

A Emenda Constitucional nº 141 prevê tratamento específico para empregados públicos da administração direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Por isso, é importante observar as regras específicas da emenda e a legislação aplicável a cada vínculo de trabalho. 

Os terceirizados da administração pública terão uma regra de transição específica. Nos contratos existentes, a redução da jornada dependerá inicialmente de um aditamento contratual para preservar o equilíbrio econômico-financeiro. Esse aditamento deverá ser feito em até um ano após a publicação da emenda. Mesmo que o contrato não seja alterado dentro desse prazo, a redução para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas passará a valer. Também fica garantida a manutenção dos salários dos terceirizados, mesmo com a redução da jornada.

10 - A redução da jornada vale para trabalhadores com ensino superior e salários mais altos?

O texto estabelece uma exceção para empregados com diploma de curso superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto do Regime Geral de Previdência Social — atualmente, R$ 21.188,87.

Para esse grupo, há uma regra específica relativa à jornada de 40 horas e ao controle de jornada. É importante observar as condições previstas na emenda para saber como a exceção se aplica a cada contrato. Essa regra não se aplica a esses empregados públicos.

11- O desemprego vai aumentar com a escala 6x1?

Não. O potencial de criação de empregos é de mais de 4 milhões e de aumento da massa salarial de R$ 290 bilhões ao ano, segundo análise da diretora-técnica do Dieese, Adriana Marcolino, em debate no Senado sobre o tema .

12- A economia do país vai quebrar com a escala 6x1?

No mesmo debate, Adriana Marcolino rechaçou os estudos conservadores que preveem perdas econômicas para o país com o fim da escala 6x1 e a redução de jornada. Segundo ela, esses estudos cometem um erro grave ao usar modelos de equilíbrio parcial e análises simplificadas e, que ao fazerem isso, ignoram o efeito multiplicador da renda, a criação de novos empregos e os ganhos de produtividade já comprovados em diversos países, inclusive com estruturas econômicas semelhantes à brasileira.

"Reduzir a jornada não é perder riqueza; é redistribuí-la, inovar e colocar os trabalhadores no centro do desenvolvimento”, declarou.

13- O fim da escala 6x1 vai gerar inflação?

Estudo dos pesquisadores do Ipea, divulgado em fevereiro de 2026, mostra que o custo médio da hora trabalhada aumentaria 7,84%. Isso não significa aumento de 7,84% nos preços. O custo da mão de obra é apenas uma parte do custo total de uma empresa. Uma nota técnica do órgão indicou que na indústria e no comércio o custo operacional adicional ficaria abaixo de 1%.

Leia mais Fim da escala 6x1 e redução da jornada são positivos para a economia, diz Ipea

 

FONTE: CUT

https://www.cut.org.br/noticias/fim-da-escala-6x1-13-perguntas-e-respostas-sobre-o-que-muda-com-a-nova-regra-e5fd

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Economista aponta ganhos da 6×1

 


Economista aponta ganhos da 6x1

A Agência Sindical entrevistou Pedro Afonso Gomes. Ele é economista, atua no BNDES e integra o Conselho Federal de Economia (Cofecon). Ex-funcionário do Banco do Brasil, Pedro Afonso também é perito contábil, especialista na recuperação de empresas. Ele falou do fim da escala 6×1, da redução da jornada pra 40 horas e de outros avanços.

Pedro diz:

6×1 – “A Emenda à Constituição teve a cautela de assegurar um período de transição de 60 dias, ou seja, até 17 de dezembro do corrente. Período para que as empresas se adaptem e os Sindicatos possam atuar”.

Empregos – “Sem dúvida, um dos objetivos do fim da 6×1 foi abrir novas vagas de trabalho, observando-se o porte da empresa ou seu setor de atuação”.

Empresa – “Caberá à empregadora buscar formas de adaptação e encontrar novas maneiras de contratação, observando-se as duas folgas semanais do empregado e o salário, que não pode ser reduzido”.

Duas folgas – “Cada pessoa utilizará esse dia da forma que lhe for mais favorável. Pode ser maior tempo de convivência com a família, pode ser mais lazer, pode ser também estudar ou mesmo fazer um bico pra aumentar a renda. Importa que serão duas folgas na semana”.

Folguista – “A depender do setor, a empresa contratará folguista para suprir a ausência do trabalhador com uma folga a mais. Em muitas bases sindicais, vai ser levado em conta o que estabelece a Convenção Coletiva da categoria”.

Possibilidade – “A reforma trabalhista de 2017 ampliou as formas de contrato e de contratação e, sem dúvida, as empresas irão buscar essas saídas, desde que não descumpram as Convenções das categorias”.

40 horas – “Para caber 44 horas numa jornada de segunda a sexta, o empregado terá que, de segunda a sexta, ou seja, em cinco dias, trabalhar 8 horas e 48 minutos”.

Família – “Um dia a mais de folga beneficia o trabalhador e a família, com mais tempo para a convivência, cuidar dos filhos, zelar pela educação e tratar de assuntos domésticos. Há um evidente ganho na qualidade de vida, inclusive no que diz respeito à saúde física e mental”.

Economia – “Temos visto um quadro estável na economia nacional e com avanços. O fim da bets, agora proibidas por Lula, já mostra que parte daquele dinheiro hoje está direcionada para compra de alimentos, remédios e outros gêneros de primeira necessidade”.

MAIS – Site do Cofecon

FONTE: AGÊNCIA SINDICAL

https://agenciasindical.com.br/economista-aponta-ganhos-da-6x1/ 

Ganhos reais nos salários avançam e devem superar 2025


 

Levantamento do Dieese aponta crescimento dos ganhos reais em 2026 e destaca a campanha salarial dos metalúrgicos da Força Sindical

Ganhos reais nos salários avançam e devem superar 2025

O crescimento dos reajustes salariais acima da inflação deve continuar em 2026, superando os resultados registrados no ano passado, segundo levantamento divulgado pelo Dieese.

Leia também:

Sindec-POA orienta comerciários sobre direitos no dia da votação

Os dados mostram estabilidade nas negociações coletivas, com resultados positivos para trabalhadores de diferentes categorias, fortalecendo o poder de compra dos salários brasileiros.

Segundo o boletim De Olho nas Negociações, do Dieese – Edição nº 73, os reajustes acima da inflação alcançaram 83,1% em julho, 90,1% em agosto e 84,7% em setembro.

O levantamento considera acordos e convenções coletivas registrados no Sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego, além dos aditamentos negociados entre as partes envolvidas.

Luís Ribeiro, técnico do Dieese e coordenador dos levantamentos, destaca a estabilidade econômica e demonstra otimismo quanto à continuidade dos resultados positivos nas próximas negociações salariais.

“Não vejo motivos pra esse quadro mudar nos próximos três meses. Até porque novembro, por exemplo, é a data-base dos metalúrgicos do Estado de São Paulo, categoria que geralmente fecha a campanha com ganho real”.

 

Economia aquecida favorece reajustes

De acordo com Ribeiro, aproximadamente 85% das negociações salariais devem garantir aumentos reais em 2026, percentual que poderá superar os resultados registrados durante o ano anterior.

Além disso, o crescimento do Produto Interno Bruto, o aquecimento do mercado interno e o desempenho da construção civil contribuem para sustentar as perspectivas positivas atuais.

Exportações brasileiras apresentam crescimento

Enquanto isso, as exportações brasileiras cresceram 9,3% no terceiro trimestre de 2026, alcançando US$ 100,73 bilhões, conforme os indicadores econômicos apresentados na reportagem da Agência Sindical.

Em outubro, as vendas destinadas à União Europeia registraram crescimento de 34,5%, enquanto as exportações para a Índia avançaram 87,9%, reforçando o desempenho comercial brasileiro.

Bets e consumo interno

Por outro lado, uma entidade ligada ao setor supermercadista identificou crescimento nas vendas e relacionou esse movimento à proibição das apostas esportivas, conhecidas como bets.

Segundo essa avaliação, recursos anteriormente destinados às apostas estariam retornando ao consumo das famílias, embora a relação apresentada ainda dependa de comprovação por estudos econômicos.


FONTE: RÁDIO PEÃO BRASIL

https://radiopeaobrasil.com.br/ganhos-reais-nos-salarios-avancam-e-devem-superar-2025/

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Prévia da inflação oficial cai pela metade e fecha outubro em 0,32%

 

Conta de luz e passagem de avião puxaram IPCA-15 para baixo
 
Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

Conta de luz
© Arquivo/Agência Brasil
Versão em áudio

A prévia da inflação oficial de outubro ficou em 0,32%, menos da metade do mês anterior (0,7%), conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (23).

O resultado faz com que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumule 4,62% em 12 meses. Esse patamar fica acima da meta do governo, que tolera até 4,5% ao ano. Em setembro, o acumulado de 12 meses era 4,47%. Em outubro de 2025, o índice marcou 0,18%.

Veja o comportamento dos grupos de produtos e serviços apurados pelo IBGE em outubro:

- Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 ponto percentual - p.p.)

- Despesas pessoais: 0,55% (0,06 p.p.)

- Vestuário: 0,53% (0,02 p.p.)

- Comunicação: 0,43% (0,02 p.p.)

- Artigos de residência: 0,28% (0,01 p.p.)

- Saúde e cuidados pessoais: 0,15% (0,02 p.p.)

- Educação: 0,09% (0,01 p.p.)

- Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)

- Habitação: -0,10% (-0,02 p.p.)

No grupo alimentação e bebidas, o IBGE destaca que a alimentação no domicílio subiu 1,01%. Em setembro, variou 0,38%.

As maiores altas do grupo foram:

tomate: 24,54%

cebola: 13,63%

batata-inglesa: 10,96%

arroz: 5,80%

O tomate, aliás, foi o preço individual que mais pressionou o IPCA-15.

Pelo lado dos recuos, os principais subitens foram cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%).

No grupo transporte, a alta foi pressionada pelos combustíveis, que subiram 1,2% em outubro. Subiram os preços do óleo diesel (3,70%), etanol (2,73%) e da gasolina (0,92%). O gás veicular recuou 0,18%.

As passagens aéreas ficaram, em média, 9,24% mais em conta, sendo o subitem que mais puxou a prévia da inflação para baixo (impacto de -0,08 p.p.).

Único grupo a apresentar retração, a habitação (-0,10%) teve como principal contribuição negativa o custo da energia elétrica residencial, que variou -0,89%.

A explicação está na bandeira tarifária, que passou de amarela (com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos) para verde, sem cobrança adicional para os consumidores. ((https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/apos-cinco-meses-conta-de-luz-voltara-bandeira-verde-em-outubro))

Em setembro, a conta de luz (+7,42%) tinha sido o principal motor de alta do IPCA-15. A explicação foi a devolução do bônus de Itaipu, desconto que os consumidores tiveram na conta de luz do mês de agosto. Sem o desconto, o preço voltou ao patamar normal em setembro. 

Na avaliação do economista Roberto Luis Troster, coordenador do Centro de Estudos do Financiamento das Empresas Brasileiras (Cefeb) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), não houve alívio disseminado dos preços, e a maior pressão veio dos alimentos.

“A desaceleração mensal é bem-vinda, mas ainda não demonstra uma trajetória consistente de queda da inflação. Em resumo: ganhou-se uma batalha contra a inflação, mas a guerra ainda não acabou”, avalia.

IPCA15 x IPCA

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos. 

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 16 de setembro a 14 de outubro.

Os dois índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

O IPCA-15 coleta preços de 367 produtos e serviços (10 a menos que o IPCA) em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). 

O IPCA cheio de outubro será divulgado em 12 de novembro.

O boletim Focus da última segunda-feira (19), sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o mercado espera que a inflação de outubro fique em 0,32%. 

FONTE: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/previa-da-inflacao-oficial-cai-pela-metade-e-fecha-outubro-em-032 

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Diap lança cartilha sobre redução de jornada

 O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) lançou, nesta semana, a cartilha “Nova Jornada de Trabalho no Brasil”.

 

 


 

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), entidade criada pelo movimento sindical brasileiro e historicamente comprometida com a redução da jornada de trabalho, celebra a promulgação da Emenda Constitucional nº 141, de 16 de outubro de 2026. Essa conquista da classe trabalhadora dá continuidade a uma trajetória de avanços iniciada com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e fortalecida pela Constituição Cidadã de 1988.


A Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração da Constituição em vigor, incorporou reivindicações históricas do movimento sindical.


No Capítulo II, dedicado aos direitos sociais, os artigos 7º e 8º asseguraram direitos
trabalhistas e a liberdade de organização sindical.


A PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT/MG) e subscrita por outros parlamentares, deu origem a essa nova conquista do período pós-Constituinte de 1988. A proposta foi aprovada por ampla maioria: na Câmara dos Deputados, recebeu 472 votos no primeiro turno e 461 no segundo; no Senado Federal, obteve 75 votos em ambos os turnos — resultados superiores aos mínimos exigidos de 308 e 49 votos, respectivamente.


A nova escala de cinco dias de trabalho por dois de descanso (5x2) e a redução da jornada para 40 horas semanais serão implementadas em etapas.


Dois meses após a promulgação, a escala 5x2 substituirá a 6x1, e o limite semanal será reduzido para 42 horas. Após 14 meses, passará para 40 horas. 

As novas regras  também alcançarão os contratos vigentes.


Essa conquista histórica beneficiará os trabalhadores e toda a sociedade, ao ampliar o tempo disponível para a convivência familiar, os cuidados com a saúde, os estudos e a qualificação profissional, além de favorecer a produtividade. Caberá ao movimento sindical acompanhar a implementação e a transição para essa nova realidade, bem como conscientizar os trabalhadores sobre a importância da defesa permanente desse avanço. 

Diretoria do DIAP



 

FONTE: DIAP

https://www.diap.org.br/images/stories/cartilha_nova_jornada_trabalho_brasil_ec-141-2026.pdf 

Voto no 2º turno também vale como Prova de Vida do INSS

 Comparecimento às urnas é registrado pelo TSE e pode dispensar beneficiários de realizar outro procedimento para comprovar que estão vivos.


Os beneficiários do INSS que comparecerem às urnas no segundo turno das eleições de 2026, em 25 de outubro, poderão ter a Prova de Vida atualizada automaticamente. Quem não votou no primeiro turno também poderá ter o comparecimento ao segundo turno considerado nesse processo.


O TSE compartilha os dados de comparecimento com o INSS, que utiliza essas informações para comprovar a vida de aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).


A medida evita que o beneficiário precise realizar outro procedimento, como comparecer a uma agência do INSS ou ao banco onde recebe o benefício.


Prova de Vida

 

A Prova de Vida é uma verificação anual para confirmar que o titular de um benefício de longa duração continua vivo e garantir a manutenção dos pagamentos. O INSS realiza o procedimento principalmente por meio do cruzamento de informações de bases de dados públicas.


A votação nas eleições está entre os eventos utilizados pelo instituto para essa comprovação.


E quem não votar?

 

Não há problema. O INSS continuará buscando outros registros para confirmar a Prova de Vida.


A comprovação de vida não tem relação com a liberação de empréstimo consignado, que segue critérios próprios.


Como fazer a Prova de Vida?

Se o INSS não conseguir confirmar a Prova de Vida pelo cruzamento de dados, o beneficiário será notificado sobre a necessidade de regularização. Nesse caso, o procedimento poderá ser realizado pelo aplicativo ou site Meu INSS ou no banco onde o benefício é recebido.


Serviço

 

Para consultar a situação da Prova de Vida, o beneficiário pode acessar o Meu INSS ou ligar para o telefone 135.

 

Fonte: Congresso em Foco - No Blog de Notícas da CNTI -  https://cnti.org.br

O Movimento Sindical vive

 

Conheça os riscos de um governo extremista e como o Movimento Sindical atua para proteger os direitos dos trabalhadores e aposentados.

Eduardo Annunciato (Chicão)

Eduardo Annunciato (Chicão)

Conquistamos o fim da escala 6×1! Agora, a nossa missão é reeleger o presidente Lula para continuar garantindo avanços para a classe trabalhadora, criar novos programas sociais, aprimorar os já existentes, buscar a igualdade de oportunidades, investir na educação, qualificar nosso povo e ampliar as oportunidades com as novas tecnologias. Tudo isso com a defesa da nossa soberania e da nossa democracia e a garantia de um futuro com liberdade.

Leia também:

Sindicato exige celeridade na concessão de energia no RJ

Essa missão tem prazo curto e exige que intensifiquemos nosso trabalho imediatamente. Precisamos mostrar a cara com coragem, gravar vídeos e esclarecer a população.

Alerte os aposentados e pensionistas sobre os riscos reais de um governo fascista de extrema-direita para os seus benefícios, inclusive a ameaça concreta de perda do poder de compra. Quem tem mais de 70 anos não é obrigado a votar, mas combater o fascismo é um dever de todos. Vamos à luta mais uma vez!

É hora de erguer nossas bandeiras e entrar com tudo nessa batalha. Forças externas tentam influenciar o nosso pleito, e não faltam recursos para a campanha da extrema-direita. O histórico do candidato desse campo é um lamaçal de corrupção e má conduta — não há nada de bom em sua trajetória política. Vendilhões da pátria não podem ocupar os cargos mais altos do país.

A extrema-direita entreguista já conquistou a maioria no Congresso Nacional. Não podemos entregar também o Executivo federal a esse grupo, ou o caos estará instalado. Por tudo isso e pelo futuro dos nossos filhos, netos e bisnetos, devemos lutar com todas as nossas forças.

A luta faz a lei! A vitória sobre a escala 6×1 é a prova viva disso. O seu voto faz a diferença. Acredite: quando todos se unem por um mesmo objetivo, ninguém nos segura.

Vamos juntos construir o Brasil com que sonhamos e que merecemos!