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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Piso previdenciário tem reajuste de 6,79% e passa a ser de R$ 1.621 a partir deste mês

 


Os pagamentos começam a ser feitos a partir de 26 de janeiro e vão até o dia 6 de fevereiro


O piso previdenciário, valor mínimo dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), passa a ser de R$ 1.621,00 - um reajuste de 6,79%, a partir de 1º de janeiro. O impacto total com o pagamento do novo valor aos beneficiários que recebem até um salário mínimo, no ano de 2026, será de cerca de R$ 30,7 bilhões. O impacto por cada Real de aumento no valor do salário-mínimo este ano é de R$ 298,124 milhões. Esse cálculo considera somente os benefícios do Fundo do Regime Geral de Previdência Social (FRGPS), ou seja, não inclui benefícios assistenciais, como BPC/LOAS.


Aproximadamente 21,9 milhões de benefícios têm o valor de até um salário-mínimo. Esse número corresponde a 62,5% do total de 35,15 milhões de benefícios do RGPS.


O aumento do piso previdenciário não altera os valores dos benefícios acima do mínimo, já que esses benefícios serão reajustados conforme a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. O INPC de dezembro será divulgado pelo IBGE no dia 9 de janeiro.


Os segurados que se aposentaram ou começaram a receber pensão ou auxílio ao longo de 2025 terão uma correção que corresponderá à variação do INPC entre o mês da concessão do benefício até o fim do ano - proporcional ao número de meses em que o benefício foi concedido.

 

Fonte: Gov.br - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.br

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Crescimento da renda do trabalho acumula alta real de 16,6% em três anos


Dados da FGV Social indicam avanço acima do esperado mesmo com juros elevados e mostram impacto direto da redução histórica da desigualdade


O rendimento do trabalho no Brasil apresentou um avanço expressivo nos últimos três anos, contrariando previsões pessimistas de parte do mercado. No período, a renda real obtida por trabalhadores com suas atividades profissionais registrou crescimento acumulado de 16,6%, segundo dados publicados pelo FGV Social. As informações são do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.


O levantamento considera a renda do trabalho descontada da inflação, permitindo avaliar o ganho real no poder de compra dos trabalhadores.


Segundo Marcelo Neri, pesquisador da FGV Social, o desempenho positivo ocorreu mesmo diante de fatores tradicionalmente associados à desaceleração econômica. “Isso apesar dos juros altos fixados para esfriar a economia e a inflação”, afirmou o economista, ao comentar o resultado apurado pela fundação.


Neri também destacou o papel central da redução da desigualdade na sustentação desse crescimento. Para ele, a melhora na distribuição de renda tem efeitos diretos sobre o consumo e a dinâmica econômica. “A queda da desigualdade, que acaba de chegar ao mínimo histórico, turbina os gastos nas faixas mais pobres, que têm maior propensão ao consumo, retroalimentando o processo”, disse.

 

Fonte: Brasil247 - Do Blog de Notícias da CNTI - https://cnti.org.b

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Reerguer a bandeira da autonomia sindical – Eusébio Pinto Neto


Essa é a nossa missão em 2026. Aqui no Rio de Janeiro, com muita organização e forte trabalho de base, conseguimos blindar os direitos da categoria e ampliar conquistas nas negociações para a assinatura das nossas convenções coletivas de trabalho (CCTs). No entanto, a travessia do movimento sindical como um todo – incluindo sindicatos de base, federações, confederações e centrais sindicais – ainda é difícil e passa por um mar agitado e cheio de ameaças.

Após a reforma trabalhista de 2017, que cortou nossa receita em mais de 90%, sentimos o vento da mudança que veio com o governo Lula. Algumas medidas atuaram como primeiros socorros. A recuperação da política de valorização do salário mínimo e a reconstrução do Ministério do Trabalho, por exemplo, fizeram com que a taxa de sindicalização parasse de cair e voltasse a crescer pela primeira vez em muitos anos.

Essa afinidade ideológica com o Planalto é uma conquista tática inestimável, mas não podemos abrir mão da autonomia em troca apenas de um lugar mais confortável à mesa. Continuamos a enfrentar, no Congresso Nacional e também no Poder Judiciário, uma série de ataques sucessivos que visam estrangular financeira e politicamente toda a estrutura sindical, dos sindicatos de base às centrais de trabalhadores.

O Congresso Nacional é uma muralha de forças conservadoras que se opõem a qualquer tentativa de avanços para os trabalhadores. O segmento mais retrógrado deste parlamento tenta bloquear a qualquer custo o fim da escala 6×1, sem corte de salários e com a redução da jornada para 40 horas semanais. Além disso, articulam diversas propostas para estimular a oposição à contribuição assistencial e voltaram a defender a extinção da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho (MPT), com o propósito de nos enfraquecer diante da ganância patronal.

Já o Poder Judiciário nos joga em uma zona de areia movediça legal ao não tomar definições claras que poderiam trazer segurança jurídica. Já sofremos uma forte hemorragia no caixa com o fim do imposto sindical. Agora, as bancas de advocacia que defendem os patrões miram na contribuição assistencial, que é o oxigênio dos sindicatos nas negociações coletivas. Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) diz que a cobrança é constitucional, desde que o direito à oposição seja preservado, a elite patronal orquestra um cerco financeiro ao propor ações para garantir a “oposição ágil”. Essa indefinição, atualmente analisada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), é usada para sufocar nossas entidades, deixando nosso último esteio financeiro em situação de grande insegurança. E, todos sabem, sindicato sem dinheiro é exército sem munição.

Para piorar, o STF acena com a institucionalização da pejotização, o golpe mais mortal na organização coletiva, que visa transformar o trabalhador em pessoa jurídica (PJ), totalmente à margem dos direitos garantidos pela CLT.

No meio dessa batalha jurídica, tivemos uma pequena vitória no TST quando a corte reconheceu que a recusa arbitrária dos patrões em negociar (faltando às mesas de negociação ou abandonando as tratativas) viola a boa fé e permite que os sindicatos ajuízem o dissídio coletivo. Esse é um furo na blindagem patronal para forçar a negociação, já que os patrões não podem mais usar a falta de “comum acordo” como desculpa para extinguir o processo judicial.

Nossa vitória, porém, não virá do Planalto nem dos tribunais. Para além de buscar novas formas de sustentação financeira, com total transparência e participação democrática, nossa missão para 2026 é política: derrotar a extrema-direita e alterar a correlação de forças no Congresso Nacional. Sem quebrar a resistência das classes dominantes, não haverá redução da jornada para 40 horas nem a preservação do MPT, por exemplo.

Companheiros, o motor da unidade de classe não pode parar de girar. O futuro do mundo do trabalho exige que os trabalhadores e trabalhadoras de todos os ramos e segmentos estejam mobilizados. A classe trabalhadora precisa elevar o grau de intervenção política e construir a consciência classista para mudar a realidade, a partir do local de trabalho.

Nossa união é vital porque, embora tenhamos um governo aliado, a extrema-direita e as forças conservadoras continuam a ter maioria no Congresso. Por isso, é um objetivo estratégico que as centrais sindicais e suas entidades filiadas aumentem a sua intervenção na discussão de temas econômicos e políticos. Nem que, para tanto, tenhamos que organizar greves, ocupações e campanhas salariais ousadas para unificar as categorias.

Nosso caminho é a luta por entidades sindicais fortes, autônomas e combativas!

Eusébio Pinto Neto. Presidente da Fenepospetro e do Sinpospetro-RJ.

 

 FONTE: Agência Sindical

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Proteger os Sindicatos – João Carlos Gonçalves (Juruna)


Ataques aos Sindicatos são sempre inerentes à economia de mercado. E eles são mais intensos nos momentos de avanço do liberalismo e do neoliberalismo (pós-década de 1970) impulsionados pela direita ou extrema direita, o que mostra a dimensão política desse movimento.

Na história do Brasil: Foi assim com a UDN, que perseguiu Getúlio Vargas por ele ter rompido o poder oligárquico, criado a legislação trabalhista e o Ministério do Trabalho e oficializado os Sindicatos.

Foi assim na ditadura (1964 a 1985), que invadiu Sindicatos e perseguiu sindicalistas.

Foi assim com o governo de Temer e sua reforma trabalhista e também com Bolsonaro.

Esses grupos têm maioria no parlamento, têm instituições privadas e imensa parte dos meios de comunicação a seu dispor.

Imprensa antissindical

Atualmente, após o amplo desmonte promovido pela reforma trabalhista, as elites dominantes fazem campanha pra incentivar a oposição dos trabalhadores ao pagamento da taxa assistencial. Defendem que a oposição (que por lei deve ser entregue por carta pelo próprio trabalhador) seja “facilitada” – por aplicativo.

Mas, na verdade, a suposta “simplificação” é um incentivo para que empresas implementem práticas antissindicais, algo que muitas já fazem mesmo com o trabalhador tendo que apresentar as cartas de oposição. É dar ainda mais força para o lado mais forte e desproteger o lado dos trabalhadores.

Não estamos tratando aqui de uma questão de comodidade ou liberdade individual, mas sim de resguardar o poder da classe trabalhadora como contrapeso ao avanço do capitalismo selvagem. Cada trabalhador que, influenciado pelo bombardeio antissindical, se nega a pagar o Sindicato após a campanha salarial, mesmo sendo beneficiado por ela, prejudica o conjunto, pois enfraquece a capacidade de negociação.

Mas há uma campanha orquestrada – organizada pelo establishment, pra que cada vez mais os trabalhadores se oponham aos próprios Sindicatos e que tenham meios mais convidativos pra isso. É uma tentativa de enfraquecer o coletivo: entidades sindicais, associações e afins.

A enviesada e, muitas vezes, distorcida divulgação em alguns meios de comunicação sobre as filas que se formam para entrega da carta de oposição mostra isso. De forma descontextualizada, apresentam as filas e omitem os reajustes, a PLR e demais benefícios alcançados. Também não mostram que quem entrega a carta é a minoria.

Não mostram, sobretudo, que a relação entre a taxa paga pelos trabalhadores e o benefício que eles conquistam em forma de acordos, convenções e negociações salariais é mais do que justa. O trabalhador ganha muito mais pagando o Sindicato, contribuindo com a campanha salarial, do que com o fim dos Sindicatos, que o levaria a uma total vulnerabilidade frente às empresas e ao mercado financeiro.

Ataques como esses, que ocorrem o tempo todo, distorcem a informação pra defender uma suposta inação dos Sindicatos e contrariedade dos trabalhadores.

Forma-se, com isso, uma falsa ideia de que o moderno é o trabalhador sem direitos, como era no início da revolução industrial quando se trabalhava 10, 12, 14 horas por dia sem férias, sem descanso semanal, sem salário mínimo.

Pesquisas e atualidade

O IBGE mostra que houve aumento da sindicalização no Brasil. Isso confirma que os Sindicatos, apesar de todos os ataques que sofrem, fazem diferença na vida do trabalhador, mantendo sua capilaridade e presença no cotidiano do povo.

Mas, na prática, os Sindicatos enfrentam dificuldades de mobilização desde a crise que se instituiu com reforma de 2017. Crise que ocorre em um contexto diretamente ligado à precarização planejada e executada por setores conservadores e ligado à ascensão da extrema direita.

Uma democracia e soberania saudáveis e prósperas requerem investimento no povo trabalhador e, para isso, os Sindicatos são fundamentais. Afinal, são a representação legítima deste povo.

É preciso proteger e fortalecer os trabalhadores e seus Sindicatos de ataques avassaladores do mercado financeiro, das bancadas da direita e de campanhas antissindicais pela imprensa.

Fortalecer através da manutenção das ações sindicais, de articulações políticas, que devem ser implementadas por este governo – que elegemos pra defender a classe trabalhadora – e do investimento em uma produtividade mais qualificada, com a criação de polos de desenvolvimento, de pesquisa e tecnologia, que crie cadeias de empregos através dos quais o povo possa crescer do ponto de vista profissional e pessoal.

João Carlos Juruna. Metalúrgico e secretário-geral da Força Sindical.

MAIS INFORMAÇÕES – www.fsindical.org.br

FONTE: Agência Sindical

Vem aí o 13º, segunda parcela



Nesta sexta, 19 de dezembro, termina o prazo para pagamento da segunda parcela do 13º salário. O prazo da primeira se espirou em 28 de novembro. Quem não pagou a primeira parcela pode aproveitar e quitar agora.

Entre trabalhadores da ativa e aposentados, o 13º beneficia 95,3 milhões de brasileiros. O Dieese calcula que, no somatório, o 13º salário chegará a 2,9% do Produto Interno Bruto. No geral, o 13º teve ganho real. Numa das entidades ouvidas pela Agência Sindical, o valor deste ano apura em 12,8% o benefício pago à categoria no ano passado.

O 13º é aguardado pelas famílias trabalhadoras e também o comércio o aguarda, certo de que haverá aumento nas vendas – comerciários comissionistas também sabem que terão seus ganhos aumentados.

O benefício (à época chamado abono natalino) foi legalizado pelo presidente petebista João Goulart, por meio da lei 4.090/62. A reação patronal (Fiesp à frente) foi virulenta, argumentando que o 13º salário quebraria as empresas.

MAIS – Sites do Dieese e do Ministério do Trabalho e Emprego.

 FONTE: Agência Sindical

 

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Foi um ano de avanços, avalia Miguel Torres


O sindicalismo faz um balanço positivo de 2025. O metalúrgico Miguel Torres, presidente da Força Sindical, vai nessa linha. Ele destaca a unidade sindical como fator decisivo para as conquistas. “Mantivemos a unidade das Centrais e do movimento sindical, e isso nos deu força em muitas reivindicações e negociações”, afirma.

É o caso da decisão do presidente Lula de isentar do Imposto de Renda salários até R$ 5 mil e conceder descontos nas faixas até R$ 7.350,00. “Era um item central da Pauta Unitária da Classe Trabalhadora, aprovada na Conclat em 2022. Mas há outras demandas pendentes”, diz Miguel.

O sindicalista também ressalta o êxito da resistência democrática “ante ataques constantes dos setores direitistas”. Essa resistência, com unidade, em sua opinião, cria condições para o movimento buscar novas conquistas em 2026. “Já marcamos nova Marcha a Brasília para o mês de abril”, ele anuncia.

A Marcha é um momento em que as entidades empunham suas bandeiras e reafirmam itens da Pauta Unitária. O presidente da Força Sindical destaca: “Certamente, um dos pontos fortes será o fim da escala 6×1, com redução da jornada de trabalho”. O sindicalismo também buscará isenção do IR para os valores da PLR – Participação nos Lucros e/ou Resultados.

Quanto ao ambiente econômico, Miguel Torres considera o ano de 2025 vitorioso. Ele comenta: “O Brasil cresceu, os empregos aumentaram, tivemos aumentos reais e o tarifaço de Trump acabou tendo pouco efeito em nossa economia. No chão de fábrica, o trabalhador passou a olhar com mais simpatia para os Sindicatos. Tanto assim que a sindicalização aumentou”.

Juros – Para Miguel Torres, um dos desafios do ano que vem será baixar a Taxa Selic, hoje em 15%. Miguel diz: “O Brasil cresceu apesar dessa Selic absurda. Asseguro que se os juros fossem mais compatíveis com a realidade teríamos crescido muito mais”.

MAIS – Site da Força Sindical – (11) 3348.9003.

FONTE: Agência Sindical

 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Paim não desiste de combater a 6×1


Senador foi quem primeiro propôs o fim da escala 6x1.

Avança a luta parlamentar pela redução da jornada e fim da escala 6×1. Quarta, dia 10, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a Proposta de Emenda Constitucional que reduz, progressivamente, a jornada de trabalho para 36 horas, ensejando também o fim da escala 6×1. O senador Paulo Paim (PT/RS) é o autor da proposição.

A PEC visa a mudança gradual, começando com redução pra 40 horas e reduzindo uma hora por ano até atingir as 36 horas semanais. O texto fixa repouso semanal de pelo menos dois dias. Segundo o relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), a implantação da nova carga horária se dará ao longo de cinco anos. A PEC também propõe o fim da escala 6×1. Matéria segue para análise na Câmara dos Deputados.

A PEC tramita no Congresso há dez anos. Mas ganhou visibilidade após manifestações de entidades sindicais, nos dias 7 e 21 de setembro. Mais de 1,5 milhão de pessoas já subscreveram o texto.

Em pronunciamento, dia 10, Paulo Paim enfatizou a importância da qualidade de vida aos trabalhadores, garantindo-lhes mais tempo para atividades pessoais, familiares, como também acesso a lazer e saúde.

Saúde – O INSS, em 2024, registrou 472 mil afastamentos por transtornos mentais, muitos ligados às más condições de trabalho. Documento divulgado pelo gabinete do senador Paim na sexta (12), argumenta que “a redução da jornada melhora a saúde mental e física, com os trabalhadores mais preparados pra aumentar, inclusive, a produtividade”. E mais: “Jornadas mais curtas permitem maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, tempo para a família, estudo, formação técnica, lazer e cuidados pessoais”.

Teimosia – O senador afirmou em plenário que mais de 20 milhões de brasileiros enfrentam sobrejornadas. E as mulheres, segundo ele, “acumulam até 11 horas diárias entre o trabalho profissional e as tarefas domésticas”.

“Na Constituinte, lutamos pelas 40 horas. Mas, no final, a jornada caiu de 48 pra 44 horas. Não engoli aquela história de perder, reapresentando a proposta várias vezes”, afirmou Paim à Folha de S. Paulo em entrevista publicada dia 12.

Emprego – “Se fossem 40 horas, 22,3 milhões de trabalhadores formais seriam beneficiados. Se fossem 36, o benefício alcançaria muito mais, a longo prazo. De imediato, é de 44 pra 40, numa das maiores transformações sociais e trabalhistas da nossa história, ampliando o bem-estar, a qualidade de vida e a dignidade”, afirma o senador.