Estudo
mostra que jornadas menores facilitam a conciliação entre emprego e
estudo, elevam as oportunidades de formação profissional e fortalecem a
produtividade da economia
A
redução da jornada de trabalho pode representar um importante avanço
para a qualificação profissional dos jovens brasileiros. É o que aponta o
boletim Emprego em Pauta nº 32, divulgado pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que
destaca o potencial da medida para ampliar o acesso à educação sem
comprometer a renda dos trabalhadores.
Segundo
o levantamento, a jornada média dos trabalhadores com vínculo celetista
foi de 41 horas e 32 minutos semanais em 2024, e cerca de 75% dos
empregados formais trabalhavam mais de 40 horas por semana. Em setores
como agropecuária, construção civil e comércio, esse percentual supera
90%, evidenciando a predominância das longas jornadas no mercado de
trabalho brasileiro.
De
acordo com o DIEESE, a elevada carga horária reduz o tempo disponível
para estudo, capacitação e desenvolvimento profissional. Com a adoção de
uma jornada semanal de 40 horas, estima-se que até 425 mil jovens entre
18 e 29 anos poderiam conciliar trabalho formal e estudos, ampliando
suas perspectivas de qualificação e crescimento na carreira.
O
estudo também destaca que trabalhadores submetidos a jornadas
superiores a 40 horas tendem a apresentar menor escolaridade. Já entre
aqueles com ensino superior completo, as jornadas mais extensas são
menos frequentes, indicando uma relação entre maior qualificação e
melhores condições de trabalho.
Outro
dado apontado pelo boletim mostra que a remuneração média dos
trabalhadores com jornada de 40 horas semanais é 117% superior à
daqueles que cumprem jornadas entre 41 e 44 horas. Para o DIEESE, isso
demonstra que trabalhar mais horas não significa, necessariamente,
receber salários maiores, reforçando a importância de políticas que
combinem redução da jornada, valorização salarial e aumento da
produtividade.
A
publicação lembra ainda que a redução da jornada é uma reivindicação
histórica da classe trabalhadora. Um marco importante ocorreu com a
Constituição Federal de 1988, que reduziu a jornada máxima de 48 para 44
horas semanais sem provocar prejuízos à economia brasileira.
Atualmente, o debate voltou ao centro das discussões com propostas
legislativas que defendem a jornada de 40 horas semanais e o fim da
escala 6x1, preservando os salários e ampliando o direito ao descanso.
Da
redação UGT-SP, com informações do DIEESE, Boletim Emprego em Pauta nº
32 – Redução da jornada de trabalho pode favorecer condições para
qualificação de 425 mil jovens (maio de 2026) - Foto: Agência Brasil
Clemente Ganz Lúcio. Coordenador do Fórum das Centrais Sindicais e ex-diretor técnico do Dieese.
O
tarifaço de Donald Trump é apresentado como sintoma de uma nova
geopolítica, na qual o trabalho, a indústria e a inovação definem a
força das nações.
O tarifaço
imposto pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros não deve
ser interpretado apenas como mais um episódio de protecionismo
comercial. Ele revela uma mudança estrutural da economia mundial. Se o
século XX foi marcado pela geopolítica dos territórios, das
matérias-primas e da influência militar, o século XXI passou a ser
organizado pela geopolítica da produção, da tecnologia e, sobretudo, do
trabalho. Essa transformação altera profundamente a maneira de
compreender o desenvolvimento.
Durante
décadas, predominou a ideia de que o livre comércio organizaria
espontaneamente a divisão internacional da produção, promovendo ganhos
para todos. Essa visão está sendo abandonada justamente pelas maiores
economias do planeta. Estados Unidos, China e União Europeia mobilizam
novamente, de forma intensa e com recursos diversos, políticas
industriais, subsídios, crédito público, compras governamentais,
controle tecnológico, exigências de conteúdo local e barreiras
comerciais para disputar investimentos, fortalecer cadeias produtivas e
atrair empregos de alta produtividade.
A
competição internacional já não ocorre apenas entre empresas. Ela
ocorre entre projetos nacionais de desenvolvimento. O tarifaço contra o
Brasil deve ser compreendido nesse contexto.
Sua
justificativa econômica é extremamente frágil. Os próprios dados
oficiais do governo norte-americano mostram que os Estados Unidos mantêm
expressivo superávit comercial na relação com o Brasil, tanto em bens
quanto em serviços. Não existe desequilíbrio estrutural que justifique a
adoção de tarifas punitivas. O argumento econômico simplesmente não se
sustenta. A medida responde, portanto, a uma lógica política.
Ao
utilizar o acesso ao mercado norte-americano como instrumento de
pressão sobre outro país, os Estados Unidos transformam o comércio
internacional em mecanismo de coerção. A mensagem implícita é clara:
quem não se alinhar aos interesses estratégicos da maior potência
econômica sofrerá restrições comerciais unilaterais.
Essa
prática representa um grave retrocesso para a ordem internacional
construída após a Segunda Guerra Mundial. A estabilidade do comércio
global depende da previsibilidade das regras e do respeito à soberania
dos Estados. Quando tarifas passam a ser utilizadas para constranger
decisões políticas internas de outros países, substitui-se o direito
pela assimetria de poder.
Mas talvez a
consequência mais importante seja outra. O tarifaço evidencia que a
principal disputa contemporânea não é apenas por mercados. É pelos
empregos.
Cada decisão sobre tarifas,
subsídios, inovação tecnológica, inteligência artificial, transição
energética ou reorganização das cadeias produtivas determina onde serão
realizados investimentos, onde serão produzidos bens estratégicos e onde
estarão localizados milhões de postos de trabalho. O trabalho voltou ao
centro da geopolítica.
Durante muito
tempo, economistas trataram o emprego como consequência do crescimento
econômico. Primeiro cresceria a economia; depois surgiriam os empregos. A
realidade atual mostra exatamente o contrário. Países organizam suas
estratégias econômicas para disputar capacidade produtiva porque
compreendem que ela determina renda, inovação, arrecadação tributária,
soberania tecnológica e influência internacional.
Produzir
significa dominar conhecimento. Dominar conhecimento significa
controlar tecnologia. Controlar tecnologia significa decidir onde
estarão os empregos de maior produtividade. Em outras palavras, o
trabalho tornou-se um ativo estratégico das nações.
É
justamente por isso que o Brasil precisa responder ao tarifaço de
maneira muito mais ampla do que uma simples disputa comercial.
Naturalmente, o país deve negociar com firmeza, recorrer aos
instrumentos multilaterais e manter disponíveis os mecanismos previstos
na Lei da Reciprocidade Econômica. Não por espírito de retaliação, mas
porque nenhuma nação soberana pode aceitar passivamente medidas
unilaterais que prejudiquem seus trabalhadores e sua capacidade
produtiva.
A reciprocidade, entretanto,
deve ser inteligente. Seu objetivo não é ampliar uma guerra comercial
nem reproduzir a lógica do confronto permanente. Ela deve elevar o custo
político da medida norte-americana, fortalecer a posição negociadora
brasileira e preservar, ao mesmo tempo, os interesses da economia
nacional.
Mais importante do que
responder à tarifa é proteger quem será atingido por ela. Empresas
exportadoras precisarão de crédito, financiamento e apoio para
diversificar mercados. Trabalhadores precisarão de políticas de
preservação do emprego, qualificação profissional e negociação coletiva
capaz de construir soluções temporárias sem transformar uma redução
conjuntural das encomendas em desemprego permanente. Todas medidas já
adotadas pelo Brasil desde 2025 e que agora, mais uma vez, devem ser
implementadas, continuadas ou ampliadas.
Entretanto,
nenhuma dessas medidas resolverá o problema estrutural. O verdadeiro
desafio consiste em reduzir a vulnerabilidade externa da economia
brasileira. Um país excessivamente dependente de poucos mercados
permanece sujeito às oscilações políticas de seus parceiros comerciais.
Uma economia especializada em produtos de baixo valor agregado
continuará ocupando posição periférica nas cadeias globais de produção.
Uma indústria tecnologicamente frágil terá dificuldade para disputar
investimentos, produtividade e empregos qualificados. Por isso, a melhor
resposta ao tarifaço não está apenas na política comercial, e está na
construção de um projeto nacional de desenvolvimento.
Um
projeto que combine reindustrialização, inovação, transformação
digital, transição ecológica, fortalecimento do mercado interno,
ampliação da infraestrutura econômica e social, educação, ciência,
tecnologia e valorização permanente do trabalho.
O
desenvolvimento volta a exigir planejamento, exige coordenação entre
Estado, setor produtivo e trabalhadores, política industrial,
financiamento de longo prazo, exige diálogo social. Sobretudo, exige
compreender que o trabalho deixou de ser apenas uma variável econômica
para tornar-se fundamento da soberania nacional. Essa talvez seja a
principal lição do tarifaço de Trump.
O
comércio internacional continuará importante. Mas a grande disputa do
século XXI já não ocorre apenas nas fronteiras alfandegárias, ocorre na
capacidade de cada sociedade produzir conhecimento, agregar valor,
organizar suas cadeias produtivas e oferecer trabalho de qualidade à sua
população.
Na nova geopolítica do
trabalho, defender empregos significa defender produtividade. Defender
produtividade significa defender soberania. E defender soberania
significa construir um projeto nacional capaz de decidir, com autonomia,
onde o Brasil quer produzir, inovar e trabalhar nas próximas décadas.
Clemente Ganz Lúcio. Coordenador do Fórum das Centrais Sindicais e ex-diretor técnico do Dieese.
Lideranças
sindicais cobraram do Poder Legislativo, nesta semana, o avanço da
Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221), que reduz a jornada para 40
horas semanais, sem alteração do salário dos trabalhadores, e que acaba
com a escala 6×1. Na terça-feira (14), representantes das centrais
Ricardo Patah, presidente da UGT, Antônio Neto, presidente da CSB,
Adilson Araújo, presidente da CTB, junto a João Paulo Ribeiro, dirigente
da CTB, Sônia Zerino, presidente da NCTC, Sérgio Nobre, presidente da
CUT e Clemente Ganz Lúcio, ex-diretor do Dieese se encontraram, em
Brasília, com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que
intermediou um rápido encontro, já no fim da noite, com o presidente da
Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
É com ele que está o poder de
destravar o avanço da proposta, que precisa ser encaminhada para a
Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que, por sua vez,
analisará o mérito e emitirá parecer técnico. Aprovada, a proposta segue
para votação no plenário da Casa.
O presidente da UGT, Ricardo
Patah, elogiou o empenho da senadora na intermediação do encontro e
disse que Alcolumbre acenou com a possibilidade de encaminhar a PEC para
a CCJ até o fim da quinta-feira (ontem), uma vez que o recesso
parlamentar se inicia amanhã, dia 18, e se encerra em 31 de julho.
Quanto ao passo seguinte, diz estar confiante: “Estamos tranquilos com
relação à matéria, quando ela chegar às mãos do presidente da CCJ, Otto
Alencar (PSD-BA). E deverá encaminhá-la para votação, que, acredito nos
será favorável.”
O presidente da Confederação dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, destacou que a mobilização
permanente das centrais será decisiva para garantir o avanço da matéria
no Senado, reforçando que a redução da jornada representa um passo
importante na valorização do trabalho e na promoção de melhores
condições de vida para a classe trabalhadora.
De acordo com o
Ministério do Trabalho e Emprego, a aprovação da PEC 221 deverá
favorecer quase 15 milhões de trabalhadores formais, que terão mais
tempo para a vida pessoal, reduzindo estresse e, consequentemente,
problemas de saúde, inclusive mentais. Isso possibilitará as reduções de
faltas ao trabalho e da rotatividade, favorecendo o aumento da
produtividade.
Especialistas defendem que isso poderá reduzir o
percentual de informalidade da economia brasileira, no médio prazo, hoje
na casa dos 37%, algo em torno de 38 milhões de trabalhadores sem
carteira assinada, segundo o IBGE.
A PEC 221/2019, de autoria do
deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) estipula a redução da jornada
de trabalho em duas etapas: para 42 horas semanais, em até 60 dias após a
promulgação da emenda constitucional e para 40 horas semanais, depois
de 12 meses de vencido esse prazo.
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) conclama seus
dirigentes, confederações filiadas, federaçõese, sindicatos e entidades
parceiras a intensificarem a mobilização pela aprovação da PEC que reduz
a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e
põe fim à escala 6x1.
Este é um momento decisivo. É fundamental dialogar com os trabalhadores,
mobilizar as bases, divulgar a campanha #VotaSenado e reforçar a
importância da aprovação da proposta pelos senadores.
A NCST também orienta que todas as entidades distribuam o folheto
informativo da campanha em suas bases, utilizando o material como
instrumento de conscientização e mobilização. Cada ação fortalece essa
luta e aproxima mais uma conquista histórica para a classe trabalhadora.
O governo dos Estados Unidos anunciou na
madrugada (horário de Brasília) desta quinta-feira (16) a nova taxação
de 25% sobre produtos brasileiros e as entidades que representam vários
setores da indústria brasileira reagiram fortemente à medida determinada
pelo presidente Donald Trump.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgou
comunicado no qual “lamenta com profunda preocupação a aplicação de uma
sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado
norte-americano”.
“A decisão é especialmente prejudicial por se limitar de forma
unilateral ao Brasil, o que reduz significativamente a competitividade
do país perante concorrentes globais”, diz a Fiesp.
A entidade reafirmou também o “seu compromisso com a diplomacia
empresarial e seguirá trabalhando de forma construtiva junto a parceiros
nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas
na ampliação da lista de isenções”.
Fiemg
Quem também se manifestou sobre a taxação norte-americana sobre a
economia brasileira foi a Federação das Indústrias do Estado de Minas
Gerais (Fiemg).
“A Fiemg manifesta profunda preocupação com o recente aumento das
tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros”.
Em sua manifestação, a Fiemg reforçou a “importância do diálogo e da
cooperação entre os países, especialmente em um momento em que se exige
serenidade e responsabilidade nas relações comerciais internacionais”.
A entidade a indústria mineira declarou ainda que os Estados Unidos
são um parceiro estratégico para o país, “em especial para a indústria
manufatureira nacional”.
CNI
Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional das Indústrias
(CNI), também criticou a aplicação de taxas contra o Brasil, determinada
pelo governo dos EUA.
“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada
vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados
reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro
trimestre”, afirmou Alban.
“Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar,
corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não
podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação
que o Brasil e Estados Unidos construíram”, acrescentou.
Tarifaço
O governo dos Estados Unidos anunciou uma sobretaxa de 25% sobre
produtos exportados pelo Brasil para aquele país, na madrugada de hoje,
horário de Brasília. A decisão entra em vigor a partir de 22 de julho.
Ela vai incidir sobre produtos que não estão na lista de exceção.
Ficaram de fora produtos como café, suco de laranja, carne bovina,
aeronaves, entre outros. A lista de produtos isentos chega a mais de 2
mil itens. Eles não são sobretaxados por terem muita importância dentro
do mercado norte-americano e por não serem produzidos em larga escala
pela indústria do país.
A decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a
exigência de idade mínima para a aposentadoria
especial e restabeleceu a regra baseada
exclusivamente no tempo de contribuição é uma
vitória histórica para os trabalhadores brasileiros.
Esse resultado não foi casual: ele reflete a atuação
firme e estratégica do sistema confederativo, por
meio da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI), que levou a pauta até as
instâncias superiores e defendeu com competência os
direitos da categoria.
O impacto da medida é expressivo. Mais do que
números, trata-se de assegurar justiça social e
reconhecimento ao esforço de milhares de
trabalhadores que, em condições especiais, dedicaram
sua vida profissional ao desenvolvimento do país.
“Esse avanço demonstra que o sistema confederativo
está vivo e atuante. A CNTI reafirma sua capacidade
de influenciar decisões de grande alcance, mostrando
que a luta sindical não se limita às negociações de
base, mas também se estende ao campo jurídico e
institucional, onde se definem as regras que moldam
o futuro da Previdência e da proteção social. É uma
prova concreta de que a representação sindical
continua sendo um instrumento essencial de
transformação e defesa da cidadania” comentou o
presidente da Contratuh, Wilson Pereira.
“Importante destacar que conquistas dessa magnitude
não dependem apenas das confederações, mas de um
esforço coletivo que envolve federações, sindicatos
e trabalhadores organizados. O sistema
confederativo, ao articular essas forças, cumpre seu
papel de guardião dos direitos e de protagonista na
construção de um Brasil mais justo e equilibrado,
complementou o vice-presidente da Contratuh, Moacyr
Auersvald.
Assim, a decisão do STF deve ser celebrada como um
marco da atuação sindical e como um exemplo da força
da CNTI e do sistema confederativo. É a confirmação
de que, mesmo diante de reformas restritivas, a
organização sindical permanece capaz de garantir
avanços concretos para os trabalhadores e de manter
viva a chama da luta por direitos.
Decisão do STF sobre aposentadoria especial
- Antes da decisão: a Reforma da Previdência
exigia idade mínima (55 anos para mulheres e 60 anos
para homens) além do tempo de contribuição.
- Depois da decisão: volta a valer apenas o
tempo de contribuição para aposentadoria especial,
sem exigência de idade mínima.
Quem se beneficia:
- Trabalhadores expostos a condições insalubres ou
perigosas (indústria química, metalúrgica,
mineração, eletricidade, saúde, entre outros).
- Profissionais que já cumpriram o tempo de
contribuição exigido para aposentadoria especial.
Impacto direto:
- Um trabalhador que começou cedo em atividade
insalubre pode se aposentar por volta dos 36 anos de
idade, desde que tenha completado o tempo de
contribuição.
- Isso significa reconhecimento do desgaste físico e
mental acumulado em funções de risco.
Por que isso importa:
- É uma conquista que só foi possível graças à atuação
da CNTI e do sistema confederativo, que levou a
questão até o Supremo Tribunal Federal.
- Mostra que o sindicato não atua apenas em
negociações salariais, mas também em grandes
decisões jurídicas e institucionais que mudam a vida
dos trabalhadores.
- Reforça que a luta sindical não é por interesse
próprio, mas pela defesa de direitos coletivos e
pela justiça social.
Um
único político figura em todas as 33 edições do “Os Cabeças do
Congresso Nacional”, publicação do Diap, que é referência para a
política, o sindicalismo e o jornalismo brasileiros. É o atual senador
Paulo Paim (PT-RS). Ele foi deputado Constituinte, quando tirou a Nota
10 em todas as matérias de interesse dos trabalhadores.
A futura
ausência do gaúcho, que não mais disputará cargo eletivo, já preocupa o
movimento sindical. Paulo Paim é o senador que o sindicalismo sempre
procura para tratar de matérias de interesse trabalhista no Congresso
Nacional ou junto ao governo.
Atributos – Algumas
condições caracterizam o protagonismo do parlamentar que integra o
“Cabeças do Congresso Nacional”. O Diap relaciona a capacidade de
conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações,
seja pelo saber, senso de oportunidade, leitura da realidade, e,
principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições,
elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando a
repercussão e tomada de decisão. É o parlamentar que, isoladamente ou em
conjunto com outras forças, é capaz de criar papel e contexto para
desempenhá-lo.
Patah elogia – Para o presidente
da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, a convivência com Paulo
Paim é enriquecedora e educativa. “É um homem despido de vaidades.
Sempre que atua é buscando avanços sociais e o bem comum. Paim é amplo,
porque trata com a mesma naturalidade as questões políticas, as demandas
da terceira idade, as reivindicações do povo negro e também outros
temas ligados à cidadania”, ele comenta. Para o presidente da UGT, a
atuação franca e destemida de Paulo Paim ajuda a reequilibrar as
relações dentro do Congresso Nacional. E conclui: “O sindicalismo só tem
a agradecer. E temos muita gratidão a esse brasileiro exemplar”.
Paim –
O senador gaúcho foi o único parlamentar presente em todas as edições
da pesquisa até hoje, consolidando-se como referência de protagonismo e
influência no Congresso Nacional. Segundo o Diap, “sua trajetória
demonstra consistência, capacidade de articulação e liderança contínua,
atributos que o colocam como figura singular na história política
nacional”.